Tag Archive: salvação

12
maio

O Encontro – Parte V

Gelson de Almeida Jr.

Encerrando essa série sobre pessoas que tiveram um encontro inesquecível com o Salvador, fugirei à regra de falar de um encontro e falarei de dois encontros, relatados no evangelho de Lucas. Em ordem cronológica, o primeiro encontra-se no capítulo 19:1-10, é o encontro de Zaqueu com Cristo. Publicano, cobrador de impostos e odiado pelo povo queria muito ver o Mestre, mas o receio da multidão fez com que se escondesse em meio à vasta folhagem de um sicômoro, mesmo assim o Mestre o encontrou e pediu para ir à sua casa.

Cristo pediu para ir à casa de Zaqueu, mas, muito mais que abrir as portas de sua casa, abriu seu coração para a entrada do Salvador. Ao final do diálogo entre ambos Cristo afirmou: “Hoje a salvação entrou nesta casa”.

Pouco mais adiante (23:39-43), encontramos o relato da crucifixão de Cristo. Pendurado na cruz entre dois malfeitores, com dores atrozes e perto de sua morte ainda era alvo de zombarias, enquanto um deles zomba de Sua situação o outro clama por salvação e ouve dEle que, a partir daquele instante, sua salvação estava garantida.

Dois encontros que mudaram radicalmente a vida dos envolvidos. A sociedade os considerava párias, Cristo os considerava candidatos à salvação. Começaram o dia como abjetos e terminaram como salvos. Ao longo de sua vida cada um tivera centenas, milhares de encontros, mas encontros que em nada mudaram sua vida, mas, nesse dia, tudo mudara, encontraram-se com Cristo, com o Salvador, não desperdiçaram a oportunidade.

O mesmo tipo de encontro que esses homens tiveram você pode ter agora, nesse instante. O Salvador deles é o seu também, o que Ele fez por eles deseja fazer por você. O desejo é dEle, mas a escolha é sua. A Salvação está batendo à sua porta agora, porque não a deixa entrar?

03
maio

O Encontro – Parte II

Gelson de Almeida Jr.

Continuando a série sobre encontros especiais com o Mestre, quero meditar um pouco naquele que, para mim, é um dos encontros mais emblemáticos. Relatado em Marcos 10:46-52) mostra o encontro de um mendigo cego, que vivia a esmolar às portas de Jericó, chamado Bartimeu e Cristo.

Mesmo cego, o homem devia possuir um conhecimento razoável acerca de Cristo, pois ele muito desejava esse encontro. O relato afirma que, quando ouviu falar que Jesus de Nazaré se aproximava, começou a gritar o Seu nome e a clamar por misericórdia. Repreendido para que se calasse, gritou mais alto. Nessa época já existiam os que trabalhavam para impedir um sincero filho de Deus de se expressar livremente ou clamar Seu auxílio. Parando, o Mestre mandou que o chamassem. O restante do relato mostra um homem determinado, sabedor do que realmente queria e de um desprendimento invejável.

Destaco dois aspectos que o texto apresenta daí para a frente, o primeiro é que, assim que lhe disseram que o Mestre o chamava ele largou tudo o que tinha, uma capa, para trás e foi até Ele (v. 50); o segundo é que, logo após receber o seu milagre, o dom da visão, passou a seguir o Mestre pelo caminho (v.52).

Esse relato mostra que não precisamos ter uma boa visão para nos encontrar com o Mestre, precisamos determinação para sair ao Seu encontro e disposição para nos despojar daquilo que nos impeça de ir até o Pai e por Ele ser abençoados. Muitos não conseguem um encontro de qualidade, pois não se despem da capa, que pode ser de vários tipos, do preconceito, do orgulho, da justiça própria, da desconfiança, da autossuficiência, do “zelo” cristão, etc.

Vá ao encontro do Pai, dispa-se de tudo que impeça de ser um encontro “mágico”, e, quando receber o dom do Pai, siga-O pelo caminho. Não basta ter o encontro, ele tem que operar uma mudança em você.

14
abr

Felizes os Mansos

Gelson de Almeida Jr.

