Monthly Archive: dezembro 2017

29
dez

Adeus 2017

Gelson de Almeida Jr.

“(…) esquecendo as dificuldades do passado, avanço para o fim que está proposto diante de mim” (Filipenses 3:13 – O Livro)


2017 está acabando e leva consigo uma série de derrotas, mas leva também as conquistas. Aquilo que um dia foi alvo e foi alcançado agora é passado, hora de criar novas metas afim de continuar a crescer, as derrotas não devem passar de lições a ser aprendidas.

Talvez 2017 tenha sido um ano de revelações para você, descobriu amizades, quem sabe até um amor, onde nunca imaginou, pode ser também que de onde mais esperava amizade, carinho e cumplicidade tenha vindo tristeza, ódio e desconfiança. Quem você imaginava ser eterno desapareceu e quem você imaginava ser indiferente mostrou-se aquele em quem podia confiar. A vida não foi maravilhosa para ninguém, cada um teve seus bons, mas também seus maus dias, o importante é não valorizar demais, nem uma coisa nem outra.

Muito do que lhe aconteceu em 2017 não foi culpa sua, mas o que levará para 2018, isto sim, é de sua inteira responsabilidade. O sucesso em 2018 poderá ficar comprometido se você não o iniciar da maneira correta. No verso de hoje Paulo afirma que seu foco principal não era o passado, mas o presente e o futuro, e termina sua mensagem dizendo que deixava o passado para trás e sempre seguia em frente, pois tinha diante de si um alvo, a “recompensa a receber no céu, por Cristo Jesus” (verso 14).

O que você levará para 2018? Amizades ou inimizades, alegria ou tristeza, sucesso ou insucesso, vitória ou derrota? Se, como Paulo, deixar as dificuldades para trás e seguir em frente, mirando a recompensa a ser recebida das mãos de Cristo não tem como ter um 2018 ruim, provações poderão vir, mas a certeza de ter o Eterno ao seu lado em todo os momentos tornará tudo melhor.

Que venha 2018, mas que ele traga Cristo com ele.

28
dez

Re-resoluções

Marco Aurélio Brasil

Quando progravámos uma mudança de casa, sempre que localizávamos alguma coisa que não estava legal na nossa vida, dizíamos que isso seria diferente quando nos mudássemos. Se estávamos saindo demais e ficando pouco tempo em família, esperávamos reverter o quadro na casa nova. Se estávamos sem condições de fazer exercícios físicos, idem, e isso acabou virando até mote de brincadeira. Mesmo para as coisas mais insolúveis, dizíamos: “tuuuuudo vai ser diferente na casa nova”. Felizmente algumas coisas realmente mudaram, mas acho que estávamos esperando demais dessa simples alteração geográfica.

De forma análoga, acredito que alguns estão aproveitando o período de festas para fazer balanços e tomaram resoluções para o ano novo. Espero que isso tenha acontecido e que entre as tais resoluções tenha entrado alguma ou algumas que dizem respeito à eternidade, ao que a gente faz com o nosso tempo e com o relacionamento mais importante de todos.

Mas você pode baixar as expectativas ao lembrar que resoluções de anos passados viraram fumaça. Ano novo, vida velha? Racionalizamos pensando que no frigir dos ovos a virada do ano não quer dizer nada, esse negócio é uma convenção, o tempo não precisa ser compartimentado dessa forma e, por conseguinte, resoluções de ano novo são bobagem.

Jesus contou sobre uma vinha que tinha uma figueira bem no meio. O dono da vinha apareceu, viu aquele trambolho e notou que figo que era bom, necas. Mandou o vinhateiro cortar fora, porque algo que recebe seus cuidados, ocupa espaço precioso e não dá frutos, deveria ser retirado. O vinhateiro, contudo, pede mais um ano. Durante este ano, ele vai cavar, adubar, regar e cuidar daquela figueira com o máximo zelo. Se, ao cabo deste ano, a figueira continuar improdutiva, vá lá, corte-se. Mas pede ao dono da vinha um ano mais.

