Tag Archive: oração

29
jan

Dedicação

Gelson de Almeida Jr.

“Dedicação total a você” é o slogan das Casas Bahia, uma das maiores redes populares de venda de móveis e eletrodomésticos no Brasil. Alardeando não perder um negócio sequer, e num corpo a corpo invejável com cada cliente que entra em uma de suas lojas, tem se mantido no topo do mercado varejista há décadas. O resultado é uma carteira de clientes que passa de 27 milhões de pessoas.

No mundo em que vivemos, com o materialismo cada vez mais visível e latente, o “ser” deu lugar ao “ter”. Dias atrás, conversando com meu filho mais velho, ele mostrava toda a sua decepção e revolta contra a sociedade de um modo geral. Disse ele:

– Sabe pai, hoje em dia dá raiva ver como as pessoas são, elas não querem saber quem você é, mas sim o que você tem.

É triste ver que ele tem razão, pior ainda é saber que, em nossa busca desenfreada pelo ter, deixamos de lado as relações interpessoais, inclusive com Aquele que é o Doador de todas as boas coisas que temos. Coisa difícil de se admitir, mas muito fácil de comprovar. Quer ver? Faça um teste simples e rápido, liste as coisas que ocupam o seu tempo diariamente e veja quanto gasta em sua comunhão pessoal com o Pai. E aí, passou no teste?

Dias atrás conversei com uma pessoa que disse considerar boa sua relação com o Eterno, perguntei-lhe quanto do seu tempo era gasto na comunhão com Ele e ela me disse que orava todos os dias. Perguntei-lhe quanto tempo gastava na oração e se eram apenas aquelas orações rotineiras (ao despertar, antes das refeições e ao deitar), nesse instante ela ficou muda.

homem de maos erguidasDedicação não é dizer que O ama, que O adora, que quer passar a eternidade ao Seu lado, dedicação é agir como quem realmente quer isto. Dedicação é dar-Lhe o início e o final do seu dia, dedicação é dar-Lhe o melhor do seu dia. Aproveite e fale com Ele agora, não importa onde esteja ou o que esteja fazendo, torne esse o seu momento com Ele. Valerá a pena, o dia seguirá muito melhor.

11
jun

Ore por mim

Marco Aurélio Brasil

Terça-feira olhamos para as orações de Paulo pelos filipenses, efésios e colossenses e notamos que elas não se parecem muito com as orações que fazemos uns pelos outros. Paulo ora para que as pessoas que ama tenham coisas como discernimento entre o certo e o errado, tenham perseverança, força para viver uma vida com padrões morais e éticos mais elevados do que a média e espírito de gratidão. Mas ele também pedia orações por si próprio.

E quais eram os pedidos de Paulo por si mesmo? Se entrasse num culto de quarta-feira da sua igreja, ele entraria na fila das pessoas que pedem por um parente doente, por um emprego ou pelo casamento de um primo? Talvez, mas o pedido de oração que temos registrado em Colossenses 4:2-4 também é de uma natureza diferente dessas que fazemos por nós mesmos.

“Não se cansem de orar;… não se esqueçam de orar por nós também, a fim de que Deus nos dê muitas oportunidades de pregar o evangelho, a fim de que possamos proclamar o mistério de Cristo pelo qual eu estou aqui na prisão. Orem para que eu seja bastante corajoso para falar do evangelho livre e abertamente, e explica-lo como devo naturalmente fazer”.paulo preso

O cara estava preso. Em outras passagens vemos que ali ele passava frio e muitas privações, o que não o impedia de solicitar orações por mais coragem e por mas oportunidades para falar da mensagem que transformara sua vida.

Paulo tinha uma causa. Uma causa pela qual entregara sua vida inteira. É possível notar esse fato pelas orações que fazia e pelas que pedia.

Se ainda estamos na dinâmica de saber pedir apenas por melhores condições de vida aqui e agora, se estamos ainda presos pela tirania da qualidade de vida a qualquer custo, não adianta pretender simplesmente começar a proferir mecanicamente outras palavras na oração para parecermos pessoas melhores, cristãos mais maduros.

