Tag Archive: escolhas

30
dez

Feliz 2017

Gelson de Almeida Jr.

2016 ainda não acabou e você já recebeu várias de mensagens relacionadas ao ano novo, mas é necessário lembrar que não existe um hiato entre o ano que se encerra e o que inicia, quando um acabar o outro terá começado. Portanto, gaste mais tempo planejando o futuro que pensando no passado, afinal, o caminho será feito pelos seus passos, mas a beleza da caminhada dependerá do que fará ao caminhar e daqueles que caminharem ao seu lado. Alguns serão convidados, outros chegarão sem convite, mas ficarão, com a sua permissão, cuidado, porém com aqueles que, mesmo sem permissão, insistirão em caminhar ao seu lado.

É preciso muita sabedoria para escolher a quem convidar, ou a quem permitir caminhar ao nosso lado, bem como as atitudes que tomaremos ao longo da jornada, sabedoria que nem sempre possuímos, daí a importância de buscar o Pai, a Fonte da Sabedoria, que “(…) está sempre pronto a dar uma farta provisão de sabedoria a todos os que lhe pedem” (Tiago 1:5b BV).

Em seu caminhar, ao invés de valorizar os bens materiais, valorize aqueles que verdadeiramente são importantes para você, afinal, quanto tempo faz que você disse quão importantes são em sua vida? Ao invés de gastar energias se preocupando com o mal que lhe fizeram, e buscar vingança, pense apenas no bem que recebeu. Distribua sorrisos, afagos, abraços e coisas do tipo, torne a jornada dos que estiverem ao seu lado a melhor possível, melhorando a deles melhorará a sua.

Independente de quem escolha, não deixe de lado o Eterno, só Ele o ajudará a escolher correto e caminhar seguro e tranquilo em 2017. Vitórias ou derrotas; alegria ou tristeza, a tônica de sua caminhada em 2017 dependerá de você e das escolhas que fizer.

20
nov

# Direções

Sol-2-300x200É hábito falarmos diante dos desmandos e desequilíbrios do mundo, defendendo nosso ponto de vista e, se movidos por justiça, não raro nossos argumentos se apresentam por justa indignação que vai ao coração. Também não é incomum que mesmo dentro da comunidade a que pertençamos, onde seja mais fácil a comunhão de ideais, encontrarmos compreensões e interpretações diferentes a respeito de determinado assunto.

É próprio do homem o querer falar. Contudo, convém-lhe melhor o silêncio, sem se entregar jamais à omissão. A personalidade do homem pode ser forte, no entanto o caráter talhado pela sabedoria dificilmente se permite o embate. O que fazer, então? Calar-se, retirar-se e, sobretudo entregar-se à oração, para que ao coração não lhe reste qualquer sentimento em desalinho ao caráter de Deus.

Aconselhamentos originados na escritura nos convêm, pois sua essência é santa e sábios são os seus caminhos; assim como edifica-nos os testemunhos ali constantes. De qualquer forma, examinemos tudo e retenhamos o bem. Há situações que convêm o recolhimento, deixando ao tempo e a Deus a solução para todas as coisas.

Advertiu-nos o Cristo, nosso Senhor e Salvador Jesus, que somos enviados como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sejamos prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas.

Ademais, também afinados por seu diapasão, tenhamos confiança que em tudo ele nos supre junto ao Pai e, se por ventura formos objeto do escárnio, ou mesmo chegar o tempo em que um irmão entregará o seu próprio irmão, não tenhamos cuidado com o que haveremos de falar, porque nessa hora seremos ministrados pelo Espírito sobre o que haveremos de dizer.

Que sejamos discípulos e possamos nos permitir o entalhe da sabedoria. Amemo-nos uns aos outros, e assim justifiquemos o que cremos sê-lo, sobretudo o que dizemos acreditar sermos.

Sadi – Um Peregrino da Palavra.

05
nov

Será que temos escolha?

Marco Aurélio Brasil

Quem governa a sua vida? Essa pergunta tem sido feita ao longo dos séculos porque o homem gostaria de ter a certeza de não ser um fantoche nas mãos de outra pessoa ou mesmo de forças que ele não conhece.

