Blog

21
fev

Algumas coisas que Malaquias me diz

Marco Aurélio Brasil

Gosto de Malaquias porque ele é ao mesmo tempo um ótimo exemplo de livro dos profetas, com seus apelos ao arrependimento e lembranças do juízo, e um maravilhoso tratado teológico em miniatura, com diversos conceitos profundíssimos expostos em linguagem clara e direta.

Ele começa com uma declaração de amor. Deus usa o profeta para lembrar a Israel que entre todas as nações, ele foi o escolhido, sem qualquer mérito de sua parte. Depois desse lembrete importante, ele começa a fazer uma das grandes perguntas do livro e de todos os livros dos profetas em geral, uma pergunta que eu também ouço cada dia que recordo a enormidade do amor de que sou objeto: como você responde a uma grande declaração de amor? Ou: um amor assim tão ilimitado, tão rasgado, tão escancarado, tão puro e tão sacrificado te deixa indiferente?

Você tem um animal perfeito e sem mácula, mas na hora de sacrificar sacrifica o outro? Você despreza a mulher com quem se casou, tendo casos com outras? Você esquece de devolver o dízimo e jamais se lembra de trazer ofertas a Deus? Você tem uma posição de influência sobre alguém e exerce essa influência para afastá-lo de Deus? Será que esqueceu que um dia tudo isso há de vir a julgamento?

Malaquias nos faz saber os subterfúgios que Israel encontrava para fazer tudo isso sem corar, sem ficar envergonhado. É que eles costumavam dizer coisas como: não existem provas cabais do amor de Deus por nós; Deus foi embora, Ele não liga se o ímpio prospera e o justo sofre; servir a Deus é inútil, etc.. Enfim, o tipo de coisa que Satanás adora repetir e pela repetição convence um mundo.

O profeta diz qual é a solução para esta deplorável situação. No capítulo 3:3, diz que um dia Israel vai “trazer ofertas em justiça”, no dia em que ele for refinado como ouro pelo grande Refinador. No dia em que se submeter Àquele que tanto o ama. Ele fará a obra, Ele efetivará a mudança. “E eles serão meus, diz o Senhor dos exércitos; minha possessão particular naquele dia que preparei; poupá-los-ei, como um homem poupa a seu filho, que o serve. Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que o não serve” (versos 17 e 18).

Entre tantas outras coisas, Malaquias diz que o Senhor que jamais muda (3:6) há de eliminar o cinza deste mundo. Haverá apenas o branco e o preto, todo o Universo saberá quem O serve e quem, embora talvez da boca para fora o confesse, não O serve. Haverá um tempo, e eu acredito que não está longe, em que todo aquele que não ignorou a declaração de amor escrita sobre a cruz, a preço de sangue inocente, submetendo-se assim ao Refinador, e Ele o fará justo, e o mundo saberá.

Estar em um ou outro lado depende de nossa capacidade de responder ao Seu amor hoje. Ou vamos continuar repetindo os subterfúgios de Satanás e vivendo como se Deus não estive agora mesmo aqui, do nosso lado, olhando nos nossos olhos, louco de vontade de nos abraçar?

20
fev

Estreia, 25/02

Comunicação

Vamos refletir sobre os 7 pecados capitais, seus perigos e desdobramentos em nossa vida diária e como livrar-nos de cada um deles através de conselhos das Escrituras. Embarque nesta jornada em busca de transformação.

20
fev

# Aprendizados

O livro de Atos narra Felipe sendo orientado por um anjo a se aproximar de uma carruagem, onde se encontrava um importante oficial etíope voltando de Jerusalém, após de ter ido ao templo para adorar a Deus. Ao se aproximar, o ouviu lendo o livro de Isaías e lhe perguntou se entendia a mensagem. “Como posso entender se não há quem ensine”, respondeu. Convidado a subir na carruagem, Felipe anunciou-lhe as boas novas do reino.

Antes de seguir, quero comentar um desenho que assisti nestes dias. Um pai, logo pela manhã, arrumava a mochila de seu filho para juntos irem aos seus compromissos. Ele para o trabalho, o filho para a escola. O dia dos adultos era estafante. Da criança, ainda aprendendo a escrever, uma alegria. Colocado o papel de caligrafia à sua frente, o menino desenhava. Ao agir sempre da mesma forma, era repreendido pelo professor que exigia a lição refeita. Voltava a desenhar.

