Tag Archive: Confiança em Deus

09
jun

Por que se preocupar?

Gelson de Almeida Jr.

Gosto muito de esportes e, sempre que possível, acompanho disputas de diversas modalidades. Lembro de como fiquei tenso ao assistir uma partida de futebol em que estava em jogo o título mundial. Terminado o jogo fiquei aliviado, o time para o qual estava torcendo havia se tornado campeão. Hoje, anos após esse dia, posso ver o mesmo jogo, ou lances dele, sem sentir a emoção e ansiedade que senti no momento da disputa. A razão é simples, já sei o resultado e isto me acalma.

Durante Seu ministério Cristo enfrentou situações onde pessoas aflitas o procuravam afim de obter solução para problemas, humanamente falando, insolúveis. Por pior que fosse a situação, mesmo quando Seu melhor amigo faleceu, o Mestre nunca perdeu a calma, Ele sabia o resultado final, e sempre era muito bom.

Diariamente nos deparamos com situações que nos trazem ansiedade, preocupação, temor, e até desespero, sentimentos oriundos da nossa impotência diante dos fatos e da incapacidade de saber como tudo se resolverá, mas não precisa ser assim, Cristo nos convida a trocar de fardo com Ele, deixando o pesado em Suas mãos e tomando o Seu, que é leve (Mateus 11:28-30).

Experimente fazer isso, você verá que sua vida será muito mais tranquila e feliz se aprender a depositar o fardo de sua vida nas mãos dAquele que sabe o fim desde o princípio (Isaías 46:10), que sabe o que falaremos antes de a palavra se formar em nossa boca (Salmo 139:4) e que nos ama com amor eterno (Jeremias 31:3). Deixe-O tomar conta da situação, Ele nunca passou susto ou sobressalto, Ele sabe como tudo acabará. A vida pode nos trazer sobressaltos, mas Cristo nos devolve a paz, a paz verdadeira (João 14:27).

07
jun

Pela Fé

Gelson de Almeida Jr.

Hebreus 11, conhecido como a “galeria dos heróis da fé”, apresenta dezenas de vezes o termo “pela fé”, sendo quatro vezes ligado a Abraão, o “pai da fé”. O texto inicia falando que pela fé Abraão ouviu a voz do Eterno ordenando-lhe sair de sua terra, largar toda a sua comodidade e se dirigir para um local desconhecido para ele, local que apenas o Eterno sabia onde era.

Abraão, que já era rico, ficou mais rico ainda, poderoso e viu o sonho de ter um filho realizado. Olhando a parte final de sua história é fácil dizer que vale a pena seguir as ordens do Pai, mas você teria coragem de largar tudo o que tem afim de seguir uma ordem divina?

Abraão não tinha a menor ideia para onde estava indo ou o que lhe aconteceria pelo caminho. Mesmo assim foi. Tendo o Eterno como Companheiro de viagem nada mais o preocuparia. Diariamente somos colocados em situações que mostram claramente que temos dois caminhos a seguir: o da obediência e o da desobediência ao Eterno e Seus preceitos. Estamos dispostos, como Abraão, a não tergiversar e apenas seguir a ordem do Pai?

Destino, itinerário e situações pelo caminho, tudo era desconhecido para Abraão. Mesmo assim, pela fé, ele foi. Confiava nAquele que o chamara. Em muitas situações do dia a dia teremos que agir pela fé, esquecer os caminhos e destinos conhecidos e partir rumo ao desconhecido. Fiel é Aquele que nos chama e todos os Seus melhores propósitos se cumprirão em nossa vida se o permitirmos. Pela fé! Eis o segredo da vida vitoriosa rumo à eternidade.

06
jun

A aposta de Deus

Marco Aurélio Brasil

Meu filho está em algum lugar elevado e eu, mais abaixo, digo: vem! e ele não pestaneja – se joga. Da onde vem essa confiança toda? Como pode ele se entregar assim? Na posição dele, estando distante do solo algumas vezes a minha própria altura, eu hesitaria muito antes de pular, calcularia possibilidades, distâncias, força do vento, posição do sol, tudo. Ele, contudo, ouve e obedece e obedece todo feliz.

Essa confiança decerto não advém de desconhecer os efeitos de uma queda, que ele já teve muitas e muitas, e sentiu o que elas significam. A confiança vem de já ter feito isso antes, comigo
embaixo, e tudo ter corrido às mil maravilhas. Vem de já haver andado nos meus braços um milhão de vezes. Vem de me conhecer, de ter passado tempo comigo e de sentir que eu sou seu pai.