O que não significa que nossas orações precisem continuar iguais. Talvez seja o caso de começar a orar por maturidade. Para que a “causa” nos tome por completo. Para que cheguemos ao nível de Paulo, capaz de desejar coisas mais sofisticadas do que o trivial para os outros e para si próprio, coisas mais harmonizadas com a eternidade.

 

09
jun

Oro por você

Marco Aurélio Brasil

As cartas de Paulo aos efésios, filipenses, colossenses e primeira aos tessalonicenses, além da enorme profusão de pérolas belíssimas e conceitos profundos, têm outra coisa em comum. Todas elas têm em seu começo uma confissão do apóstolo sobre que orações ele faz por cada uma dessas comunidades.

Observando cada essas preces eu descubro não apenas como minha vida de oração, especialmente a oração intercessória – tão necessária hoje – é limitada e pouco criativa, mas também que tipo de coisas eu posso almejar para a minha vida e a das pessoas que Deus me deu por quem me preocupar. Porque quando Paulo afirma que ora por algo em relação a alguém, duas coisas eu posso saber: 1. essa é uma coisa boa, é bom almejar isso, e 2. aquilo pelo que ele ora é factível, é possível de se alcançar.
Aos efésios ele ora pedindo “o espírito de sabedoria para que vejam claramente e realmente compreendam quem é Cristo e tudo o que fez por vocês” “para que vocês comecem a compreender como é incrivelmente grande o seu poder para conosco” (1:17-19).  Note que Paulo está escrevendo a cristãos, pessoas que haviam aceitado uma fé incipiente, uma religião de minoria, e isso só havia sido possível mediante a exposição do evangelho sobre Jesus e sobre Deus. Ainda assim essas pessoas precisavam conhecer quem de fato era Deus e o que de fato Ele havia feito em seu favor. Eu também preciso disso. Constantemente preciso ser relembrado da enormidade da cruz.
Para os filipenses sua oração é parecida, mas acrescenta elementos novos. Ela “é que cada vez mais vocês transbordem de amor, e que, ao mesmo tempo, continuem a crescer em conhecimento e compreensão espiritual, pois eu desejo que vocês sempre vejam com toda a clareza a diferença entre o certo e o errado, e que sejam intimamente puros… que vocês possam estar sempre fazendo coisas boas, pois resultará em muita glória e louvor ao Senhor” (1:9-11)Porque essa sabedoria e discernimento redundam em amor e pureza. Nunca em leniência, egoísmo e indiferença.
Pelos colossenses Paulo também ora para que “Deus os faça compreender o que ele deseja que façam, e que os torne sábios nas coisas espirituais” (1:9), mas ora também “para que vocês sejam cheios da sua gloriosa e poderosa força” para avançar com “perseverança, paciência e alegria” e “sejam sempre agradecidos ao Pai” (11-12). Aqui, além da sabedoria, Paulo pede algo com que muitas vezes nós nos conformamos em não ter: progresso, evolução, crescimento.
Coisas que, quando ele ora pelos tessalonicenses, é para agradecer porque eles já as demonstravam: “quando falamos com o nosso Deus e Pai a respeito de vocês, nunca nos esquecemos do trabalho que resulta da fé, do esforço motivado pelo amor, e da perseverança que vem da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo” (1:3).
E quanto a nós, nos limitamos a orar por proteção, por um emprego para o desempregado, pela cura de um doente e outras coisas que certamente já estão na agenda de Deus. Não que sejam coisas pelas quais não devemos orar, mas Paulo me mostra que há pedidos ainda mais urgentes a se fazer. Nossa oração é ruim porque nosso conhecimento dAquele a Quem oramos é ruim.
Oro para que você que está lendo isto tenha estas coisas também: sabedoria sobre Deus e sobre o que é certo e o que é errado, amor, pureza, gratidão e progresso. Amém.

26
fev

Vamos orar pelos decapitadores

Marco Aurélio Brasil

Enquanto assistimos horrorizados a decapitação de 21 cristãos pelo Estado islâmico, a radicalidade do mandamento de Jesus se impõe.