Leve, como qualquer pessoa que não sucumbiu às exigências estagnantes, ao reencontrar seu pai no fim do dia, mostrava-lhe o desenho. O pai olhava aquilo e se preocupava, acreditando que o filho não alcançaria meta alguma na vida, afinal o dia a dia das pessoas era pesado e formal.

Passados os dias, as reações do professor e do pai eram as mesmas. Diante de tanta incompreensão, o menino começou a ceder e a apresentar a caligrafia conforme o método. Sua vida foi ficando sem alegria, até o momento em que o pai reparou que o menino não era mais o mesmo. Ao remexer as folhas de caligrafia, percebeu que seu filho desenhava não qualquer desenho, mas dava às letras o formato de algo que encontrasse ao seu redor. Para a letra “D”, por exemplo, desenhava uma joaninha em pé.

Voltando à estrada de Jerusalém, o oficial etíope tinha à disposição doutores da lei ensinando no Pátio do Templo, contudo, homens que não compreenderam que o reino anunciado por Jesus era o esclarecimento do que há muito a lei refletia apenas parcialmente. Por isso, não leram Isaías como a profecia cumprida dias antes, no momento da crucificação.

Cumpre lembrar também, que Felipe, pouco antes da crucificação, ele próprio agiu como o pai e o professor daquele menino, pedindo a Jesus que lhe mostrasse o Eterno, assim como eles pediam à criança, a caligrafia correta, não enxergando o que estava diante de seus olhos.

Por certo que o menino deve aprender a escrever as letras como convém, mas são lições como estas que nos apontam sobre a perda ao se ensinar a essência sem ser capaz de reconhecer a resposta quando diante dela. Assim como Felipe só foi capaz de enxergar o Pai, e consequentemente o reino, depois de perceber a resposta transformadora de Jesus, assim o oficial etíope, tal qual o pai do menino, após compreenderem a clareza que estava efetivamente diante deles.

Queira Deus, aquele professor e os doutores da lei no Templo, possam também ter reconhecido a resposta correta.

Sadi – O Peregrino da Palavra

17
fev

Voe cada vez mais alto

Gelson de Almeida Jr.

Conta-se que após a Segunda Guerra Mundial um jovem piloto decidiu empreender uma viagem ao redor do planeta em seu frágil monomotor. Com pouco tempo de voo ouviu um barulho atrás do seu assento. Viu que era um rato, na hora imaginou o mal que ele poderia causar na lona de seu frágil avião. Pensou em voltar, mas perderia muito tempo e poderia comprometer a viagem.

Lembrou-se então de que os ratos não sobrevivem a grandes alturas. Decidiu então subir cada vez mais. À medida em que subia percebeu que os ruídos diminuíam, logo pararam por completo, o rato não sobrevivera. No alto das nuvens o pequeno roedor morrera e o perigo cessara.

Na vida espiritual muitas vezes ocorre o mesmo, um setor da aeronave de nossa vida fica desguarnecido e os “ratos” entram. Se voarmos baixo o mal estará bem próximo e o fim será iminente, mas, se alçarmos voos cada vez mais altos poderemos ter certeza de que o mal não sobreviverá. Não sobreviverá porque, quanto mais “subirmos” mais perto do Eterno estaremos e, quanto mais perto do Eterno estivermos, menores serão as chances de derrota ou fatalidade.

Por mais que cuidemos sempre teremos “ratos” em nossa “aeronave”, a única segurança está em voar cada vez mais alto e se aproximar mais e mais do Eterno e de Sua influência em nossa vida. Somente perto dEle é que o mal será derrotado.

16
fev

Uma palavra aos santos egoístas

Marco Aurélio Brasil

É muito comum cristãos associarem a ideia de santificação a estilo de vida.