De certo modo, a desconfiança que temos da capacidade de Deus de nos salvar, de nos ajudar, de cuidar de nossas angústias todas, nasce de não termos andado em Seus braços um milhão de vezes, de não O conhecer e não sentir que temos nEle um Pai. Em todos os momentos à beira de um precipício preferimos dar um jeito nós mesmos, preferimos nos ralar, quebrar alguns ossos, ignorando Seus braços estendidos, então como confiar a primeira vez? Como confiar especialmente quando o precipício é bem grande, se nos pequenos tentamos nos virar nós
mesmos? Não confiamos porque não conhecemos.

Em Jó 15:15, Elifaz, um daqueles “muy amigos” de Jó, atesta do alto de sua sabedoria inquestionável: “Eis que Deus não confia nos seus santos”. Fiquei pensando na exatidão e lógica dessa afirmação. Sim, porque faz sentido, Deus faria muito bem em não depositar confiança nem nos seus santos, já que nós, humanos em geral, não somos nada estáveis. Acontece que a própria história de Jó mostra um quadro distinto: Deus confiando em Jó plenamente, apostando Suas fichas nele contra as manobras de Satanás, e ganhando!

Descobri que Deus também confia no que conhece. Assim como minha mãe confiava na educação que havia me dado, porque me conhecia, havia passado tempo comigo e sabia da solidez dos princípios que eu havia absorvido dela, Deus apostava em Jó. Ele havia cunhado o caráter de Seu servo e o resultado dessa constatação é que Ele pode, e quer, confiar em mim e em você.

Se experimentarmos Seus braços, se fizermos isso a cada pequeno abismo que aparecer, não vamos querer sair da segurança deles. Nós O conheceremos, ninguém precisará nos ensinar. E Ele, nosso Deus, apostará Suas fichas em nós.

24
maio

Agora é hora da Prova

Gelson de Almeida Jr.

“Eu grito, pedindo ajuda, mas o Senhor não me responde. Eu levanto para falar, mas o Senhor apenas olha para mim” (Jó 30:20 BV).


Jó estava aflito pela situação que enfrentava e pela falta de reposta do Eterno para os seus clamores. Em questão de dias perdera todos os filhos, todas as posses e a saúde. Ele cheirava mal, virara uma ferida ambulante. Mesmo assim não perdeu a fé no Altíssimo, ao mesmo tempo em que falava as palavras do texto de hoje, também dizia: “Eu sei que o meu Redentor vive e finalmente se colocará a meu favor…” (19:25 – BV).

Provavelmente, nos tempos de escola, você passou pela situação de fazer uma prova escrita, para a qual estudara muito, mas na hora da prova parece que “deu um branco”. Com olhar suplicante e voz alterada pediu ajuda ao professor e ele disse algo do tipo:

– Agora é hora da prova, não falarei nada.

Para quem conhece a história completa de Jó, é fácil entender sua situação. Ele estava na hora da prova e não sabia disso, mas qual seria sua atitude se estivesse no lugar dele?  Durante todos os acontecimentos relatados no livro que leva o seu nome, mesmo sem receber qualquer tipo de consolo ou conforto, Jó sabia que podia confiar no Eterno.

Talvez você esteja passando por uma situação onde o medo, a tristeza, o desespero e a incerteza sejam seus únicos companheiros. Clamou ao Eterno, mas a única resposta que obteve foi o silêncio. Se este for o seu caso, não desanime, não tema, o Eterno está atento a tudo o que lhe acontece. Está muito desejoso de lhe ajudar, mas não pode. Você está na hora da prova e, durante a prova, o professor se cala. O Deus que “se calou” para Jó também o recompensou. A prova logo irá acabar, e você receberá todas as respostas que quiser. Jó recebeu em dobro tudo o que perdeu. Sua recompensa não será menor.

19
maio

Até Ele!!!

Gelson de Almeida Jr.

Desde as primeiras fases da Operação Lava Jato, em março de 2009, até agora, somos surpreendidos com o nome das pessoas envolvidas em corrupção nesse que é o maior escândalo político e o maior caso de corrupção que se tem notícia na História da humanidade. Agora, quando escrevo, acabei de ler acerca da delação do dono de um grande frigorífico, que acusa o atual presidente da República de também estar envolvido. Parece que não vai sobrar ninguém inocente.

 Será que chegamos ao ponto em que não podemos confiar em mais ninguém? Há séculos, o salmista, sentindo-se perseguido, sem amigos e não confiando em mais ninguém, se questionou sobre isso e afirmou: “É melhor confiar no Senhor do que confiar no homem. É melhor confiar no Senhor do que confiar nos príncipes” (Salmo 118:8 e 9).

