Tag Archive: O Caminho – e a Verdade – e a Vida

16
out

# Palavras que nutrem

palavras-que-nutremSe você tivesse que comer suas palavras, elas o nutririam ou o envenenariam? Para bem responder a esta pergunta, com real justiça à verdade, permita-se estar consciente do peso de cada palavra que pronuncia. Se seu coração está alinhado ao do Cristo, haverá de se lembrar da passagem do evangelho de Mateus em que ele mesmo, o Mestre, aconselha que se bem considere toda a palavra dita, afinal, haverá um dia em que os homens darão conta de toda palavra inútil que tiverem falado. Considere que pelas palavras que houver dito, será absolvido ou condenado.

Se por ventura pense como boas as suas considerações, sem avaliar de fato se suas palavras afetam vidas ao seu redor, ou a você mesmo, não tomando ao Cristo como o teu diapasão, que se considere então pelos frutos de uma árvore. Ainda assim deverá contemplar a verdade para julgar com retidão. Entende que a árvore boa não pode dar um fruto ruim, e da mesma forma uma árvore ruim dar bons frutos? A boca, segundo Jesus, fala do que está cheio o coração. Eis a realidade das palavras que nutrem ou envenenam o interior do homem e o seu redor. O homem bom, do seu bom tesouro tira coisas boas, e o homem mau, do seu mau tesouro tira coisas más.

Compreende ao menos que se tuas palavras te nutrem e não te envenenam, é porque nelas há amor? Afinal, como, sem amor, poderia amar a si mesmo? Como, sem amar a si mesmo, poderia amar ao seu próximo? O Mestre, conhecendo os pensamentos humanos, disse que todo o reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá. Quanto mais o homem, pequena porção, se lhe faltar o amor.

Antes de dizer algo, que possa te nutrir ou envenenar, lembre-se do que por fim disse o Cristo, posto que o céu e a terra passarão, mas as palavras dele permanecerão. A Palavra que ele pronunciou, esta nutre e permanecerá, porque ela é a Verdade, o Caminho e a Vida.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

28
fev

Aparências

lobo_cordeiro_6vi_Nem sempre aquilo que parece, é realmente. Não se deve acreditar em tudo o que se vê, pois a aparência pode não traduzir a realidade. Uma pessoa calma pode esconder alguém agressivo. Uma pessoa vestida com roupas caras pode passar a imagem de alguém abastado. O contrário também é verdade. Alguém que se diz discípulo do Mestre, pode ser alguém sem transformação alguma, jamais abrindo mão do que o mundo tenha a oferecer.

A aparência sempre anuncia um conceito, contudo, diz a sabedoria, não devemos nos deixar movermos por ela. Importa conhecermos melhor as pessoas, as intenções, as situações. Se julgarmos apenas pela aparência, podemos nos deparar com sepulcros caiados – que conforme afirmou Jesus, parecem formosos exteriormente, mas seu interior está repleto de ossos mortos.

Certa ocasião, o Messias teve fome e avistando uma figueira repleta de folhas, o que denunciava a possibilidade de conter frutos, aproximou-se dela e percebeu que não havia um sequer, tornando-se uma anomalia diante de seus olhos. Situação que faz lembrar ao contexto bíblico anteriormente citado, em que Jesus ainda compara tais pessoas a seres que aparentam uma justiça exterior, mas interiormente estão cheios de hipocrisia.

Normalmente se escondem por detrás de seus próprios medos. Da mesma forma os que apontam os pecados alheios e são rápidos para relativizarem os seus próprios. Se não houver conteúdo verdadeiro e benéfico, sobretudo instruindo a si próprio segundo as escrituras, a aparência não passará de superficialidade que induz ao erro. Pior ainda quando engana-se a si mesmo.

Algo para se pensar a partir de nós mesmos em nossa relação com o Caminho, a Verdade e a Vida. Que o Espírito Santo possa alcançar os corações e mentes, convencendo o mundo do pecado, da justiça e do juízo.

