Tag Archive: Testemunho

06
set

Sermão Vivo

Gelson de Almeida Jr.

Certa vez um missionário perguntou a um fiel o que mais o influenciara a se tornar um cristão. O homem, muito conhecido na região por haver sido muito ímpio, após pensar um pouco respondeu:

– Esses olhos já viram muitos males, estas mãos já praticaram muito pecado e violência. Minha mente estava constantemente premeditando e forjando o mal, mas… quando meus amigos que foram ladrões deixaram de roubar, quando mentirosos começaram a dizer a verdade, quando homens cruéis se tornaram bondosos, concluí que devia haver em sua religião cristã algo de valor. Vi isso não no templo, mas na vida deles.

Sem que soubessem, aqueles homens eram um sermão vivo acerca do poder transformador do evangelho do Mestre. Provavelmente não imaginavam que o mais poderoso sermão que poderiam pregar não seria através de palavras, mas de ações que comprovassem seu novo estilo de vida. Seu sermão vivo trouxe das trevas do pecado seu antigo companheiro de orgias e crimes.

Muitos afirmam possuir enorme dificuldade em levar alguém aos pés de Cristo, dizem não ter jeito, não saber falar, ter vergonha, etc. Em realidade deveriam procurar viver tudo aquilo que já aprenderam e se aprofundar, cada dia mais, no conhecimento da vontade do Pai.

Quer ser um “pregador” de sucesso? Fale menos e viva mais. Ti (mais…)

01
abr

O Pão de cada dia

Humano que sou, não raro me pego pensando na necessidade de buscar riquezas que possam guarnecer minha casa de maneira que conforto algum falte à minha família. Instrução de qualidade, assim como alimentos, automóveis, roupas, lazer, tecnologia e objetos de trabalho de igual teor custam caro. Isto faz com que eu trabalhe sobremaneira, buscando alcançar a aquisição dos bens que o mundo me diz, fariam a diferença em minha vida.

Este pensamento é tão forte nos homens, mesmo entre os crentes em Deus e em Seu filho Jesus, que sua maioria, mesmo sabendo bem viver com o básico, nutre tal desejo. Dito isso, contudo, justificado pela intenção do coração que ouve o chamado para viver pela Palavra, busco compreender a profundidade e a intenção do seu contexto; também a que sustenta o mundo.

Acaso sei quanto tempo irá durar a vida que recebi para viver como alma vivente? Acaso posso dizer com segurança – amanhã farei isso ou aquilo – se isso não for da vontade de Deus? Pergunto: o que me diz a Palavra quanto ao que devo buscar? O reino de Deus e sua justiça. Isto é o que devo buscar enquanto viver, e tudo o mais me será acrescentado. Esta palavra de Cristo me ensinou que não devo desperdiçar meu tempo, afinal, ele deve ser empregado com o que de fato importa.

Qual foi a sua lição, senão que ajuntemos tesouros nos céus, de onde nada se perde. Afirmando ainda que onde estivesse nosso tesouro, eis aí revelados os desejos do nosso coração. Sendo discípulo, acaso a minha vontade não deve estar diretamente relacionada à do Pai, revelada pelo filho? Qual seja, viver pelo tempo eterno que me é oferecido, em detrimento do temporal que pouco passa de um século. Não se engane. Ninguém pode servir a dois senhores.

Tomo também o exemplo de Paulo e me corrijo. Ao escrever aos filipenses, afirmou ter aprendido a se adaptar a toda e qualquer circunstância, sabendo o que era passar necessidade e também ter fartura. Aprendeu o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, estivesse bem alimentado ou com fome, tendo muito ou passando necessidade. Sentenciou ele, como quem conhece a razão de sua existência, depois de ouvir o chamado de Deus por meio de Cristo – “Tudo posso naquele que me fortalece”.

O que melhor me sustenta, percebo, se resume em uma conclusão: se tenho intimidade com Deus, tenho coisas muito mais importantes para me preocupar. Não posso acrescentar nem mesmo uma hora à vida que vivo, em contrapartida sou convidado a viver atitudes que me levem a ter direito à eternidade junto ao meu Criador, vivendo riquezas incomensuráveis e que não se comparam às riquezas do mundo.

