Tag Archive: Experiência Real com Deus

08
abr

Sabe o que é ser livre?

A páscoa cristã será comemorada em alguns dias. Originada da festa de Pessach – a páscoa judaica –, encontra sua razão no Cristo como o cordeiro imolado e sem defeito que derramou seu sangue a fim de que fossemos marcados para a liberdade. A exemplo do cordeiro imolado no Egito, o qual com seu sangue foram marcadas as casas, o sangue derramado por Cristo marca a todo a que a ele se chegar e o confessar o filho de Deus, tanto quanto se entregue ao seu senhorio, cumprindo seus mandamentos.

Ao o aceitarmos como nosso senhor e salvador, o filho de Deus morto por nós, criaturas perdidas em um mundo de engano e pecado, recebemos dele a luz que nos guia no caminho da liberdade, rumo à terra prometida. Assim como Moisés guiou o povo pelo deserto, salvaguardando-os das intempéries pelo poder de Deus, quanto mais Cristo que foi o único que desceu do céu e para lá voltou no momento em que a morte fora vencida em sua ressurreição.

Contudo, pergunto: sabe o homem vivenciar tal liberdade? Por resposta, veja o que fizeram os hebreus quando já estavam a caminho da terra prometida. Sentiram saudades do Egito e de seus prazeres. Lamentaram e murmuraram. Levantaram um ídolo para a adoração. Causaram a indignação em Moisés e ao coração de Deus, não ingressando aquela geração na terra prometida.

Estamos nós libertos ou continuamos no deserto, pensando no Egito, encontrando sempre uma boa resposta para justificar nossos murmúrios e pecados, a exemplo da língua pronta para amaldiçoar? Jesus dizia aos que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. O que é a verdade senão a própria palavra de Deus – “Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade”.

Essa é a reflexão que temos que buscar ao longo de nossa jornada como peregrinos. Todo aquele que comete pecado é servo do pecado. Se o Filho nos libertar, verdadeiramente seremos livres. Viver pela palavra é receber a nova aliança do Cordeiro, mantendo-nos distantes das práticas nefastas deste mundo de ódio, mentira e pecado. Se mantivermos a mentalidade das dificuldades do deserto ou a escravidão do Egito de cada dia, jamais aprenderemos o verdadeiro sentimento de liberdade a que fomos convidados vivenciar pela Palavra, conduzindo-nos em um caminho de transformação onde o amor, a verdade e a pureza são características a nos revestir enquanto vivermos.

Sadi – Um peregrino da palavra

01
abr

O Pão de cada dia

Humano que sou, não raro me pego pensando na necessidade de buscar riquezas que possam guarnecer minha casa de maneira que conforto algum falte à minha família. Instrução de qualidade, assim como alimentos, automóveis, roupas, lazer, tecnologia e objetos de trabalho de igual teor custam caro. Isto faz com que eu trabalhe sobremaneira, buscando alcançar a aquisição dos bens que o mundo me diz, fariam a diferença em minha vida.

Este pensamento é tão forte nos homens, mesmo entre os crentes em Deus e em Seu filho Jesus, que sua maioria, mesmo sabendo bem viver com o básico, nutre tal desejo. Dito isso, contudo, justificado pela intenção do coração que ouve o chamado para viver pela Palavra, busco compreender a profundidade e a intenção do seu contexto; também a que sustenta o mundo.

Acaso sei quanto tempo irá durar a vida que recebi para viver como alma vivente? Acaso posso dizer com segurança – amanhã farei isso ou aquilo – se isso não for da vontade de Deus? Pergunto: o que me diz a Palavra quanto ao que devo buscar? O reino de Deus e sua justiça. Isto é o que devo buscar enquanto viver, e tudo o mais me será acrescentado. Esta palavra de Cristo me ensinou que não devo desperdiçar meu tempo, afinal, ele deve ser empregado com o que de fato importa.