Sadi – O Peregrino da Palavra.

27
fev

Viver e dar frutos

quero-olhar-para-jesusViver tem se tornado uma arte. Aliás, sempre foi uma arte, especialmente porque nas relações humanas viveu melhor quem soube se relacionar bem, não ingressando em discussões infrutíferas e conservando para si os valores que equilibram a vida, sobretudo quando esses valores são bíblicos.

A frase que diz não podermos mudar o mundo é verdadeira e sábio é aquele que percebe a sua extensão. Sim, pois, mediante os mesmos valores podemos alcançar a quem queira ser alcançado, tornando a convivência equilibrada e harmoniosa um desdobramento que cabe a nós proporcionarmos, produzindo frutos.

Saber viver, sim, é uma arte, mas é na dependência e na obediência aos mandamentos que os verdadeiros frutos de que necessitamos são produzidos. A palavra de Deus é o farol nessa produção. Luz para os meus pés e Lâmpada para o meu caminho é Tua Palavra, diz o salmista. Eis uma verdade inconteste, pois é através dela que encontramos o único meio para nos guiar em tudo o que fizermos.

Não é a oração, a frequência em cultos e o conhecimento da palavra o que por si só nos leva a produzirmos frutos e a vivermos bem. São fundamentais para a intimidade e o conhecimento de Deus, mas é a Palavra que esteve no início de tudo e por ela tudo fora criado, sim, a Luz que precisamos. O Eterno é o centro de tudo. É para voltarmos a Ele que estamos sendo chamados, sendo Jesus o Caminho, a Verdade e a Vida que nos leva ao Pai. É nele que aprendemos todas as ações que precisamos para bem viver e produzirmos frutos, e é nele e por ele que as coisas acontecem em nossas vidas, essencialmente por olhamos firmemente para ele que é o autor e consumador da nossa fé.

Disse o SENHOR pela voz do profeta Isaías – “Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os confins da terra; porque eu sou Deus, e não há outro”. Portanto, para o bem viver, que nossos olhos se voltem para Jesus. Não há outro caminho para darmos fruto no tempo certo.

Sadi – O Peregrino da Palavra

30
jan

Agir com amor

perdaoÉ impressionante como o amor está se esvaziando cada vez mais. Não raro lemos opiniões de evangélicos de toda sorte falando de forma grosseira e indelicada, mesmo tendo razão sobre determinado assunto. O que nos leva a agirmos dessa forma? Parece-me que a resposta seja por ainda estarmos vivendo pela carne, sem uma transformação legítima e verdadeira.

Agirmos e falarmos com amor, por palavras doces que de fato edificam, ainda que tenhamos que ensinar a saída do erro, da idolatria e das faltas, é fundamental que tenhamos um coração alegre, sem lamentações, sem tristezas, vivendo com a mente e o corpo envolvidos pelo amor de Deus.

Como podemos agir diferente disso depois de meditarmos coerentemente sobre o amor ensinado pela Palavra, fundamento da vida de um discípulo? Como avançar na fé e na vida santa sem se render à essa verdade? E quando estivermos diante de quem nos maltrata ou persegue? E quando nos deparamos com a falibilidade dos homens que erroneamente interpretam as escrituras?

Como poderíamos ir contra ao que disse Cristo? Se orar por inimigos e por quem nos persegue é muito difícil, seja esse o ponto em que devemos nos concentrar mais e mais todos os dias, pois só assim seremos e nos manteremos transformados. Como refutar ao que disse Paulo quando afirmou que o amor tudo suporta? Lembremos da sentença que completa essa assertiva – Tudo suporta, mas não será por isso que venha a se alegrar com a injustiça. O amor se alegra com a verdade.

Em qualquer situação com que nos deparemos, que nossa atitude seja de suportar com amor mesmo aquele que diante de nós esteja dizendo alguma bobagem ou cometendo um erro, um desequilíbrio. Se temos algo a ensinar, que seja com amor; se tivermos que corrigir, que seja com amor.