Se tenho necessidade de mantimentos de toda sorte, antes de minha consciência em relação a isso, meu Pai sabe que delas necessito, e Ele as supre à medida em que busco Seu reino e Sua justiça. Não há nada mais importante para me preocupar enquanto viver.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

26
jan

Vá pro inferno

Marco Aurélio Brasil

E se eu lhe disser que é isso mesmo, que você tem mais é que ir para o inferno? A gente se esforça demais para ir para o Céu quando deveria estar indo na direção oposta porque foi isso que Jesus fez e nos ordenou fazer também.

Do jeito que Dante fez, mas todo santo dia

Segundo Romanos 8:15, nós fomos adotados por Deus. Isso não tem nada que ver com nosso comportamento e nossas boas obras, mas com nosso relacionamento com o Filho dEle. Sendo adotados por Deus, a herança que Ele tem para cada filho Seu, o Céu, está garantida. Basta mantermos de nosso lado o relacionamento que nos ergueu à condição de adotados pelo Deus todo poderoso. Na verdade, o Céu é nossa origem e nosso destino final, então porque tanto esforço para ir para o lugar que já é nosso?

Já o inferno, descrito na Bíblia como um lugar de esquecimento em que todos jazem na morte e que será jogado no lado de fogo junto com a morte, segundo Apocalipse 20:14, bem, o inferno é também um lugar que está no presente, e não no futuro. Porque Jesus chamou aqueles que não estão se relacionando com Ele de mortos (Mateus 8:22) (e lugar de morto é no inferno, no esquecimento). Porque Jesus disse que as portas do inferno não prevaleceriam contra a igreja (Mateus 16:18).
Sabe, eu já topei o dedo e até a cabeça em algumas portas, mas eu sei que não foram elas que me atacaram e sim eu, estabanado, quem me feri. Quando Jesus diz que as portas do inferno não prevalecem sobre a igreja, Ele não está se referindo ao ataque do inferno à igreja, porque portas são imóveis. Ele está Se referindo ao exato contrário: a igreja atacando o inferno. Entrando nele. Fazendo discípulos entre os mortos espirituais. Salvando almas que jazem no esquecimento.
Você está preocupado em não se deixar influenciar pelos mortos? Você só se permite relacionar, e superficialmente, com aqueles mortos mais coradinhos, que não cheiram tanto quanto mortos, que não agem tanto como mortos, que não ouvem músicas que mortos ouvem normalmente e não comem e bebem e injetam na veia coisas que mortos comem, bebem e injetam normalmente? Você teme que os mortos possam tirar você do caminho do Céu? Por medo das más influências você está abdicando de ser a boa influência, de ser a luz maculando as trevas? Será que você não leu a advertência terrível do Mestre afirmando que qualquer que procurar salvar a sua vida, perdê-la-á, e qualquer que a perder, salva-la-á (Lucas 17:33)? Você exige que os mortos fiquem mais parecidos com os vivos para só então chamá-los de irmãos?
Meu amigo, e se eu lhe disser que o caminho do Céu não é esse que você está trilhando, e sim o exato oposto? E se eu eu lhe disser que o seu lugar é invadindo o inferno repetidas vezes, intencionalmente, decididamente, alegremente, amando cada morto como se ele fosse seu pai, seu irmão de sangue, seu primo, exatamente como Jesus Cristo fez?
Ora, vá para o inferno. Hoje.

31
maio

Viva a Vida

Marco Aurélio Brasil

“Viver é a coisa mais rara do mundo, já que a maioria das pessoas se limita a sobreviver” dizia Oscar Wilde com sua habitual espirituosidade. Eis aí uma grande verdade, embora o conceito que ele tinha de “viver” não tenha nada a ver com a ideia que eu faço do assunto.

