Tag Archive: Fé

25
maio

Insaciável

Marco Aurélio Brasil

O mantra tão anticristão dos Rolling Stones, I can get no satisfaction, pode bem ser cantado por cristãos no que diz respeito a pelo menos um item. Um cristão consciente jamais fica satisfeito com o tamanho de sua fé.

Como uma semente de mostarda

A fé é uma coisa curiosa. Jesus deixa claro que ela pode ser modulada, que ela é um patrimônio que aumenta e diminui, e não algo que simplesmente ou se tem ou não se tem. Jesus censura o tamanho da fé dos discípulos e se refere à fé “do tamanho de um grão de mostarda” como capaz de operar maravilhas. Hebreus 11:6 deixa claro que ela é indispensável (“sem fé é impossível agradar a Deus”), resumindo assim a mensagem central do evangelho de João, que colocou a fé no centro da existência e como máximo objetivo a ser perseguido (como ele escreve na conclusão do evangelho, explicando o objetivo que tinha ao escrevê-lo:“estes [sinais] estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome”  20:31).

Um belo dia, os discípulos de Jesus chegaram para Ele e pediram “Aumenta-nos a fé” (Lucas 17:5). É importante contextualizar isso aí. Não são os discípulos da primeira semana ao lado de Jesus que fizeram esse pedido. Esses discípulos já haviam sido enviados em duplas pelo país (Lucas 10) e haviam retornado reportando haver expulsado demônios, curado pessoas e todas essas coisas que você e eu não ousamos nem tentar fazer. Eram esses caras que pediam para Jesus aumentar-lhes a fé. Eram esses caras que, comparando o tanto de fé que tinham com a vida de fé que Jesus exemplificava, percebiam que havia um oceano a mais a percorrer.
É para eles que Jesus responde que se tivessem a fé do tamanho de um grão de mostarda, fariam maravilhas.
Essa resposta indica que fé não é algo que é aumentado sobrenaturalmente. Não havia um botão de volume no peito de seus discípulos que Jesus pudesse simplesmente aumentar e tchanan!, eles teriam mais fé. Jesus não lhes aumenta a fé, Ele os conclama a não estarem satisfeitos. Fé é um músculo espiritual, que só aumenta com exercício. Não dá pra terceirizar o exercício, isso é algo que você tem que fazer por você mesmo.
E, no entanto, a gente vai tocando a vida sem nem atentar para o fato de que nossa fé é ridiculamente pequena. Por estarmos longe de Jesus e de gente parecida com Ele, não ficamos envergonhados com nosso músculo raquítico.
Minha oração hoje é para que nossos olhos se abram e, na primeira montanha que aparecer à nossa frente, a gente caia de joelhos e clame “Eu creio! Ajuda a minha incredulidade” (Marcos 9:24).

05
abr

O Tamanho da Herança

Gelson de Almeida Jr.

Provavelmente você já ouviu, ou até falou coisas do tipo: “ A galinha do vizinho é mais gorda e os ovos são maiores”, “O terreno do vizinho é melhor, por isso suas plantas crescem mais”, pode ser que até tenha se sentido assim. É comum acharmos que as “bênçãos” do vizinho são maiores que as nossas. Muitos se sentem como tendo o toque de Midas ao contrário, olham para os lados e acham que, enquanto a vida dos outros é só vitória, a sua é só derrota. Mas será que é isso mesmo que ocorre?

Após a morte de Moisés o Senhor procurou Josué e o nomeou líder do Seu povo, aquele que guiaria Israel à Terra Prometida. Reafirmando a promessa feita a Moisés disse-lhe: “todo o lugar onde puserem os pés eu darei a vocês” (Josué 1:3 – NVI). Que promessa maravilhosa, Deus concederia a cada indivíduo todo o território onde pusesse o pé! Mas, muito mais incrível que a promessa, foi o fato de que o povo possuiu apenas um terço de tudo o que poderia ter conseguido. Contentaram-se com pouco, buscaram pouco e receberam pouco.