Sobre minha mesa tenho os nomes de sete alunos cuja família deverá ser convocada para que tome ciência de ações praticadas pelos mesmos. Um deles fez um comentário ofensivo no grupo de WhatsApp da turma, outro revidou com um comentário pior, em questão de minutos haviam se envolvido numa discussão ferrenha, chegando ao ponto de ameaças à integridade física de terceiros. Tentando se explicar diziam: O fulano começou. Disse-lhes que, tivessem eles ficado em silêncio e tudo teria se resolvido de forma tranquila.

Atitude muito diferente da de Cristo quando estava diante de seus acusadores. Após uma enxurrada de perguntas e acusações, que espantaram o próprio Pilatos, o que realmente impressionou o tribuno foi a atitude do Mestre, silêncio absoluto, não emitiu uma única palavra (Marcos 15:4 e 5). Aquele que criara a Terra com o poder de Sua palavra, que, com um leve gesto, poderia ter destruído a todos, e que era absolutamente inocente, não falou nada. Mostrou que a mansidão, por ele pregada no sermão do monte, não era para ser falada ou defendida, era para ser praticada.

Quantos há que, no plano espiritual, se acham fortes, quase invencíveis, mas são facilmente derrotados no quesito “temperamento”.  Os alunos perderam a condição de inocentes no instante em que deixaram a mansidão de lado e partiram para o ataque. Perderemos a condição de inocente, a possibilidade da intervenção divina plena e, por que não dizer, a eternidade, se deixarmos de lado a mansidão. Saber ouvir e silenciar são as regras de ouro da mansidão e mansidão é condição sine qua non para herdarmos a eternidade.

27
jan

Salva Vidas

Gelson de Almeida Jr.

Segundo especialistas, quando uma pessoa se afoga o salva vidas tem três coisas a fazer: tirá-la da água, tirar a água de dentro dela e reanimá-la. É incrível como essa sequência é a mesma adotada pelo Eterno no tocante à nossa salvação.

No Salmo 40 Davi afirma que antes do Senhor intervir em sua vida a situação era terrível, pois se encontrava em um “poço de destruição”, num “atoleiro de lama”, mas o Senhor o tirou de lá e o colocou sobre a segurança da rocha (vs. 1 e 2). Paulo afirma que, antes de Cristo, estávamos mortos em nossas ofensas, mas, fomos ressuscitados e vivificados (Efésios 2:5 e 6). Pedro afirma que o sacrifício feito por Cristo nos resgatou de nossa “maneira vazia de viver” (1 Pedro 1:18 e 19 NVI).

Não fosse a atuação divina em nosso favor e estaríamos irremediavelmente perdidos, mas a bondade, a misericórdia e graça divinas mudaram nossa situação de perdidos para salvos, de mortos para vivos. Muitos acham que isto já basta para sermos salvos, mas Paulo afirma que, após passarmos por este processo de salvação/vivificação, somos novas criaturas, pois tudo se fez novo (I Coríntios 5:17), e é necessário que mudemos nosso comportamento, que “andemos em novidade de vida” (Romanos 6:4).

O Eterno cumpriu Seu papel: resgatou-nos, tirou a penalidade do pecado de dentro de nós e nos vivificou, agora é com você. Salvação ou perdição, vida ou morte, a escolha é sua. Não permita que tudo tenha sido em vão.

25
jan

Porta Principal

Gelson de Almeida Jr.

Dias atrás li um relato que não sei se é verídico, mesmo assim quero fazer uma aplicação espiritual sobre o mesmo. É a história de um pequeno comerciante que estava à beira da falência, em virtude de uma grande loja que se instalara ao lado da sua. Usou de um estratagema para atrair clientes. Reformou sua loja e deixou-a parecida com a concorrente, mudou o nome fantasia de sua loja para: PORTA PRINCIPAL e colocou um grande luminoso bem à entrada com o novo nome. Os consumidores mais atentos percebiam o embuste, mas os distraídos eram enganados.

Confesso que quando li dei um sorriso da malandragem usada pelo homem, mas, em uma análise mais detida de sua atitude percebe-se a origem de tudo, o engano, a contrafação e o engodo utilizados por ele fazem parte da tática utilizada pelo inimigo de nossa alma desde o Éden. Ninguém escapa de suas artimanhas, nem mesmo Cristo foi poupado. Infelizmente, o número dos que caíram é muito maior do que os que saíram ilesos.