Qual foi a sua lição, senão que ajuntemos tesouros nos céus, de onde nada se perde. Afirmando ainda que onde estivesse nosso tesouro, eis aí revelados os desejos do nosso coração. Sendo discípulo, acaso a minha vontade não deve estar diretamente relacionada à do Pai, revelada pelo filho? Qual seja, viver pelo tempo eterno que me é oferecido, em detrimento do temporal que pouco passa de um século. Não se engane. Ninguém pode servir a dois senhores.

Tomo também o exemplo de Paulo e me corrijo. Ao escrever aos filipenses, afirmou ter aprendido a se adaptar a toda e qualquer circunstância, sabendo o que era passar necessidade e também ter fartura. Aprendeu o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, estivesse bem alimentado ou com fome, tendo muito ou passando necessidade. Sentenciou ele, como quem conhece a razão de sua existência, depois de ouvir o chamado de Deus por meio de Cristo – “Tudo posso naquele que me fortalece”.

O que melhor me sustenta, percebo, se resume em uma conclusão: se tenho intimidade com Deus, tenho coisas muito mais importantes para me preocupar. Não posso acrescentar nem mesmo uma hora à vida que vivo, em contrapartida sou convidado a viver atitudes que me levem a ter direito à eternidade junto ao meu Criador, vivendo riquezas incomensuráveis e que não se comparam às riquezas do mundo.

Se tenho necessidade de mantimentos de toda sorte, antes de minha consciência em relação a isso, meu Pai sabe que delas necessito, e Ele as supre à medida em que busco Seu reino e Sua justiça. Não há nada mais importante para me preocupar enquanto viver.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

29
jan

# Milagres

Na tarde deste sábado teve o início de uma nova série do Programa “Começos” na Nova Semente. Criado e apresentado por Hiran Jacobini, é voltado àqueles que buscam conhecer a Bíblia de maneira profunda. Messias é o primeiro título, e os temas relacionados a ele serão expostos e discutidos ao longo de oito semanas.

Entre os temas debatidos neste sábado, os milagres vieram à tona. Como não poderia deixar de ser, abordamos as situações que ocorreram no passado e as que ocorrem atualmente. Em um determinado momento, alguém perguntou por que, afinal, Deus atende às orações de umas pessoas e de outras não?

Creio que há várias respostas para essas situações. A princípio, importa compreender que qualquer que seja o desfecho, Deus, que é onisciente, agiu em sua sabedoria infinita. O porquê, um dia saberemos. Sem essa confiança nele não há uma experiência real e produtiva com o Eterno.

Nesse momento, para provocar o debate, indaguei o seguinte – Sendo os milagres realizados por Deus, a expressão de Sua vontade, por que então a assertiva: “tua fé te salvou”? Quem não realiza milagres não tem fé suficiente?

Na verdade, em que pese Jesus haver mostrado que a fé daqueles homens era pequena, e a tendo do tamanho de um grão de mostarda seria o bastante para transportarem montanhas, parece-me ser a explicação do Cristo, registrada no evangelho de João, a essência que justifica essas realizações extraordinárias a que chamamos milagres e que ocorrem em relação à nossa fé – “Eu estou no Pai e o Pai está em mim. Somos um. As obras que faço, é Ele quem as realiza”.

Esse é o segredo revelado. A fé verdadeira e poderosa pode ser até mesmo do tamanho de um grão de mostarda, como bem nos ensinam os evangelhos, mas para que a tenhamos, devemos estar em Deus e Ele em nós, como aconteceu com Jesus. E mais, nesse mesmo contexto o Mestre nos disse que se crêssemos nele, faríamos também as obras que ele realizou, e coisas ainda maiores.

Finalizou afirmando que ele faria o que pedíssemos em seu nome, para que o Pai seja glorificado no Filho. Portanto, fica a pergunta: estamos de fato no Pai e Ele em nós, confiando integralmente em Jesus, para que possamos vivenciar os milagres em nossas vidas?

Sadi – O Peregrino da Palavra

22
jan

# Compreendendo superações

Algumas pessoas, talvez muitas, não sei, se acham superiores às demais. Em uma outra ocasião eu escrevia sobre a condição daquele que paralisa a sua vida pelo medo e, por isso, vive uma condição bastante inferior à que poderia de fato vivenciar. O seu contrário, ainda pelo mesmo diapasão em desequilíbrio, é aquele que não teme a nada e por isso se sente melhor que os outros.