Um ano mais, mas mais nada. Um ano, amigo, pode ser decisivo. Pode determinar o destino eterno da figueira que você é. Quem sabe, passadas duas semanas de novo ano, não seja o caso de reatar
resoluções e reafirmar decisões? Por que esperar alguma outra data significativa ou o próximo dezembro? Um ano pode ser decisivo, o próximo dezembro pode ser tarde demais, a atitude deve ser tomada agora!

Tome a decisão. Mas lembre-se: quem cava, aduba e rega é Ele, o Vinhateiro. Seu trabalho é não desprezar o trabalho dEle, é torná-lo produtivo. Seu trabalho é abrir a Bíblia diariamente e ler o
fertilíssimo adubo que Ele preparou pensando em você, é dedicar tempo a sorver o alimento que Ele manda em doses exatas e certeiras. É abrir os olhos e ouvidos para se tornar tudo aquilo que você pode ser. E acredite: o que aquela figueira pode ser vai muito, muito além do que ela imaginaria.

27
dez

Hoje é Natal?

Gelson de Almeida Jr.

Talvez você responda de imediato que NÃO, hoje não é Natal, pergunto então, qual é o fato utilizado como justificativa para a comemoração do Natal, não é o nascimento de Cristo, o Salvador? Mesmo os que não comemoram o Natal sabem disso.

Não estou defendendo a comemoração do Natal como a data do nascimento de Jesus, historicamente sabe-se que a data foi instituída por uma entidade religiosa que queria combater uma festa idólatra no mesmo dia e chegou até nós quase como uma data fechada. Quero apenas fazer uma reflexão sobre a data e o que as pessoas, de um modo geral, comemoram. Deste modo pergunto, você comemora o nascimento de Cristo apenas nos dias 24 e 25 de dezembro ou comemora todos os dias?

Acerca de Cristo alguns pontos não permitem questionamento:

  • Ele veio;
  • Viveu como exemplo;
  • Morreu por cada pecador;
  • Ressuscitou;
  • Está nos Céu intercedendo por nós;

Além desses pontos outra grande verdade precisa ficar clara, de nada adianta comemorarmos o nascimento de Cristo em nosso mundo se esse nascimento não ocorrer em nossa vida. 

A resposta à pergunta, título dessa reflexão, deveria ser, sim, hoje é Natal, pois estou comemorando o nascimento de Cristo em minha vida. Disse alguém certa vez que de nada adiantará Cristo ter nascido e vivido em nosso mundo se nossa cidade não for uma Belém, se nossa casa não for uma estalagem e se nosso coração não for uma manjedoura onde Cristo seja colocado.

Comemorar o Natal em dezembro pode ser bom, até gostoso, mas comemorar, diariamente, o nascimento de Cristo em nosso “coração”, em nossa vida, isso não tem preço. Ter Cristo em nossa vida é maravilhoso e ainda nos garante o melhor de todos os presentes, a vida eterna ao lado do Eterno. Deixe Cristo nascer em sua vida diariamente e faça de cada dia um dia de Natal.

22
dez

Natal

Gelson de Almeida Jr.

Papai Noel, árvore de Natal, presentes, viagem, festas, comilança, alegria, amigo secreto, amigo ladrão, reencontro, etc., estas são palavras de ordem na maioria das comemorações de Natal em nossos dias. Talvez, com espanto, você esteja me censurando e pensando, “Como ele faz uma lista de Natal e não coloca Jesus!!!”. Confesso que havia escrito “Jesus” na lista, mas apaguei de propósito, e porque o fiz? Pelo simples fato de que muitos lembram-se de tudo no Natal, menos do motivo do Natal.

Talvez, você me censure dizendo que Jesus não nasceu nesta época do ano e, como historiador e teólogo, concordo plenamente com você, mas pergunto: “O que se comemora no Natal, não é o nascimento de Cristo? ”, sim, não importa se é uma data festiva, se é uma data criada por uma entidade religiosa, o fato é que o Cristianismo, de modo geral, adota a data.

