Tag Archive: salvação

11
jan

Cansaço

Marco Aurélio Brasil

Coisas que têm me deixado particularmente assustado ultimamente: o planeta Terra só foi ter um bilhão de pessoas pulando em cima dele lá por 1840d.C.. Ou seja, levou quase 6.000 anos para chegarmos ao primeiro bilhão. Já estamos no sexto, contudo, e entre o quinto e o sexto foram meros 12 anos. Evidentemente estamos vivendo uma explosão demográfica impressionante.

Se engrossarmos o caldo com a noção de que até há cem anos a população no Ocidente estava concentrada 80% no campo e só 20% nas cidades, mas que a proporção se inverteu completamente agora, constataremos que esse monte de gente está empilhada nas grandes cidades, com espaços reduzidos para tudo, cotoveladas, pisões, puxões, empurrões, odores fétidos, irritações e quejandos.

Se adicionarmos à receita a lei da demanda e da oferta, veremos que por estarmos no coração da explosão demográfica, há muito mais gente correndo atrás do pão de cada dia, que, por sua vez, está cada vez mais longe, a não ser que você chame comida congelada de pão-nosso. E se lembrarmos que o que o homem considera “pão nosso de cada dia” hoje é muito mais do que considerava há décadas, ou seja, que inventamos necessidades que não existiam e consumimos uma montanha de lixo inútil sem pestanejar, teremos uma ideia das razões pelas quais vivemos todos cansados e estressados a ponto de o coreano Byung-chul Han rotular nossa sociedade como “A sociedade do cansaço” (Editora Vozes).

Durante boa parte da história do homem, ele viveu cansado pela busca da salvação de sua alma. Essa foi a preocupação preponderante em eras e eras. “O que devo fazer para ser salvo?”, a pergunta que o jovem rico fez a Jesus, era mais repetida que o “de onde viemos e para onde vamos?” Não à toa as principais personagens de todas as sociedades eram aqueles que detinham a resposta a essa pergunta: os sacerdotes.

Agora, contudo, que vivemos a quilômetros da horta e do pomar mais próximos, que encontrar o básico e aquilo que nós consideramos ser básico – e que não é – custa muito esforço, requer atenção a uma infinidade de coisas acontecendo ao mesmo tempo, em velocidade frenética, agora que sobreviver requer uma longa caminhada para longe das coisas da alma e das preocupações com a eternidade, o cansaço é epidêmico e mil vezes mais venenoso, porque não tem o consolo da esperança que a preocupação com a eternidade dá. Fomos longe de Deus e estamos estafados – este poderia ser o resumo do raio-X do nosso século.

Mas olhem a resposta-convite que achei. “Pois assim diz o Senhor Deus, o Santo de Israel: Voltando e descansando, sereis salvos; no sossego e na confiança estará a vossa força” (Isaías 30:15). A salvação é uma volta e um descanso. Não precisamos de mais nada além disso.

06
dez

O Senhor é… Salvação

Gelson de Almeida Jr.

“O Senhor é”. Quando falou a Moisés na sarça ardente o Eterno ordenou-lhe que fosse diante de faraó pedindo que libertasse os hebreus e que lhes anunciasse a libertação, titubeante Moisés perguntou-Lhe quem ele deveria dizer ao povo que o havia enviado, e ouviu: “Diga que o Eu Sou me enviou a vós” (Êxodo 3:14). Dentro dessa série de mensagens trazidas pelo Salmo 18:2 acerca de quem é o Eterno para nós, hoje veremos que Ele é Salvação, sempre foi e sempre será o único meio de salvação dos homens.

Dias atrás comentei o diálogo entre Cristo e os fariseus, quando Lhe disseram nunca haverem sido escravos de ninguém (João 8:33), logo, não precisavam de libertação. Quanta arrogância! Ao falar que o Eterno é nossa Salvação, espero que você não tenha atitude parecida com a deles e afirme não estar perdido e não precisar de um Salvador, pensamento muito comum em tempos de Pós-Modernismo.

Paulo disse que todos estavam perdidos e, como tal, condenados à morte, pois haviam pecado (Romanos 3:23 e 6:23). Falando aos líderes religiosos da época Pedro afirmou que não existia a menor possibilidade de salvação senão através do Filho (Atos 4:12).