“No cerne de todas as teorias equivocadas sobre o viver santificado”, escreve George Knight (Eu costumava ser perfeito, Unaspress, p. 49), “está a banalização da santidade, em que a vida justa é pulverizada em inúmeros blocos manejáveis de comportamento… Ela … faz com que alguns itens, como a reforma de saúde e o vestuário, sejam o foco da discussão sobre a vida cristã. Esse tipo de ‘santificação’ tem um excelente pedigree histórico. Ele estava no centro do judaísmo farisaico”.

E se um santo for algo mais parecido com isso do que com um engravatado?

O erro crucial dessa teologia enviesada, que joga a santificação para o futuro e restringe a justificação ao passado, é que ela é uma visão essencialmente egoísta da salvação. Se a santificação é simplesmente uma forma de tornar você uma pessoa melhor, ela é um fenômeno bastante individualista, concorda?

Jesus não permite que pensemos assim.

Como observou John Stott, na narrativa da conversão de Saulo, o até então perseguidor da igreja passa a ser chamado de “discípulo” (Atos 9:26), denotando que ele tinha uma nova relação com Deus, de “irmão” (Atos9:17), mostrando que o encontro com Jesus o conduzira a uma nova relação com a igreja, e “testemunha” (22:15), denotando que sua relação com o mundo também havia sido transformada.

Em Atos 9:15 Deus fala a Ananias que Saulo era “um vaso escolhido”, ou seja, ele havia sido separado para uma obra especial, exatamente o que significa a palavra santo.

O que estou tentando dizer (não sei se estou conseguindo) é que a santificação não é uma coisa que acontece dentro de você e morre aí. Não é um poder para parar de comer entre as refeições, uma dotação espiritual para você não gostar mais de forró, uma unção para você parar de ver pornografia na internet.

Ao contrário: santificação é algo que acontece em você em relação aos outros. A santificação, que começa no momento de sua conversão e, se você permite, se estende por cada dia de sua vida, é um processo operado pelo Espírito que faz com que você olhe para o outro de um jeito radicalmente diferente e cada vez mais diferente. Faz com que você se relacione com o outro de um jeito radicalmente diferente. Faz com que você foque nos interesses e necessidades do outro de um jeito radicalmente diferente.

Segundo I Pedro 1:2, nós somos santificados para a obediência a Jesus. Logo, obediência e santificação não são a mesma coisa, a santificação ajuda no processo de obediência a Jesus, o mesmo que nos mandou amar, perdoar 490 vezes, oferecer a outra face, ir e fazer discípulos. Ah, sim, é dessa obediência que estamos falando primeiro.

A outra, aquelas regrinhas todas, elas no máximo ajudam a completar a tarefa principal.

Cresçamos todos na graça e no conhecimento de Cristo Jesus. Amém!

 

15
fev

Cristianismo Alegre

Gelson de Almeida Jr.

“Servi ao Senhor com alegria… (Salmo 100:2a ACR)


Certo feita perguntaram ao compositor austríaco Franz J. Haydn a razão de suas composições sacras serem tão alegres. Sem pestanejar ele respondeu:

Não posso fazê-las de outro modo. Quando penso em Deus e em Sua graça manifestada em Jesus Cristo, meu coração fica tão cheio de alegria que as notas parecem saltar e dançar da pena com o que escrevo. Já que Deus me tem dado um coração alegre, deve-me ser permitido servi-Lo com alegria.

Contrastando a isso existe a célebre história do pai e filho que, após o culto dominical, onde o pastor falara da postura do cristão, voltavam para casa na charrete da família. No meio da viagem ocorre o seguinte diálogo:

– Papai, o Jack deve ser um bom cristão, você não acha?

– Por que diz isso filho? Pergunta o assombrado pai.

– Por que ele nunca sorri.

Jack era o animal que puxava a charrete.

É triste ver que, como o garoto, m
uitos acham que Cristianismo é sinônimo de ser carrancudo, pior ainda, acham que ser iracundos, não achar graça em nada e criticar tudo também é sinônimo de Cristianismo. Deus é amor (I João 4:8) e Cristo veio mostrar-nos o caráter do Pai, como seus imitadores devemos agir como ele agiu, de forma amorosa, compassiva, amigável, polida, atenciosa e respeitando as diferenças.

Servir ao Senhor com alegria é muito mais que andar sorrindo por aí, é fazer com que nossas atitudes coloquem um sorriso no rosto de cada um que entrar em contato conosco.

