
Informativo Mensal da IASD Nova Semente

Informativo Mensal da IASD Nova Semente
Os “azulzinhos” têm a responsabilidade de evangelizar crianças; filhos de adventistas ou não.
Em uma conversa franca, Yara Vieira fala sobre o trabalho realizado no Ministério Infantil da Nova Semente, sobre o funcionamento e peculiaridades da Sementinha.

FOLHA – Por que trabalhar na Sementinha?
Yara - Eu sempre gostei de trabalhar com crianças. Antes de estar na Sementinha, eu já gostava, já fazia isso na igreja de onde vim.
FOLHA – E porque trabalhar da forma como trabalha a Sementinha?
Yara – Queríamos que as crianças tivessem vibração, ânimo para vir à igreja. Estar aqui não pode ser algo enfadonho, chato.
FOLHA – Mas trabalhar com crianças não é só entretê-las, contar algumas histórias...
Yara - Não contamos apenas as histórias da Bíblia; a Bíblia se mostra real à criança. Na Sementinha procuramos fazer Deus, um amigo real; um amigo com quem você pode contar. Contextualizamos as histórias bíblicas, para que as crianças vejam sempre algo que dialogue com sua realidade.
FOLHA – Mas como contextualizar a Bíblia para a realidade do século XXI, ainda mais para uma criança compreender?
Yara - Fazemos de uma forma divertida, atual, moderna, porque eles vão à escola e tudo é muito rápido, muito dinâmico. Se você fica num ambiente com a criança e só fala “quietinho, quietinho”, sem coisas visuais, sem coisas para serem tocadas, para aprender e se divertir, ela não se interessa. O objetivo é que elas aprendam sobre Deus de forma lúdica.
FOLHA – Como é o funcionamento da Sementinha?
Yara - Recebemos as crianças a partir das 16h40, para que os pais possam se acomodar no auditório tranqüilamente. Elas são entretidas por brincadeiras, para se ambientarem.
Às 17h20, começamos o louvor e todos vão para o “grupo grande” – é quando todas as crianças ficam na mesma sala - o louvor é extremamente animado, com coreografias, aeróbica. São 15 minutos de louvor, e então começamos o drama. Todas as dramatizações são baseadas em histórias bíblicas. Passamos a história bíblica para um contexto atual. Não adianta a criança saber que a história de Ester é linda, se ela não souber como aplicar na vida dela hoje em dia. Do contrário, a Bíblia fica distante da vida da criança.Somos nós quem escrevemos as peças.
Ao término do drama, as crianças voltam às suas classes e passam a ter o momento que chamamos de “pequeno grupo”. Nele, fazemos perguntas já planejadas, preparadas para cada faixa etária, para que as crianças conversem com os professores sobre o que aprenderam durante o drama.
Depois, há uma atividade relacionada ao tema. Algo para pintar, recortar, dobrar, etc.
FOLHA – Quais são as divisões de pequeno grupo?
Yara - Então, dividimos as crianças por classes. As divisões são 0 a 2, 3 a 4, 5 a 6, 7 a 8 e 9 a 12. Essa divisão ocorre tanto no período da manhã, quanto no da tarde.
FOLHA – O trabalho realizado na Nova Semente tem seu foco em não-adventistas. O foco de trabalho da Sementinha está nas crianças que são filhos de adventistas, membros da comunidade ou não-adventistas?
Yara - O foco é a evangelização, e claro, trazer e receber crianças de fora que não têm contato com a Bíblia. Mas, para nós, toda criança tem que ser evangelizada – não importa se ela é adventista ou não - é um ministério de evangelização infantil. Na verdade, essas crianças ainda não optaram pelo que elas querem ser. Os pais acreditarem na Bíblia, não garante que os filhos acreditem, no futuro.
Aqui tanto faz se a criança é adventista ou não, pois o programa é interessante para ambas. É claro que cuidamos de cada uma delas com suas especificidades e necessidades, mas a evangelização tem que acontecer com todas.
FOLHA – Qualquer um pode trabalhar na Sementinha?
Yara - Tem gente que pensa “Ah, é só ir lá e cuidar das crianças”. Tem muita gente que se dedica durante toda a semana para preparar o material. É necessário que o professor tire cópia do material e se prepare durante a semana. Precisa ter muito ânimo, pois tudo aqui é muito animado. Criança por si só já tem muita energia, uma vitalidade ímpar e se você não tiver, não agüenta. Aqu
i não tem lugar para mau humor, muito menos tristeza, irritação. Não dá para ser impaciente.
FOLHA – Qual é o pilar de sustentação da Sementinha?
Yara - Todo mundo é extremamente disponível aqui. Eu digo que a Sementinha sem os “azulzinhos” não é nada. A Sementinha é o que é por causa deles. E é triste porque muita gente da nossa comunidade não conhece o trabalho que fazemos aqui, pensam que somos monitores. E se tem uma coisa que deixa a gente brava é chamar-nos de monitores!
FOLHA – Como o Ministério Infantil é encarado pela comunidade?
Yara - Graças ao pastor Kleber, aqui a criança é prioridade, é valorizada. Não é o resto que vem para cá. Em muitas igrejas as coisas não funcionam assim. “Ah, tem um piano velho, o que faz? Põe no departamento infantil.” Aqui é diferente, temos liberdade para trabalhar. Lógico que tudo o que é feito é passado para ele antes. E isso é fundamental, porque assim você consegue trabalhar, você consegue criar coisas novas e diferentes.
Por Paulo Rhedy