Portanto, se você é um pecador, e é, está condenado à morte, a não ser que o Eterno intervenha, como já fez ao enviar o Filho para salvar o seu povo dos seus pecados (Mateus 1:21). Não importa quão longe tenha ido em sua vida de pecados, quão escuro seja seu passado ou até o presente, não importa nada, o Senhor é Salvação e o melhor de tudo é que essa maravilha é completamente gratuita, o preço já foi pago no Calvário.

Em breve, muito em breve, o Deus da Salvação virá buscar os que aceitaram Sua graciosa oferta. Naquele dia dois grupos estarão presentes diante dEle, os que fizeram o bem para a Salvação e os que fizeram o mal para o castigo “eterno”. Escolha certo, escolha o Deus da Salvação.

24
nov

O Senhor é… ROCHEDO

Gelson de Almeida Jr.

Dentro da série de mensagens “O Senhor é” quero me fixar no primeiro adjetivo que Davi dá ao Eterno, ROCHEDO. Segundo as definições mais conhecidas, “rochedo” é uma grande massa de pedra firme, sólida, resistente e inamomível, pode ser escarpada, e, em muitos casos, está próximo ao mar. Como então entender o Eterno como o nosso Rochedo?

Ao escrever o Salmo 18 Davi se recorda da profunda angústia pela qual passara, afirma que estivera à beira da morte e sentia-se cercado de inimigos por todos os lados, mas havia se firmado no Rochedo. Que bela analogia para se utilizar para o Eterno, ROCHEDO!

Provavelmente você já tenha se deparado com um rochedo, quem sabe gastou precioso tempo admirando-o, mas com o ROCHEDO essa não é a melhor atitude, olhar o Eterno e apenas admirá-Lo, pouco ou nada adiantará, em algum momento uma tempestade nos derrubará.

Como nosso ROCHEDO o Eterno nos convida a uma relação mais dinâmica, nos convida a “escalá-Lo”. Quando escala uma montanha um alpinista normalmente enfrenta toda a sorte de problemas, ventos, tempestades, sustos com pequenos escorregões, temor, etc. Da mesma forma podemos passar por coisas do tipo ao buscar o cume do ROCHEDO.

Assim como o alpinista enfrenta problemas durante uma escalada poderemos enfrentar provas durante a subida. O alpinista nunca desiste no meio da escalada, se um problema mais sério surge ou o cansaço é extremo, temporariamente ele interrompe a escalada, mas nada o afasta do rochedo.

Não sei em que ponto você está da subida, pode ser que esteja difícil, mas não desanime, a “vista” no alto compensará qualquer esforço. Acredite, quando chegar lá em cima seu único pensamento será: Valeu a pena subir.

Portanto, não desista de escalar o ROCHEDO da salvação, por mais difícil que seja a escalada e por mais provas que surjam durante a subida, o prêmio final é maravilhoso. Hoje o ROCHEDO lhe dá toda a sorte de segurança e proteção, mas em breve Ele lhe dará a salvação.

01
nov

O Filho Consegue

Gelson de Almeida Jr.

Durante a Guerra Civil norte americana um velho homem chorava assentado no muro em frente à Casa Branca. Um garoto que passava viu que estava chorando e perguntou-lhe a razão do seu choro. O homem disse que seu filho fora condenado à morte e que apenas o presidente Lincoln poderia conceder-lhe o perdão e salvá-lo da morte, mas que não o deixavam entrar para falar com o presidente. Olhando fixamente para o homem o garoto disse:

– Vou leva-lo para dentro, eles não podem impedir que eu entre. O senhor venha comigo.

Apenas quando foi levado à presença de Lincoln foi que o homem descobriu que estivera a falar com Tad, um dos filhos do presidente.

Nossas transgressões nos separam do Pai (Isaías 59:2) e, em virtude do pecado, nos tornamos réus de morte, mas graças a Cristo temos direito à vida eterna (Romanos 6:23).

Assim como Tad levou o pobre homem diante do pai afim de expor o seu problema e conseguir o perdão presidencial, Cristo nos leva diante do Pai afim de conseguirmos perdão de nossos pecados e ter direito à salvação, apenas Ele pode fazer isso (Atos 4:12).

