Tag Archive: salvação

14
jul

A Porta Está Aberta

Gelson de Almeida Jr.

Certa jovem, filha única de uma abastada família, que recebera a melhor educação possível, decidiu sair de casa à procura de algo que preenchesse o vazio de sua vida. Por mais que os pais implorassem para que ficasse ela saiu de casa, nada mais a satisfazia ali. Conheceu os melhores, mas também os mais abjetos lugares e afundou-se numa vida de depravação e vício. Certo dia encontrou um amigo de infância que, assim como ela, tivera as melhores oportunidades na vida e desperdiçara todas. O jovem não era nem sombra do formoso rapaz que conhecera e se esquivou do contato com ele. O rapaz disse-lhe que sabia de sua deplorável situação, mas que ela não deveria se sentir superior, pois estava em situação idêntica.

Caindo em si a jovem decidiu voltar para casa. Quando chegou viu a porta entreaberta e uma lamparina acesa na sala. Entrou cuidadosamente, mas deu de cara com sua mãe. A jovem disse apenas que entrara porque a porta estava aberta, disse ainda de seu arrependimento e que queria ouvir, só mais uma vez, a voz da mãe. Abraçando-a a mãe disse que ali era seu lar, que desde que ela se fora nunca mais a porta fora fechada e sempre havia uma luz acesa para que ela soubesse que era bem-vinda de volta.

Ao pecar demos as costas ao Pai e à Sua casa, mas Ele nunca desistiu de nós. Ele sabe que aqui não é nosso lar e, para que conseguíssemos chegar em casa, enviou o Filho, que é e o Caminho para a salvação (João 14:6), a Luz para não errarmos o caminho (João 68:12) e a Porta por onde conseguiremos entrar para a salvação (João 10:9). Não tem como errar e Ele não rejeitará ninguém que vá até Ele (João 6:37). Creia, por melhor que seja a vida aqui existe algo muito melhor nos esperando na casa do Pai, aqui não é nosso lugar, nossa pátria é a celeste. Volte para casa, a porta está aberta.

12
jul

Copo Cheio

Gelson de Almeida Jr.

Certo garoto, um dos sete filhos de uma família muito pobre, sofreu um acidente e foi hospitalizado. No hospital uma enfermeira lhe trouxe um copo com leite. Em sua casa o copo com leite nunca estava cheio e, quando estava, deveria ser dividido com mais irmãos. Lembrando-se disto pegou o copo e perguntou até onde deveria beber. Difícil dizer quem se espantou mais, a jovem com a pergunta ou ele com a resposta de que poderia beber tudo.

Por mais estranha que pareça a situação, é de modo parecido que muitos agem quando se trata das bênçãos e dádivas do Eterno para Seus filhos. Pode-se dizer que, basicamente, duas posturas antagônicas são as responsáveis por tal procedimento: sentimento de humildade que faz com que a pessoa não se sinta merecedora de receber nada e, por conseguinte, não se apropria das bênçãos do Pai e a presunção, atitude típica daqueles que acham não precisar do auxílio divino em sua vida, são bons o suficiente para conseguir o que quer que precisem.

Não importa se por “humildade” ou por “presunção”, em ambas situações o Eterno é impedido de atuar na vida do indivíduo. Exemplo do primeiro caso é o de Adão e Eva após o pecado, não queriam se encontrar com o Pai e se esconderam; no segundo caso temos o jovem rico, que deu as costas ao Salvador, pois tinha tudo o que precisava, a salvação ficaria para outra oportunidade.

As duas atitudes mostram desconhecimento do verdadeiro caráter do Eterno e de tudo o que faz por Seus filhos. Se mantidas, levarão a um afastamento gradual e fatal do Pai. É necessário reconhecer que sem Ele não somos nada e nem conseguimos fazer nada (João 15:7). Não tenha medo de se aproximar do Eterno e aproveitar o máximo que Ele tem a oferecer a cada filho Seu. Afinal, Ele nos oferece de modo gratuito (Apocalipse22:17). Aproprie-se das bênçãos do Pai, elas são suas.

30
jun

Misericórdia

Gelson de Almeida Jr.

Conta-se que uma mãe foi até Napoleão Bonaparte afim de clamar por misericórdia para seu filho, que acabara de ser condenado à morte. O imperador afirmou que, sendo reincidente, merecia a pena capital, a mãe retruca dizendo  que não queria justiça, queria misericórdia. Napoleão diz que ele não merecia misericórdia, gentilmente a mãe diz que se ele merecesse, não seria misericórdia. Napoleão, finalmente diz que o jovem teria a misericórdia aplicada em seu caso.