Orar pelas famílias daqueles homens não é difícil. decapitação

Orar genericamente pelas paz mundial não é difícil.

Orar para que o radicalismo islâmico seja contido não é difícil.

Orar pelos decapitadores. Isso é difícil.

O que é mais radical? O Estado Islâmico ou Jesus Cristo? Jesus Cristo, mil vezes.

Ele diz: pegue o amor e dê a ele um sentido absurdamente completo.

Ele diz: pegue meu exemplo e o siga.

Respire fundo como eu faço agora e junte-se a mim na oração mais radicalmente difícil de fazer.

07
fev

# Amor incondicional

castra-1024Se por uma hipótese muito remota surgisse algum dirigente político no País em que você reside, e tivesse as mesmas atitudes que Hitler as teve durante a 2ª Guerra, maltratando e executando covardemente toda a sua família (Que o Eterno não permita isso) responda a si mesmo se você oraria por ele e se o perdoaria. Esta reflexão difícil encontra seu propósito para que juntos meditemos a partir dos principais pilares do cristianismo: oração, amor incondicional e perdão.

Tal hipótese de intercessão passou a ser mencionada em uma discussão na internet quando alguém perguntou se oramos pelo ex-presidente Luís Inácio, depois que surgiu a notícia, verdadeira ou não, que ele passou a se tratar novamente da grave doença que o acometeu há um tempo. As opiniões, movidas apaixonadamente, penderam pela resposta negativa. Detalhe: tratava-se de uma pergunta feita por um cristão evangélico a iguais crentes.

A discussão passou a ficar acalorada em segundos. As opiniões se dividiam de modo confuso, pois era nítida a motivação política, ou seja, uma tolice sem tamanho enquanto falamos da vida de alguém que precise de oração. Outra pessoa, também crente na mensagem do Cristo, trouxe a discussão para a sua página, composta por crentes ou não. Entre as respostas, de um lado umas diziam: “O Cristo pediu que orássemos por todos, amando e perdoando sem distinção”. Outras ressaltavam o choque de valores como princípios e religião, concluindo não ser tão fácil a resposta. Na outra ponta, respostas inclusive de cristãos, que envergonhariam o mais apóstata dos homens.

Mas, o que tem Hitler a ver com essa questão? O fato de orar, amar e perdoar ou não, tomou outro rumo quando um cristão, talvez também motivado politicamente, perguntou se nós praticaríamos estes mandamentos se a situação fosse diante do perturbado dirigente da Alemanha na 2ª Guerra. O condutor do debate acreditou ser cruel colocar estes dois dirigentes em um mesmo “saco”, mas reiterou sua preocupação com seguirmos ou não aos mandamentos daquele a quem decidimos seguir, independente de vieses políticos.

Mas, espere um pouco; se não há diferença entre um pequeno pecado e outro a que se atribua enorme gravidade, não deveríamos amar, orar e perdoar mesmo a alguém que fizesse mal a nossa família (Que o Eterno não permita) como o desequilibrado dirigente alemão o fez a tanta gente inocente? Haveria algum limite para não amarmos ou não perdoarmos aos homens insanos do grupo Ísis na Síria?

Independente de qual seja a sua resposta (devendo ser honesta), inclusive se temos a noção do que seja amar alguém em uma situação extrema como essa, um dos participantes do debate escreveu algo importante e real. Disse ele que a verdade é que amamos muito pouco, às vezes nem mesmo aos de dentro de nossa própria casa e se isso fosse diferente, afirmou ele, não teríamos a necessidade nem mesmo de participar de debates como estes.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

26
jan

Sim, faz diferença…

Adriano Vargas

É fato bem conhecido que Deus não age por meio de pecadores, mas ouve quem vive em reverência e cumpre sua vontade.” João 9:31 BM

Penso que boa parte de nossas orações poderiam passar por severas mudanças.