Perdoe-me o saudosismo, mas sou da época em que o principal enfeite do Natal era um presépio, onde a figura de destaque era um bebê, representando o infante, nascido em Belém para salvar a humanidade. Quantos presépios você viu até agora? Já viu alguma referência ao “aniversariante”?

Muito mais que mostrar azedume em minhas palavras, quero que ao ler estas linhas você, não importando sua relação com o Natal, se lembre de que, há pouco mais de dois mil anos, as profecias messiânicas se cumpriram, conforme afirma Paulo (Gálatas 4:4). Se possível, pare agora, feche os olhos e gaste um tempo a meditar no que realmente foi e o que representa a vinda de Cristo à Terra. Uma autora evangélica contemporânea afirma que faríamos muito bem em gastar cerca de meia hora por dia para meditar na vinda, na vida e no sacrifício de Cristo por nós.

Ainda dá tempo, corra para terminar os preparativos para o Natal. É gostoso comemorar o Natal, mas de nada adiantará você comemorá-lo sem lembrar de Cristo. Natal sem Cristo é apenas uma festa, como qualquer outra, mas Natal com Cristo é vida, é esperança, é certeza. Passe o Natal com Ele e faça desse o melhor Natal de sua vida.

21
dez

Resolução de anos novos

Marco Aurélio Brasil

Na última semana propus que na hora de fazer um balanço do ano que chega ao fim você estabelecesse como padrão de sucesso ter se aproximado mais ou menos do ideal de “homem segundo o coração de Deus”. Hoje quero sugerir que você repense também suas resolução de ano novo. 

Dizem que não é muito bom fazer resoluções muito ambiciosas, do tipo “vou perder 10 quilos”. O mais efetivo é trocar por resoluções mais factíveis. Se a ideia é emagrecer, por exemplo, o sugerido é tomar decisões como “vou tomar refrigerantes apenas aos finais de semana”. Bem, o que eu pretendo sugerir é o exato oposto desse bom conselho. Quero sugerir que você estabeleça resoluções extremamente ambiciosas.
John Piper escreveu:“Jesus jamais será domesticado. Mas as pessoas ainda tentam domestica-lo. Escolhemos uma de suas características que seja capaz de demonstrar que ele está do nosso lado. Todo mundo sabe que é muito bom ter a companhia de Jesus, mas não a companha do Jesus original, não-adaptado. Apenas o Jesus revisado que se encaixa em nossa religião, paltaforma política ou estilo de vida” (Um homem chamado Jesus, Vida).
Hugh Halter, por sua vez, escreveu: “Todo pai quer que o caráter de Cristo, o coração de Jesus ou a mente de Jesus sejam desenvolvidos em seus filhos, mas não fazem questão de ver a vida de missão de Jesus abraçada por eles. Para ser franco, se seus filhos desenvolvessem o coração de Jesus, eles poderiam escolher viver uma vida de serviço que faria vocês se contorcerem. Se eles tivessem a mente de Jesus ou vivessem a vida dEle, poderiam viver uma vida diferente da que vocês vivem hoje. Eles poderiam desprezar a corrida pelo sucesso profissional e financeiro e quem sabe estar perseguindo a justiça, vivendo pelo pobre ou correndo perigo, tudo porque amam a Jesus. A pergunta definitiva, então, está conosco: queremos mesmo que Jesus inteiro seja formado em nossos filhos?” (Exponential 2014).
Os discípulos são a demonstração inequívoca de que é possível conviver com Jesus sem saber quem Ele é de verdade. Ao ressuscitar eles não O reconheceram e sua decepção com a cruz demonstra que esperavam outras coisas do Messias. 
 
Baseado nesses insights, quero propor que não apenas para o próximo ano – porque isso é tarefa para muito mais tempo – você decida se relacionar com o Cristo inteiro. O Cristo completo. O Cristo “não-revisado”. Que você O conheça como Ele Se revelou, sem mistificações, sem filtros de conveniência, sem distorções conscientes ou inconscientes sobre quem Ele é ou sobre quem seria bom que Ele fosse. Que você ore para que essa cirurgia espiritual aconteça em seus olhos e você, livre do entulho retórico acumulado nos anos idos, enxergue Jesus Cristo em Sua glória completa. Pra que seus anos sejam de fato novos.
 