A ópera Carmina Burana abre com um movimento chamado Fortuna Imperatrix Mundi, que significa algo como “o Destino é que governa o mundo”. O Destino, algo contra o que não podemos lutar e contra quem não adianta se revoltar. Muitas obras épicas – e outras nem tanto – tratam disso, mostram um homem destinado a fazer algo; é o caso do Frodo de Senhor dos Anéis, dos quatro irmãos de As crônicas de Nárnia, do Luke Skywalker de Guerra nas estrelas e outros tantos. Em De volta para o futuro uma viagem no tempo muda o destino de uma família, mas a série Lost brinca com a indagação: uma viagem no tempo alteraria o curso da História ou, ao contrário, o determinaria? E pergunta também: será que temos escolha mesmo?

Será? Muitas pessoas sinceras entram em parafuso quando pensam na onisciência e atemporalidade de Deus. Se Ele sabia que Lúcifer ia fazer o que fez, por que então o criou mesmo assim? Como pode alguém que tem o poder de interferir deixar de fazê-lo? Não é isso o que Ele requer de nós, que intervenhamos para evitar e mitigar o mal sempre que pudermos? Então por que com Ele é diferente? Por que Deus muitas vezes não simplesmente age? E por que Deus não se torna co-responsável pelo mal que Ele Se abstém de evitar? Enfim: se Deus já sabe o que eu vou fazer, quem me garante que a escolha foi minha?

Bem, há nesses parágrafos mais perguntas do que eu me considero capaz de responder, mesmo que tivesse espaço infinito – e eu não tenho. Tudo o que consigo fazer é dividir com você é menos do que uma resposta, é mais uma impressão, algo assim, subjetivo mesmo. Para começar, gosto da ideia de C. S. Lewis de que “Deus esteja fora e acima da linha do tempo… Isso que chamamos ‘amanhã’ é visível para ele da mesma forma que o que chamamos `hoje’. .. Num certo sentido, ele não conhece nossas ações até que elas tenham acontecido: no entanto, o momento em que elas acontecem já é `agora’ para ele.”

O importante é que a onisciência de Deus não O impede de ficar triste quando o jovem rico vira as costas e vai embora. Não muda o fato de que estão à nossa frente “a benção e a maldição” e que devemos “escolher a quem serviremos, se a Deus ou aos outros deuses”. O fato de Deus já estar vendo a decisão que estou tomando agora do mesmo jeito que está vendo a decisão que estou tomando daqui a seis anos não muda o fato de que eu estou tomando decisões e não determina que Ele possa ir fazer uma outra coisa qualquer mais útil além de ficar à minha porta, batendo, torcendo para eu abrir para que Ele possa entrar e cear comigo.

Acontece que Deus precisa deixar que experimentemos os efeitos das nossas próprias escolhas. Não porque Ele é obrigado a isso, mas porque Ele escolheu fazer isso. É um ingrediente indissociável do amor. E Ele voluntariamente Se omite porque se não estaria invalidando nossas escolhas, mesmo que muitas vezes os efeitos das más escolhas recaiam sobre outras pessoas também. Afinal de contas, nós temos o direito de escolher fazer o mal, a nós mesmos ou a outros – porque é exatamente isso o que significa escolher não amar.

Nada muda o fato de que a escolha é sua e que você deve tomá-la agora.

25
out

# Amor e Amizade

amor e amizadeNestes dias eu li um texto de um psiquiatra a quem admiro, contudo, não foi bem o que eu esperava encontrar. O assunto versava sobre a diferença entre o amor e a amizade, e à medida que o pensamento do autor se desenvolvia, restou claro que para ele o amor corresponde a uma busca para nos completarmos, sobretudo por carregarmos desde a infância a necessidade de sermos amados, devido ao recebimento do amor de mãe a que nos acostumamos.

Para o autor, as relações amorosas entre adultos se assemelham em muito com o sentimento que liga a criança à sua mãe, qual seja o da dependência, não havendo no mesmo diapasão que o da amizade, atitudes de confiança e cumplicidade.

Ao atribuir à amizade verdadeira tais valores, assim como a satisfação da companhia, por certo que o autor encontra boas razões a seus argumentos, no entanto, ao referir-se a esses valores entre amigos como algo mais solidamente alicerçado, por conta de afinidades e interesses comuns, do que caberiam aos casais, perdeu toda a credibilidade que pensei em atribuir ao artigo.

Por certo que ao falarmos de maturidade, o processo de fazer amizades guarda em si aspectos de individualidade bastante marcantes. Há, certamente, todo um paradigma para as escolhas, norteado, sobretudo por interesses comuns; entretanto, como não pensar o mesmo durante o processo de escolha daquele com quem desejamos passar a vida?