Nem uma condição, nem outra. Sentir medo e se sujeitar ao engano que ele provoca, como afirmei no texto – O medo de viver – é nefasto. Ser ousado e não temer o sucesso de uma empreitada são condições para o crescimento, contudo é preciso encontrar a atitude equilibrada. As escrituras analisam ambas as circunstâncias, oferecendo os caminhos para que esse equilíbrio seja experimentado, proporcionando a segurança e o bem-estar individual, familiar e espiritual.

De posse dessa sabedoria, o homem serve à família, à empresa e à igreja com integridade e senso de justiça. Em família, se tem que usar de rigor com um filho que esteja perdendo o respeito e, consequentemente o rumo, não hesitará em fazê-lo dentro dos limites. Na empresa, a observância aos parâmetros de conhecimento, disciplina e ética lhe são fundamentais. Na igreja, ao reconhecer a linha tênue entre a doçura da misericórdia e a necessidade da instrução, age com amor.

Tudo isso, cumpre ressaltar, deve ser feito tendo às mãos o manual de instrução por excelência – a bíblia sagrada – utilizando todos os instrumentos ali apontados – vale dizer – sabedoria, obediência à palavra de Deus e joelho no chão.

Grande é o poder que move o universo. O homem que se reconhece em Deus, esse permanece firme naquilo que faz e caminha em direção ao alvo maior que o espera. Assim, torna-se forte, e o único engrandecimento que lhe interessa vem do Alto. Incansável, ele promove o sucesso também para os outros, refletindo o reino a que está inserido. Humilde de espírito, ele reconhece o reino de Deus ser constituído de poder e não por palavras.

Eis o homem verdadeiramente superior. Ele o é quando encara a necessidade de superar a si mesmo, para que surja um novo homem. A perseverança nos mandamentos e na fé em Jesus é todo o diferencial de que precisa, e nele não há obstinação pelos poderes efêmeros deste mundo. Ele sabe que o crescimento verdadeiro e equilibrado só pode ser alcançado enquanto estiver alinhado ao poder de Deus que rege o universo.

Assim disse o seu Redentor: “Eu sou o Senhor, o teu Deus, que te ensina o que é útil e te guia pelo caminho em que deve andar”. Se der ouvidos aos mandamentos, então o seu nome será exaltado pelo Eterno.

Sadi – O Peregrino da Palavra

21
jan

# O medo de viver

Já reparou como o ser humano vivencia o medo a ponto de obstruir o avanço de seus próprios sonhos? O medo paralisa a vida e as boas iniciativas. Ele é um produto dos nossos pensamentos – limitantes, cumpre dizer –, e se torna real apenas em nossa mente.

O medo, se alimentado, pode afetar profundamente a vida de uma pessoa. Seja na área familiar, profissional ou mesmo espiritual, esse sentimento nefasto pode nos levar a crer que não somos merecedores da felicidade, tudo porque tais crenças enganosas acabam nos fazendo acreditar que não somos capazes de realizar metas e alcançar objetivos que nos levariam ao crescimento em qualquer dessas áreas.

O resultado pode se ver em pais que não tem autoridade sobre seus filhos ou amor pleno em seu casamento, profissionais que passam a vida aceitando migalhas, quando poderiam fazer a diferença na vida das pessoas e, por fim, crentes que não confiam em Deus e na sua Palavra.

A bíblia fala de temor em muitos de seus versos. O medo, vale dizer, algumas vezes nos protege de situações perigosas e isso é benéfico, no entanto, das vezes em que ele se torna apenas um fruto de nossos pensamentos limitantes, se apresenta como lamentável, pois a vida passa e com ela, muitas vezes, as oportunidades únicas.

Diversos homens na bíblia tiveram medo, contudo, aqueles que o entregaram a Deus, seguiram em frente e venceram. Os que o alimentaram, provaram apenas não confiar em Deus.  O que disse Deus pela voz de Isaías? “Não tema, pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; eu o segurarei com a minha mão direita vitoriosa”. O que o impede de viver sob esse comando divino?