Quanto tem você aproveitado das promessas do Eterno? Tem se apossado de toda a promessa, não importa qual seja ela, ou, como Israel, tem se contentado com pouco? A grande verdade é que, para tomar posse das promessas, é necessário fé, quanto mais você exercitar sua fé mais conseguirá aproveitar das promessas do Eterno.

Tente se lembrar qual foi a última promessa divina em que você, com fé, tomou posse de toda ela. Qual é o tamanho da sua herança? Com qual disposição vai ao encontro do Eterno para receber Suas bênçãos? A herança de Israel foi do tamanho da sua fé e do seu desejo de se apossar das promessas do Altíssimo. Não se contente com pouco, confie no Eterno, em Suas promessas e tome posse de toda a sua herança, ela já está preparada desde a criação do mundo (Mateus 25:34).

29
mar

Suba a Montanha

Gelson de Almeida Jr.

“(…) a região montanhosa será tua; ainda que é bosque, cortá-lo-ás” (Josué 17:18a – AR)


O texto acima é parte do relato da distribuição da Terra Prometida entre os filhos de Israel, mostra como o Eterno se preocupa com cada segmento do Seu povo, embora uma leitura superficial possa mostrar o contrário.

Orientado por Deus, Josué determinou que os descendentes de José ficassem com o território onde habitavam os temidos cananeus com seus carros de ferro. O povo questiona e lhes é dito para subirem a montanha, derrubarem o bosque e ali se estabelecerem, quando estivessem fortes o suficiente, desceriam ao vale e dominariam os cananeus.

Ainda não estavam prontos para aquela batalha, deveriam subir a montanha, derrubar o bosque e ali permanecer até estarem preparados para a luta contra os cananeus, a batalha não seria naquele instante.

Sendo um povo guerreiro e muito bem armado os cananeus não seriam derrotados facilmente, portanto o Eterno, que conhece o fim desde o princípio, determinou que Seus filhos subissem a montanha e derrubassem o bosque. A vida “no vale” é boa, em alguns casos, porém, antes de desfrutá-la, é necessário que subamos a montanha, derrubemos o bosque, construamos a casa, e ali permaneçamos até estar devidamente preparados.

Talvez você esteja em um momento atribulado, parece que sua vida consiste apenas em subir a montanha e derrubar o bosque. Como você gostaria de derrotar logo os “cananeus” e viver no vale! O vale não é para todos, é para aqueles que suportaram a dureza da subida, as dores da derrubada do bosque e se prepararam devidamente. Não desanime diante das dificuldades do dia a dia, use esse período de provas para se preparar para a grande batalha que está por vir, ela virá e como será gostoso desfrutar da vitória. Não desanime, confie no Eterno, lute e vença.

17
mar

Trinta e Oito Anos

Gelson de Almeida Jr.

“Estou entregando a você o território… Comece a conquistá-lo e tome posse da terra”. (Deuteronômio 2:31 – BV)


Quando o Eterno pronunciou essas palavras a Moisés trinta e oito anos haviam se passado desde o triste episódio com os dez espias temerosos. Quanta dor, sofrimento e angústia por não haverem confiado no Eterno e em Suas promessas (Números 14:34)! Agora, novamente, perto da Terra Prometida, chegam à região de Hesbom. Siom, rei local, insiste em não deixá-los passar, ao invés de paz ele quer guerra, mas não seria uma guerra qualquer, seria uma guerra contra o povo que tinha Deus como Rei.

Você pode imaginar o final da história. Deus luta pelo Seu povo e entrega a terra e seus habitantes em suas mãos. A geração que não confiara nas promessas no Eterno havia acabado, uma nova geração nascera e crescera confiando no Eterno e em Suas promessas, a peregrinação de quarenta anos chegava ao fim e com ela a jornada em busca do refrigério e descanso na Terra Prometida. O final do texto chave mostra que aquela terra foi de posse perene para o povo de Israel.

