Tag Archive: salvação

11
ago

A Negligência de Júlio César

Gelson de Almeida Jr.

15 de março de 44 d.C, o general e estadista romano Júlio Cesar foi assassinado por um grupo de senadores, incluindo seu filho adotivo Brutus. Acredita-se que, na manhã do dia em que foi assassinado, Júlio César tenha recebido uma carta de Artemídoro, avisando-lhe do complô. Acerca disto existem duas versões, uma afirmando que ele leu a carta e, mesmo assim, foi ao Senado e outra de que ele não leu a carta. O fato é que, há muito, ele se mostrava autoconfiante, arrogante e autossuficiente e isto lhe foi fatal.

Não interessa se por descuido, negligência ou um grande sentimento de autossuficiência, o fato é que ele morreu uma morte que poderia ter sido evitada.

Há muito o Pai nos enviou Sua carta afim de nos alertar sobre os acontecimentos futuros, Paulo afirma que os relatos contidos nela servem de aviso a nós, que vivemos no fim dos tempos (I Coríntios 10:11). Com seu eterno amor o Pai nos avisou como é o fim daqueles que insistem em não fazer a Sua vontade, além disso, deixou-nos o Espírito Santo afim de, diariamente, nos orientar sobre o caminho a seguir e nos auxiliar na caminhada rumo ao Reino do Pai.

Os avisos e sinais estão por toda parte, felizes serão os que estiverem atentos. O erro de Júlio César foi fatal, não cometa o mesmo erro.

04
ago

A Escultura

Gelson de Almeida Jr.

Gosto da alegoria do homem que, ao passar perto de um monte de escombros, ouviu gritarem: “Glória, Glória”. Curioso chegou perto do monturo e percebeu que a voz vinha de um bloco de mármore. Espantado perguntou ao bloco de mármore qual a razão de gritar Glória, já que estava em situação tão triste e caótica. O bloco de mármore respondeu em tom alegre que o mestre Michelangelo havia acabado de passar por ali e havia dito: “Há um anjo nesta de pedra”. Ele foi buscar seus instrumentos para fazer de mim um anjo.

A humanidade se encontra em situação parecida como a daquele bloco de mármore. Por melhor que sejamos ainda estamos em situação caótica e deplorável. Isaías declara: “ Estamos sujos, infectados de pecado. Quando fomos vestir aquilo que considerávamos os nossos fatos de justiça, vimos que não eram mais do que trapos de imundícia” (64:6 – O Livro). Mas o Eterno, do alto de Seu sublime trono, olhou para nós com misericórdia, agiu com extremo amor e, através de Sua Graça, diariamente esculpe Sua imagem em nós.

Assim como Michelangelo viu no bloco de mármore um anjo o Eterno vê em mim e em você candidatos à transformação, candidatos ao Seu Reino. Deseja colocar em nós Sua imagem e semelhança, tornar-nos Sua obra prima. Mas de nada adiantará Ele desejar se não permitirmos que a obra seja realizada. O desejo é dEle, a permissão é nossa. Quer você se transformar numa obra prima do Arquiteto do Universo?

02
ago

Não basta dizer, tem que ser

Gelson de Almeida Jr.

Certa feita Gustave Doré (1832-1883), pintor francês, desenhista e profícuo ilustrador de livros do século XIX, perdeu seu passaporte e precisava atravessar a fronteira. Identificou-se ao guarda e explicou sua situação. Por mais que dissesse quem era e pedisse para atravessar a fronteira, o homem negava sua passagem. Num dado momento o homem pediu-lhe que provasse ser realmente Doré. Ele pediu um papel e um lápis e fez um desenho do local e seus arredores. Boquiaberto o guarda disse-lhe que passasse. Só Doré conseguiria fazer aquilo.

Vez por outra somos colocados em situações onde nossa identidade como cristãos é questionada. Muitas vezes, por mais que digamos quem somos, ficamos descreditados. Mas existe um modo seguro e eficaz de comprovar quem realmente somos: a prova prática da fé que abraçamos. Não basta dizer que somos cristãos, precisamos mostrar que realmente o somos. Falando a um grupo de fariseus, Cristo disse que muitos o honravam com os lábios, mas o seu coração estava longe dEle (Mateus 15:8).

Abraham Lincoln disse que podemos enganar uma pessoa durante muito tempo, algumas por algum tempo, mas não podemos enganar todas o tempo todo. Acrescento ainda que não podemos enganar o Eterno nunca. São de Cristo as palavras: “Nem todo aquele que se refere a mim como Senhor entrará no Reino dos Céus. A questão decisiva é se a pessoa faz a vontade do meu Pai que está nos céus” (Mateus 7:21 – BV).