Na verdade, não é apenas quanto ao que seja vida que os conceitos das pessoas diferem brutalmente. Poderia dizer o mesmo dum monte de coisas, como liberdade, por exemplo. Ora, a despeito de Jesus ser uma pessoa universalmente admirada, Seus conceitos a respeito dessas coisas não gozam de muita popularidade. Quer ver? Por mais que Ele diga: “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8:32), atrelando, pois, a ideia de liberdade ao conhecimento da verdade, o mundo idolatra a liberdade do “é proibido proibir”, do “faça o que tu queres pois é tudo da lei”, do “cada um cada um”. A despeito de a Bíblia afirmar que devemos proceder como quem será julgado pela “lei da liberdade”, qualquer lei nos cheira a cerceamento da dita cuja. E por mais que Jesus Cristo diga, continuando o texto supra citado “Eu sou o caminho, a verdade e a vida…, viver de fato para a esmagadora maioria das pessoas não envolve a pessoa dEle necessariamente, ou envolve mas muito distantemente, muito perifericamente. Viver seria sexo livre em profusão, ou dinheiro a rodo, ou poder, ou fama ou todas as alternativas ao mesmo tempo. Não Cristo, isso não. Isso não se parece com vida!

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Na contramão e sorrindo

Imagina só se o cidadão que pasta pra levar o pão nosso de cada dia pra mesa da família, espremido nos ônibus da vida, imagina só se esse cabra está, de fato, vivendo. Nunca! Impossível!

Como fez com o conceito de pecado (Mateus 5), contudo, Cristo mostra que vida e liberdade são coisas que se encontram muito abaixo da epiderme, atrás da testa, algo nada superficial mas interiorizado, não tão aparente. Logo, o cidadão mencionado acima pode muito bem ter vida, e vida em abundância e o observador desatento não o sabe!

Oras, cada um pensa conforme o que vê e ouve, conforme as experiências de vida que teve. Falta a algumas pessoas a evidência em contrário, a evidência de que vida pode ser algo diferente, porque os que conhecem a vida e a liberdade não se orgulham dela.

Jesus deu Sua última ordem aos que O seguem: “ide e pregai o evangelho“. Ele queria, portanto, que cada um de nós fosse, saísse do lugar. Não disse: convidem para que as pessoas venham à igreja ouvir o evangelho! É preciso a evidência pulsando ao lado de cada um para que ninguém tenha a desculpa de não saber o que realmente seja ter vida em abundância, o que realmente significa ser livre!

É preciso que você viva a liberdade e a vida aonde as pessoas que alimentam outras ideias a respeito dessas coisas estão. Quem jamais abriu a Bíblia precisa ler seus princípios fundamentais no seu sorriso, na sua prestatividade, no seu desprendimento, na sua não-cobiça, não-orgulho, não-egoísmo. Nas suas atitudes e nas suas omissões eles precisam ver Cristo, ver a sua vida como uma carta viva dEle, explicando as coisas, colocando os pingos nos is.

Se você se sente remando na contramão por ter um conceito diferente da maioria sobre vida, liberdade e outras coisas mais, pense que isso é uma responsabilidade que Cristo lhe confiou e alegre-se! Nas coisas de Deus, grandes responsabilidades representam concomitantemente grandes, enormes alegrias!

Se você se sente remando junto com a corrente, contudo, abra os olhos e procure uma dessas cartas vivas e permita que Cristo expresse Suas idéias. O resultado disso, amigo, há de ser certamente VIDA e LIBERDADE.

14
maio

No caminho da Sabedoria

No Caminho da SabedoriaProcuro meditar no fim de todos os dias, um costume meu que me soa mais do que um simples balanço, mas também uma forma de identificar e compreender se houve sabedoria em meu caminho. Ato contínuo me lanço em busca de uma leitura bíblica. Ao por do sol desta sexta, para a minha surpresa, me deparei com a palavra do quarto capítulo do livro de provérbios, que contém exatamente as linhas gerais sobre a supremacia da Sabedoria.

Viver sob a égide da sabedoria é um princípio que encontra o equilíbrio para todas as situações. É, antes de tudo, a atitude que se coloca debaixo das asas do Eterno, bendito seja o Seu nome. Andar por sabedoria é encontrar o caminho correto na relação com todas as coisas e pessoas. É também permanecer calado quando não se consegue nem mesmo enxergar a melhor resposta, afinal, não raro nesses casos é propriamente a melhor resposta a ser dada. É, enfim, compreender o mundo, não para julgá-lo, mas para perceber onde nele podemos ser luz e sal.