Não sei há quanto você espera pela “Terra Prometida”, pelo cumprimento de uma promessa divina ou por um auxílio que parece não vir. Trinta e oito anos aquele povo esperava o cumprimento da promessa, teriam ainda aproximadamente mais dois anos até que ocorresse o cumprimento total, mas o Eterno não os desamparara um só instante. Cada dia, cada hora, cada minuto, cada segundo o Eterno os protegera e os guiara e, quando necessário, lutara por eles.

Talvez, neste exato instante, quando você está a ponto de perder a fé no Eterno e em Suas promessas, Ele está a lhe dizer: “Estou entregando a você o território, não desanime, a vitória está perto, o dia de sua redenção, o dia de parar de chorar e voltar a sorrir chegou”. Não há tempestade que Ele não acalme, não há dor que Ele não cure, não há sofrimento que Ele não acabe. Confie. Ele nunca falha.

22
fev

Uma bomba e uma garrafa

Gelson de Almeida Jr.

Um viajante, perdido em uma região desértica, quase a morrer de sede, encontra uma cabana desabitada. No quintal havia uma bomba d´água velha e enferrujada. Começou a bombear, mas não saiu uma só gota de água. Cansado, sentou-se ao lado da bomba, só então viu uma garrafa com água e um bilhete preso que dizia para despejar toda a água no reservatório da bomba para que ela estivesse pronta para funcionar. O bilhete dizia ainda para não esquecer de encher novamente a garrafa antes de partir.

Relutou entre matar a sede com aquela velha água e gastá-la toda na velha bomba, arriscando perder tudo, mas resolveu arriscar. Despejou toda a água, agarrou a manivela e começou a bombear. A velha bomba começou a ranger, o filete de água que começou a sair se transformou num pequeno fluxo e logo jorrou água em abundância. Tivesse o viajante tomado a água da garrafa sua sede seria parcialmente satisfeita, mas seguiu fielmente as instruções. Resultado, tomou água muito mais límpida e refrescante que poderia imaginar.

Como o sedento viajante, que ansiava por água fresca, esperamos bênçãos do Altíssimo, que diminuirão, quem sabe até acabarão com alguma situação desconfortável. Muitas vezes essas bênçãos vêm disfarçadas como a velha bomba e a água daquela garrafa. Se, ao invés de seguirmos Suas instruções, decidirmos fazer nossa vontade ou seguir nossos instintos, poderemos ter nossa situação melhorada, mas nunca completamente satisfeita. Só do Doador de toda boa dádiva e todo o dom perfeito (Tiago 1:17 NVI) pode nos conceder muito mais do que necessitamos ou pedimos.

Na próxima vez que pedir algo para o Eterno, e achar que não recebeu o que pediu, olhe ao seu redor, quem sabe existe uma velha bomba e uma garrafa com água e instruções. Fé e trabalho são essenciais para receber qualquer benção Sua. Vale a pena seguir as instruções do Pai.

07
out

Fiel a Toda Prova

Gelson de Almeida Jr.

fiel-a-toda-provaGosto da ilustração da jovem escocesa que, mesmo em meio a perseguição religiosa contra cristãos evangélicos, se dirigia à igreja para assistir o culto dominical. No meio do caminho encontrou soldados que lhe perguntaram para onde ia. Sua situação era terrível, se contasse a verdade seria presa, se mentisse escaparia, mas desagradaria ao Pai. Pela segunda vez o soldado pergunta para onde ia e ela responde:

– Estou a caminho da casa do meu Pai. Meu irmão mais velho morreu, hoje será lido o testamento e tenho muito interesse em saber o que está escrito nele.

Foi-lhe então permitido continuar sua jornada.

Uma ilustração simples, mas de profundo significado e da qual podemos extrair grandes lições, mas quero me deter em apenas duas, que iniciarei com duas perguntas. Com qual frequência você vai à casa do Pai e o que busca quando para lá se dirige?