Algumas delas precisam de mais coerência. As vezes elas são um deserto, por outras, um oásis. São uma multidão de palavras compridas, secas, áridas, com pequenos instantes de imersão nas águas da comunhão com o o Eterno. (poético, deve ser por que estou em Uruguaiana, na fronteira com Argentina e está muito calor….srsr)

Outras faltam franqueza. Nossos clamores são um pouco vazios, mensagens repetidas e pouca flexibilidade. Sobra liturgia e falta vida. E mesmo sendo executadas diariamente, são muito entediantes.

Outras padecem de… sinceramente, de honestidade. Verdadeiramente nos questionamos se orar vai mudar alguma coisa. Mas quem disse que a funcionalidade da oração está um mudar algo? Por qual razão o Eterno vai querer falar comigo? Se o Eterno já conhece tudo sobre mim, por que preciso dizer-lhe o que se passa? Se o Eterno tem todo o controle, qual a minha necessidade de fazer algo?

As nossas orações até podem ser atrapalhadas. Nossos esforços podem ser insuficientes. Porém, o poder da oração está no Eterno, que a ouve, e não em nós, que balbuciamos apenas palavras. Por isso digo que nossas orações fazem diferença.

Se você conseguir lembrar de algum momento em que, por algum motivo qualquer, você passou a orar menos ou mesmo parou de falar com o Eterno. Lembra da falta que isso fez em sua vida e de como você se sentiu melhor quando voltou a falar com o Pai…Orar…sim, faz diferença!

20
jan

Seja um falador, por que Ele é um ouvidor…

Adriano Vargas

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“Ao SENHOR ergo a minha voz e clamo, com a minha voz suplico ao SENHOR.” Salmo 142:1

Sempre me deixa de queixo caído a chance de poder conversar com o Eterno por que sei que ele ouve minhas orações. A minha voz é importante no céu. E o Eterno me leva a sério. Não tenha medo de ser ignorado pelo Altíssimo. Mesmo que você gagueje ou tropece nas palavras, e mesmo que , a seus próprios olhos, o que você tem a dizer não impressione ninguém, impressionará o Eterno, e ele ouvirá.

Sim, Ele ouve o lamento sofrido pelo idoso na casa de repouso. Ele escuta com clareza a confissão do condenado na prisão. Quando o viciado implora por misericórdia; quando o marido ou a esposa busca orientação; quando o empresário ocupado se desvia do caminho para entrar numa igreja, o Eterno ouve.

Atentamente.

Cuidadosamente.

Deus quer ouvir o você tem a dizer. Sabendo que Ele ouve e se importa com o que acontece em sua vida, por que não conversar com Ele agora? É fácil. Interrompa a leitura do post por um instante, feche os olhos e comece abrir seu coração…

*Foto tirada na Missão Sertão do Valongo-SC, com um dos líderes da comunidade quilombola. Eu quis fazer missão e Deus ouviu minha oração!

09
dez

Deus responde orações?