Muitos acham que, por alguns “bons atos” praticados, são dignos de misericórdia por parte do Pai, esquecem-se de que, Ele mesmo afirma que nossos bons atos não passam de trapos imundos (Isaías 64:6). Como pecadores que somos, não merecemos nada além da morte (Romanos 6:23a), mas, pela misericórdia divina, receberemos, gratuitamente, a vida eterna.

Em se tratando de salvação, misericórdia, graça, favor imerecido, clemência ou outro qualquer termo correlato, é tudo a mesma coisa. É o Eterno nos tratando de um modo que não merecemos. Disse alguém certa vez que misericórdia divina é Cristo pagando o preço (morte) dos meus pecados e nós recebendo a recompensa a que Ele tinha direito.

Nascemos e vivemos como fruto da misericórdia divina, cada situação do dia a dia, onde somos vitoriosos, também é fruto da misericórdia divina, ou seja, tudo o que temos e somos é fruto dessa misericórdia. Deste modo, não nos resta outra alternativa a não ser agradecer continuamente ao Pai por tão grandiosa dádiva e viver à altura de todo esse modo maravilhoso como somos tratados. Por que não aproveita e, agora mesmo, eleve uma prece de gratidão ao Eterno por aquilo que você é e por tudo que você tem e ainda terá, afinal, a única coisa que podemos dar-Lhe é a nossa gratidão.

23
jun

Perdoado

Gelson de Almeida Jr.

Conta-se que durante o Império Romano um jovem foi julgado e condenado à morte por crime de traição. Assim que a sentença foi proferida seu irmão mais velho, conhecido por haver dedicado anos de sua vida defendendo a pátria, se levanta e pede a palavra. Erguendo os cotos dos braços mostra o resultado de defender a pátria contra seus inimigos. Reconhecendo a culpa do irmão pede que seja perdoado, pede que ele não receba o merecido castigo pelos crimes cometidos, mas que fosse levado em consideração tudo o que ele fizera pela pátria e o irmão fosse perdoado. Conseguiu o perdão do irmão.

Paulo afirma que o salário do pecado é a morte, mas completa dizendo que o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus o nosso Senhor (Romanos 6:23). É muito bom sabermos que, como filhos do Eterno, temos um irmão mais velho que se ofereceu para morrer em nosso lugar, Alguém que passou por todo o tipo de tentação, mas sem pecado (Hebreus 4:15).

Assim como aquele homem foi o advogado de defesa do irmão e, pelo que havia feito, conseguiu que a pena de morte fosse retirada, Cristo, nosso irmão mais velho, diariamente se apresenta diante do Eterno, o Juiz de todas coisas, mostra Suas mãos ainda com as marcas dos cravos e pede que sejamos perdoados.

Que “irmão” maravilhoso temos nós! Pagou o preço, a morte que nos era devida, ao morrer no Calvário e a recompensa, fruto de Sua obediência, foi passada a nós. Não sei como você fará, mas confesso que a Eternidade será insuficiente para que eu Lhe agradeça tamanha benção. Se você é grato por tudo que Ele fez e faz por você diga-Lhe o quanto O ama e viva à altura desse amor.

21
jun

Corpus Christi

Gelson de Almeida Jr.

Semana passada comemorou-se o Dia de Corpus Christi. Sendo um feriado com “emenda”, muitos aproveitaram para colocar o descanso em dia, passear, viajar, etc., mas, qual é, verdadeiramente, o significado desse feriado?

Criado no século XVIII, por ordem do papa Urbano IV, é um dia onde se comemora a Eucaristia, cerimônia que tem a sua correlata nos meios evangélicos, a Santa Ceia, uma celebração que relembra a morte e a ressurreição de Cristo. Sendo essa a origem e a razão de ser do dia de Corpus Christi, faço uma pergunta, quanto tempo você gastou meditando no sacrifício de Cristo por você e na importância de Sua ressurreição durante o feriado, ou nos últimos dias?

A Palavra de Deus afirma que no momento exato o Eterno enviou Seu Filho, nascido de mulher (Gálatas 4:4), que Seu nome seria Jesus, pois nos salvaria dos nossos pecados (Mateus 1:21) e que Ele seria Deus conosco (Mateus 1:23). Qual a razão de tudo isto? Como pecadores estamos destituídos da glória de Deus (Romanos 3:23) e o preço a ser pago pelo pecado é a morte (Romanos 6:23), mas, é maravilhoso saber que O Pai nos ama de tal maneira que enviou Seu Filho para que pagasse o preço do seu, do meu, dos nossos pecados (João 3:16).

Deste modo, nada mais justo que, diariamente, gastarmos tempo refletindo no sacrifício de Cristo por nós. Como o mundo seria diferente se fizéssemos isto! Mais até, se esse amor fosse o mote de nossa existência!