Só o amor poderá construir alguma coisa. Se nos justificarmos como não tendo nada a ver com as atitudes que diante de nós se mostrem desequilibradas e errôneas, sobretudo dentro da igreja, saibamos que mesmo essa omissão nos será cobrada por Deus. Se não nos querem ouvir, é outra coisa. Que então nos coloquemos em apartado para orar por quem não compreenda a razão de ser discípulo de Cristo.

Agindo assim, a nossa própria vida, mente e espírito crescerão em amor e de forma alguma conseguiremos viver de outra forma. É algo que precisamos experimentar com o coração inteiro.

Sadi – O Peregrino da Palavra

11
dez

# Liberdade Absoluta

liberdadeO que é a ser livre, afinal? O que se pode dizer a respeito da liberdade absoluta? Vamos direto à realidade que conhecemos, chancelada pela Palavra. Diz o salmista que anda em liberdade aquele que busca os preceitos de Deus. O mundo, a seu turno, despreza-os e se sente verdadeiramente livre por fazer o que bem lhe apraz.

A primeira ideia que passa no pensamento de quem reflete a liberdade é o fato de não ser ou não estar prisioneiro de coisa alguma, especialmente sendo livre para ir e vir, tanto quanto pensar conforme seus próprios paradigmas.

Ok, então, pergunto: acaso não é livre o homem que, mesmo preso por algum crime, encontrou na cadeia a liberdade do viver em Cristo? Sim, pois, este homem é verdadeiramente livre. As paredes e as grades não lhe prendem realmente. E, ainda que tenha que morrer pelo crime que cometeu, como nos países que admitem essa hipótese, sustenta-se na fé e vive a sentença que afirma que o viver é Cristo, e o morrer, lucro, pois logo iria em direção ao seu salvador.

E, ainda: acaso goza de plena liberdade, e aqui falo de abundância de vida, o homem que despreza ou no mínimo desconhece o viver pelo Espírito? O dia em que o mundo experimentar o que seja de fato “o Senhor é o Espírito, e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade”, e saber que por isso somos transformados de glória em glória na mesma imagem, entenderá o que seja experimentar, de fato, a liberdade.

A verdadeira liberdade nos permite o apartar de qualquer coisa que se contraponha à Palavra, e assim nos separa para sermos livres sem ter a malícia como cobertura, como afirmou Pedro em sua carta. Ser livre é saber que temos alguém que deu sua vida por nós e esse contexto reserva toda a verdade da vida, passada, presente e futura, pois aquele que começou a obra é fiel para terminá-la.  Dessa forma, cento e vinte anos é tudo o que temos na carne, contudo para que se continue na eternidade.

Como poderia o mundo entender que ser livre significa viver orientado por mandamentos que nos pedem para morrer para os conceitos do mundo, e assim conhecermos o que seja viver em liberdade absoluta, obtendo abundância de vida?

Só poderão entender no momento em que dos mandamentos tomarem experiência para as suas vidas. Como peregrinos que somos, este peregrino da palavra o convida a meditar sobre a liberdade do viver em Cristo e do viver segundo o mundo. Pense nisso e depois compartilhe suas experiências com seus amigos, família e vizinhos, falando-lhes sobre o que seja atentar à lei perfeita da liberdade.

Sadi – Um Peregrino da Palavra.

28
nov

# Diretrizes

AdoradoresO que mais convém ao homem do que o adorar a Deus?

Nada! Pois quando o adoramos, vivemos! Ao nos entregarmos de corpo, mente e espírito aos caminhos do Eterno, é vida em abundância que estamos vivenciando. E isto se refere a todos os sentidos, pois há um universo de coisas boas, abençoadas por Deus, acontecendo no mundo à nossa disposição e espera.

Levantamos todos os dias e os dias são maus? Sim, diz a palavra que os dias são maus, contudo, levantamos todos os dias e os dias são maravilhosos, pois os vivemos no Senhor, e Ele nos faz avançar e é a nossa força. O que temos nós com o fato de que alguém nos persegue ou não goste de nós? E se nos limita com seus poderes vãos e picuinhas? Pobre criatura, a alegria do Senhor é a nossa força! E que ela esteja também sobre tua vida!