Não importa o tamanho do seu pecado ou de sua culpa, se você pedir, o Filho o levará diante do Pai, mais que isso, será seu Advogado de Defesa, um dia Ele morreu a morte devida a cada pecador e agora está a interceder diante do Pai por cada pecador arrependido (I João 2:1). Não tema a morte eterna, pois seu Advogado é o Filho do Pai, você não consegue ir até o Pai, mas o Filho fará isso por você.

06
out

Perdoado

Gelson de Almeida Jr.

Provavelmente você conheça a história do médico e filantropo escocês que tinha por hábito ajudar os menos favorecidos. Após sua morte, examinando seus livros, sua esposa, de coração não tão bom quanto o seu, descobriu aquele que seria o “livro caixa” do marido. Em todas as folhas havia o nome de uma pessoa, o procedimento médico realizado e o custo do mesmo, mas, sobre alguns nomes estava escrito: “Perdoada, demasiado pobre para pagar-me”.

A avarenta mulher levou o caso aos tribunais para ver a melhor maneira de receber aquelas pendências, mas ouviu dos magistrados que, se aquelas anotações haviam sido feitas por seu marido, não haveria tribunal no mundo que permitisse que ela cobrasse.

Ao que você nascer, na frente do seu nome o Eterno escreveu “Perdoado, com direito à salvação”. Você já parou para pensar na profundidade disso? Consegue imaginar em como a dinâmica do universo foi alterada apenas para que o Criador viesse aqui morrer em seu lugar? E o preço de toda essa operação, quanto seria? Se sequer conseguimos imaginar o valor, como poderíamos pagar o preço de nossa salvação?

Só existe uma pessoa em todo o universo capaz de fazer com que você perca a salvação, VOCÊ mesmo. Nem o Eterno tirará esse direito de você, pois, tem a imutabilidade como uma de Suas características, Ele não muda (Malaquias 3:6), mas deixou a cada um de nós o direito de escolha.

Salvação ou perdição, só existem essas duas opções, nossas escolhas diárias definirão nossa situação final. Viva bem para viver eternamente.

05
out

Chegando “lá”

Marco Aurélio Brasil

Depois de os adventistas do sétimo dia estudarem o revolucionário livro de Gálatas por quase três meses, fizeram uma pesquisa perguntando “se Jesus voltasse hoje, você estaria salvo?” A maioria respondeu que não, com isso querendo dizer que não sentem que “chegaram lá” ainda. O que eles realmente estão dizendo, contudo, é que não entenderam porcaria nenhuma da mensagem de Gálatas.

Falando sobre a primeira das bem-aventuranças do sermão do monte ena última semana no Unasp campus São Paulo, Tiago Arrais defendeu a definição de “pobres de espírito” como sendo algo como “aqueles que sabem que não são bons o bastante”. Eles sabem que não conseguem guardar a lei em todas as suas nuances. Eles são pobres de espírito. Mas são bem aventurados. Deus os considera os mais felizes.
Eu cresci achando que Jesus tinha vindo tornar a guarda da lei mais fácil, mais soft. Comparando o estilo de Jesus de guardar o sábado, por exemplo, com as mais de 600 regras sobre o assunto criadas pelos religiosos judeus ao longo dos séculos pós-exílio, parecia que Jesus era mesmo muito mais “liberal”. Só que logo depois de dizer as bem-aventuranças Ele disse que não matar era muito mais do que tirar a vida de alguém, era abster-se de odiar em pensamento. E que não adulterar era muito mais do que ter relações sexuais com quem não é seu cônjuge, na verdade, desenvolver pensamentos e fantasias envolvendo outra pessoa já é adultério.
Jesus dá um pontapé no sarrafo já muito alto erguido pelos fariseus e o lança para uma altura simplesmente inalcançável, pelo menos quando se é nascido em pecado e governado por tendências pecaminosas como eu sou.
Gálatas diz que nenhuma guarda da lei, repito, nenhuma, pode alterar nossa natureza e nos recomendar a Deus. A obra de salvação é 100% dEle e está 100% completa na cruz. A promessa é de, a todo mundo que atende ao chamado “vinde a mim vós cansados e oprimidos”, Ele revestir nossa natureza insuficiente com a super suficiente natureza dEle. E isso significa estar salvo, plenamente salvo. “Chegar lá”, portanto, é exclusivamente “chegar nEle”. Em outras palavras: eu só consigo quando reconheço que não consigo.
É uma mensagem dura. Depois de estudar 13 semanas muitos ainda não aceitam porque, como cantam Douglas e Marcelle, “é tão difícil não poder pagar” por aquilo que ganhamos. Ficaríamos muito mais satisfeitos em saber que nossos esforços obrigam a Deus a fazer o que na verdade Ele já fez há muito tempo, quando ainda éramos pecadores inveterados.