Por esta razão Pedro, em sua primeira carta nos aconselha a estar alertas e vigilantes, porque o nosso inimigo nos ronda o tempo inteiro querendo nos destruir (5:8). Continua dizendo que nossa única salvaguarda é a confiança em Cristo e entrega total de nosso ser a Ele (5:9). Cuidado com o inimigo, para cada porta divina ele tem uma “PORTA PRICIPAL”, cujo objetivo único é nos levar à derrota e, infelizmente, muitos são os que passam por ela (Mateus 7:13).

20
dez

Algumas coisas que o Gênesis me diz

Marco Aurélio Brasil

– Houston, we have a problem.

Esta frase ficou famosa. Foi através dela que a tripulação da Apolo XIII, a nave espacial norte-americana, avisou a base, em Houston, que haviam detectado uma avaria. Eles só conseguiriam retornar incólumes à Terra depois de muito sufoco.

Lendo o Gênesis eu fico com a impressão de que este livro é o nosso “Houston, we have a problem”. Ele nos avisa que há uma avaria, uma doença, um problema, para que não nos enganemos pensando que está tudo muito bem.

Não receber o diagnóstico é muito pior.

Não receber o diagnóstico é muito pior.

20Através do Gênesis somos informados que pertencemos a um gênero capaz de matar o próprio irmão, ou quem sabe vendê-lo como escravo. Somos informados que pertencemos a uma espécie a tal ponto atroz que atrai a ira divina e depois de em parte poupada, essa espécie é capaz de iludir-se construindo torres que a levem aos céus, como se seus problemas fossem resolvidos com racionalizações banais. O Gênesis nos mostra que mesmo os maiores heróis são capazes de mentir por medo e que somos capazes de inverter o curso natural das coisas e perverter o que Deus fez santo. Que inveja, ciúme, orgulho e mágoa estão na ordem do dia, sempre.

Esse livro me dá uma porção de recados, me diz uma porção de coisas e sempre mostrando que, sim, eu tenho um problema. O problema aparece em contraste com a ordem anterior de coisas, a ordem do Éden, na qual esse tipo de vileza e atrocidade não existiam.

Muita gente se ilude repetindo todo dia “sou feliz”, tentando convencer-se. Muita gente busca a todo custo maquiar o “problema”, ignorar a “doença”, seguir viagem como se sua nave não estivesse fazendo fumaça e destinada a espatifar-se. O primeiro passo, contudo, para resolver-se um problema, é reconhecer sua existência. As primeiras doses de remédio são admitir os sintomas e aceitar o diagnóstico. O primeiro gesto no sentido de consertar a nossa nave, é reconhecer à “base” que temos um problema.

É isso o que o Gênesis faz comigo. Ele me mostra a ferida. Mas não só isso: ele aponta para a cura. Ele diz que um dia o descendente da mulher (Gêneis 3:15, referindo-se decerto a Jesus Cristo) iria ferir de morte o autor da doença. Em suma, o Gênesis me diz: não se iluda quanto à sua situação; e em seguida diz: alegre-se, seu problema está resolvido! Aceite o remédio.

Sendo de autoria divina, a ênfase na esperança não poderia deixar de estar presente; e assim a Bíblia começa a descortinar o retrato de um Criador transbordando de amor.

Semana que vem, vamos falar um pouco do Deuteronômio, e algumas coisas que ele me diz.

21
out

Isto sim é Confiança!

Gelson de Almeida Jr.

Conta-se que em certa ocasião o cavalo de Napoleão Bonaparte se assustou e ameaçou sair em desabalada carreira. Um jovem soldado percebeu a situação, lançou-se sobre o animal, tomou as rédeas e dominou o animal. Napoleão, demonstrando gratidão diz ao soldado:

– Obrigado Capitão.

Sem pestanejar o jovem pergunta:  – De qual regimento?

Impressionado com a confiança do soldado, o imperador diz:

– Da minha guarda pessoal

O jovem, monta em seu cavalo e se desloca para onde estava a Guarda Imperial, lá chegando diz:

– Sou seu novo Capitão.