Duas grandes verdades cuja localização é fantástica, pois estão no “meio”, literalmente falando, da Bíblia. Se contarmos palavras, letras, etc., a mensagem que está bem no meio da Bíblia é esta, a de que somente o Senhor é digno de nossa confiança. Não é seguro confiar nos homens, no sentido genérico, ou nos líderes políticos. Para o salmista apenas o Senhor é confiável.

O texto bíblico começa falando de um Paraíso (Éden) que foi perdido após a entrada do pecado e termina falando do Paraíso restaurado (Nova Jerusalém), mas entre esses dois momentos relata a miséria da vida humana longe do Eterno. Parece que quando o texto chega ao meio, o Eterno, em Sua infinita sabedoria, decidiu nos dar uma mensagem de ânimo, nos lembrando de que segurança e confiança só existem quando depositadas nEle.

Portanto, não se preocupe se descobrir que os políticos não são confiáveis, não desanime se o seu maior amigo o decepcionar, quer colocar sua confiança em algo que valha a pena, coloque-a na Palavra de Deus, quer confiar em alguém que nunca lhe decepcionará, confie em Deus. Apenas Ele é digno de confiança.

17
maio

Saia da Caverna

Gelson de Almeida Jr.

Profeta, temente e fiel a Deus, Elias tinha em seu currículo feitos como colocar-se diante da maior autoridade política e dizer que não choveria durante anos; disputar e vencer o confronto com 850 profetas no Monte Carmelo; multiplicar, de modo quase indefinido, o azeite na casa da viúva de Sarepta.

Mesmo assim entrou em pânico quando a rainha decretou sua morte. A confiança no Eterno desapareceu, fugiu e se entregou à depressão. A situação era tão grave que ele orou ao Pai dizendo: “Tire minha vida. Tenho que morrer algum dia, e bem que podia ser agora” (Reis 19:3). A seguir deitou-se e dormiu. Acordado por um anjo que lhe trouxera comida, levantou-se e comeu, mas deitou- novamente e dormiu. Passado um tempo o anjo voltou, o acordou e mandou que comesse bem, pois faria uma longa viagem.

Atravessou o deserto, subiu no Monte Horebe (Monte de Deus) e se alojou dentro de uma caverna. Sua situação era crítica, duas coisas eram muito perceptíveis nele: a imobilidade, não conseguia tomar decisões por si mesmo e a autocomiseração, sentia muito dó de si mesmo. Sentiu-se seguro dentro da caverna, mas o anjo do Senhor, perguntando o que fazia ali, mandou que saísse, pois o Eterno passaria por ali. Levantou e, hesitante, se postou à entrada da caverna. Nem a promessa de que o Eterno passaria por ali fora suficiente para que saísse por completo da caverna!

Como ele, muitos estão afundados e imobilizados em sentimentos de autocomiseração, perderam a capacidade de reagir e seguir adiante. Esqueceram-se que, acima de tudo e todos, existe um Deus amoroso que tudo sabe e tudo vê e que está sempre pronto a ajudar um filho Seu.

Um dos maiores erros que podemos cometer é o de achar que Deus nos abandonou e estamos sozinhos. Os que assim pensam, logo se entregam ao desânimo e perdem a fé. Não caia nessa tentação! Assim como disse a Elias, o anjo do Senhor está dizendo a você agora: “Saia da caverna, o Senhor vai passar”. O Senhor está passando diante da sua caverna agora. Saia, encontre-se com Ele, pois Seus planos para você são grandiosos.

29
abr

Raízes e Frutos

Cristo ao entregar sua vida pela humanidade, limpou-nos definitivamente do pecado e ato contínuo nos proporcionou o caminho que leva à salvação, consequentemente, à vida eterna. Nesse ínterim, que compreende reconhecermos o sacrifício, aceitá-lo e alcançarmos a salvação, somos chamados a produzir frutos. Caso contrário, seremos arrancados e lançados fora.

Se pensarmos nossas vidas como árvores, a seiva que nos alimenta e faz crescer é a Palavra. Por ela crescem frondosos os nossos galhos e raízes. Pela Palavra aprendemos os mandamentos e, através deles, convertidos e conduzidos pelo Espírito Santo, produzimos frutos.

Em tempos de desequilíbrio e violência, é fácil nos contaminarmos com julgamentos e ira. O Brasil e o mundo têm apresentado situações intoleráveis de corrupção e injustiça que facilmente contaminam o coração. E aqui importa ressaltar – contamina tão somente àquele que não tenha seus pés fincados à Rocha – vale dizer, em Cristo e nos valores e mandamentos ensinados por ele.

