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20
abr

A Missão do Filho

Gelson de Almeida Jr.

Em uma campanha evangelística em Chicago, D. L. Moody (1837-1899) pregou um sermão intitulado: “O Filho veio buscar e salvar o que se havia perdido”. Perto do apelo final um policial foi até o púlpito e levando uma criança que se perdera na multidão pedindo que Moody fizesse o anúncio. Tomando a criança disse: “Este menino tem um pai que, sem dúvida, neste momento o procura com aflição, ele está mais ansioso em buscar o filho que este por seu pai. De igual maneira nosso Pai celestial está hoje nos buscando com solicitude inexprimível. Durante anos Ele os tem seguido e ainda os segue”.

Nesse instante um homem, com o rosto pálido, pede passagem entre a multidão até chegar onde estava Moody, quando o garoto o vê corre e se lança em seus braços. Moody terminou dizendo: “Assim Deus espera que cada um se lance em Seus braços abertos, pois enviou o Seu Filho para buscar e salvar o que se havia perdido”.

O título do sermão de Moody foi retirado do evangelho de Lucas 19:10, quando o Mestre estava na casa de Zaqueu. Naquele dia um próspero, mas corrupto homem, agora arrependido, decide endireitar a sua vida, mais que mudar dali para a frente, ele decide colocar em ordem tudo o que podia e que ficara para trás. Ao ver tamanha entrega Cristo diz que viera buscar e salvar o perdido.

Talvez você seja uma pessoa muito respeitada entre os seus, quem sabe tem função de destaque em sua igreja, pode ser que seja muito admirado pelos vizinhos ou colegas de trabalho, mas pergunto: Qual é sua real condição diante do Eterno? É até fácil aparentar uma vida sólida no aspecto ético, moral e religioso, mas é impossível escondermos nossas faltas ao “olho que tudo vê”. Se ainda falta entregar alguma coisa ao Pai, esse é o momento; se falta colocar algum aspecto da vida em ordem, faça-o agora. O Filho já cumpriu sua parte, agora falta você cumprir a sua, Ele deseja salvá-lo, não O deixe esperar.

19
abr

Eu, ateu

Marco Aurélio Brasil

Se o ateísmo é a negação de Deus, faz sentido dizer que nenhuma instituição humana promove mais o ateísmo do que a religião.

A religião que convence as pessoas de um deus não bíblico, um deus, por exemplo, com uma régua de perfeição e irado contra os que não atingiram a estatura exigida, está negando a Deus.

A religião que convence as pessoas da existência de um deus hedonista, que se alimenta do louvor de seus adoradores e não se importa com a teologia ou com a vida desses adoradores, está negando Deus. Mas a religião que prega um deus que exige uma teologia perfeita e se alegra nos dogmas faz o mesmo. Ou que prega um deus que gosta só dos que escolheram o conjunto certo de dogmas, que quer que esses iluminados vivam isolados, sem se contaminar com o mundo. Também.

A religião nega a Deus quando odeia o diferente, quando estabelece hierarquias calçadas no grau de santidade, quando vive para antagonizar e guerrear contra a carne e o sangue, em lugar de guerrear os principados e potestades.

A religião que prega um deus fraco, um deus impotente para transformar, para operar o querer e o efetuar, que prega um deus conformista, que prega a subsunção da religião aos novos valores da sociedade, a religião que se socorre mais da inteligência humana e menos da Palavra… está negando a Deus.

Ninguém promove mais a negação de Deus do que aqueles que falam em Seu nome. Que falam coisas que Ele jamais falou, que Ele jamais falaria, ou que enfatizam pontos distantes do coração do coração do evangelho.

Ateus, quero dizer que em certo ponto estou com vocês. Nesses deuses aí eu também não creio.

Deus que realmente existe, me socorra! Desvenda meus olhos para que eu O veja como de fato é, e viva de forma coerente com o Deus que eu conheço e adoro.

18
abr

E disse Deus…

Gelson de Almeida Jr.

Hoje, enquanto escrevo, ainda é dia 16 de abril, “Dia Mundial da Voz”. Comemorada pela primeira vez em 1999 no Brasil, a partir de 2003 a data foi comemorada na Ásia, Europa e Estados Unidos. Esta é uma semana especial para a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, que tem como slogan: “Seja amigo da sua voz”.