Veja qual foi a decisão de Josué quando ouviu a voz do Senhor dizendo: “Seja forte e corajoso! Não se apavore nem desanime, pois, o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar”. Esta foi a sua decisão: “Percorram o acampamento e ordenem ao povo que prepare as provisões. Daqui a três dias vocês atravessarão o Jordão neste ponto, para entrar e tomar posse da terra que o ­Senhor, o seu Deus, lhes dá”.

Não é maravilhoso? Isso é fruto do amor e da confiança em Deus. Em qualquer circunstância de nossa vida podemos tomar a lição de João em sua primeira carta: “No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor.”

Por fim, pela experiência real que buscamos com Deus, que jamais o medo de anunciar a Sua palavra tome conta do nosso coração. A princípio, esta sentença de Jesus Cristo nos acompanhe: “Não tenham medo dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Antes, tenham medo daquele que pode destruir tanto a alma como o corpo no inferno”.

Quem lê, entenda. Viva a vida com coragem e amor!

Sadi – O Peregrino da Palavra

22
out

# Retende firme a palavra

retende-firme-a-palavraSempre ouvimos falar que crianças têm sido mal alfabetizadas, que a população brasileira não gosta de ler e que as universidades cada vez mais ensinam menos a pensar. A política, por exemplo. Muitos levantam brados em favor de palavras de ordem, no entanto, quando chamados ao debate para que exponham a compreensão profunda do que dizem ou do sistema que combatam, não conseguem responder com precisão nem a primeira pergunta que lhes seja feita.

Temos vivido tempos de mudanças que ao invés de enriquecerem, só empobrecem, afinal, está tudo nos computadores, no ciberespaço, e ali se pode buscar a informação a qualquer momento. Isso não é ruim, contudo, a perda da capacidade de pensar a partir de informações precisas e pontuais sobre determinado assunto, não raro tem sido a tônica. Para dar um exemplo, não são poucas as pessoas que se esqueceram ou desconheçam as regras de ortografia apenas por terem se acostumado às correções de texto em seus computadores. A falta do incentivo à leitura é a causa dessa perda inestimável. Da mesma forma, os que são incapazes de uma simples interpretação de texto.

E se a questão fosse o desaparecimento das escrituras pela imposição de uma nova ordem mundial, com uma religião única? O que fariam os cristãos se lhes fossem tiradas as escrituras? Quantos, de fato, as teriam estudado com afinco, se dedicando à sua plena compreensão, podendo inclusive citar seus versos de memória? Milhares se desesperariam se essa hipótese se concretizasse, e por diversos motivos. As escrituras apresentam não apenas a riqueza dos testemunhos, das promessas, dos acontecimentos futuros e seus sinais, mas a educação para que o homem se oriente neste mundo desequilibrado.

Tal como parte da humanidade se entrega à relativização da educação de base – afinal, por que estudar se está tudo na rede –, não raro a igreja de Cristo se entrega aos sermões de um sacerdote quando este lhe pareça confiável ou carismático, ou ainda, quando a palavra lançada seja de interesse pessoal. Poucos são os que agem pelo diapasão dos judeus de Beréia, que ao receberem a palavra de Paulo e Silas, conferiam-na diariamente nas escrituras para se certificarem que era mesmo assim o que ouviam.

Por não ser a conferência o ato corriqueiro da igreja de Cristo ao longo dos tempos, sobretudo na atualidade, que a nossa atitude e oração sejam no sentido de o homem crente no Deus de Abraão, Isaac e Jacó, o Deus de Israel, Ele que enviou o Messias, a quem aguardamos o retorno, posto que centro de toda a obra que nos conduz de volta ao Eterno, se debruçar na palavra e por ela aprender a viver pela fé, em oração, pelo espírito, retendo-a firmemente em seu interior, assim colocando em prática toda a fiel instrução, afinal ela é viva e eficaz, apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.