Adriano Vargas

Calma, amigo do blog, sei que esse título parece vir duma grande ressaca do fim de semana…rs. Como cristãos não pensaríamos dessa forma, nem mesmo durante esses anos todos de experiência e caminhada com Deus, o comum é exclamarmos aos quatro ventos que Deus responde às orações.
Apesar de parecer minimalista, talvez a oração seja uma das aéreas da experiência com Deus das mais difíceis de compreendermos. Você já se pegou olhando pra o Cristo em Mateus 6:8 “Não sejam iguais a eles, porque o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de pedirem…oi? Como assim? Porque preciso orar então? Em nossa lógica se Deus já sabe das nossas necessidades e tem o poder suficiente para atendê-las, e ainda somos bastantes disléxicos e esquizofrênicos não conhecendo nossas reais necessidades. A conclusão seria uma procrastinação da vida de oração.
É provável que nossa expectativa em relação a oração seja equivocada e bipolar [sim toh usando uns termos psiquiátricos em virtude dumas leituras aí…rs], voltando a oração, com o clima natalino de fim de ano, agimos como meninos malcriados, pensamos em orar com intenções de barganha: se eu for um bom cristão, Deus me dará a benção. Procuramos a Deus para resolver nossas trapalhadas e atingir nossos planos e sonhos, muitas vezes alinhados com os valores deste mundo. Ao contrário do que muitos pensam, a grande benção da experiência de oração não está nas mudanças extratosféricas que Deus pode realizar. Não! A principal finalidade da atitude de oração, pasmem-se é mudar a nós mesmos. Deus deseja que o busquemos em oração, mesmo que isso até pareça desnecessário, penso que por motivos bem simples: para crescermos em comunhão; para aprendermos a depender e confiar; para termos oportunidade de ser instrumentos dele.
Infelizmente, imersos na geração fast-food, pensamos na oração como um meio mais rápido de alcançar o que queremos. Todavia, Deus deseja que através da oração e da comunhão mais intima com ele, tenhamos nossa principal necessidade atendida: a mudança de nossos paradigmas e valores. Confesso, antigamente eu orava para alcançar coisas, obter felicidade no aqui e agora e para Deus me livrar da dor; agora, servindo a Deus e com Deus, começo a fazer orações mais parecidas com as do Cristo; que meus desejos sejam trocados pelos desejos de Deus.
É exatamente por causa disso que a bondade sem limites e a maravilhosa misericórdia de Deus não permitem que ele atenda a todos pedidos de ganhar na megasena [é tah acumulada né!]. Isso faria de nós filhos mimados e malcriados que recebem tudo que querem na hora que querem…Sim, muitas vezes Esse Deus que não responde orações, não ouve porque não deve ouvir mesmo. Já parou para pensar como fazemos pedidos de Tio Patinhas (Tiago 4:3), insistimos em pedidos que não nos farão nada bem (Salmo 106:15), e ficamos ainda chateados com a demora de Deus que muitas vezes nem nos ouve (Lucas 18). Ainda bem que Deus, esse Deus incrível e extraordinário, que faz coisas improváveis por meio da oração de cada um de nós (Tiago 5:17-18), em seu amor e infinita sabedoria resolve não responder aos nossos pedidos. Diante disso, só podemos dizer: Esse Deus que não responde orações que não devem ser respondidas.

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adaptado texto Luiz Sayão

04
set

#A Força

Gelson de Almeida Jr.

Uma postagem feita na “rede social do momento” dizia: “Quem fica de joelhos (sic) para Deus fica em pé em qualquer situação”. Lembrei do evento com Ananias, Misael e Azarias, no início do século VI a.C., na planície de Dura, na Babilônia. Nabucodonosor, maior imperador da época, num ato megalomaníaco, mandou erigir uma estátua de ouro com, aproximadamente, trinta metros de altura e três de largura. Num dia predeterminado todos deveriam estar presentes e se curvar ante a estátua. Os desobedientes seriam queimados vivos numa fornalha superaquecida previamente para este fim. No momento indicado, ao invés de se curvarem, os três jovens ficaram em pé. Irado, o rei deu-lhes nova oportunidade, novamente ficaram em pé. A sentença de morte foi imediata.

O relato afirma que o calor era tão intenso que matou os guardas que lançaram os jovens dentro da fornalha. Quanto aos três, foram vistos andando de um lado para outro dentro da fornalha na companhia de um quarto personagem, com “aparência dos deuses”, segundo o rei. Foi-lhes permitido sair da fornalha e, ao passarem por exame minucioso, feito pelo rei e seus auxiliares, notou-se que nem sua roupa cheirava a queimado. A proteção fora total, apenas as cordas que os prendiam se queimara.

No momento mais difícil de sua vida os três jovens ficaram em pé, pois haviam se acostumado a estar ajoelhados ante o Eterno. Ajoelhar-se para o rei do Universo foi garantia de segurança e vida para os três. Se você deseja estar em pé em toda e qualquer situação da vida a receita é clara, ajoelhe-se para o Pai, só Ele poderá dar-lhe o sustento, o alívio, o conforto e o amparo quando mais precisar. O Deus que não falhou com os três jovens hebreus não falhará com você. A mesma “Força” está à sua disposição agora. Ajoelhe-se e, no devido tempo, sua vitória chegará.

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