O que nos salva é a fé em Cristo Jesus o nosso Senhor e Salvador. Mas se esta fé for morta, isto é, sem obras que a comprovem e sem a transformação do caráter e do ser como um todo, nunca poderemos nos declarar cristãos, muito menos esperar entrar de posse da eternidade. Afinal, não basta dizer. Temos que ser cristãos.

14
jul

A Porta Está Aberta

Gelson de Almeida Jr.

Certa jovem, filha única de uma abastada família, que recebera a melhor educação possível, decidiu sair de casa à procura de algo que preenchesse o vazio de sua vida. Por mais que os pais implorassem para que ficasse ela saiu de casa, nada mais a satisfazia ali. Conheceu os melhores, mas também os mais abjetos lugares e afundou-se numa vida de depravação e vício. Certo dia encontrou um amigo de infância que, assim como ela, tivera as melhores oportunidades na vida e desperdiçara todas. O jovem não era nem sombra do formoso rapaz que conhecera e se esquivou do contato com ele. O rapaz disse-lhe que sabia de sua deplorável situação, mas que ela não deveria se sentir superior, pois estava em situação idêntica.

Caindo em si a jovem decidiu voltar para casa. Quando chegou viu a porta entreaberta e uma lamparina acesa na sala. Entrou cuidadosamente, mas deu de cara com sua mãe. A jovem disse apenas que entrara porque a porta estava aberta, disse ainda de seu arrependimento e que queria ouvir, só mais uma vez, a voz da mãe. Abraçando-a a mãe disse que ali era seu lar, que desde que ela se fora nunca mais a porta fora fechada e sempre havia uma luz acesa para que ela soubesse que era bem-vinda de volta.

Ao pecar demos as costas ao Pai e à Sua casa, mas Ele nunca desistiu de nós. Ele sabe que aqui não é nosso lar e, para que conseguíssemos chegar em casa, enviou o Filho, que é e o Caminho para a salvação (João 14:6), a Luz para não errarmos o caminho (João 68:12) e a Porta por onde conseguiremos entrar para a salvação (João 10:9). Não tem como errar e Ele não rejeitará ninguém que vá até Ele (João 6:37). Creia, por melhor que seja a vida aqui existe algo muito melhor nos esperando na casa do Pai, aqui não é nosso lugar, nossa pátria é a celeste. Volte para casa, a porta está aberta.

12
jul

Copo Cheio

Gelson de Almeida Jr.

Certo garoto, um dos sete filhos de uma família muito pobre, sofreu um acidente e foi hospitalizado. No hospital uma enfermeira lhe trouxe um copo com leite. Em sua casa o copo com leite nunca estava cheio e, quando estava, deveria ser dividido com mais irmãos. Lembrando-se disto pegou o copo e perguntou até onde deveria beber. Difícil dizer quem se espantou mais, a jovem com a pergunta ou ele com a resposta de que poderia beber tudo.

Por mais estranha que pareça a situação, é de modo parecido que muitos agem quando se trata das bênçãos e dádivas do Eterno para Seus filhos. Pode-se dizer que, basicamente, duas posturas antagônicas são as responsáveis por tal procedimento: sentimento de humildade que faz com que a pessoa não se sinta merecedora de receber nada e, por conseguinte, não se apropria das bênçãos do Pai e a presunção, atitude típica daqueles que acham não precisar do auxílio divino em sua vida, são bons o suficiente para conseguir o que quer que precisem.

Não importa se por “humildade” ou por “presunção”, em ambas situações o Eterno é impedido de atuar na vida do indivíduo. Exemplo do primeiro caso é o de Adão e Eva após o pecado, não queriam se encontrar com o Pai e se esconderam; no segundo caso temos o jovem rico, que deu as costas ao Salvador, pois tinha tudo o que precisava, a salvação ficaria para outra oportunidade.

As duas atitudes mostram desconhecimento do verdadeiro caráter do Eterno e de tudo o que faz por Seus filhos. Se mantidas, levarão a um afastamento gradual e fatal do Pai. É necessário reconhecer que sem Ele não somos nada e nem conseguimos fazer nada (João 15:7). Não tenha medo de se aproximar do Eterno e aproveitar o máximo que Ele tem a oferecer a cada filho Seu. Afinal, Ele nos oferece de modo gratuito (Apocalipse22:17). Aproprie-se das bênçãos do Pai, elas são suas.

30
jun

Misericórdia

Gelson de Almeida Jr.