14
fev

Algumas coisas que Daniel me diz

Marco Aurélio Brasil

O livro de Daniel é um daqueles livros especiais, cujas páginas na minha Bíblia estão um pouco mais gastas que a maior parte das demais. É um livro diferente, instigante, intrigante.

Tem uma primeira parte histórica, onde se narra uma série de acontecimentos interessantíssimos envolvendo quatro hebreus que são levados ainda adolescentes como prisioneiros de guerra, exilados em Babilônia. Eles trabalham como funcionários públicos na capital do mundo, inclusive depois da derrocada de Babilônia e da ascensão da Pérsia. É nessa primeira parte que somos apresentados a histórias como a fornalha ardente, a cova dos leões, o teste de sabedoria e saúde e o sonho profético do rei Nabucodonosor, ao qual Daniel desvenda, tributando o feito a Deus.

Em seguida existe o relato de uma série de visões proféticas que Daniel teve. Muitos param a leitura aí, espantados pelos símbolos e linguagens esquisitos, que reúne animais estranhos, predições cifradas e mensagens que o próprio Daniel confessa não compreender.

É nessa segunda parte, contudo, que esconde-se uma mensagem maravilhosa, capaz de me mostrar um Deus soberano e tranquilo no comando das coisas deste mundo. O capítulo 7 de Daniel mostra, a quem se dignar a lê-lo com serenidade e oração, que Deus previa a sucessão de reinos hegemônicos que dominariam a Mesopotâmia e todo o mundo conhecido de então até um tempo muito além daquele no qual Daniel viveu. Somos apresentados à Grécia e a Roma, por exemplo, e à situação de confusão político-militar que se seguiu à queda de Roma.

O pacote profético que os seis últimos capítulos de Daniel nos provê passa pelo nosso tempo e termina seu voo panorâmico sobre a História com o momento em que Jesus se levanta após efetuado o julgamento e coloca um fim na história do pecado e de toda sorte de sofrimento.

Daniel me apresentou a um Deus que respeita as nossas decisões, mas encaminha as trajetórias das nações para que Sua vontade soberana se cumpra e as indagações que Satanás lançou no ar sejam respondidas afinal.

Mas provavelmente a melhor lição que tirei do estudo desse livro foi a de que Deus Se comunica com quem O busca diligentemente. No capítulo 8, vemos Daniel confuso com uma visão que teve; sua reação é estudar as Escrituras com afinco e muita oração. Foi só treze anos depois que ele obteve uma nova revelação sobre o que queria dizer tudo o que tinha visto, e isso aconteceu enquanto ele orava (capítulo 9:21). Com a resposta que buscava, veio uma confirmação que eu tenho ouvido sussurrada dia após dia, sempre que noto o dedo de Deus na guia dos meus caminhos: “Eu vim para te declarar, porque és mui amado” (verso 23), foi o que disse o anjo naquele dia.

Daniel me diz que Deus Se alegra dos que O servem em situações difíceis e fala aos que O buscam com fome e sede de conhecimento e verdade. Na verdade, Ele fala com todos a quem ama. Se eles se colocam em contato com Ele, ouvem.

10
fev

O Pouco com Deus…

Gelson de Almeida Jr.

“O pouco com Deus é muito e o muito sem Deus é nada”.

A história intitulada “Uma moeda de pouco valor”, fala de um garoto que, após ouvir poderosa mensagem sobre a pregação do evangelho em terras distantes, foi até a casa do pastor e entregou à esposa deste uma moeda de pouco valor. A mulher preparava um embrulho com roupas, remédios e alimentos para enviar ao campo missionário. Não tendo muito o que fazer com a moeda, comprou uma pequena literatura evangélica e colocou dentro do pacote.

O pequeno folheto caiu nas mãos de um poderoso chefe tribal da Birmânia que o leu e decidiu aceitar Cristo como Seu Salvador Pessoal. Tempos depois seus amigos notaram a profunda transformação que ocorrera nele, o testemunho apresentado por aquele homem fez com que muitos decidissem mudar o rumo de sua vida. Organizaram uma igreja e, posteriormente, solicitaram o envio de um missionário. O resultado do trabalho foi que, por meios diretos ou indiretos, a mensagem do evangelho atingiu quinze mil pessoas.