Esta é a última vez que escrevo “feliz sábado, @migos” este ano, então eu o mudo para “boas festas, @migos!” 
 
Marco Aurelio Brasil, 15/12/17

20
dez

O Comentário Final

Gelson de Almeida Jr.

Anos atrás uma conceituada firma de Boston passou pelo escrutínio de um avaliador. Após observar tudo o que conseguiu o homem falou bem da empresa e dos quatro jovens sócios, disse que eram ricos, prósperos e ativos. Como último elemento de sua avaliação escreveu algo que fez com que os sócios rissem, “Eles, porém, bebem”.

Poucos anos mais tarde, dos quatro sócios, dois haviam morrido, um era alcoólatra e o outro estava na miséria, vivendo de caridade. O detalhe “engraçado” tornara-se fatal para a empresa e seus proprietários.

Numa época como essa, de final de ano, é natural fazermos um balanço de nossa vida, uma autoavaliação, os que possuem baixa autoestima tendem a se ver como muito piores do que realmente o são, mas, o mais comum, é sermos muito “bondosos” e complacentes conosco e extremamente críticos e severos com os outros.

Diariamente somos avaliados por aquilo que pensamos, fazemos ou deixamos de fazer. O relatório final definirá qual será nossa justa recompensa. Felizmente Aquele que nos avalia é também Aquele que nos defende diante do Tribunal divino (I João 2:1).

A verdadeira avaliação, aquela que realmente interessa, é feita por Cristo, Aquele que é perfeito e que nunca pecou, mesmo tendo vivido num mundo pecaminoso como o nosso. Ele entende nossas fraquezas e se apieda de cada ser humano, mas também é Justo, e agirá como tal. Portanto, “Falem e ajam com quem vai ser julgado pela lei da liberdade” (Tiago 2:12 – NVI).

Qual será o comentário final de sua “avaliação”? Um pequeno detalhe na avaliação dos sócios daquela empresa foi a causa de sua derrocada, não permita isto em sua vida, seja fiel e leal em tudo o que fizer.

19
dez

Confiar e andar

Marco Aurélio Brasil

Talvez o maior desafio para todo ser humano que dá de cara com Jesus e ouve Seu convite à conversão seja admitir ceder o controle de sua vida a Ele. Temos um pavor latente a sermos fantoches, títeres manipulados por outra pessoa. Queremos fazer o que entendemos ser melhor, queremos seguir nosso coração. Admitir que outra pessoa, mesmo que seja o nosso Criador, tenha uma idéia mais sábia sobre o melhor caminho e a melhor atitude para nós, causa urticárias a qualquer um. No entanto, o recado da Bíblia é claro: “Entrega teu caminho ao Senhor, confia nEle e o mais Ele fará” (Salmo 37:5).

É por isso que toda conversão começa com um reconhecimento de insuficiência, ou seja, uma dose cavalar de realismo – aqui confundido com humildade. É por isso que a Bíblia é tão explícita e
contundente ao afirmar que nossa justiça é como trapos sujos, que todos pecamos, que todos estamos destituídos da glória de Deus. Aí está o ponto de partida. Enquanto acreditarmos que somos magníficos, maravilhosos, perfeitos e que nossos erros são só deslizes sem importância, enquanto considerarmos nossas concessões como permissíveis e nos consolarmos com a idéia de que “ninguém é de ferro mesmo”, não vamos precisar de um Salvador.

Eis aí o grande drama de nosso tempo. Ninguém precisa de um Salvador, a menos que esteja em uma situação muito difícil (um viciado em drogas, um miserável, alguém com o coração partido). As
pessoas à nossa volta têm assimilado muito bem o discurso deste século pelo qual o importante é você estar feliz consigo mesmo do jeito que é, o importante é encontrar prazer em tudo, restrições e
temperança são repressão ultrapassada, etc. Enquanto isso Cristo convida. E espera. E acho que chora ante um mundo inteiro tão enganado a respeito de si próprio.