Sadi – O Peregrino da Palavra

02
out

# Responsabilidades e Transformações

responsabilidades-e-transformacoesTendo passado nestes tempos por uma situação em que me vi obrigado a contribuir com aconselhamentos a uma pessoa diretamente ligada a mim, percebi sua insistente reação em se manter sob o mesmo patamar, irredutível.

A sabedoria nesses casos é fundamental, pois não raro estamos diante de alguém movido por conceitos que freiam seu avanço, tais como – “Eu não sou capaz”. Contudo, se faz necessário identificar a presença de maus hábitos conscientes que se movem pelo conforto, situação onde esse alguém costuma se esconder da realidade, agindo conscientemente por pensamentos tais como – “Eu não preciso fazer nada disso” ou “Faço quando quiser”.

Por essa experiência, passei a meditar sobre a forma como algumas pessoas se comportam diante da necessidade de mudança, seja porque saiu da adolescência, seja porque se casou, seja porque assumiu compromissos profissionais, seja porque ouviu o chamado de Deus e se dispôs a andar em Seus caminhos.

Muitos entram para a fase adulta e permanecem no conforto de seus velhos hábitos, vividos a um tempo em que os pais não cobravam deles a responsabilidade de trabalhar. Não raro esses sujeitos se acostumaram a não responder com responsabilidade às advertências de seus pais durante a adolescência, se acostumando a receberem tudo de mão beijada. Por certo eles estarão sujeitos a grandes dificuldades na vida, a não ser que os pais continuem a lhes mimar a vida, tornando-se irresponsáveis em conjunto.

Outros se voltam para o casamento e querem manter os antigos costumes que pautavam a vida individual, enquanto, sabe-se bem, a vida conjugal requer constantemente abrirmos mão de nós mesmos para que o equilíbrio da vida a dois seja o bom reflexo da experiência a que se propôs viver um dia. Nesse diapasão requer-se atitudes em que se faz necessário priorizar o outro em detrimento de nossos próprios interesses, sejam eles quais forem. Se não agem nessa direção, normalmente se submetem a situações de desequilíbrio conjugal, consequentemente, infelicidades.

Da mesma forma aquele que ao iniciar sua vida profissional deixe de se submeter às adequações que se façam necessárias, porquanto cumprimento de metas, profissionalismo, ética, responsabilidade social entre muitas outras vertentes desenham a postura esperada. Neste caso, não raro suas atitudes profissionais serão o reflexo de suas próprias atitudes pessoais, em que pese ser natural e aceitável certas diferenças nestes universos distintos.

Nesse mesmo alinhamento de transformações movidas por responsabilidades conscientes, também o momento em que aceitamos o chamado de Deus, voltando-nos a Ele e caminhando a vida toda em Sua direção. Sabemos que aqui estamos sujeitos a um processo de transformação em todos os sentidos, e diga-se de passagem, muito maior, afinal, sem isso é impossível compreender uma realidade tão distinta das anteriores, sobretudo por transcender aos conceitos do mundo.

Importa dizer que no caminho de volta à Deus seja fundamental estarmos alinhados à Palavra, sobretudo ao modelo de Cristo, sabendo inclusive que, diferentemente das situações anteriores, há fraquezas em nós que só podem ser ajudadas pelo Espírito que passou habitar em nossos corações, se é que de fato o acolhemos. De toda forma, se estamos verdadeiramente em Cristo, e isso significa dizer despidos do velho homem, nenhuma condenação há, afinal, não andamos mais segundo a carne e os confortos do mundo, mas segundo o Espírito.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

23
jul

Jesus, o Coach

Jesus, o CoachEm certa ocasião, durante uma palestra, Bill Gates afirmara que todas as pessoas, famosas ou não, precisam de um Coach para lhes ajudar a ver a vida sobre outra perspectiva.

A palavra Coach significa “treinador”, e no mundo dos esportes designa aquele que treina, por exemplo, um time de futebol, para que alcance o melhor resultado na competição. No entanto, o Coach a que se refere Bill Gates tem um papel diferente do de um treinador que diz o que se deve fazer.