Perguntam-lhe por ordem de quem, ele aponta para o imperador e diz: – Dele. Em seguida assume seu novo posto.

confiancaQuando li o relato acima imediatamente me veio à mente a situação de cada um de nós antes e depois da morte redentora de Cristo. Até a morte do ‘Cordeiro que tira o pecado do mundo’ a única coisa que cada ser humano possuía era “ esperança”, mas, após Ele dar Sua vida em resgate de todos os pecadores, a situação mudou, deixamos de ter esperança e passamos a ter “certeza”.

Confiança deve ser a palavra chave para cada cristão, pois deixamos de ser pecadores destinados à morte e passamos a ter direito à vida eterna (Romanos 6:23). Os antes temerosos, receosos e sem esperança agora são convidados a se aproximar, de modo confiante, do trono da graça.

O soldado confiou e agiu segundo a palavra do imperador, foi promovido a Capitão; confie e aja segundo a Palavra do Rei do Universo e você será promovido a irmão do Unigênito, a filho do Pai celeste, mais ainda, terá a chance de reinar ao Seu lado (Apocalipse 22:5b). Você confia nisso?

28
set

Procura-se

Gelson de Almeida Jr.

“Procuram-se homens para viagem perigosa. Salário baixo. Frio Extremo. Longos meses de completa escuridão. Perigo constante. O retorno não é garantido. Honra e reconhecimento em caso de sucesso”.


procura-seO anúncio acima, publicado no Times em 1907, a pedido do explorador irlandês Sir Ernest Shackleton, teve resposta de mais de 5000 candidatos. Mesmo não possuindo um histórico favorável de viagens ao Polo Sul, Shackleton conseguiu toda a tripulação que queria.

Por volta de 738 a.C., Isaías, viu, em visão, o Altíssimo assentado em Seu trono em glória e majestade, cercado de serafins que O louvavam. Diante de um Deus tão poderoso reconhece sua pequenez e diz: “ (…) ai de mim! Estou perdido! “. Instantes após ouve o Eterno perguntar quem Ele deveria enviar a falar ao Seu povo, Isaías, que acabara de passar uma experiência transformadora e redentora, diz: “Eis-me aqui, envia-me a mim” (Isaías 6: 1-8).

Continuamente o Eterno tem procurado homens e mulheres que se disponham a ajudá-Lo na tarefa de salvação da humanidade. Se fizesse um anúncio, com certeza diria que o trabalho nem sempre seria agradável, sem garantia de salário fixo e sucesso aparente.

Diria ainda que honra e reconhecimento dificilmente viriam por parte daqueles com quem se trabalhasse, mas, com toda certeza, ao final de todo o processo, todo aquele que se dispusesse ao trabalho, receberia uma mansão, numa cidade onde as ruas são de ouro, onde a morte, o pranto, o luto e a dor não existem e onde se vive para sempre. Completaria dizendo que, os que aceitassem o desafio, vencessem a tentação da inatividade e trabalhassem por Ele, e com Ele, reinariam ao Seu lado.

Cristo afirmou que a seara é grande e são poucos os ceifeiros (Mateus 9:37). O Eterno nunca fez um anúncio como o de Shackleton, mas, neste exato instante, está a lhe convidar para o trabalho em prol do seu próximo. Muitos tem aceitado o convite, mas poucos tem persistido no trabalho. “A quem enviarei eu, e quem há de ir por mim”? Esta é a pergunta do Eterno, qual é a sua resposta?

22
set

Admirável mundo novo

Marco Aurélio Brasil

Estamos em meio a uma revolução. Segundo alguns, uma revolução sem precedentes nos últimos 5.000 anos, desde que os sumérios inventaram a escrita e possivelmente sem precedentes pelos próximos 5.000 anos também.