Embora nunca tenha ficado totalmente sem voz, em diversas ocasiões a perdi quase por completo, o que muito me angustiou, pois queria que as pessoas me ouvissem. Quão terrível deve ser não poder se comunicar através da fala. Sobre Cristo, disseram certa vez: “Tudo o que ele faz é maravilhoso; ele até o surdo faz ouvir e o mudo falar! ” (Marcos 7:37). Na verdade, não conseguimos sequer imaginar a quantidade e o tipo de milagres que Ele fez usando Sua voz.

O título de hoje foi tirado de Gênesis 1, onde encontramos um Deus Criador em intensa atividade, mas que, em 99% da Criação, fez uso apenas de Sua voz. O texto bíblico apresenta inúmeras demonstrações de poder onde o Eterno usou Sua voz. No evangelho de João, capítulo 1, Cristo é identificado como o “Verbo” a (“Palavra”). João Batista, que tinha como missão preparar o povo para a vinda do Messias, foi chamado de “voz do que clama no deserto”.

Como você tem utilizado esse precioso dom que o Pai lhe concedeu? Estamos no fim da história da humanidade e em breve Cristo virá, em glória e majestade, buscar os Seus, é nosso dever fazer com que o “evangelho do reino seja pregado em todo o mundo em testemunho a todas as gentes” (Mateus 24:14).

Deveríamos usar nossa voz, o máximo possível, em louvor, adoração e pregação de Sua palavra, nunca para diminuir, caluniar, maltratar, etc. a quem quer que seja. O Eterno lhe concedeu a voz e espera que você não se cale, mas que a use do melhor modo possível. É uma responsabilidade da qual não podemos fugir. Deus usou Sua voz para criar, para o que você tem usado a sua?

17
abr

Sob os holofotes

Marco Aurélio Brasil

As bancas estão entupidas de publicações cujo único escopo é se ocupar da vida das “celebridades”. Se minhas leituras na sala de espera do dentista me ensinaram algo sobre essas revistas, é que costuma haver dois tipos básicos de matérias nelas: ensaios de fotos tiradas clandestinamente e capturando os tais famosos em situações prosaicas ou constrangedoras e matérias do tipo “fulano abre sua casa e diz que está vivendo a melhor fase de sua vida”, onde costumam desfilar bordões de auto-ajuda, lugares-comuns e o fotografado faz questão de parecer feliz, apaziguado e vitorioso. Muitas vezes o noticiário desmente tudo isso meses depois. Mas não importa. O que importa é parecer um vitorioso. E o padrão de “vitorioso” que o nosso tempo consagra é radicalmente oposto ao estampado no sermão do monte, com sua predileção pelos que choram, pelos que tem fome e sede de justiça, pelos apaziguadores, pelos mansos e pelos humildes. Não existem revistas para tratar das vidas desses.

Durante muito tempo a arte só se ocupou das celebridades, dos ricos e famosos. Não havia pinturas de gente humilde, apenas retratos de nobres e a literatura não tomava conhecimento das classes inferiores. Os sentimentos mais puros, as maiores virtudes, eram exclusividade dos vips. Nos raros momentos em que os protagonistas não eram da elite, como no arcadismo, as classes mais humildes eram retratadas de forma idealizada, maquiada. Portanto hoje é como sempre foi, o homem prefere se ocupar do que parece ser bom em detrimento do que é bom.

A Bíblia apresenta dois tipos de enfoque bastante didáticos. No Velho Testamento, quem predomina são os VIPs. Boa parte dos personagens ali é constituída de reis, generais, altos dignitários ou pessoas riquíssimas. A tônica do Velho Testamento, contudo, é de derrota. Dá para contar nos dedos os reis que acabam a história como legítimos vencedores, e isso porque o tipo de vitória que ele enfoca é segundo as lentes de Deus. No Novo Testamento, entretanto, a cena é dominada por pescadores incultos. O único nobre em posição destacada ali é Paulo, que, contudo, abriu mão das prerrogativas de seu alto nascimento e só então passa a ser protagonista nessa história. E, de novo porque a Bíblia apresenta a idéia divina de sucesso, essa gente humilde e pouco destacada é apresentada como triunfante, embora enfrentando mortes violentas na esmagadora maioria das vezes.