O Coach é o profissional habilitado para conduzir um processo investigativo interno, para que seu cliente alcance um objetivo específico ou mesmo queira se conhecer melhor; e aqui, cumpre dizer, não se confunde com um terapeuta. Nesse processo, por meio de ferramentas eficientes, crenças e potencialidades são descobertas, reavaliadas e paradigmas mudados.

Ao observar e perceber os pontos fracos e fortes de seu cliente, o Coach apenas fará perguntas que lhe despertem essa consciência que pode estar oculta, sem jamais forçá-lo a se conscientizar sobre a necessidade de cumprir as etapas para alcançar, enfim, o objetivo pretendido.

A proposta do processo de Coaching é a pessoa descobrir-se a si mesma, enxergando-se de forma plena e assim alcançar seu objetivo com eficiência. Por isso a série de direções que são estimuladas pelas ferramentas para que a transformação ocorra mediante esse despertar pessoal.

Surgem, então, ao longo desse processo, desafios que se voltam ao objetivo que se deseja alcançar, e esse ponto é crítico, pois a pessoa pode simplesmente se negar a absorvê-los, imputando-se uma espécie de sabotagem, desistindo, portanto, de seu objetivo.

Aponto certa semelhança desse procedimento com a maneira como o Cristo se comportava diante dos homens que se voltavam a ele, em busca de cura ou de esclarecimentos a respeito da experiência real com Deus. Vide as situações em que ele promove a cura. Qual é a pergunta inicial? “Você crê? ”. Ato contínuo, como ele conclui? “A tua fé te salvou”. Há aí uma aceitação do discípulo pelas ferramentas do Mestre.

Assim como o profissional Coach observa e reconhece os pontos fortes e fracos de seu cliente, Deus faz o mesmo, afinal, quem poderia dizer não encaixado aos padrões humanos enumerados pelas escrituras? Nesse diapasão, o Eterno sugere os caminhos perfeitos para cada situação, funcionando como ferramentas que levarão a criatura em direção ao Criador. Aceitar ou não é uma questão pessoal.

Quem busca a experiência divina real, o faz consciente de que deseja alcançar um objetivo que sozinho jamais conseguiria. Contudo, ao ingressar no Caminho, desafios são propostos, devendo, portanto, se submeter ao processo investigativo interno para que as crenças sejam reavaliadas e paradigmas mudados. Crescer e se transformar é uma decisão pessoal. Deus jamais nos forçará a nada.

E você? Que se entregou ao Coach Jesus Cristo, tem aceitado o desafio de reavaliar as crenças a seu respeito em relação a Deus, ou acredita que diante desses desafios é melhor deixar tudo como está?

Sadi – O Peregrino na Palavra

04
jun

Conexões estressantes

Conexões estressantesQue a internet é um instrumento poderoso de comunicação ninguém duvida, contudo, o que muita gente não sabe é que ela pode ser mais estressante do que se possa imaginar. Foi feita uma pesquisa pela empresa de telecomunicação Ericsson, em que algumas pessoas deveriam assistir um vídeo, mas, sem que soubessem, o tempo de carregamento seria diferente entre os grupos. Com um atraso de apenas três segundos para um deles, as pessoas tiveram um nível determinado de estresse. Com seis segundos em outro, o nível aumentou muito.

Os níveis de estresse alcançados foram maiores do que em situações, tais como longas filas de banco ou de supermercado, filmes de terror, estar literalmente à beira de um precipício, entre outras. O estresse foi comparado a situações em que se tenta resolver difíceis problemas de matemática. A pesquisa se deu apenas nesse sentido do carregamento dos vídeos, não adentrando a temas como comportamentos em redes sociais, etc.

Entre as inúmeras pesquisas sobre a internet, não raro se encontram resultados que demonstram que níveis de estresse são vivenciados também por distrações além da conta, perdendo tempo precioso que poderia ser útil. Não que a distração seja inútil, longe disso, mas deve ser acima de tudo, saudável. Há os casos em que a influência é tão forte, que as pessoas passam a acreditar em qualquer coisa que leem, até mesmo quando leem apenas o título de determinadas matérias. Sem falar na quantidade de fotos que levam pessoas a crer que a vida seria boa apenas se tivessem acesso a determinados objetos de consumo.