Que neste sábado possamos meditar nestes aspectos positivos, com liberdade e destituídos de conceitos que misturam sentimentos santos e profanos; não nos esquecendo de que é no próprio sábado que encontramos a razão que nos diz sermos sustentados pelo Senhor. Por isso, também, nos convêm apenas adorar a Deus. além de amarmo-nos uns aos outros.

Pense nisso. Peregrino da palavra, somos todos. Feliz sábado!

Sadi – O Peregrino da Palavra

22
nov

# O querer e o efetuar

aguiaPor certo que diante dos horrores que presenciamos com as guerras sentimos profunda tristeza, mas, nesse instante me permito um questionamento: quanto desse sentimento se move em direção à minha transformação? Quanto dela me faz movimentar rumo à lapidação de meu próprio comportamento, porquanto não raro permaneço inerte diante do sofrimento alheio ao meu redor?

Quanto de mim, entre o acordar e o dormir, está de fato, desperto e descansando? Quanto de mim está disposto a não reclamar, mas, a compreender; a não levantar a voz, mas responder com um sorriso que transmita a paz que desejo; a não se exasperar diante das injustiças, mas perdoar verdadeiramente ao que me persegue ou me ofende? Quanto de mim consegue refletir o comportamento de Madre Tereza, de Gandhi, de Mandela, de Cristo, enfim?

Nestes dias da semana que passou, eu conversava com minha esposa e propus a ela que pensássemos o quanto nos impressionam homens capazes de bondades e humildades extremas, tornando-se diante de nossos olhos um ideal que buscamos ao modelo de Cristo, mas não tomamos com a devida profundidade a própria bondade e a humildade inigualável do Messias.

Parece-me, às vezes, que a verdade é que nos acostumamos com o que é ruim, imperfeito e limitado, sem conseguirmos dar um passo verdadeiro em direção ao bom, ao perfeito e ao ilimitado. Jesus nos afirmou, e confiamos nele, que sua vinda foi para que tivéssemos vida e vida em abundância.

Por que, então, não buscamos essa transformação definitivamente? Por que ainda sou parte de uma civilização, que mesmo conhecedora e seguidora da palavra de Deus, ainda assim não consegue vivê-la por completo? Será que no fundo não confiamos na verdade? Será que estou tão contaminado pelo pecado e pela dúvida e pela carne que não consigo me desvencilhar desses aspectos, tornando-me de fato criatura santa, ou seja, separada para a obra?

A palavra que me chega à mente como resposta, e que me permite continuar rumo ao alvo é uma só, a de Paulo que afirma: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim”.

E, continua o apóstolo após compreender a essência da lei em Cristo: “se faço o que não desejo, admito que a lei é boa. Pois, no íntimo do meu ser tenho prazer na lei de Deus; Miserável homem eu que sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor! De modo que, com a mente, eu próprio sou escravo da lei de Deus; mas, com a carne, da lei do pecado”.

E que Deus nos ajude, como o tem feito até aqui, a nos desvencilharmos da vida pela carne, e nos transformarmos verdadeiramente em um espírito que se liberta a cada dia, pois é Deus quem efetua em nós tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele que sabemos, também é perfeita e agradável.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

13
nov

# Não me envergonho do evangelho!

jcTemos presenciado uma enorme avalanche de desaforos dirigidos à palavra de Deus, como se ela, a obra nela e por ela revelada, os personagens que ali testemunham o poder de Deus, além do próprio Deus pudessem ser responsáveis pelos desequilíbrios que os próprios homens e seus vazios produzem.