Por ocasião de sua carta aos efésios, o apóstolo Paulo apresentou o seguinte ensinamento contido no Salmo 4 – “Quando vocês ficarem irados, não pequem. Apaziguem a sua ira antes que o sol se ponha e não deem lugar ao diabo”.

Somente somos contaminados se nos encontramos imaturos, faltando-nos suficiente apoio recebido pela Palavra, pela oração e pela entrega incondicional ao Espírito de Deus que nos transforma. É como a árvore que possui galhos longos, mas uma raiz curta. Aqueles em dado momento lhe serão pesados e ela por certo tombará.

Diante das corrupções de toda sorte deste mundo de orgulhos, a quem compete o julgamento efetivo, podendo fazê-lo com verdadeira justiça? Ao Eterno, tão somente. A nós, nos é devido cumprir os mandamentos e guardar a fé em Jesus, para que tenhamos direito à árvore da vida. Ainda em face dos desequilíbrios humanos, se nos cabe lançar mão da lei dos homens – e muitas vezes é justo que o façamos –, que ela seja buscada e aplicada com amor, afinal, o que diz o mandamento, senão – amai-vos uns aos outros, amai os vossos inimigos e por eles orai.

Para alcançarmos tal desiderato, guardando-nos da contaminação do mundo, necessitamos do conhecimento das escrituras, mediante o qual compreendemos efetivamente a necessidade de levarmos o nosso pensamento cativo a Cristo, rogando ao Pai, em nome do Justo, que nos purifique o coração e a mente, livrando-nos do mal.

Eterno, damos graça por sua infinita bondade. Que possamos crescer com o mandamento. Que nossos galhos possam crescer frondosos e bonitos, com raízes fortes e profundas. E que possamos dar bons frutos, pois, do contrário seremos arrancados. Para tanto, que cada um de nós compreenda quão imprescindível seja o esvaziar-se, para que o Espírito Santo habite em seu interior.

Sadi – O Peregrino da Palavra

01
abr

O Pão de cada dia

Humano que sou, não raro me pego pensando na necessidade de buscar riquezas que possam guarnecer minha casa de maneira que conforto algum falte à minha família. Instrução de qualidade, assim como alimentos, automóveis, roupas, lazer, tecnologia e objetos de trabalho de igual teor custam caro. Isto faz com que eu trabalhe sobremaneira, buscando alcançar a aquisição dos bens que o mundo me diz, fariam a diferença em minha vida.

Este pensamento é tão forte nos homens, mesmo entre os crentes em Deus e em Seu filho Jesus, que sua maioria, mesmo sabendo bem viver com o básico, nutre tal desejo. Dito isso, contudo, justificado pela intenção do coração que ouve o chamado para viver pela Palavra, busco compreender a profundidade e a intenção do seu contexto; também a que sustenta o mundo.

Acaso sei quanto tempo irá durar a vida que recebi para viver como alma vivente? Acaso posso dizer com segurança – amanhã farei isso ou aquilo – se isso não for da vontade de Deus? Pergunto: o que me diz a Palavra quanto ao que devo buscar? O reino de Deus e sua justiça. Isto é o que devo buscar enquanto viver, e tudo o mais me será acrescentado. Esta palavra de Cristo me ensinou que não devo desperdiçar meu tempo, afinal, ele deve ser empregado com o que de fato importa.

Qual foi a sua lição, senão que ajuntemos tesouros nos céus, de onde nada se perde. Afirmando ainda que onde estivesse nosso tesouro, eis aí revelados os desejos do nosso coração. Sendo discípulo, acaso a minha vontade não deve estar diretamente relacionada à do Pai, revelada pelo filho? Qual seja, viver pelo tempo eterno que me é oferecido, em detrimento do temporal que pouco passa de um século. Não se engane. Ninguém pode servir a dois senhores.

Tomo também o exemplo de Paulo e me corrijo. Ao escrever aos filipenses, afirmou ter aprendido a se adaptar a toda e qualquer circunstância, sabendo o que era passar necessidade e também ter fartura. Aprendeu o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, estivesse bem alimentado ou com fome, tendo muito ou passando necessidade. Sentenciou ele, como quem conhece a razão de sua existência, depois de ouvir o chamado de Deus por meio de Cristo – “Tudo posso naquele que me fortalece”.