Ilusões de liberdade tomam o lugar de oportunidades de crescimento verdadeiro; discussões acaloradas e sem respeito tomam o lugar de conversas educadas e construtivas; valores seguem cada dia mais sendo desconstruídos por meio de opiniões maciças apenas com esse intuito, etc. O fato é que as relações pessoais estão cada vez mais perdendo a ordem natural, o conhecimento substancial vem sendo substituído pela superficialidade, não faltando, enfim, situações que aumentem os níveis de estresse.

E como fica a vida daquele que um dia decidiu ter uma experiência real com Deus? Como fica o resultado de seus momentos de oração e de estudo da palavra? Será que permanecem íntegros e fortalecidos? Sinceramente é o que se espera, e para tanto é preciso ter discernimento e equilíbrio. É preciso compreender que o poder de influência e estresse proporcionado pela internet é tão alto que pode facilmente corromper a mente que se propôs estar separada deste mundo desconectado de Deus e da mensagem de Seu filho Jesus. Andar pelo evangelho e na contramão do mundo é o que nos manterá em paz.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

09
abr

Novos comportamentos

Jesus, o meu líderA empatia, segundo o dicionarista Antônio Houaiss, é a capacidade de se identificar com outra pessoa, de sentir o que ela sente, de querer o que ela quer, de apreender do modo como ela apreende, entre outras. Para exemplificar os momentos em que nos relacionamos com uma pessoa que age de forma errada conosco, tomemos de empréstimo a capacidade de sentir o que ela sente.

Diante de uma situação como essa o que fazemos normalmente é nos afastarmos da pessoa. É possível inclusive que nossos pensamentos se desdobrem em outros sem que os reconheçamos por enganosos. Pensamos em tudo o que acontece, verificamos os erros que nos atingiram e podemos até mesmo achar que há algo de errado conosco. Assim pode iniciar um processo de erros maiores ainda, pois julgamos apenas por nossos pontos de vista.

No entanto, se vivemos a vida pela fé em Jesus, cumprindo os mandamentos de Deus, a resultante é uma jornada madura espiritualmente falando, e nossas velhas formas de analisar se transformam em outras mais elevadas, incomuns ao mundo.

Quando agimos, por exemplo, com empatia por alguém, estamos nos dispondo a amar essa pessoa, ainda que não a amemos efetivamente. Quero dizer, amar como o mundo está acostumado a viver esse sentimento. O amor pode se representar também por um comportamento.

Muitas vezes nossos julgamentos podem estar corretos, mas é surpreendente como podemos estar errados enquanto acreditamos certos. “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento”, afirma o livro de provérbios. Alinhados às escrituras somos melhor instruídos do que o mundo poderia.

As palavras de Jesus nesse sentido estão registradas no evangelho de João quando lemos: “Não julguem segundo a aparência, mas segundo a reta justiça”. A resposta que buscamos pode ser encontrada através da empatia. Se algo se mostra em conflito diante de nós, que seja essa a nossa justa medida para compreendermos a situação.

O que pode estar se passando com o outro? Quais serão os problemas que o levam a agir assim? Por que, afinal, essa pessoa reiteradamente age de forma agressiva ou errônea comigo ou para com quem quer que seja? Ao fazermos essas perguntas diante do caso concreto percebermos a transformação de nossos pensamentos. Uma paz interior toma o lugar onde antes havia ocupação com julgamentos.

Sabe, as respostas advindas dessas perguntas podem fazer com que um mundo novo se abra diante de nossos olhos. É possível e bastante provável que as justificativas verdadeiras para aqueles atos de desequilíbrio surjam com grande clareza. E aí uma coisa é certa: fica muito mais fácil tomarmos as atitudes certas que de fato modifiquem o relacionamento com essa pessoa.

É preciso abrir a mente e o coração para dar lugar a esse novo comportamento. Peça a Deus para que te revele o que esteja oculto. Permita-se colocar-se no lugar de outra pessoa. A diferença de vida será notória, e o seu caminho pode ser bem mais leve e suave. Que a paz do Cristo esteja contigo.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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