Mas existe um perigoso extremo oposto, também. Lembro de meu último estágio no período da faculdade. Foi em uma repartição pública que até que pagava uma bolsa auxílio razoável, dava para comprar alguns CDs e livros e de quando em quando até uma roupinha. O problema é que ali eu não aprendi absolutamente nada, o trabalho era braçal e automático. Lembrar agora de como desperdicei meu último ano de preparação dá até raiva, eu deveria ter procurado outra coisa logo no segundo, terceiro mês, pedindo a ajuda de Deus para achar. Entretanto, por confiar nEle, eu achava que poderia deixar a maré me levar. Confundi confiança com imobilismo.

Ele pede que entreguemos o caminho mas não paremos de caminhar. É importante desenvolver um espírito de gratidão e estar satisfeito com o que temos, mas a estagnação não é desejo de Deus. Jacó, por exemplo, não se conformou com ser um servo de seu sogro e ser por ele expoliado, ao contrário, encontrou maneiras de reverter a situação sem quebrar o contrato que tinha com Labão.

Eis aí o tipo de exemplo que eu gostaria de dar para as pessoas: alguém que confia e caminha sem parar.

15
dez

Moral x Legal

Marco Aurélio Brasil

Eleições presidenciais dos Estados Unidos da América costumam envolver uma discussão que não tinha nada de linhas macroeconômicas, projetos estruturais, propostas de saúde ou educação públicas, desemprego ou questões de soberania nacional. Fala-se muito em temas como proibição do aborto, oração nas escolas e direitos dos gays.

26Sendo o país próspero que é, pode parecer compreensível e até lógico que os americanos se dêem ao luxo de relegar aquelas outras coisas todas para um segundo plano, mas a verdade é que eles têm muito problema de desemprego, miséria, um sistema de saúde problemático, uma dívida interna gigantesca, enfim, assuntos mais evidentemente “presidenciais” suficientes para deixar a eleição tratando do que deveria tratar. Por que então aqueles outros temas pareceram tão decisivos?

Circulou pela internet com certa insistência no meio cristão um texto que reproduzia uma suposta entrevista da filha de Billy Graham, o famoso pregador, à entrevistadora Jane Clayson na TV americana. A entrevistadora perguntava a ela por que Deus havia permitido algo horrível como os atentados de 11 de setembro de 2001 e a resposta, aparentemente recebida com entusiasmo pelo meio cristão brasileiro também, dizia que Deus estava triste com os EUA por terem proibido as orações e a leitura da Bíblia nas escolas, terem permitido o comércio de revistar pornográficas e por aí afora. Essa resposta está perfeitamente adequada ao pensamento da direita cristã americana, que entende serem os EUA um novo Israel, que só perde uma batalha porque Deus o abandona e Deus só o abandona por ele não ser fundamentalista como o antigo Israel deveria ter sido. Daí transferirem esses temas para a eleição do presidente.

O tema é importante, porque lança luzes sobre o que devemos esperar de nossos representantes políticos. Deveriam eles impor através de leis a prática de princípios religiosos? Deveriam eles impor a cosmovisão cristã como os não-cristãos buscam impor sua cosmovisão evolucionista, ateísta e antropocentrista?

Foram revolucionárias as palavras de Jesus “dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. Com elas Jesus inaugurou a separação entre Estado e Igreja. Graças a esse ensino, os cristãos
não podem impor sua moralidade para todos nem tornar algo ilegal por ser imoral. Não se pode exigir que outros creiam e moral depende de crer.

Curioso notar que no Velho Testamento, os juízos proferidos sobre as nações pagãs pelos profetas não tinham como causa direta a inobservância do sábado ou o descaso com o sistema sacrifical do
templo hebreu, mas sim crimes “comuns”, como derramamento de sangue, traição, rir da desgraça alheia e por aí afora. Por aí se vê que nem no tempo da Igreja Estado Deus impunha a religião àqueles que nela não criam.