Eis a atitude que nos transforma e nos faz avançar em caminhos que não poderíamos sequer saber como pensar ou agir por nós mesmos, pois ainda que haja a presença do melhor da sabedoria humana, por ela não encontraríamos a transformação que nos leva a vivermos, por exemplo, momentos angustiosos sem nos abalarmos com isso, pois sabemos que não é este o nosso mundo. A sabedoria divina nos concede equilíbrio, paz, crescimento espiritual. Fortalece-nos de uma forma extraordinária.

Tolo o homem que se credite ser sábio sem que a sabedoria lhe seja dada do Alto. Quando as primeiras linhas do provérbio em comento se iniciam, registra o escriba: “Ouvi, filhos, a correção do pai…”. Se este pai não contiver a sabedoria do Alto, ele e seu filho andarão apenas pelos justos conceitos humanos, guiados por sabedoria e justiça advindos dessa seara – o que é admirável, diga-se de passagem -, contudo nada representando diante da obra de Deus, pois neles se ausenta o ser sal e luz entre os homens, a fim de lhes dar o testemunho do Cristo. Quando no livro de provérbios o Criador, pelas mãos do escriba, afirma ao filho que ouça seu pai, se refere ao pai que anda na vereda do Eterno. Eis a diferença.

Ali, ao meditar as palavras que dizem – “adquire sabedoria e não a te afaste de tua boca; não a abandone e ela te guardará; ama-a e ela te protegerá” – me perguntei o que mais poderia querer para bem seguir a vida, afinal, os mesmos versos concluem – “retenha em seu coração essas palavras, guarda os meus mandamentos e vive”. Bendito é o Senhor que me conduz pelo caminho da sabedoria e me encaminha por veredas retas!

Sadi – O Peregrino da Palavra

07
maio

A você, minha Mãe

MãesHá momentos na vida em que mesmo tendo a certeza de que é somente debaixo das asas do Pai onde encontramos refúgio seguro, é de nossa mãe que lembramos desejando um abraço, ouvir a sua voz ou apenas contemplar o seu rosto. Algumas vezes isso não nos é mais possível, contudo há dentro de nós algo que ainda nos acalenta quando é dela que falamos: o amor de mãe.

Um simples olhar seu já nos diz que os seus braços estão abertos para nos receber, compreendendo tudo o que há dentro de nós sem que precisemos dizer coisa alguma. E normalmente querem tão somente acalentar, pois o coração de mãe é o que mais se aproxima à semelhança do coração de Deus: afinal, sabe o que vai dentro do coração de cada filho.

Amor incondicional é o que se dispõe desde o instante em que sabe que nos carregará em seu ventre por alguns meses. Talvez seja esse o tempo quando se formata em cada uma delas a consciência da eternidade, a elas revelado para que recebam a essência do caminhar ao nosso lado enquanto haja ar em suas narinas, gerando-nos quantas vezes for preciso ao longo de nossa jornada.

Sua existência é tão bem-aventurada que o próprio salmista se encarregou de transmitir as palavras do Eterno, a traduzirem o ventre como o limite primeiro onde já nos encontrávamos debaixo dos olhos do Senhor. “Por Ti tenho sido sustentado desde o ventre”.

Mãe, o que falar de você enquanto somente as lágrimas dos meus olhos conseguem traduzir a gratidão que transborda de meu coração, inundado de amor por você, sentimentos que me dizem jamais poderei retribuir à altura os seus gestos. Resta-me ajoelhar diante do Eterno e clamar para que derrame bênçãos sem medida sobre sua vida, ainda que nesse momento eu possa ouvi-la dizer que eu, seu filho, sou toda a bênção que você esperava da vida.

Mãe, muito obrigado por tudo que entregou a mim, ainda que eu me confesse impedido de mensurar ou conceituar com justa medida todo esse ato de amor. Creio eu, um dos mistérios que a humanidade haverá de conhecer quando da volta do Cristo – a intimidade do coração de mãe em seus instantes com o Eterno.