Com feriado ou não, torne todos os seus dias o dia de Corpus Christi, o dia de lembrar do que o Salvador fez e faz por nós. Dê um sentido diferente à sua vida e a daqueles que o rodeiam, medite nesse amor e ame os outros como seus irmãos em Cristo tratando-os como gostaria de ser tratado.

12
maio

O Encontro – Parte V

Gelson de Almeida Jr.

Encerrando essa série sobre pessoas que tiveram um encontro inesquecível com o Salvador, fugirei à regra de falar de um encontro e falarei de dois encontros, relatados no evangelho de Lucas. Em ordem cronológica, o primeiro encontra-se no capítulo 19:1-10, é o encontro de Zaqueu com Cristo. Publicano, cobrador de impostos e odiado pelo povo queria muito ver o Mestre, mas o receio da multidão fez com que se escondesse em meio à vasta folhagem de um sicômoro, mesmo assim o Mestre o encontrou e pediu para ir à sua casa.

Cristo pediu para ir à casa de Zaqueu, mas, muito mais que abrir as portas de sua casa, abriu seu coração para a entrada do Salvador. Ao final do diálogo entre ambos Cristo afirmou: “Hoje a salvação entrou nesta casa”.

Pouco mais adiante (23:39-43), encontramos o relato da crucifixão de Cristo. Pendurado na cruz entre dois malfeitores, com dores atrozes e perto de sua morte ainda era alvo de zombarias, enquanto um deles zomba de Sua situação o outro clama por salvação e ouve dEle que, a partir daquele instante, sua salvação estava garantida.

Dois encontros que mudaram radicalmente a vida dos envolvidos. A sociedade os considerava párias, Cristo os considerava candidatos à salvação. Começaram o dia como abjetos e terminaram como salvos. Ao longo de sua vida cada um tivera centenas, milhares de encontros, mas encontros que em nada mudaram sua vida, mas, nesse dia, tudo mudara, encontraram-se com Cristo, com o Salvador, não desperdiçaram a oportunidade.

O mesmo tipo de encontro que esses homens tiveram você pode ter agora, nesse instante. O Salvador deles é o seu também, o que Ele fez por eles deseja fazer por você. O desejo é dEle, mas a escolha é sua. A Salvação está batendo à sua porta agora, porque não a deixa entrar?

03
maio

O Encontro – Parte II

Gelson de Almeida Jr.

Continuando a série sobre encontros especiais com o Mestre, quero meditar um pouco naquele que, para mim, é um dos encontros mais emblemáticos. Relatado em Marcos 10:46-52) mostra o encontro de um mendigo cego, que vivia a esmolar às portas de Jericó, chamado Bartimeu e Cristo.

Mesmo cego, o homem devia possuir um conhecimento razoável acerca de Cristo, pois ele muito desejava esse encontro. O relato afirma que, quando ouviu falar que Jesus de Nazaré se aproximava, começou a gritar o Seu nome e a clamar por misericórdia. Repreendido para que se calasse, gritou mais alto. Nessa época já existiam os que trabalhavam para impedir um sincero filho de Deus de se expressar livremente ou clamar Seu auxílio. Parando, o Mestre mandou que o chamassem. O restante do relato mostra um homem determinado, sabedor do que realmente queria e de um desprendimento invejável.

Destaco dois aspectos que o texto apresenta daí para a frente, o primeiro é que, assim que lhe disseram que o Mestre o chamava ele largou tudo o que tinha, uma capa, para trás e foi até Ele (v. 50); o segundo é que, logo após receber o seu milagre, o dom da visão, passou a seguir o Mestre pelo caminho (v.52).

Esse relato mostra que não precisamos ter uma boa visão para nos encontrar com o Mestre, precisamos determinação para sair ao Seu encontro e disposição para nos despojar daquilo que nos impeça de ir até o Pai e por Ele ser abençoados. Muitos não conseguem um encontro de qualidade, pois não se despem da capa, que pode ser de vários tipos, do preconceito, do orgulho, da justiça própria, da desconfiança, da autossuficiência, do “zelo” cristão, etc.

Vá ao encontro do Pai, dispa-se de tudo que impeça de ser um encontro “mágico”, e, quando receber o dom do Pai, siga-O pelo caminho. Não basta ter o encontro, ele tem que operar uma mudança em você.

14
abr

Felizes os Mansos

Gelson de Almeida Jr.