Deus quer deixar claro que as condições favoráveis deste mundo podem ser inimigas cruéis das condições favoráveis na eternidade e nos convida a enxergar as coisas como Ele enxerga. É preciso ter do colírio dEle para ver a beleza na humilde paz de uma família simples. É preciso ter da sabedoria dEle para reconhecer o caráter gigante do perseguido e humilhado que se mantém fiel e continua
sendo um multiplicador de amor. É preciso muito mais do que temos para enxergar as pessoas mais que meras cascas, mas o Senhor está dando, de graça, esse “muito mais”. Peça-o hoje.

13
abr

Não entendi o que você falou

Gelson de Almeida Jr.

“O que você faz soa tão alto que não consigo ouvir o que você fala”. Esse é, talvez, um dos ditos populares mais profundos e corretos que conheço. Como é comum encontrarmos pessoas que “falam uma coisa e vivem outra”! Cristo disse que muitos, do Seu tempo, o honravam apenas com os lábios (Mateus 15:8).

Multidões O seguiam, tanto pelo que falava como por aquilo que fazia. Ele não conseguiu atingir a todos, mesmo entre os Seus discípulos não obteve sucesso absoluto, mas uma coisa que nunca poderemos dizer é que Ele não alcançou sucesso por falta de coerência em Sua conduta. Vivia o que pregava e pregava o que vivia.

Ele nos deixou a missão de ser o sal da terra e a luz do mundo. Muitos não obtêm o menor sucesso como pregoeiros da verdade porque seu testemunho não condiz com suas atitudes. Uma escritora cristã contemporânea afirmou que muitos não conseguem trazer amigos e familiares aos pés da cruz porque, quando os que os rodeiam ouvem o que lhes falam, e comparam com aquilo que fazem, não conseguem ver muita diferença entre sua prática e a destes. Que tragédia, ser admirado pelas palavras proferidas e execrado pelas atitudes cometidas!

Logo após terminar a cerimônia fúnebre de uma anciã de sua igreja um pastor foi abordado por uma senhora que queria se batizar. Disse-lhe que era uma sábia decisão, mas que seria preciso que ela estudasse as Escrituras para se preparar. A mulher perguntou se a idosa que haviam acabado de sepultar era uma boa cristã, o pastor disse que sim, ela disse que então não precisaria estudar nada, pois fora vizinha dela durante anos e sabia muito bem o que era ser uma cristã.

Cristo afirma que para que o Pai seja glorificado e sejamos Seus discípulos, é necessário que produzamos frutos, afirma ainda que devemos produzir frutos que permaneçam (João 15: 8 e 16), mas, para que isto aconteça, é necessário que sejamos coerentes no falar e no agir. Viva, pregue, testemunhe.

 

10
abr

Que hora para adorar!

Gelson de Almeida Jr.

“(…) Jó se levantou, cheio de tristeza, rasgou o manto e rapou a cabeça. Ajoelhou-se, colocou o rosto junto ao chão em adoração… louvado seja o nome do Senhor”. (Jó 1:20 e 21 – BV)


Por que Jó adorou a Deus desse modo? Ele era, o homem mais rico do Oriente, consequentemente, do mundo conhecido. Possuía 7.000 ovelhas, 3.000 camelos, 500 juntas de bois, 500 jumentos. Além de todos esses bens, possuía ainda 7 filhos e 3 filhas e grande número de empregados. De repente, essa lista se reduz a apenas 4 empregados. Quando recebe a notícia se ajoelha e adora o Eterno.

Além disso Jó perdeu também a saúde, foi atacado por uma chaga que lhe causou feridas da raiz dos cabelos à planta dos pés. Raspavas suas feridas purulentas com cacos de cerâmica. Era difícil definir o que era pior nele, se o aspecto ou o cheiro, vindo das feridas. Mesmo assim ele não mudou sua relação com o Eterno.

Como você agiria caso perdesse, em um dia, praticamente tudo o que possui? Como ficaria seu relacionamento com o Eterno? Lembro-me que, num momento de grande perda em minha vida, tive a ousadia de orar ao Pai e dizer-lhe o quanto estava chateado e que, por esse motivo, deixaria de ter minha comunhão com Ele durante algum tempo, até que minha tristeza passasse. Pior que Lhe falar isso foi que, assim como falei, eu fiz. Como fui tolo!