O que melhor me sustenta, percebo, se resume em uma conclusão: se tenho intimidade com Deus, tenho coisas muito mais importantes para me preocupar. Não posso acrescentar nem mesmo uma hora à vida que vivo, em contrapartida sou convidado a viver atitudes que me levem a ter direito à eternidade junto ao meu Criador, vivendo riquezas incomensuráveis e que não se comparam às riquezas do mundo.

Se tenho necessidade de mantimentos de toda sorte, antes de minha consciência em relação a isso, meu Pai sabe que delas necessito, e Ele as supre à medida em que busco Seu reino e Sua justiça. Não há nada mais importante para me preocupar enquanto viver.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

17
mar

Trinta e Oito Anos

Gelson de Almeida Jr.

“Estou entregando a você o território… Comece a conquistá-lo e tome posse da terra”. (Deuteronômio 2:31 – BV)


Quando o Eterno pronunciou essas palavras a Moisés trinta e oito anos haviam se passado desde o triste episódio com os dez espias temerosos. Quanta dor, sofrimento e angústia por não haverem confiado no Eterno e em Suas promessas (Números 14:34)! Agora, novamente, perto da Terra Prometida, chegam à região de Hesbom. Siom, rei local, insiste em não deixá-los passar, ao invés de paz ele quer guerra, mas não seria uma guerra qualquer, seria uma guerra contra o povo que tinha Deus como Rei.

Você pode imaginar o final da história. Deus luta pelo Seu povo e entrega a terra e seus habitantes em suas mãos. A geração que não confiara nas promessas no Eterno havia acabado, uma nova geração nascera e crescera confiando no Eterno e em Suas promessas, a peregrinação de quarenta anos chegava ao fim e com ela a jornada em busca do refrigério e descanso na Terra Prometida. O final do texto chave mostra que aquela terra foi de posse perene para o povo de Israel.

Não sei há quanto você espera pela “Terra Prometida”, pelo cumprimento de uma promessa divina ou por um auxílio que parece não vir. Trinta e oito anos aquele povo esperava o cumprimento da promessa, teriam ainda aproximadamente mais dois anos até que ocorresse o cumprimento total, mas o Eterno não os desamparara um só instante. Cada dia, cada hora, cada minuto, cada segundo o Eterno os protegera e os guiara e, quando necessário, lutara por eles.

Talvez, neste exato instante, quando você está a ponto de perder a fé no Eterno e em Suas promessas, Ele está a lhe dizer: “Estou entregando a você o território, não desanime, a vitória está perto, o dia de sua redenção, o dia de parar de chorar e voltar a sorrir chegou”. Não há tempestade que Ele não acalme, não há dor que Ele não cure, não há sofrimento que Ele não acabe. Confie. Ele nunca falha.

08
mar

Tenho visto

Gelson de Almeida Jr.

O termo acima é muito utilizado na Bíblia, principalmente quando se trata do Eterno falando ao Seu povo, é como se Ele nos dissesse: “Prestem atenção, nada acontece em seu planeta sem que Eu saiba”. Uma grande verdade, que traz segurança e conforto para os Seus filhos. Como é bom saber que o Pai está de olho em tudo o que nos acontece, nada Lhe passa despercebido.

Quero, porém, me deter em uma passagem muito conhecida do Velho Testamento, quando Moisés estava a apascentar o rebanho do seu sogro Jetro e viu a sarça que pegava fogo, mas não se consumia. Após se identificar o Eterno lhe diz: “Tenho visto atentamente a aflição do meu povo…e tenho ouvido o seu clamor” (Êxodo 3:7).

O Eterno não é uma divindade distante, que criou o ser humano e o abandonou à sua própria sorte, pelo contrário, Ele está completamente envolvido conosco e, como tal, atento a tudo o que nos acontece. Alegria ou tristeza, regozijo ou sofrimento, prosperidade ou necessidade, nada fica oculto aos Seus olhos. A continuação do texto mostra que Ele vai além de ver e ouvir o que se passa com Seus filhos, Ele “se levanta” em sua defesa e luta por eles. Após 430 anos de cativeiro, Israel sairia do Egito para a Terra Prometida.

Talvez você esteja cansado de lutar, de chorar e clamar por socorro, parece que ninguém vê o que está acontecendo, ou vê, mas não se preocupa com você. Talvez esteja a ponto de perder a fé no Eterno por pensar que Ele esqueceu de você, seja o que for, não desanime, no devido tempo Ele se levantará e agirá em seu favor. O Deus que saiu em defesa de Seus filhos no Egito é o mesmo que sairá em sua defesa, moverá montanhas, abrirá o “mar”, fará o que for preciso. Confie, espere, sua redenção está muito próxima.

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