Conta-se que uma mãe foi até Napoleão Bonaparte afim de clamar por misericórdia para seu filho, que acabara de ser condenado à morte. O imperador afirmou que, sendo reincidente, merecia a pena capital, a mãe retruca dizendo  que não queria justiça, queria misericórdia. Napoleão diz que ele não merecia misericórdia, gentilmente a mãe diz que se ele merecesse, não seria misericórdia. Napoleão, finalmente diz que o jovem teria a misericórdia aplicada em seu caso.

Muitos acham que, por alguns “bons atos” praticados, são dignos de misericórdia por parte do Pai, esquecem-se de que, Ele mesmo afirma que nossos bons atos não passam de trapos imundos (Isaías 64:6). Como pecadores que somos, não merecemos nada além da morte (Romanos 6:23a), mas, pela misericórdia divina, receberemos, gratuitamente, a vida eterna.

Em se tratando de salvação, misericórdia, graça, favor imerecido, clemência ou outro qualquer termo correlato, é tudo a mesma coisa. É o Eterno nos tratando de um modo que não merecemos. Disse alguém certa vez que misericórdia divina é Cristo pagando o preço (morte) dos meus pecados e nós recebendo a recompensa a que Ele tinha direito.

Nascemos e vivemos como fruto da misericórdia divina, cada situação do dia a dia, onde somos vitoriosos, também é fruto da misericórdia divina, ou seja, tudo o que temos e somos é fruto dessa misericórdia. Deste modo, não nos resta outra alternativa a não ser agradecer continuamente ao Pai por tão grandiosa dádiva e viver à altura de todo esse modo maravilhoso como somos tratados. Por que não aproveita e, agora mesmo, eleve uma prece de gratidão ao Eterno por aquilo que você é e por tudo que você tem e ainda terá, afinal, a única coisa que podemos dar-Lhe é a nossa gratidão.

23
jun

Perdoado

Gelson de Almeida Jr.

Conta-se que durante o Império Romano um jovem foi julgado e condenado à morte por crime de traição. Assim que a sentença foi proferida seu irmão mais velho, conhecido por haver dedicado anos de sua vida defendendo a pátria, se levanta e pede a palavra. Erguendo os cotos dos braços mostra o resultado de defender a pátria contra seus inimigos. Reconhecendo a culpa do irmão pede que seja perdoado, pede que ele não receba o merecido castigo pelos crimes cometidos, mas que fosse levado em consideração tudo o que ele fizera pela pátria e o irmão fosse perdoado. Conseguiu o perdão do irmão.

Paulo afirma que o salário do pecado é a morte, mas completa dizendo que o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus o nosso Senhor (Romanos 6:23). É muito bom sabermos que, como filhos do Eterno, temos um irmão mais velho que se ofereceu para morrer em nosso lugar, Alguém que passou por todo o tipo de tentação, mas sem pecado (Hebreus 4:15).

Assim como aquele homem foi o advogado de defesa do irmão e, pelo que havia feito, conseguiu que a pena de morte fosse retirada, Cristo, nosso irmão mais velho, diariamente se apresenta diante do Eterno, o Juiz de todas coisas, mostra Suas mãos ainda com as marcas dos cravos e pede que sejamos perdoados.

Que “irmão” maravilhoso temos nós! Pagou o preço, a morte que nos era devida, ao morrer no Calvário e a recompensa, fruto de Sua obediência, foi passada a nós. Não sei como você fará, mas confesso que a Eternidade será insuficiente para que eu Lhe agradeça tamanha benção. Se você é grato por tudo que Ele fez e faz por você diga-Lhe o quanto O ama e viva à altura desse amor.

21
jun

Corpus Christi

Gelson de Almeida Jr.

Semana passada comemorou-se o Dia de Corpus Christi. Sendo um feriado com “emenda”, muitos aproveitaram para colocar o descanso em dia, passear, viajar, etc., mas, qual é, verdadeiramente, o significado desse feriado?

Criado no século XVIII, por ordem do papa Urbano IV, é um dia onde se comemora a Eucaristia, cerimônia que tem a sua correlata nos meios evangélicos, a Santa Ceia, uma celebração que relembra a morte e a ressurreição de Cristo. Sendo essa a origem e a razão de ser do dia de Corpus Christi, faço uma pergunta, quanto tempo você gastou meditando no sacrifício de Cristo por você e na importância de Sua ressurreição durante o feriado, ou nos últimos dias?

A Palavra de Deus afirma que no momento exato o Eterno enviou Seu Filho, nascido de mulher (Gálatas 4:4), que Seu nome seria Jesus, pois nos salvaria dos nossos pecados (Mateus 1:21) e que Ele seria Deus conosco (Mateus 1:23). Qual a razão de tudo isto? Como pecadores estamos destituídos da glória de Deus (Romanos 3:23) e o preço a ser pago pelo pecado é a morte (Romanos 6:23), mas, é maravilhoso saber que O Pai nos ama de tal maneira que enviou Seu Filho para que pagasse o preço do seu, do meu, dos nossos pecados (João 3:16).