Com amor, teu filho,

Sadi – Um Peregrino da Palavra

27
nov

# Tempos difíceis

imagesEis aí um termo muito repetido no meio evangélico. Tempos difíceis. Mas, por que difíceis? A maioria deve responder, com certeza, que por guerras, fome, terrorismo, corrupção, perseguições religiosas.

Mas, o que fazer para não vivermos tempos difíceis? Estar em paz? Mas, como ficarmos em paz diante de tantos horrores? Cristo é a resposta, e a transformação que ele proporciona não tem nada a ver com viver angustiado. Ou se é discípulo que aprendera de fato a lição, ou se está vacilando nos ensinamentos.

“Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos, trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos; e assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal”.

Parece-me, corrijam-me se eu estiver errado, mas este texto de Paulo mostra que em Cristo há uma transformação que nos mantêm íntegros, em paz, não importando se morremos ou não, afinal, também o apóstolo afirmara: “Segundo a minha intensa expectação e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte. Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho”.

Se nós somos entregues à morte por amor de Jesus, como poderíamos viver outro comportamento senão amando. E quem ama não pode se misturar com medo, com ódio, com o mundo, enfim.

A semente do Peregrino da Palavra, então, te entrega este texto final de Paulo para que pense sobre a decisão de viver em tempos difíceis ou o amor…“Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido…

24
nov

Fonte no deserto

Marco Aurélio Brasil

Outro dia eu conversava com amigos sobre o encontro de Jesus com aquela mulher samaritana, registrado em João 4. A gente tentava tirar lições do método de aproximação empregado por Jesus.

Ele quebrou paradigmas sociais ao se dirigir a uma mulher samaritana pedindo água. Surpresa, ela apontou a esse fato e a tréplica de Jesus tirou a conversa de preconceitos e já introduziu um forte contingente espiritual. “Se você soubesse quem está falando contigo e tivesse o dom de Deus, você é que me pediria água”.
Ponto final. Nenhuma explicação adicional, nada de legendas. Ele deixou ela processar aquela afirmação sem maiores elementos para a entender. Acreditando que o assunto ainda era água física, a mulher apontou ao fato de ele não ter com que tirar água do poço. Jesus então lança a célebre frase: “Todo o que beber desta água tornará a ter sede; mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna”.
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A mulher não estava preparada para mudar a conversa da água física para a espiritual e pediu da água que Jesus vendia dizendo que seria uma boa não ter que retornar para o poço pra tirar água. Nesse momento Jesus mostrou que era mais do que um homem qualquer mostrando que conhecia a vida inteira dela.
Basicamente o que Jesus fez foi mostrar para ela a real origem de sua sede ou sua sede principal. Ela tinha tentado satisfazer essa sede pulando de relacionamento em relacionamento, sem perceber que a fonte da satisfação não estava em homens.
As pessoas ao nosso redor – e nós mesmos amiúde – não percebem que estão buscando saciar a sede em água que não satisfaz. Se conseguíssemos apontar a esse fato a elas de forma tão gentil e sábia como Jesus fez!
A mulher chegou ao poço com sede. No final daquele dia ela havia encontrado o Messias e testemunhado a toda sua vila. “E diziam à mulher: Já não é pela tua palavra que nós cremos; pois agora nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo”.
Cumprira-se o que Jesus prometera. Em tempo recorde, a sedenta se transformara numa fonte de água que jorrava para a vida eterna.
E então penso: há quanto tempo eu encontrei o Messias? Quanto tempo falta para eu me tornar uma fonte de água para as pessoas que me rodeiam? Por que tenho buscado outra coisa qualquer nesta existência?

08
nov

# A paz diante dos olhos

Yoram RaananUm amigo nestes dias me confessou ter vivido e conhecido o bastante para se convencer que definitivamente não há paz no mundo. Bom, não resta dúvida de que esteja certo, contudo, não creio precisar de muito tempo de vida para se chegar a essa certeza.