Ainda que haja testemunhos cristãos que estejam compreendendo os rudimentos da palavra. Ainda que haja apaixonados pela palavra de Deus que sejam tomados por fanáticos. Ainda que o humilde discípulo seja o mais incômodo personagem diante do mundo, tomado por um tolo que se desvia dos prazeres da vida, uma coisa é preciso entender: somos família de Deus. Somos a igreja. Somos o corpo que encontra sua cabeça na pessoa de Cristo.

 A exemplo de Paulo, devemos entoar a uma só voz: “Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego. Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: “O justo viverá pela fé“.

Disse-nos o Eterno por muitos profetas, e mesmo que muitas das palavras fossem para aquele tempo, contudo serviram como testemunho futuro sobre o Seu amor e poder.  Entre as tantas que traduzem essa verdade, uma frase do Cristo a nos abençoar esta manhã de novembro:

Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido. Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome. Este é o meu mandamento: amem-se uns aos outros. Se o mundo os odeia, tenham em mente que antes odiou a mim. Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia. Lembrem-se das palavras que eu lhes disse: nenhum escravo é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, também perseguirão vocês. Se obedeceram à minha palavra, também obedecerão à de vocês”.

Portanto, amados, não havemos de temer o mundo, antes permanecemos firmes na fé e oramos por ele, para que Deus toque os corações endurecidos, e estes se arrependam, aprendendo amar e a não se envergonharem do evangelho!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

24
out

# O olho do furacão

12Nesta sexta do final de outubro de 2015 o mundo ficou impressionado com a notícia inesperada de um fenômeno meteorológico que se abateu sobre o México. Trata-se do furacão Patrícia, que em poucas horas passou de tempestade tropical a um gigantesco furacão de categoria 5, nível máximo na escala Saffir-Simpson.

Segundo os especialistas, é o maior fenômeno dessa natureza ocorrido no planeta. Não há registro anterior semelhante ao Patrícia, que chegou a ventos constantes de 325 km/h, alcançando em alguns momentos a velocidade de 400km/h. De fato, algo bastante destruidor.

As escrituras afirmam sobre os sinais do tempo do fim, quando ocorreriam abalos naturais significativos. Não fala em furacões, mas em Mateus 24 podemos ler que “…os poderes dos céus serão abalados”. Parece-nos perfeitamente possível que tantos fenômenos com ocorrências reiteradas e grandes proporções em suas escalas sejam mesmo o prenúncio do tempo do fim.

É possível estarmos no olho do furacão. E é sobre isto que quero enfocar. Antes, ressalto que a expressão “o olho do furacão”, muito utilizada para retratar situações de extremo perigo, tem outro significado ao que erroneamente se aplica ao termo. Explico.

A parte conhecida por “olho do furacão” é a região central da megatempestade, contudo, ao contrário do que se pensa pelo uso errôneo do termo, nela o tempo é bastante calmo e pode-se até mesmo avistar o céu limpo ao se olhar para cima. Portanto, ao utilizá-la como figura de linguagem, quero dizer exatamente o que digo. Estamos vivendo, possivelmente, um momento de calma e tranquilidade em meio à tormenta.

Paulo escreve aos tessalonicenses advertindo que quando disserem: “Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição”. Referia-se ao momento em que o dia do Senhor haveria de vir como o ladrão da noite, contudo os que estão em Cristo não se surpreenderiam, pois estariam vigilantes, sobretudo exortando e edificando uns aos outros.

Como figura de linguagem para um contexto espaço-temporal, tomo de empréstimo a passagem da primeira borda do furacão Patrícia para retratar os tempos turbulentos vividos pela humanidade nos dois séculos mais recentes, onde guerras ocorreram incomparavelmente a outros idos e a população mundial se tornou altamente volumosa.

As duas últimas décadas, em que pesem as significativas desigualdades, há discursos de paz, sobretudo mediante ofertas de consumo que proporcionam confortos como nunca antes, sugerindo vivermos uma época de prosperidade, felicidade e integração. Contudo, sabe-se bem, são aspectos ilusórios que apenas mascaram a realidade, fazendo com que inclusive o amor esfrie diante de tanta competição e distrações tecnológicas.