Sobre minha mesa tenho os nomes de sete alunos cuja família deverá ser convocada para que tome ciência de ações praticadas pelos mesmos. Um deles fez um comentário ofensivo no grupo de WhatsApp da turma, outro revidou com um comentário pior, em questão de minutos haviam se envolvido numa discussão ferrenha, chegando ao ponto de ameaças à integridade física de terceiros. Tentando se explicar diziam: O fulano começou. Disse-lhes que, tivessem eles ficado em silêncio e tudo teria se resolvido de forma tranquila.

Atitude muito diferente da de Cristo quando estava diante de seus acusadores. Após uma enxurrada de perguntas e acusações, que espantaram o próprio Pilatos, o que realmente impressionou o tribuno foi a atitude do Mestre, silêncio absoluto, não emitiu uma única palavra (Marcos 15:4 e 5). Aquele que criara a Terra com o poder de Sua palavra, que, com um leve gesto, poderia ter destruído a todos, e que era absolutamente inocente, não falou nada. Mostrou que a mansidão, por ele pregada no sermão do monte, não era para ser falada ou defendida, era para ser praticada.

Quantos há que, no plano espiritual, se acham fortes, quase invencíveis, mas são facilmente derrotados no quesito “temperamento”.  Os alunos perderam a condição de inocentes no instante em que deixaram a mansidão de lado e partiram para o ataque. Perderemos a condição de inocente, a possibilidade da intervenção divina plena e, por que não dizer, a eternidade, se deixarmos de lado a mansidão. Saber ouvir e silenciar são as regras de ouro da mansidão e mansidão é condição sine qua non para herdarmos a eternidade.

27
jan

Salva Vidas

Gelson de Almeida Jr.

Segundo especialistas, quando uma pessoa se afoga o salva vidas tem três coisas a fazer: tirá-la da água, tirar a água de dentro dela e reanimá-la. É incrível como essa sequência é a mesma adotada pelo Eterno no tocante à nossa salvação.

No Salmo 40 Davi afirma que antes do Senhor intervir em sua vida a situação era terrível, pois se encontrava em um “poço de destruição”, num “atoleiro de lama”, mas o Senhor o tirou de lá e o colocou sobre a segurança da rocha (vs. 1 e 2). Paulo afirma que, antes de Cristo, estávamos mortos em nossas ofensas, mas, fomos ressuscitados e vivificados (Efésios 2:5 e 6). Pedro afirma que o sacrifício feito por Cristo nos resgatou de nossa “maneira vazia de viver” (1 Pedro 1:18 e 19 NVI).

Não fosse a atuação divina em nosso favor e estaríamos irremediavelmente perdidos, mas a bondade, a misericórdia e graça divinas mudaram nossa situação de perdidos para salvos, de mortos para vivos. Muitos acham que isto já basta para sermos salvos, mas Paulo afirma que, após passarmos por este processo de salvação/vivificação, somos novas criaturas, pois tudo se fez novo (I Coríntios 5:17), e é necessário que mudemos nosso comportamento, que “andemos em novidade de vida” (Romanos 6:4).

O Eterno cumpriu Seu papel: resgatou-nos, tirou a penalidade do pecado de dentro de nós e nos vivificou, agora é com você. Salvação ou perdição, vida ou morte, a escolha é sua. Não permita que tudo tenha sido em vão.

25
jan

Porta Principal

Gelson de Almeida Jr.

Dias atrás li um relato que não sei se é verídico, mesmo assim quero fazer uma aplicação espiritual sobre o mesmo. É a história de um pequeno comerciante que estava à beira da falência, em virtude de uma grande loja que se instalara ao lado da sua. Usou de um estratagema para atrair clientes. Reformou sua loja e deixou-a parecida com a concorrente, mudou o nome fantasia de sua loja para: PORTA PRINCIPAL e colocou um grande luminoso bem à entrada com o novo nome. Os consumidores mais atentos percebiam o embuste, mas os distraídos eram enganados.

Confesso que quando li dei um sorriso da malandragem usada pelo homem, mas, em uma análise mais detida de sua atitude percebe-se a origem de tudo, o engano, a contrafação e o engodo utilizados por ele fazem parte da tática utilizada pelo inimigo de nossa alma desde o Éden. Ninguém escapa de suas artimanhas, nem mesmo Cristo foi poupado. Infelizmente, o número dos que caíram é muito maior do que os que saíram ilesos.

Por esta razão Pedro, em sua primeira carta nos aconselha a estar alertas e vigilantes, porque o nosso inimigo nos ronda o tempo inteiro querendo nos destruir (5:8). Continua dizendo que nossa única salvaguarda é a confiança em Cristo e entrega total de nosso ser a Ele (5:9). Cuidado com o inimigo, para cada porta divina ele tem uma “PORTA PRICIPAL”, cujo objetivo único é nos levar à derrota e, infelizmente, muitos são os que passam por ela (Mateus 7:13).

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