Nem em seus sonhos mais irreais aquele garoto imaginaria algo assim, mas é isto que acontece quando colocamos o nosso melhor a serviço do Rei. Quando convidou Moisés para guiar o povo do Egito para a Terra Prometida o Eterno perguntou-lhe o que tinha em suas mãos, ele mostrou uma vara. Para qualquer um de nós aquilo seria completamente insignificante, mas, dedicada a Deus, foi instrumento de milagres como abrir caminho em meio ao Mar Vermelho e tirar água da rocha.

O Eterno convida cada filho Seu para trabalhar em benefício do seu próximo, você não precisa de muita coisa para participar de trabalho tão nobre. O que você tem em sua mão? Dedique a Deus, com inteireza de coração e propósito e prepare-se, milagres já estão a caminho.

09
fev

Sempre fui santo

Marco Aurélio Brasil

O título do texto de hoje é uma brincadeira com a expressão “nunca fui santo” e deve ser entendido assim: “sempre fui santo; pelo menos desde o instante em que Deus me declarou assim”.

Na última semana prometi voltar a esse assunto, mas confesso para você que estou ainda processando uma mudança de entendimento profundo sobre o que significa a palavra “santificação”. O entendimento tradicional, que ouvi de púlpitos minha vida inteira e tantas vezes ensinei também, prega que a justificação é um processo instantâneo, operado na nossa conversão, ao passo que santificação é a obra de uma vida inteira. Devemos seguir a santificação, devemos buscar ser santos como Santo é nosso Deus.
Curiosamente, as evidências típicas dessa santificação que se prolonga pela vida toda são todas comportamentais. A pessoa aos poucos vai deixando “as coisas do mundo”, vai deixando de mentir, roubar e adulterar, vai se abstendo de certas comidas e abdicando a qualquer produto cultural parido por um não converso.
E, no entanto, a Bíblia afirma que no momento da conversão nos tornamos novas criaturas. O texto de II Coríntios 5:17 está no presente. Quem está em Cristo, é nova criatura. Não diz que “será um dia”… Atos 26:18, I Coríntios 1:2, Hebreus 10:10, são todos textos que se referem à santificação no passado, como já havendo acontecido. E isso vale até para a igreja de Corinto, que estava cheio de problemas, inclusive de ordem sexual. Por outro lado, há textos que apontam para a obra da justificação como se prolongando no tempo.
Talvez eu precise corrigir o que entendo sobre esse assunto.
Bem, a primeira coisa que vemos Deus santificar é o sábado. O sábado é um dia igualzinho todos os outros, com a única exceção de que Deus o declarou santo. Deus o declarou diferente e então ele passou a ser diferente. Nós não podemos roubar a santidade do sábado, só podemos deixar de lembrar dela, tanto que o mandamento é “lembra-te do dia de sábado”. Portanto, o sábado é santo porque Deus o faz assim.
E Deus disse que eu sou santo. Disse que eu pertenço a uma geração eleita, um sacerdócio real, uma nação santa (I Pedro 2:9). Eu não sou diferente dos outros e a maior evidência de que estou me lembrando disso todos os dias é se reproduzo, pelo poder do Espírito que age em mim, a mente de Cristo. “Nisso conhecerão todos que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (João 13:35), e não “se vocês se comportarem como as pessoas que parecem ser santas”.
Seguir a santidade depende de eu lembrar de e confiar naquilo que Deus falou a meu respeito. Eu abdico do homem que sei que sou e confio no homem em quem Ele me transforma conforme Sua boa vontade, na velocidade que Ele achar melhor. E a melhor evidência disso não tem nada a ver com minha dieta ou que instrumentos compõem a música que escuto. A melhor evidência exterior disso está em eu não tripudiar da morte de uma pessoa de quem não gosto, ao contrário, me solidarizar com sua família. A melhor evidência está em enxergar nas pessoas radicalmente diferentes de mim candidatos ao Reino, e buscar amá-las. A melhor evidência está em ser Cristo para o mundo ao meu redor.
Foi para isso que Ele me santificou e toda glória é dEle.

1 2 219