A fé não se impõe. Ela constrange. Ela conquista. “Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo o bem, façais emudecer a ignorância dos homens insensatos” (I Pedro 2:15).

15
dez

Ele me Remiu

Gelson de Almeida Jr.

Keith L. Brooks (1888-1954) conta história de uma garota que estava no mercado de escravos para ser vendida. Chorava tanto que atraiu a atenção de um homem que estava na feira. Indagando o motivo do choro descobriu que fora criada com muito carinho por um proprietário bondoso e estava aterrorizada imaginando quem seria seu novo dono.

O homem indagou o preço e, mesmo achando um pouco alto, resolveu comprá-la. Logo após fechar o negócio dirigiu-se à garota e disse-lhe que estava livre, mas percebeu que o choro não cessara. Percebeu que ela não sabia o que era LIBERDADE, pacientemente explicou-lhe o que era liberdade. Quando acabou de explicar viu que a garota parara de chorar, mas sua reação foi impressionante. Disse ao homem: “Eu o seguirei. Eu o servirei a vida toda”. As pessoas que visitavam a casa daquele homem estranhavam o modo gentil e solícito como ela servia a todos, principalmente o dono da casa. Quando indagada a respeito ela respondia: “Ele me remiu”.

Como pecadores, ao mesmo tempo que temos uma sentença de morte sobre nossa cabeça temos a promessa da vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor, Salvador e Redentor (Romanos 6:23). Ele nos remiu e graças a isto estamos livres do cativeiro do pecado e de todas as suas mais funestas consequências. Nossa única resposta para tudo isto deveria ser a resposta do amor, isto é, o serviço amoroso e desinteressado por Ele e por todos os Seus filhos.

Deus amou o mundo de tal maneira que deu o melhor que tinha, deu o Seu Filho para morrer por nós afim de que tivéssemos direito à eternidade (João 3:16). Amor gera amor, qual é sua resposta a tão grandioso gesto de amor?

14
dez

Fechando para balanço

Marco Aurélio Brasil

Já dezembro vai alto e se avizinha aquele tempo de fechar para balanço. Olhar o que foi, o que deveria ter sido, o que poderia ter sido, o que se queria tivesse sido. Queria lhe propor uma coisa. Quando você estiver fazendo isso, estipule para si mesmo um padrão de sucesso um pouco diferente do que seria natural. Chame de sucesso o ter se tornado alguém mais perto do padrão “segundo o coração de Deus”.

Você pode aproveitar o próprio ato de avaliar o período que se encerra para reforçar esse conceito de sucesso. Olhe para trás como Davi, o “homem segundo o coração de Deus”, faria.
No Salmo 21, ele canta “Ó Senhor Deus, o rei está muito feliz porque lhe deste força; está muito contente porque o tornaste vitorioso. Tu satisfizeste os seus mais profundos desejos e lhe deste o que ele pediu.”  Não é que Davi haja redigido essa poesia de gratidão e guardado na gaveta, ele está no livro de Salmos, ele compõe o hinário oficial do povo judeu. Por outras palavras, Davi, uma vez estabelecido como rei depois de um longo período de angústia e incerteza, tributou a Deus todo o crédito pelas vitórias e fez questão de que todos de seu povo soubessem disso.
A História diz que quando alguém alcança o topo, pensa logo em como se fixar lá e, para tanto, é preciso enaltecer e engradecer seu próprio nome. Davi, contudo, pega a coroa e aplaude a Deus. E pede que todos aplaudam junto dele.
Quando você fechar para balanço e for estabelecer projetos, metas e prognósticos para o ano que entra, peça a Deus que lhe conceda a graça de, a começar desse momento, você ser um pouco mais parecido com Davi. E que assim você veja o que passou e tenha um desejo intenso de gritar aos quatro ventos: Ó Senhor Deus, eu estou muito feliz porque me deste força. 

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