Talvez estejamos vivendo exatamente uma época em meio ao olho do furacão, porquanto o tempo pareça limpo e agradável, em especial por todo o conforto que o consumo e a tecnologia proporcionam. Não se deixe enganar. No momento em que o solo que estamos deixar de vivenciar o olho do furacão e passar a receber os primeiros ventos tempestuosos das bordas seguintes que o completam, é o momento em que repentina destruição certamente surgirá.

Quem tem ouvidos, ouça, sobretudo o que diz mais a profecia aos tessalonicenses: “Orai sem cessar. Não extingais o espírito. Não desprezeis as profecias. Examinai tudo e retende o bem. E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

18
out

# Conhecer a Vontade de Deus

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Se dissermos que a nossa oração foi atendida, significa que Deus fez a nossa vontade? Sim ou não? Nestes dias me chamou a atenção ter ouvido de pessoas diferentes uma outra frase:  “Deus não atende as minhas orações!”.

Quando a ouvi pela segunda vez, lembrei-me da primeira em dia anterior e prestei atenção ao contexto em que esta pessoa estava afirmando tal sentença negativa. Em nada diferia da pessoa que dissera a mesma coisa anteriormente. Percebi que elas não consideravam a onisciência de Deus nessas situações. Olhavam apenas para si mesmas e aos seus pedidos de oração.

Em ambas as situações veio à minha mente a palavra de Paulo dizendo aos romanos: “… transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimente qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”.

Não raro, as conversões passam por uma superficialidade tamanha, ficando as pessoas sujeitas à incompreensão quanto ao que seja a experiência real com Deus, que acabam por desistir do caminho ao qual acreditaram terem se entregue um dia. Aí cabe lembrar a importância dos estudos bíblicos que conduzem os discípulos à verdadeira compreensão dos atos a que devem se atentar para percorrer o caminho; sobretudo permitindo que sua mente seja transformada mediante a renovação realizada pelo espírito que age pela palavra.

Mas, enfim, no caso da oração ser  atendida, significa Deus ter ouvido o pedido? Depende. Se deixarmos Deus ser Deus, a resposta é sim. Se interferir para o resultado for possível e assim o fazemos, pode ser que Deus tenha agido, pode ser que não. É comum ouvirmos pessoas afirmando gratidão e atribuindo responsabilidade a Deus por terem alcançado conquistas que na verdade são essencialmente mundanas. É preciso conhecer a Sua vontade!

E, como conhecermos a vontade de Deus, afinal? Estudando a Sua palavra. Afirmar que Deus não nos ouve ou não atende às nossas orações é antes de tudo não termos nos permitido a transformação para que conhecêssemos a Sua vontade. Isso sem dizer que mostramos desconhecer o que signifique Deus ser soberano.

O Eterno, bendito seja o Seu nome, ao não nos conceder um pedido feito em oração, certamente ou está agindo por Sua própria onisciência, evitando, portanto, que tal concessão venha a prejudicar o nosso crescimento espiritual; ou está agindo conforme Sua própria justiça prenunciada na palavra e que um discípulo deveria no mínimo conhecê-la.

Afirmou o Messias: “Pedí, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede, recebe; e quem busca, acha; e ao que bate, abrir-se-lhe-á”. Mas, por que e quando é cumprida essa promessa? Porque amamos a Jesus Cristo, pedindo, portanto em Seu nome; mas, sobretudo por cumprirmos os mandamentos.

Eis a chave para sermos prósperos: estarmos alinhados à vontade do Eterno, conhecendo-a; e isso ocorre quando nos alimentamos de Sua palavra, afinal, é mediante esse contexto ideal revelado por Deus que até mesmo as orações por pedidos que pareçam impossíveis aos olhos do mundo são atendidas. Caso não o sejam, não lamente, estude a palavra, submeta-se à Deus, entregando-se a Ele, consciente de que a Sua vontade é boa, perfeita e agradável.

Sadi – Um Peregrino da Palavra.

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