As desculpas para não se frequentar as reuniões na igreja são as mais variadas. O pior de tudo é que achamos que todas são válidas para justificar nossa ausência na casa do Pai. Em situação tão triste estão aqueles que vão à casa do Pai, mas não mostram muito interesse no que lá acontece, mal sabem o que se passa “lá na frente”. Furtam-se de participar em programas onde haja necessidade de maior envolvimento ou dedicação, comprometimento é palavra desconhecida em seu dicionário. Mesmo em face da morte, a jovem da história procurava ser fiel nesses aspectos.

O Pai deu o Filho por você, O Filho morreu por você e ambos deixaram Sua Palavra para você.  Analisando sua vida, alguma coisa precisa ser mudada?

01
set

À espera de um milagre

Marco Aurélio Brasil

belos_versiculos_fortalecam_se_no_senhorO cidadão naufragou no meio do Oceano Atlântico. A notícia chegou pelo rádio no continente, alguém ouviu, mas de que adiantaria? Ele estava no meio do Oceano Atlântico! É, mas esse alguém vendeu tudo o que tinha para alugar um helicóptero capaz de chegar até lá e foi ao encontro do náufrago. Encontrou-o boiando apoiado a um pedaço de madeira e mais que depressa jogou-lhe uma escadinha de corda lá do helicóptero. O cara olha pra escadinha, depois olha pro seu salvador e grita:

– Escuta, que prova você me dá de que isso tá bem amarrado aí em cima?

Existem por aí muitos e muitos náufragos que, ao invés de fazer o único gesto que lhes é requerido – segurar na escada que lhes foi lançada, preferem requerer provas “mais concretas” para confiar no Salvador.

Provavelmente não se dão muita conta de que estão boiando no meio do oceano, agarrados a um pedaço de pau. Se virem um milagre, tal como aqueles que estão registrados na Bíblia, aí – dizem eles – crerão. Querem evidências! Eu mesmo já estive entre esses e no meu íntimo argumentava com Deus que, se tivesse uma experiência sobrenatural, um encontro com um anjo, quem sabe?, aí seria mais fácil para mim crer.

Quando Jesus diz a Tomé que “mais bem aventurados são os que não viram e creram”, Ele está enunciando uma grande verdade que esses náufragos insistem em não enxergar: milagres não resolvem o problema. Fé resolve o problema. Fé é o estender da mão e tomar a escada, a partir desse momento o Salvador pode alçar voo, nos levar para cima, nos tirar do meio da água.

Os milagres não resolveram o problema daqueles hebreus saídos do Egito que passaram pelo meio do Mar Vermelho, viram o exército do Faraó pulverizado, andaram sob uma nuvem de fogo à noite e uma nuvem que amenizava o calor causticante do sol do deserto durante o dia e logo dali a pouco estavam adorando um bezerro de ouro e dizendo: esse aí foi quem nos tirou do Egito.

Milagres não necessariamente produzem fé. Ao contrário, muitos dos milagres de Jesus parecem obedecer à lógica inversa: a fé produz milagres. “Vai, a tua fé te salvou”, a gente lê em diversos momentos nos evangelhos. A fé é a senha para que Deus aja ainda mais diretamente.

A atuação de Deus em nossa vida visa resolver o problema e não satisfazer nosso desejo de presenciar coisas emocionantes e fora do comum. Ele age buscando colocar em nosso caminho as experiências que geram fé, que a fortalecem, exercitam, robustecem. O mais importante é que estejamos agarrados à escada que Ele nos lançou ao custo do sangue de Jesus. Ver a escada, ver o mar, esse é o primeiro milagre e muito mais bem aventurado, muito mais feliz e apaziguado é aquele que não necessita mais do que esse primeiro milagre.