A busca do amor é sim, um processo adulto, porquanto deve haver em seu contexto a maturidade, jamais a dependência, ainda que o aprendizado que nos faz amadurecer seja um processo constante ao longo da vida. A busca de um amor que espera o suprimento de carências infantis, ou de um casamento que aguarda o preenchimento de valores materiais, está fadado a não conhecer o processo de amadurecimento que conduz à verdadeira cumplicidade.

Percebe-se, portanto, que o pensamento do referido articulista, mesmo vindo de um homem altamente preparado, inteligente, culto e educado, deve ser tomado como referência para se entender a diferença dos conceitos elaborados pelo mundo, daqueles fornecidos pelas escrituras. E estas proporcionam maturidade apenas àqueles que, de fato, se deixam transformar pelo Espírito do Eterno.

Ame, sim. Tenha amigos verdadeiros. E viva-os a partir da maturidade das escolhas, atribuindo respeito e admiração, jamais dependência. Aquele que busca um casamento para se completar, dificilmente será feliz. Aquele que atribui confiança e cumplicidade às suas amizades mais que ao seu cônjuge, vive incompleto.

O casamento, assim como a amizade, é uma escolha feita para compartilhar, calcado em confiança e cumplicidade iniciais que só devem crescer, e se há algo que dos relacionamentos se espere venham a acrescentar, que seja o próprio equilíbrio da relação, pois esta é a razão pela qual se propõem existir.

Casamento não é meio de suprir carências infantis e jamais poderá ser mensurado menor que um relacionamento de amizade. Ainda que existam amizades sólidas, e assim devem ser, o casamento se solidifica também pela amizade, tanto quanto por interesses comuns que passam a se multiplicar, sobretudo pelo amor. Muito mais do que poderia oferecer a melhor das amizades.

Pense nisso, e seja feliz com seu amor e com seus amigos.

Sady Folch – O Peregrino da Palavra

19
set

# Amai, amai, amai.

asdO êxodo que está acontecendo no Oriente Médio em direção à Europa é assustador. Muitos já tendo conseguido chegar àqueles solos, caminham quilômetros tentando chegar a determinados países, encontrando fronteiras fechadas por longas cercas de arame farpado, impedindo-os de ultrapassar, restando em meio ao caminho, nas estradas e ao longo das ferrovias, sobrevivendo apenas pela caridade dos habitantes locais bastante abalados com o imenso sofrimento alheio.

Ainda assim, os dirigentes desses países, tentando manter o equilíbrio de suas estruturas econômicas, não permitem que imigrantes ingressem em suas terras. O que é isso senão o resultado ainda dos tempos do colonialismo, onde governos poderosos tomaram o controle de países no Oriente Médio, Ásia e África, esvaziando-os de seus recursos, sobretudo de seus valores e culturas, desequilibrando-os em todos os sentidos.

O homem sempre foi dominador, não pensando duas vezes em agir com tirania se assim lhe fosse possível. Nos dois últimos séculos, tomaram, dominaram, desrespeitaram tanto quanto o que lhes ia ao coração, mesmo depois de firmadas declarações de direitos humanos, mesmo diante de suas declarações como cristãos.  São resultados, na verdade, do amor que se esfria a passos largos.

O mundo tem se apresentado crudelíssimo, mesmo diante de tantas tecnologias e avanços, direitos e conquistas humanas, em proporção muito maior que nos séculos dos dois primeiros milênios. As escrituras nos falam dessas ocorrências. O amor está esfriando. O que há para fazer? Abrir mão de julgar e tão somente amar. Vibremos o amor neste momento tão difícil. Vivenciá-lo é tudo o que podemos fazer, pois só assim conseguiremos desdobrar esse sentimento tão nobre e digno em ação.

Amai-vos uns aos outros. Amai os que te odeiam. Amai. Amai. Amai.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

21
jun

# Nestes tempos

maxresdefaultUma amiga nesses dias escreveu-me e dizia ao final: “Jesus, volte logo, pois o mundo está estranho”. O desrespeito neste País parece ter tomado proporções inacreditáveis. Por todos os lados, os mais diversos assuntos perderam completamente a razão do debate para dar lugar a opiniões essencialmente agressivas, eivadas pela intolerância.

Praticamente nenhum assunto escapa dessa linha de exposição, tampouco os valores, e aí se incluem a lisura e a ética na política ou o amor e a paz propostos pela religião.  Entre governantes e pastores, homens que se espera tenham um comportamento exemplar pela função a que se propuseram, percebe-se a preferência por discussões que envergonhariam o mais crédulo partidário ou um simples frequentador de igreja.