Após toda sua saga, com exceção dos filhos e filhas, Jó recebeu de Deus o dobro de tudo o que possuía antes (Jó 42:10), pois o Eterno é fiel e galardoador dos Seus filhos. Ele não espera menos de você e de mim hoje. Nada nos acontece sem que Ele saiba/permita, confie nEle. O melhor sempre será feito para e pelos Seus filhos. Seja fiel a Ele, louve-O, adore-O e dê-Lhe graças em tudo, a recompensa está a caminho.

06
abr

Salvador do “Mundo”

Gelson de Almeida Jr.

“E ela dará luz a um filho, que será chamado Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles” (Mateus 1:21 – BV).


É impossível falar de Cristo sem falar de salvação, afinal essa foi a parte principal de Sua missão aqui na Terra. O texto de hoje, palavras do anjo ao desconfiado José, deixa isso bem claro. Mas a situação se complica ao confrontarmos esse texto com a afirmação de João de que Cristo veio para os que eram Seus, mas não foi recebido por eles (João 1:11). Que tragédia, viera salvar os Seus, mas não foi por eles recebido.

Cristo poderia ter vindo mil vezes que não seria recebido por muitos do “Seu povo”. A salvação que queriam era diferente da salvação que Ele oferecia. Pregou para toda a sorte de auditório, mas a maioria dos que aceitaram Sua mensagem eram marginalizados pela sociedade. DEle se acercaram, e O aceitaram, prostitutas, cobradores de impostos, ladrões, adúlteros, endemoniados, leprosos, etc., pessoas rejeitadas pela igreja da época Ele aceitou de braços abertos, como faz até hoje (João 6:37).

Foi rejeitado por aqueles que, durante séculos, foram conhecidos como “povo de Deus”, mas foi muito bem aceito pelos desvalidos, desesperançados e marginalizados da sociedade, que se tornaram o Seu povo, não porque merecessem, mas porque O aceitaram.

Em breve Ele retornará a essa Terra, afim de buscar aqueles que o aceitaram como seu Salvador, credo religioso, nacionalidade, etnia, status, etc., de nada servirá nesse dia. Ele levará consigo o “Seu povo”, isto é, aqueles que O aceitaram e O tornaram o Senhor de sua vida. Por que não Lhe diz, agora, que O aceita e quer fazer parte do Seu povo?

05
abr

Mas veja lá como fala

Marco Aurélio Brasil

Há alguns dias, escrevendo aqui na semente do dia, procurei encorajar os @migos a falarem de sua fé como única forma de a conhecerem de fato, conhecerem seus fundamentos e estarem firmes quando as tempestades baterem. No mesmo dia recebi uma mensagem de Mario Jorge Lima chamando minha atenção para a forma como se fala. Ele reclamava que o que tem visto é uma pregação que amedronta, que humilha ou que espanta o interlocutor.

Ele tem razão. Para que esta mensagem seja equilibrada é preciso lembrar das sábias palavras de Albert Camus: não há vergonha alguma em alguém ser feliz, mas seria vergonhoso ser feliz sozinho. 

O feliz é um pouco comunista. Ele quer que a felicidade dele “envenene” todo mundo, não pode suportar que pessoas com a mesma vocação ou com as mesmas oportunidades que ele, sejam
infelizes. Ora, se a razão da nossa felicidade é a nossa fé em Cristo Jesus, a forma como a transmitimos só pode ser numa embalagem de um sublime e incomparável amor, com o desejo sincero de que o
nosso interlocutor escolha ser feliz também.

Embora passar adiante essa mensagem maravilhosa seja útil para nós mesmos e ninguém possa crescer espiritualmente guardando para si tal tesouro, não podemos jamais esquecer que o objetivo de nossa pregação é a salvação dos que ouvem. Só um legítimo interesse no bem estar das pessoas, andando de mãos dadas com um profundo respeito pelas suas escolhas, pela sua opção pessoal, servem como motivações legítimas à pregação. “Vossas palavras sejam temperadas com sal”, diz Pedro.

Não é, portanto, a extensão do próprio conhecimento que importa. Não é, também, o massacre das crenças íntimas da pessoa que se busca. Não é o pecado dela ou a ignorância de doutrinas bíblicas que está no centro da conversa, mas a vida abundante e a salvação magistral colocadas à disposição de todo aquele que crer.