Se tomarmos um homem médio da Europa feudal, as condições de vida da Europa em plena Revolução Industrial seriam absolutamente impensáveis. Qualquer sistema que fugisse à dinâmica vassalo/suserano, plebe/nobreza, fiel/clero, seria impossível de se prever. Muito menos um mundo dividido em comunismo e capitalismo.
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Você e eu crescemos em um mundo assim divido, e a verdade é que ele não se encontra mais assim. Que tipo de sistema governará o mundo daqui a alguns anos? É impossível dizer. A revolução digital é realmente impressionante, está transformando as relações humanas em todos os níveis. Em muito pouco tempo, os especialistas vaticinam, praticamente tudo será feito pela internet, praticamente todos terão sua assinatura digital, boa parte dos contatos pessoais será substituída por contatos virtuais, incluindo-se aí até mesmo coisas como audiências judiciais e cirurgias complexas. Hoje mesmo, alguém com um notebook mais possante pode, de seu escritório, valendo-se da tecnologia wireless vasculhar os computadores de todos os seus vizinhos, desde que conheça um ou dois truques. Os juristas quebram a cabeça para saber se suas leis cunhadas para o mundo presencial ainda têm validade no mundo virtual, especialistas em segurança andam com ar apavorado por aí, pais não sabem como regrar a utilização do computador pelos filhos… e a lista de perplexidades não tem fim.

Ora, as revoluções transformam as relações humanas em todos os níveis, isso é fato. Mas também é fato que há algo que elas não transformam. Estou falando do próprio homem. Este continua o mesmíssimo ao longo dos séculos. Continua absolutamente dependente de comida, de ar, de água, de sol. Continua essencialmente dependente de aceitação por uma coletividade, de um gesto de carinho, de um cafuné. Continua com muito medo, da morte, da vida, do futuro, dos outros. Continua sofrendo solidão, separação, impotência para mudar a realidade, fragilidade. Continua se iludindo, se enganando, se maltratando. Continua correndo atrás do que lhe agride, de satisfação de vontades controláveis, de pequenos prazeres cuja relação custo-benefício é escancaradamente desfavorável. Continua, sobretudo, carente de salvação.

Esteja o homem onde estiver, na linha do tempo: em algum momento antes de Cristo, na Europa selvagem dos primeiros anos depois dEle, durante a idade Média, durante a revolução industrial, no meio da guerra fria, agora, amanhã, depois, não importa; esteja onde estiver, o convite continua o mesmo, e igualmente eficaz: vinde a Mim vós, que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei (Mateus 11:28).

Independentemente do mundo que venha por aí, a solução está em atender este convite.

14
set

Foi só uma “mentirinha”

Gelson de Almeida Jr.

“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida…” (João 14:6)


verdade-x-mentiraCerto feita um homem levou sua família para almoçar em um restaurante. Após todos comerem ele vê que havia sobrado uma porção substancial de carne, chamou o garçom e pediu que embrulhasse o restante da carne, pois levaria para seu cachorrinho. Alegremente as inocentes crianças exultam e dizem: “Oba, papai vai comprar um cachorro”!

Provavelmente você ainda está rindo da situação do pobre homem, isso aconteceu comigo quando li a história pela primeira vez. Talvez você nunca tenha passado por uma “saia justa” desse tipo, mas será que, ao longo de sua vida, não tem agido de modo parecido com o pai? Quantas vezes você contou uma “mentirinha” ou, como dizia uma amiga minha: “Eu não menti, eu omiti”?

No tocante à definição de omissão, gosto da que afirma que omissão é a supressão total ou parcial da verdade, voluntária ou involuntariamente. O Dicionário Informal afirma que omissão “é o não agir quando se esperaria que o fizesse”. No Direito, omissão é a conduta pela qual uma pessoa deixa de fazer algo que seria obrigada ou que teria condições de fazer.

Falando a um grupo de líderes religiosos Cristo afirmou: “Porque vocês são filhos do seu pai, o diabo, e gostam de fazer as coisas más que ele faz… Quando mente, isso é perfeitamente normal; porque ele é o pai dos mentirosos” (João 8:44 BV). Não importa se é uma grande mentira, uma “mentirinha” ou uma omissão, tudo é mentira e mentira é pecado, e se é pecado as consequências sempre serão desastrosas. Verdade e mentira são tão opostas quanto o dia é da noite, peça então ao Eterno que o ajude a fugir desse tão danoso mal. Quer tomar posse das coisas eternas seja um seguidor de Cristo, o Caminho, a Verdade e Vida.

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