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As mãos do homem e o trabalho de Deus

 

Sexta-feira, 27 de novembro de 2009, foi um dia de intenso trabalho. Um verdadeiro exército passou horas e mais horas trabalhando a todo vapor para limpar, arrumar e deixar tudo impecável para o primeiro culto aberto da Nova Semente, no dia seguinte.

 

Quem esteve nos dias anteriores no local, na rua Cubatão, 77, não podia sequer acreditar no tamanho da transformação que Deus estava proporcionando por meio do trabalho voluntário de mais de 50 pessoas. “O que estamos vendo hoje aqui é algo maravilhoso, por mais suado que seja. Vendo essa união, o trabalho de todo mundo, tenho a certeza de que Deus tem um plano realmente muito especial para esse lugar”, disse o jovem Eduardo Santos da Silveira, um dos incansáveis voluntários.

 

Muita gente varreu, limpou, instalou equipamentos, ensaiou, cantou, carregou cadeiras... A movimentação foi tão grande e intensa que chamou a atenção de quem passava pelo local. Muitos curiosos davam uma espiada do lado de fora, tentando entender o que estava acontecendo no local que havia sido, pouco tempo antes, um bingo.

 

Jorge Menezes Rodrigues e Manuel João Santos, dois dos seguranças que estavam cuidando da entrada da Nova Semente, responderam orgulhosos aos curiosos que ali estava nascendo uma igreja. ”Na maioria das vezes, as pessoas ficaram surpresas e felizes com a resposta”, contou Jorge. “Mesmo sendo de outra religião, eu acredito em Deus e estou muito feliz em fazer parte deste momento. Em um lugar em que muitas pessoas já deixaram suas posses, sua vida, agora terão onde encontrar Deus”, ressaltou Manuel.

 

No momento do pôr-do-sol, uma pequena pausa e uma oração marcaram a entrada do santo dia do sábado. Mas pouco tempo depois, lá estavam todos, incansáveis e com largos sorrisos nos rostos, trabalhando o mais rápido possível para preparar o local.

 

“Nunca vi um povo tão envolvido, unido em um único propósito: louvar a Deus e levar sua palavra para outras pessoas. Veja essas pessoas, conversando entre si, sorrindo; por isso que essa igreja é tão bonita”, afirmou Silas Conceição.

 

Algumas pessoas sequer dormiram de um dia para o outro e passaram toda a madrugada trabalhando para que tudo estivesse perfeito no momento do culto. Mas todos tinham a convicção de que o trabalho realizado era algo secundário frente à vontade e o desejo de Deus, que guiou as mãos de todos para esse momento.

 

“Eu enxergava o potencial desse lugar e via onde era possível chegar, mas há uma diferença muito grande em imaginar e ver tudo se concretizando. Essa já é a igreja mais bonita que eu conheço e certamente Deus ficará feliz em podermos louvá-lo aqui”, encerrou Silas.

 

Por Josmar Batista

 

Marcadores: Folha Dezembro/2009