Pegue o mínimo exemplo de intolerância de um crente, político ou não, e pergunte a ele o que acredita que o Cristo faria em seu lugar. Pegue um político, crente ou não, e pergunte-o sobre a clássica frase do jurista Rui Barbosa que dizia haveria um tempo em que o homem sentiria vergonha de ser honesto.

Para a política, valho-me da frase do grande Rui Barbosa pelo que já diz tudo. Quanto ao cristianismo menciono a célebre frase do líder indiano Mahatma Gandhi ao pronunciar-se sobre a realidade dos discípulos do cristianismo: “Não conheço ninguém que tenha feito mais para a humanidade do que Jesus. De fato, não há nada de errado no cristianismo. O problema são vocês, cristãos. Vocês nem começaram a viver segundo os seus próprios ensinamentos”.

Sobre este tempo de alta intolerância e desonestidades de toda a sorte alguém diria que são os sinais dos tempos, possivelmente fazendo menção à carta de Paulo a Timóteo. Diz o trecho que nos últimos dias os tempos serão terríveis, porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, cruéis, traidores, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus.

Contudo, nada está perdido. Há muitos lugares onde ainda se pode encontrar o manifesto da honestidade e da tolerância, e a igreja adventista do sétimo dia é um bom exemplo disso, em que pese não haver um lugar que deixe de conter representantes que desvirtuem as bases de seus valores. Os discípulos de Gandhi não entendiam a extensão de sua postura de paz, e não raro tomaram medidas violentas que em muito feriram a consciência de seu líder. Pedro não fez diferente no monte das oliveiras ao usar a espada, obrigando Jesus a reparar o ferimento na orelha do soldado romano.

Desejar esse comportamento de amor, tolerância e um comportamento impecável me faz lembrar a resposta de Pedro ao Cristo, quando este disse que o apóstolo e os outros poderiam ir embora se quisessem: “Para onde iríamos se só tu tens palavra de salvação?”.

Que a palavra do Cristo esteja contigo ao longo da semana é o desejo do peregrino da palavra a você e a toda a sua família.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

30
maio

# Responsabilidades

remarO que faz o homem desejar ensinar? A resposta parece óbvia quando pensamos em educação para o futuro. É isso mesmo. A educação. E ela começa em casa, com a educação dos filhos; sim, pois, a escola ensina conhecimentos gerais, mas a casa ensina a educação básica para a vida. Educação que servirá para o indivíduo saber se portar com respeito e de forma adulta em todas as relações que a vida o apresente, aprendendo, sobretudo, responsabilidades.

O escritor bíblico afirma que é preciso ensinar a criança no caminho que deve andar e quando se tornar adulto não se desviará dele. Sim, mas, pergunte-se, afinal: por que não raro encontramos pessoas que desviam do comportamento que receberam, sendo responsável pelo desequilíbrio.

A resposta está nos detalhes e o tema é complexo, afinal existem muitas variáveis para o assunto, mas, em geral, os detalhes sejam eles quais forem – pais que não exercem autoridade ou filhos que se rebelam – começam com pequenas permissões, com pequenos gestos. Quando se percebe, um hábito nocivo regerá o comportamento.

Pais que não se atentam a detalhes na educação de seus filhos, um dia verão o remo da canoa escapar de suas mãos, ou mesmo das de seus próprios filhos, e o equilíbrio passa a ser na base da readequação do corpo (na verdade, da mente) para que a canoa não vire na correnteza. Na verdade, é só uma questão de tempo, pois tentar adequar o desequilíbrio dessa forma é permitir que os novos erros possam surgir.

Casos extremos exigem medidas extremas. Deve-se buscar a margem, não para abandonar o filho rebelde, mas para retomar a navegação apenas quando todos puderem entender que devem remar juntos, do contrário, cada um remará para um lado, e na melhor das hipóteses a correnteza é que irá dar o rumo dos acontecimentos. E convém lembrar que os pais são os capitães dos barcos, sim, pois, não se deve esquecer que Deus está no comando de tudo, mas o controle está entregue em nas nossas mãos.

Amor como forma básica do respeito que se ensina a um filho é fundamental na educação, mas isso não significa passar a mão na cabeça. Pais que fecham os olhos para a grosseria de um filho, quando acordarem, habitarão com um tirano dentro de sua casa, mandando-os calar a boca quando ouvem a mínima repreensão.