Convencido de que a única paz possível seja a que experimenta o coração consolado pelo Espírito Santo de Deus, ele concluiu que a paz no universo somente se efetivará quando o Eterno, bendito seja o Seu nome, acabar definitivamente com o causador de todo o mal.

Uma pergunta não se calou em mim desde que o ouvi: “Se alguém de fato experimenta a paz que vem de Deus, especialmente pela presença de Seu Espírito Santo, como deixaria de vivenciar a plenitude desta que é a paz que excede todo o entendimento?

Eu sei, ele afirma o conhecimento da paz pela experiência que mantém com o Espírito do Eterno, e porque o mundo não a tem, é que vive tamanho conflito.

Perfeito, contudo, ao lançar a pergunta acima, a faço porquanto meus pensamentos se desdobram movidos pela seguinte palavra pronunciada pelo Messias: “Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos, e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa”. (João 4:35)

Se movidos, portanto pelo Espírito Santo, que então possamos viver de maneira a nos despirmos do que os olhos veem, permitindo-nos única e definitivamente vivenciarmos a paz no mundo pelos olhos da fé, colhendo-a dos campos onde muitos acreditam não estarem prontos.

Como um peregrino da palavra, deixo-os com esta para a sua meditação. Caso encontrem nela alimento para o espírito, que possam, sobretudo semeá-la em nome da paz. E que o Espírito de Deus revele a cada coração transformado a maneira como isso seja de fato a realidade proposta, sobretudo como novidade de vida que convém vivermos.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

16
out

# Vivendo e aprendendo

jesus-21-300x225Há situações na vida que facilmente podem nos tirar do sério, levando-nos a agir sem o equilíbrio que é uma das colunas que sustentam a mensagem da palavra de Deus. Contudo, diante de tais fatos é preciso parar e refletir, afinal mesmo que por razões que pareçam justas aos nossos argumentos, podemos estar contribuindo pouco ou quase nada às pessoas, a nós mesmos e ao contexto à nossa volta, se agirmos fora do espírito.

Visto, sobretudo por esse prisma, somos apoiados na máxima paulina que afirma – todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus. Se assim cremos, com isto crescemos.

Há algumas semanas, um escritor teceu uma crônica a ser apresentada como abertura à mensagem principal em uma palestra. Pois bem, tais linhas deveriam ser lidas mediante o recurso de um teleprompter que auxilia a apresentação, permitindo-lhe inclusive a interpretação que se fazia necessária. Contudo, na hora certa o recurso não foi acionado, deixando o leitor à própria sorte diante da plateia.

Tomado pela insegurança, o leitor que também era o escritor daquele texto tentou buscar na memória a sequência da história. Como era repleta por detalhes que faziam toda diferença à compreensão do texto, infelizmente a mensagem que era para ser motivacional, tornou-se inadequada, pois não recordara de tudo o que havia sido escrito.

Isso causou-lhe inicialmente uma indignação, afinal, depositara nas mãos daquele recurso tecnológico, operado pelo humano, toda a possibilidade de se alcançar o resultado desejado. A indignação levou-o à insegurança e assim desencadeou-se o desequilíbrio.

Contudo, pela mensagem encontrar respaldo na palavra de Deus, isso fez a diferença enquanto o escritor se permitiu refletir a partir dela após o fato. Para uma situação que inicialmente encontrara motivos para se indignar, ele se esvaziou de si mesmo e chegou à conclusão de que não apenas aprendera a esperar em Deus, preparando-se ao ponto de enfrentar as surpresas de todo dia de forma positiva, assim como percebeu que a situação a que fora exposto serviu sobremaneira para que seu ego fosse identificado e cortado pela raiz.

Sim, grandes lições nos levam ao crescimento, sobretudo espiritual, quando nos permitimos vivenciar a máxima que diz que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus. Se você ama a Deus, por certo haverá de encontrar mesmo nas situações mais difíceis, um bom motivo que se aplique ao seu crescimento espiritual, proporcionando ações positivas ao seu redor, extraindo o melhor de tudo o que te acontece.

Que todos possam desfrutar do sábado a partir do por do sol desta sexta. Um abraço do Peregrino da Palavra

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