26
set

Parábola

Marco Aurélio Brasil

Torno a falar-lhes por parábolas, dizendo: Apesar de serem dez os filhos, nenhum deles podia reclamar de falta de amor daquele pai. Havia ali em dose suficiente para cada um, e sobrava bastante. Para que tivessem uma infância e juventude saudáveis, aboletou-se com eles em uma praia paradisíaca, onde tinham espaço e liberdade. Havia um único lugar proibido: o porto, onde, de quando em vez, atracavam navios mercantes do oriente distante. Esses orientais tinham fama de aliciarem jovens nativos que nunca mais eram vistos.

Você já imagina o que aconteceu. Um dia, os filhos saíram juntos para brincar e não voltaram mais. O pai procurou por toda parte, chamou o nome de cada um, e constatou então que o que mais temia havia acontecido. Decerto seus filhos haviam sido seduzidos a embarcar. Por temer que aquilo fosse acontecer um dia, o pai já tinha um plano engatilhado. Vendeu seu negócio, amealhou uma boa quantia e comprou uma passagem para o oriente. Fez um longo, muito longo caminho, para trazer os filhos de volta.

Encontrou-os espalhados, miseráveis mas encantados com as cores, cheiros e texturas daquela terra distante. Horrorizado, constatou que eles já não se lembravam mais dele e não queriam sua companhia.

O pai instalou-se em um lugar onde poderia acompanhar as vidas de seus filhos. Decidiu que, já que eles não queriam contato com algum com ele, teriam sua vontade respeitada; ele ficaria à distância.
Escolheu um deles então, e começou a mandar pelo correio dinheiro, para tirá-lo da mendicância, e fotos de sua vida passada cheia de felicidade – nas quais o filho mal se reconhecia – acompanhadas de cartas prometendo restaurar aquela felicidade se tão somente ele retornasse, garantindo que ele estava muito, muito perto. Pedia, também, que esse filho contasse aos outros essa notícia fantástica.

O dinheiro fez muito bem àquele filho. No contato com os irmãos, demonstrava que era superior, já que era objeto dos favores especiais do pai – embora a palavra pai fosse esvaziada de sentido para todos. Claro que ele não contou a nenhum deles que aqueles favores todos estavam à disposição de cada um deles. Como havia melhorado de posição, resolveu evitar o contato com os irmãos, apenas dando uma olhada em suas práticas e imitando sua devoção ao que chamavam de pais, pinturas de venerandos homens orientais pintadas por eles próprios.

Durante todo o assédio daquele pai desconsolado, os orientais não deixavam de seduzir os irmãos, de modo que eles estavam se tornando cada vez mais parecidos com eles até mesmo fisicamente. O pai via tudo, e chorava. Sentia-se só.

Tanto mais quando aquele filho que ele havia escolhido para ser o porta-voz de sua misericórdia passou a rejeitar suas cartas. De fato, esse filho preferiu voltar ao estado de mendicância e escravidão na terra estrangeira, seduzido por quinquilharias e substâncias que causavam prazer tão intenso quanto efêmero. Aquele homem, pai de dez filhos, ainda tendo nos ouvidos os gritos alegres das crianças em sua casa, a algazarra típica de uma casa cheia, padecia uma profunda e irreversível solidão.

Mas o amor poderia levá-lo ainda mais longe. Ele se tornaria um mendigo entre seus filhos. E continuaria a apelar.

11
ago

A Negligência de Júlio César

Gelson de Almeida Jr.

15 de março de 44 d.C, o general e estadista romano Júlio Cesar foi assassinado por um grupo de senadores, incluindo seu filho adotivo Brutus. Acredita-se que, na manhã do dia em que foi assassinado, Júlio César tenha recebido uma carta de Artemídoro, avisando-lhe do complô. Acerca disto existem duas versões, uma afirmando que ele leu a carta e, mesmo assim, foi ao Senado e outra de que ele não leu a carta. O fato é que, há muito, ele se mostrava autoconfiante, arrogante e autossuficiente e isto lhe foi fatal.