Viver a vida inteira permitindo um filho incorrer em erros é viver debaixo de emoções e conceitos distorcidos. É não se permitir vivenciar o seu próprio caminho que se dirige à velhice. É anular-se como pessoa. É continuar a alimentá-lo com leite, enquanto já deveria há muito se sustentar com alimento sólido. É se esquecer de que um dia será cobrado por isso.

O Eterno é hábil educador e fiel perdoador, mas, um dia, assim como os olhos dos pais se fecharão, também se fechará a porta da graça, e aí, pergunto: o que será dos filhos que ficaram? Pense este texto também como você na pessoa de um filho em relação ao Pai Eterno. Reflita.

Feliz sábado da parte do peregrino da palavra.

 

23
maio

# Abraços e sorrisos

jesus-abracoNesta sexta se comemorou o dia do abraço. Nas redes sociais se propagaram milhares de mensagens nesse sentido. Isso é bastante positivo, pois acalma a mente e o coração de quem vive em um mundo de desequilíbrios emocionais. Muitos abraços devem ter sido dados nesse dia.

Um amigo chegou a descrever em uma meditação alguns efeitos terapêuticos do abraço. Ao final, por seu coração desejoso em compartilhar compaixão e felicidade, ele afirma – “Abraço é uma doação do indivíduo, dividindo com o próximo o que carrega de melhor no seu coração”.

Abraços são como remédios para a alma. Aqui alguns dos tipos de abraços e os efeitos terapêuticos mencionados por ele em sua meditação. O compassivo, afirma ele, ameniza os corações carregados por desamor. O fraterno move a gratidão que recebe o amparo. O abraço compreensivo é benção na forma de tolerância. O abraço do perdão é magnânimo, pois reconcilia.

Abraços fazem bem tanto para quem os entrega de braços abertos, no melhor e mais altruísta sentido do termo, quanto para quem os recebe. Abraços transmitem conforto, segurança, carinho e respeito entre tantos outros bons sentimentos. Um abraço pode desencadear um alívio enorme a alguém que esteja vivenciando angústias.

Abraços não precisam de palavras; eles dizem tudo pela maneira como são expressos. Abraços quando ausentes ou frios podem dizer muito mais do que qualquer ofensa. Podem ser cruéis. Há quem não consiga transmitir esse gesto até mesmo em família ou entre amigos, contudo não por serem pessoas ruins, mas possivelmente por viverem crenças limitantes em sua mente. A qualquer destas duas situações, toda a misericórdia.

O abraço de Deus, por fim, é algo sobrenatural e real ao mesmo tempo. Só quem se permite uma experiência real com Ele pode sentir o acolhimento desse abraço único.

E, ainda em menção à meditação desse amigo mato-grossense, em uma feliz lembrança ele ressaltou haver um tipo de abraço que já nos sustenta de longe, antes mesmo que cruzemos os braços em um abraço apertado: o sorriso. Sim, o sorriso. O sorriso, diz ele, abre todos os braços.

Ame seu semelhante. Demonstre isso. Sorria para ele. Diga a ele que o ama. Abrace a vida e seja feliz! Receba aqui um abraço do peregrino da palavra! E como diz o pastor ao final dos cultos: Não saia da igreja antes de dar uns vinte abraços!

Feliz sábado!

 

11
abr

# Gratidão

adoracao_2Há poucos dias fui desafiado por uma amiga a postar trinta textos diferentes ao longo dos dias do mês de abril. Deveriam expressar meu testemunho por algo a que eu seja grato. Disse ela que abril é o mês da gratidão, por isso o desafio. Pois bem, aceitei-o.

Iniciei por onde tudo na vida deve ser iniciado. Sendo grato ao Eterno. Testemunhei minha gratidão por tudo que me proporcionou viver; também pela revelação de Sua Palavra, pois nela me foi possível vivenciar transformações que não seriam completas mediante as mais equilibradas razões humanas.

No dia seguinte, expressei gratidão pelos cuidados que recebi na família. Aguardei propositalmente o dia 03, na sexta-feira que antecedeu a páscoa, para escrever minha gratidão pela determinação e obediência do Cristo ao se entregar naquela cruz por mim. Ninguém poderia fazê-lo em seu lugar, e mesmo sabendo de todo sofrimento, ele o fez.

No quarto dia, sábado, manifestei gratidão ao Eterno por santificar e abençoar o sétimo dia, ensinando-nos a vivenciá-lo para adoração ao Seu santo nome, bendito seja. Nos dias 5, 6 e 7 de abril, demonstrei minha gratidão aos homens de Deus que me deram um pouco de seu tempo para me ensinar a Palavra; aos meus irmãos, com quem conheci o sentido do companheirismo e, por fim, aos amigos eu agradeci, sobretudo por se apresentarem nos momentos difíceis.