18
ago

Coceira nos ouvidos

Marco Aurélio Brasil

escutar-1024x568No começo do século passado uma enciclopédia apregoava que dentro de algumas poucas décadas o mundo seria limpo de toda sorte de crendice e superstição. A afirmativa era razoável; a revolução industrial e o tremendo progresso e prosperidade que ocasionou chancelavam a ideia. O homem se sentia o máximo, capaz de construir o paraíso na Terra, capaz de construir justiça, encontrar a cura para doenças, eliminar cada mazela, qualquer que fosse. Deus não era mais necessário e Nietzsche vaticinou apregoando Sua morte.

O mesmo século acabou com milhares de crenças distintas em algo sobrenatural. Parece que não apenas as crendices e superstições não foram eliminadas pelo absurdo progresso tecnológico e científico do século, mas foram mesmo multiplicadas. Milhares de matizes de cristianismo, gente que faz feitiços para todo tipo de problema distribuindo panfletos nas ruas de metrópoles, pessoas inteligentíssimas tentando contato com óvnis, uma nata cultural do ocidente participando de estranhos ritos espiritistas de forte influência oriental, curas espirituais, multidões adorando Alá às seis da tarde, adesivos de carro e filmes da Xuxa apregoando crença em duendes, bruxas saindo do armário e sendo aclamadas como minoria injustiçada, livros espíritas virando best sellers, iridólogos, mestres de yoga, Pró-Vida, messiânicos, mórmons, maçons, satanistas, cultos ecumênicos… Os exemplos parecem não ter fim.

Na sua segunda carta a Timóteo, Paulo profetiza sobre um tempo que haveria de chegar no qual os homens não suportariam a verdade como ela é, mas teriam coceira nos ouvidos para ouvir coisas agradáveis, e aclamariam mestres que dissessem essas coisas e que os fizessem voltar às fábulas (II Tim 4:3 e 4). Ora, a religião do longo período da Idade Média, que seguiu-se ao tempo de Paulo, pode ser tudo, menos agradável. Não dá pra imaginar que os humildes campônios europeus rejeitassem a verdade preferindo ouvir a religião apregoada pela igreja, com suas indulgências, penitências, culto de formas austeras e distantes… A religião reformada que apareceu no final desse tempo não tinha toda essa carga, mas, cá entre nós, também não era muito agradável, já que enfatizava tanto a pureza moral, a distância do padrão “do mundo”.

Amigos, parece que o tempo profetizado por Paulo chegou. As pessoas passeiam por entre as religiões como quem anda num supermercado, escolhendo a que melhor se ajusta ao seu modo de ver as coisas. Cada vez mais, os frequentadores da igreja são confundidos com clientes, ao invés de serem tratados como adoradores. Com cada vez maior frequência se vê gente voltando às fábulas”, construindo seus ídolos à sua imagem e semelhança, evitando a ideia de que existe um Deus justo e amoroso, mas que tem uma lei (física e moral).

Aos que vivem esse tempo, Paulo aconselha: “Tu, porém, sê sóbrio e vigilante, sofre as aflições…” (verso 5). Uma religião sóbria? Vigilante? Disposta a sofrer as aflições? Puxa, mas isso dá uma preguiiiiiiiiça…. Pois bem, o conselho é para o nosso tempo. Como diz o Apocalipse, quem tem ouvidos para ouvir, ouça. E então peça a Deus que o faça ter coragem para ouvir a verdade. Tal como ela é. E em seguida abra a Bíblia.

27
jul

Peça com Fé

Gelson de Almeida Jr.

mãos postas em oraçãoQuando estava nas ilhas britânicas John McNeil conta que pastoreou uma igreja que tinha pesadas dívidas. Preocupado com a situação orou a Deus e pediu-Lhe que fizesse algo a respeito. Dias depois um estranho entrou em seu escritório, disse-lhe que tinha conhecimento das dívidas da igreja e que queria ajudar, em seguida, entregou-lhe uma folha de cheque em branco. Disse que fizesse o levantamento do total da dívida e preenchesse o cheque, pois dali a alguns dias viria para assiná-lo. McNeil quase não acreditou no que acabara de ouvir.