Não interessa se por descuido, negligência ou um grande sentimento de autossuficiência, o fato é que ele morreu uma morte que poderia ter sido evitada.

Há muito o Pai nos enviou Sua carta afim de nos alertar sobre os acontecimentos futuros, Paulo afirma que os relatos contidos nela servem de aviso a nós, que vivemos no fim dos tempos (I Coríntios 10:11). Com seu eterno amor o Pai nos avisou como é o fim daqueles que insistem em não fazer a Sua vontade, além disso, deixou-nos o Espírito Santo afim de, diariamente, nos orientar sobre o caminho a seguir e nos auxiliar na caminhada rumo ao Reino do Pai.

Os avisos e sinais estão por toda parte, felizes serão os que estiverem atentos. O erro de Júlio César foi fatal, não cometa o mesmo erro.

04
ago

A Escultura

Gelson de Almeida Jr.

Gosto da alegoria do homem que, ao passar perto de um monte de escombros, ouviu gritarem: “Glória, Glória”. Curioso chegou perto do monturo e percebeu que a voz vinha de um bloco de mármore. Espantado perguntou ao bloco de mármore qual a razão de gritar Glória, já que estava em situação tão triste e caótica. O bloco de mármore respondeu em tom alegre que o mestre Michelangelo havia acabado de passar por ali e havia dito: “Há um anjo nesta de pedra”. Ele foi buscar seus instrumentos para fazer de mim um anjo.

A humanidade se encontra em situação parecida como a daquele bloco de mármore. Por melhor que sejamos ainda estamos em situação caótica e deplorável. Isaías declara: “ Estamos sujos, infectados de pecado. Quando fomos vestir aquilo que considerávamos os nossos fatos de justiça, vimos que não eram mais do que trapos de imundícia” (64:6 – O Livro). Mas o Eterno, do alto de Seu sublime trono, olhou para nós com misericórdia, agiu com extremo amor e, através de Sua Graça, diariamente esculpe Sua imagem em nós.

Assim como Michelangelo viu no bloco de mármore um anjo o Eterno vê em mim e em você candidatos à transformação, candidatos ao Seu Reino. Deseja colocar em nós Sua imagem e semelhança, tornar-nos Sua obra prima. Mas de nada adiantará Ele desejar se não permitirmos que a obra seja realizada. O desejo é dEle, a permissão é nossa. Quer você se transformar numa obra prima do Arquiteto do Universo?

02
ago

Não basta dizer, tem que ser

Gelson de Almeida Jr.

Certa feita Gustave Doré (1832-1883), pintor francês, desenhista e profícuo ilustrador de livros do século XIX, perdeu seu passaporte e precisava atravessar a fronteira. Identificou-se ao guarda e explicou sua situação. Por mais que dissesse quem era e pedisse para atravessar a fronteira, o homem negava sua passagem. Num dado momento o homem pediu-lhe que provasse ser realmente Doré. Ele pediu um papel e um lápis e fez um desenho do local e seus arredores. Boquiaberto o guarda disse-lhe que passasse. Só Doré conseguiria fazer aquilo.

Vez por outra somos colocados em situações onde nossa identidade como cristãos é questionada. Muitas vezes, por mais que digamos quem somos, ficamos descreditados. Mas existe um modo seguro e eficaz de comprovar quem realmente somos: a prova prática da fé que abraçamos. Não basta dizer que somos cristãos, precisamos mostrar que realmente o somos. Falando a um grupo de fariseus, Cristo disse que muitos o honravam com os lábios, mas o seu coração estava longe dEle (Mateus 15:8).

Abraham Lincoln disse que podemos enganar uma pessoa durante muito tempo, algumas por algum tempo, mas não podemos enganar todas o tempo todo. Acrescento ainda que não podemos enganar o Eterno nunca. São de Cristo as palavras: “Nem todo aquele que se refere a mim como Senhor entrará no Reino dos Céus. A questão decisiva é se a pessoa faz a vontade do meu Pai que está nos céus” (Mateus 7:21 – BV).

O que nos salva é a fé em Cristo Jesus o nosso Senhor e Salvador. Mas se esta fé for morta, isto é, sem obras que a comprovem e sem a transformação do caráter e do ser como um todo, nunca poderemos nos declarar cristãos, muito menos esperar entrar de posse da eternidade. Afinal, não basta dizer. Temos que ser cristãos.

1 2 8