No dia 08, agradeci aos educadores que me proporcionaram não apenas o conhecimento, mas a capacidade de pensa-lo, desdobrando-o em novos conhecimentos. Dia 09, minha gratidão foi às pessoas que se entregam a plantar e a colher os frutos da terra, podendo o seu ofício ser comparado aos cuidados da vida.

Cheguei, enfim ao décimo dia, nesta sexta, quando expressei gratidão aos músicos que colocam o seu talento a serviço de uma expressão que nos permite elevar o espírito a uma satisfação única: a adoração ao Eterno.

Contei isso a vocês com o intuito de incentivá-los a escrever, sobretudo fatos positivos, mas acima de tudo para que pensassem um pouco sobre expressar sua gratidão por algo que nem sempre se dão conta. Você é capaz de enumerar trinta fatos aos quais você possa expressão gratidão? Perceba que ao ser grato por atitudes de amigos, eu fui genérico, caso contrário poderia completar 30 gratidões somente com meus amigos.

Confesso a vocês que me pego perguntando desde o sétimo dia: sobre o que posso expressar minha sincera gratidão? No dia 2 de maio, sábado, voltarei a dizer a vocês sobre como foi minha experiência.

“A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros”.

Feliz sábado!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

07
fev

# Amor incondicional

castra-1024Se por uma hipótese muito remota surgisse algum dirigente político no País em que você reside, e tivesse as mesmas atitudes que Hitler as teve durante a 2ª Guerra, maltratando e executando covardemente toda a sua família (Que o Eterno não permita isso) responda a si mesmo se você oraria por ele e se o perdoaria. Esta reflexão difícil encontra seu propósito para que juntos meditemos a partir dos principais pilares do cristianismo: oração, amor incondicional e perdão.

Tal hipótese de intercessão passou a ser mencionada em uma discussão na internet quando alguém perguntou se oramos pelo ex-presidente Luís Inácio, depois que surgiu a notícia, verdadeira ou não, que ele passou a se tratar novamente da grave doença que o acometeu há um tempo. As opiniões, movidas apaixonadamente, penderam pela resposta negativa. Detalhe: tratava-se de uma pergunta feita por um cristão evangélico a iguais crentes.

A discussão passou a ficar acalorada em segundos. As opiniões se dividiam de modo confuso, pois era nítida a motivação política, ou seja, uma tolice sem tamanho enquanto falamos da vida de alguém que precise de oração. Outra pessoa, também crente na mensagem do Cristo, trouxe a discussão para a sua página, composta por crentes ou não. Entre as respostas, de um lado umas diziam: “O Cristo pediu que orássemos por todos, amando e perdoando sem distinção”. Outras ressaltavam o choque de valores como princípios e religião, concluindo não ser tão fácil a resposta. Na outra ponta, respostas inclusive de cristãos, que envergonhariam o mais apóstata dos homens.

Mas, o que tem Hitler a ver com essa questão? O fato de orar, amar e perdoar ou não, tomou outro rumo quando um cristão, talvez também motivado politicamente, perguntou se nós praticaríamos estes mandamentos se a situação fosse diante do perturbado dirigente da Alemanha na 2ª Guerra. O condutor do debate acreditou ser cruel colocar estes dois dirigentes em um mesmo “saco”, mas reiterou sua preocupação com seguirmos ou não aos mandamentos daquele a quem decidimos seguir, independente de vieses políticos.

Mas, espere um pouco; se não há diferença entre um pequeno pecado e outro a que se atribua enorme gravidade, não deveríamos amar, orar e perdoar mesmo a alguém que fizesse mal a nossa família (Que o Eterno não permita) como o desequilibrado dirigente alemão o fez a tanta gente inocente? Haveria algum limite para não amarmos ou não perdoarmos aos homens insanos do grupo Ísis na Síria?

Independente de qual seja a sua resposta (devendo ser honesta), inclusive se temos a noção do que seja amar alguém em uma situação extrema como essa, um dos participantes do debate escreveu algo importante e real. Disse ele que a verdade é que amamos muito pouco, às vezes nem mesmo aos de dentro de nossa própria casa e se isso fosse diferente, afirmou ele, não teríamos a necessidade nem mesmo de participar de debates como estes.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

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