Deste modo, nada mais justo que, diariamente, gastarmos tempo refletindo no sacrifício de Cristo por nós. Como o mundo seria diferente se fizéssemos isto! Mais até, se esse amor fosse o mote de nossa existência!

Com feriado ou não, torne todos os seus dias o dia de Corpus Christi, o dia de lembrar do que o Salvador fez e faz por nós. Dê um sentido diferente à sua vida e a daqueles que o rodeiam, medite nesse amor e ame os outros como seus irmãos em Cristo tratando-os como gostaria de ser tratado.

12
maio

O Encontro – Parte V

Gelson de Almeida Jr.

Encerrando essa série sobre pessoas que tiveram um encontro inesquecível com o Salvador, fugirei à regra de falar de um encontro e falarei de dois encontros, relatados no evangelho de Lucas. Em ordem cronológica, o primeiro encontra-se no capítulo 19:1-10, é o encontro de Zaqueu com Cristo. Publicano, cobrador de impostos e odiado pelo povo queria muito ver o Mestre, mas o receio da multidão fez com que se escondesse em meio à vasta folhagem de um sicômoro, mesmo assim o Mestre o encontrou e pediu para ir à sua casa.

Cristo pediu para ir à casa de Zaqueu, mas, muito mais que abrir as portas de sua casa, abriu seu coração para a entrada do Salvador. Ao final do diálogo entre ambos Cristo afirmou: “Hoje a salvação entrou nesta casa”.

Pouco mais adiante (23:39-43), encontramos o relato da crucifixão de Cristo. Pendurado na cruz entre dois malfeitores, com dores atrozes e perto de sua morte ainda era alvo de zombarias, enquanto um deles zomba de Sua situação o outro clama por salvação e ouve dEle que, a partir daquele instante, sua salvação estava garantida.

Dois encontros que mudaram radicalmente a vida dos envolvidos. A sociedade os considerava párias, Cristo os considerava candidatos à salvação. Começaram o dia como abjetos e terminaram como salvos. Ao longo de sua vida cada um tivera centenas, milhares de encontros, mas encontros que em nada mudaram sua vida, mas, nesse dia, tudo mudara, encontraram-se com Cristo, com o Salvador, não desperdiçaram a oportunidade.

O mesmo tipo de encontro que esses homens tiveram você pode ter agora, nesse instante. O Salvador deles é o seu também, o que Ele fez por eles deseja fazer por você. O desejo é dEle, mas a escolha é sua. A Salvação está batendo à sua porta agora, porque não a deixa entrar?

03
maio

O Encontro – Parte II

Gelson de Almeida Jr.

Continuando a série sobre encontros especiais com o Mestre, quero meditar um pouco naquele que, para mim, é um dos encontros mais emblemáticos. Relatado em Marcos 10:46-52) mostra o encontro de um mendigo cego, que vivia a esmolar às portas de Jericó, chamado Bartimeu e Cristo.

Mesmo cego, o homem devia possuir um conhecimento razoável acerca de Cristo, pois ele muito desejava esse encontro. O relato afirma que, quando ouviu falar que Jesus de Nazaré se aproximava, começou a gritar o Seu nome e a clamar por misericórdia. Repreendido para que se calasse, gritou mais alto. Nessa época já existiam os que trabalhavam para impedir um sincero filho de Deus de se expressar livremente ou clamar Seu auxílio. Parando, o Mestre mandou que o chamassem. O restante do relato mostra um homem determinado, sabedor do que realmente queria e de um desprendimento invejável.

Destaco dois aspectos que o texto apresenta daí para a frente, o primeiro é que, assim que lhe disseram que o Mestre o chamava ele largou tudo o que tinha, uma capa, para trás e foi até Ele (v. 50); o segundo é que, logo após receber o seu milagre, o dom da visão, passou a seguir o Mestre pelo caminho (v.52).

Esse relato mostra que não precisamos ter uma boa visão para nos encontrar com o Mestre, precisamos determinação para sair ao Seu encontro e disposição para nos despojar daquilo que nos impeça de ir até o Pai e por Ele ser abençoados. Muitos não conseguem um encontro de qualidade, pois não se despem da capa, que pode ser de vários tipos, do preconceito, do orgulho, da justiça própria, da desconfiança, da autossuficiência, do “zelo” cristão, etc.

Vá ao encontro do Pai, dispa-se de tudo que impeça de ser um encontro “mágico”, e, quando receber o dom do Pai, siga-O pelo caminho. Não basta ter o encontro, ele tem que operar uma mudança em você.

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