Copo Cheio

Copo Cheio

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Certo garoto, um dos sete filhos de uma família muito pobre, sofreu um acidente e foi hospitalizado. No hospital uma enfermeira lhe trouxe um copo com leite. Em sua casa o copo com leite nunca estava cheio e, quando estava, deveria ser dividido com mais irmãos. Lembrando-se disto pegou o copo e perguntou até onde deveria beber. Difícil dizer quem se espantou mais, a jovem com a pergunta ou ele com a resposta de que poderia beber tudo.

Por mais estranha que pareça a situação, é de modo parecido que muitos agem quando se trata das bênçãos e dádivas do Eterno para Seus filhos. Pode-se dizer que, basicamente, duas posturas antagônicas são as responsáveis por tal procedimento: sentimento de humildade que faz com que a pessoa não se sinta merecedora de receber nada e, por conseguinte, não se apropria das bênçãos do Pai e a presunção, atitude típica daqueles que acham não precisar do auxílio divino em sua vida, são bons o suficiente para conseguir o que quer que precisem.

Não importa se por “humildade” ou por “presunção”, em ambas situações o Eterno é impedido de atuar na vida do indivíduo. Exemplo do primeiro caso é o de Adão e Eva após o pecado, não queriam se encontrar com o Pai e se esconderam; no segundo caso temos o jovem rico, que deu as costas ao Salvador, pois tinha tudo o que precisava, a salvação ficaria para outra oportunidade.

As duas atitudes mostram desconhecimento do verdadeiro caráter do Eterno e de tudo o que faz por Seus filhos. Se mantidas, levarão a um afastamento gradual e fatal do Pai. É necessário reconhecer que sem Ele não somos nada e nem conseguimos fazer nada (João 15:7). Não tenha medo de se aproximar do Eterno e aproveitar o máximo que Ele tem a oferecer a cada filho Seu. Afinal, Ele nos oferece de modo gratuito (Apocalipse22:17). Aproprie-se das bênçãos do Pai, elas são suas.