Portanto, falar é essencial para você. Mas peça a Deus que te instile o amor genuíno pelas pessoas, caso contrário sua pregação será um instrumento de morte, quando você foi chamado a ser um
multiplicador de vida.

03
abr

Pascoalina

Marco Aurélio Brasil

MATIAS: Mas antes de comerem o cordeiro, eles precisavam recolher o seu sangue e, com um raminho de ervas como se fosse um pincel, passar o sangue nos batentes das portas. Naquela noite, o anjo de Deus, ao ver o sangue na porta, passaria pela casa sem fazer mal algum aos primogênitos! Aquela foi a primeira páscoa! O povo de Israel foi liberto naquela noite e agora eles não precisavam mais cantar aos sussurros. Eles podiam cantar a plenos pulmões! Moisés pediu que o povo de Israel comemorasse a páscoa todos anos do jeitinho que foi na primeira vez para que o povo nunca se esquecesse que haviam sido cativos no Egito e Deus os havia libertado…

CRIANÇA 1: Mas por que a gente não comemora, então?

MATIAS: Ah, porque não era só isso o que a Páscoa lembrava. Ela lembrava que a salvação e a libertação de cada pessoa dependiam do sacrifício de um inocente, um cordeiro…

CRIANÇA 2: Você está falando de Jesus, senhor Matias?

MATIAS: hehehe, boa, Tito. Como disse meu bom amigo Paulo, “Cristo é nossa páscoa”. A páscoa apontava para o passado, quando o povo foi libertado do Egito, mas também para o futuro, quando viria o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Agora nós, cristãos, temos outra celebração que aponta para o passado e também para o futuro: a ceia. A ceia nos lembra da última páscoa, quando Jesus a instituiu, mas aponta também para o dia em que vamos estar todos juntos, comendo com Ele outra vez!”

(do roteiro original do musical “Ele Vive”, da Comunidade Adventista do Morumbi, exibida no último sábado)

Que nesta páscoa, a celebração pelo que passou na cruz robusteça sua confiança no que ainda está para acontecer.

30
mar

Volte (logo) Jesus

Gelson de Almeida Jr.

Lembro, com certa nostalgia, do tempo em que a Volta de Cristo era tema constante nas mensagens pregadas em nossas igrejas, mas Cristo não veio, ainda estamos aqui e parece que se abateu sobre nossa geração a mesma letargia que se abateu sobre os judeus, que aguardavam a Vinda do Messias, mas que não estavam preparados, ou o descrédito dos antediluvianos quando ouviam sobre o Dilúvio. O que aconteceu conosco que não falamos mais sobre a Volta de Cristo e, quando falamos, nem sempre temos aquele brilho no olhar de quem está empolgado?

Há, aproximadamente 25 anos, um dos meus filhos, bem criança ainda, disse que queria que Cristo voltasse, mas apenas depois que ele completasse dezoito anos. Quando perguntei o porquê, com a maior candura do mundo, ele disse que queria crescer, casar e ter filhos antes de Cristo voltar. Nem Cristo voltou e nem ele casou.

Segunda feira (26/03) fiquei alguns minutos em choque ao saber que um grande amigo, contemporâneo no Seminário de Teologia na década de 1980, falecera. Ele estava em uma campanha evangelística em Moçambique e, semanas atrás, começou a sentir que havia algo errado com sua saúde. Retornou ao Brasil e, no último sábado, passou muito mal, foi internado e diagnosticado como acometido de malária, colocado em coma induzido faleceu sem retornar ao seu estado de lucidez. Em sua página numa rede social alguém escreveu que para ele Cristo já voltara, mas que nós ainda tínhamos um caminho a percorrer. Uma amiga comum me enviou uma mensagem perguntando o que mais precisaria acontecer para despertarmos e entendermos a brevidade do tempo e que Cristo está às portas.

Ouvem-se os passos de um Deus que se aproxima! Nem você, nem eu, podemos precisar quando Ele chegará, ou quanto tempo ainda teremos aqui, mas seremos, no mínimo tolos, se, não constar, em nosso planejamento imediato de vida, o preparo para esse dia. Não tenha planos que não sejam de estar pronto quando o dia chegar. Prepare-se, pois, querendo ou não, gostando ou não, Ele voltará. Maranata.

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