Após o estranho sair começou a pensar que tudo aquilo era muito bom para ser verdade. Como o homem prometera saldar uma dívida que era tão grande! Não querendo abusar da bondade do homem, preencheu o cheque com a metade do valor da dívida. Dias depois o homem retornou e nem prestou atenção no valor preenchido, apenas assinou o cheque e saiu. Arrependido descobriu que se tivesse colocado o valor total da dívida o homem, um rico filantropo da região, teria assinado o cheque, mas agora era tarde demais.

O pastor orara ao Pai pedindo ajuda com o problema das dívidas da igreja, quando sua oração foi atendida não teve fé suficiente para ir até o fim. Como ele, muitos abrem o coração ao Pai e suplicam por algo, mas quando o Eterno se manifesta não possuem fé suficiente para receber toda a dádiva, a benção completa.

Tiago aponta duas razões básicas para nossas orações não serem atendidas, a primeira é que nunca pedimos, e quando pedimos, pedimos mal (4:2 e 3), outra razão é que não pedimos com fé, segundo ele devemos pedir e em nada duvidar, pois “(…) se vocês não pedirem com fé, não esperem que o Senhor lhes dê nenhuma resposta concreta” (1:8 BV).

Na próxima vez que elevar uma prece ao Céu não duvide, pois “toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sobra de variação” (Tiago 1:17).

15
jul

5 Meses

Gelson de Almeida Jr.

O relato a seguir é adaptação de uma tradução feita pelo Rev. Oscar Lehenbauer, de uma missionária norte americana que estava trabalhando na África.

Certa noite ela foi ajudar uma mãe que estava em trabalho de parto. Infelizmente a mulher não resistiu e deixou um bebê prematuro e uma menina de dois anos. Uma das auxiliares pegou a bolsa de água quente e, quando a encheu ela se rompeu, não havia como aquecer o bebê. O bebê foi colocado o mais perto possível do fogo para se manter aquecido e a missionária pediu que as pessoas dormissem entre a porta e a criança, para que o ar noturno não atingisse.

No dia seguinte a missionária foi orar com as órfãs e falou-lhes do bebê prematuro e da sua irmãzinha de apenas dois anos, que chorava muito a perda da mãe. Durante as orações, uma garota chamada Ruth orou e pediu a Deus que enviasse uma bolsa de água quente e uma boneca para a garota que perdera a mãe. A missionária perplexa e preocupada com a fé da pequena pensou em como Deus poderia responder aquela oração. Qualquer encomenda viria dos EUA, como estavam na linha do Equador ninguém mandaria uma bolsa de água quente.

IMG_9030À tarde, quando ministrava uma aula, a missionária foi interrompida por uma auxiliar que disse que um carro parara defronte sua casa. Imediatamente ela foi para lá, o carro havia ido embora, mas havia deixado um pacote para ela. Ao abrir encontrou toda a sorte de objetos, desde alimentos até ataduras. A pequena Ruth, que acompanhava tudo de perto, se assustou quando a missionária deu um grito ao ver que junto viera uma bolsa de água quente. Ruth disse: “Se Deus mandou a bolsa, Ele também mandou a boneca”. Não se contendo, enfiou as mãos dentro da caixa e achou uma boneca.

O pacote, enviado por uma ex professora da escola bíblica da missionária, estivera em viagem por 5 meses. Muito antes da pequena Ruth orar, Deus já estava Se movimentando para atender sua oração. O Deus que não muda (Malaquias 3:6), que honrou a fé da pequena Ruth é o mesmo que ouve nossas orações. É dEle a promessa: “E será que, antes que clamem, eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei” (Isaías 65:24). Ore, confie, Ele já está se movimentando para atender sua prece.

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