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25
nov

Adoração

Gelson de Almeida Jr.

“A devoção não está no joelho que se dobra, mas no coração que não se vê dobrar”. H. Balzac


dar-coracaoMesmo uma reflexão superficial da frase acima mostra que ela apresenta uma profunda verdade e uma realidade cada vez mais palpável de nossa sociedade. Em um país cuja maioria esmagadora da população se declara cristã, 86,8 %, segundo o Censo feito pelo IBGE em 2010, fica difícil imaginar que essas pessoas não sejam adoradores do Altíssimo.

A verdade, porém, é que a maioria esmagadora daqueles que se declaram cristãos é a de que não são assíduos e fieis a nenhum segmento religioso. São indivíduos que possuem pouco ou nenhum envolvimento com o corpo de doutrina de sua igreja e com os trabalhos e serviços por ela realizados.

Falando aos escribas e fariseus Cristo, citando o profeta Isaías, Cristo disse que essas eram as pessoas que se aproximavam dEle com a boca, O honravam com os lábios, mas tinham o coração longe dEle (Mateus 5:18). Que triste situação a desses indivíduos! Enquanto o exterior dizia que eram seguidores do Eterno, o interior mostrava a realidade, a de que não eram verdadeiramente seus seguidores.

Mas, como saber se fazemos parte desse grupo? Existem alguns indícios, muito básicos, que podem servir de auxílio no autoexame. Perguntas simples, mas que podem ajudar a mostrar o tipo de adoração que praticamos.

– Com qual frequência você frequenta os cultos e como é seu comportamento/envolvimento com o que acontece lá?

– Como fica seu coração e qual é sua atitude quando se recolhem os dízimos e ofertas ou quando é feita uma campanha para se angariar fundos para algum projeto?

– Qual é o seu estado de espírito quando é convidado a dispor de seu tempo e recursos para ajudar os mais necessitados?

– Quais palavras melhor descrevem sua atitude religiosa, serviço, altruísmo, abnegação, desprendimento, desinteresse, desapego, egoísmo, egocentrismo ou misantropia?

Muito mais ainda poderia ser dito, mas isto já serve para iniciar uma reflexão sobre o tipo de adoração que praticamos. O Pai não pede muito, pede apenas o nosso coração (Provérbios 23:26). Não se preocupe em ter uma “religião de joelhos dobrados”, trabalhe para praticar uma religião de coração rendido ao Eterno.