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12
Feb

O Legado

Gelson de Almeida Jr.

Hudson TaylorAnos atrás, quando o comunismo dominava completamente as ações governamentais na China, as autoridades, incomodadas com o poder e a influência ainda exercidos por Hudson Taylor (1832-1905) encarregaram um dos escritores do partido a escrever uma biografia “oficial” do célebre missionário. O objetivo era claro e declarado, denegrir sua figura e desacreditá-lo diante do povo chinês, que ainda se lembrava muito bem das abnegadas atividades desse homem de Deus.

Quanto mais pesquisava e escrevia o livro, mais o escritor se impressionava com a vida piedosa, o caráter, o trabalho e o exemplo deixados pelo homem, conhecido até hoje como o “pai das missões no interior da China” que, sentiu o chamado de Deus e, aos 24 anos iniciou seu ministério como missionário. Finalmente chegou o dia em que o escritor não resistiu mais, abandonou a tarefa recebida, renunciou ao ateísmo e tornou-se um cristão.

Em uma de suas frases mais conhecidas Taylor disse: “Deus me escolheu porque eu era bastante fraco. Deus não realiza Seus grandes trabalhos através de grandes equipes. Ele treina alguém até ser bem manso e humilde, para então usá-lo”. Durante 51 anos trabalhou e viveu para ver o evangelho de amor prosperar no interior do país. Sua vida terminou, mas o fruto do seu trabalho perdura até hoje.

Os livros de História apresentam grandes personalidades, pessoas cuja vida e o trabalho são estudados em salas de aula, mas que o exemplo deixado está muito longe de levar alguém à salvação. Taylor, como tantos outros que dedicaram a vida ao serviço do Mestre, não aparecem na maioria desses livros, mas, com certeza estão no Livro da Vida, aquele onde estão os nomes dos que foram fiéis ao Pai e herdarão a vida eterna.

Você já parou para pensar em qual será o seu legado? Hoje você tem a oportunidade de reescrever sua história de vida. Em oração vá ao Pai, pergunte-lhe qual é Sua vontade para você e siga-a o melhor que puder, seja o exemplo de vida e conduta que nosso mundo tanto necessita. Pode ser que seu legado não seja visto agora, mas a eternidade mostrará que valeu a pena viver por Cristo.

11
Feb

Eu, o míope

Marco Aurélio Brasil

10
Feb

Mártires ou Testemunhas?

Gelson de Almeida Jr.

Acho impressionante o relato acerca da Legião do Trovão, e o seu testemunho de fidelidade a Deus (por falta de tempo e espaço suprimirei alguns detalhes do relato). Em 320 d.C., na cidade de Sevaste, Armênia, 40 cristãos, soldados do exército romano, foram intimados pelo governador local a negar o seu Deus e sacrificar às divindades romanas. Suborno e ameaças de todo o tipo não adiantaram, nada os demoveu de sua fé. Cândido, comandante da legião disse ao governador: – Nada nos é mais especial ou maravilhoso do que Cristo, nosso Deus. O senhor nos oferece dinheiro que perece e glória que desaparece. Tenta nos fazer amigos do imperador, mas nos afasta do verdadeiro rei. Só queremos um presente: a coroa da justiça. Estamos ansiosos pela gló­ria, mas a glória do céu.

O frio era intenso e havia neve por todos os lados, irado, o governador mandou que aqueles homens fossem colocados dentro do lago. Ordenou que soldados ficassem de prontidão para impedir que saíssem da água antes de negar sua fé. Quando anoitecia aumentou a tortura colocando banheiras com água quente do lado de fora do lago. Disse-lhes que poderiam sair e se aquecer assim que negassem a sua fé. Alta noite, um deles não resistiu, saiu da água e entrou numa banheira. Imediatamente, um soldado que estava do lado de fora, despiu-se e entrou na água, assumindo o lugar do desertor. Horas mais tarde estavam mortos, haviam se tornado mártires.

Pouco antes de retornar aos Céus Cristo deu-nos uma incumbência, a de sermos suas testemunhas em todos os lugares (Atos 1:8). É interessante saber que, na Bíblia, a palavra mártir vem de um termo grego que significa testemunha. Ou seja, Cristo nos convida a sermos Seus mártires, Suas testemunhas. No Período Medieval, alguns setores da Igreja afirmavam existir dois tipos de martírio, o martírio vermelho (onde ocorria a morte do indivíduo em nome da fé) e o martírio branco (quando o indivíduo abandona tudo por amor a Cristo).

testemunhaNosso mundo precisa de mártires, no sentido etimológico da palavra, testemunhas. Ellen White, pensadora contemporânea, afirma que a maior necessidade do mundo é a de homens e mulheres que não se compram e não se vendem, que sejam verdadeiros e honestos e cuja consciência seja tão fiel ao dever como o é a bússola ao polo. Que permaneçam firmes ao que é reto ainda que tudo dê errado. Ser mártir/testemunha é muito mais que jurar sobre a Bíblia, é viver os ensinamentos do Mestre, este é o desafio, você está pronto?

09
Feb

Um banho de sangue, por gentileza

Marco Aurélio Brasil

Minha leitura da Bíblia esta manhã me brindou com esta epifania: falta sangue no meu pé, falta sangue no meu polegar e falta sangue na minha orelha.

Eu explico. Um belo dia Deus separou Arão para ser sumo sacerdote e seus filhos para serem sacerdotes em Israel. Eles deveriam comandar o ritual que tinha o santuário como palco, santuário que deveria ser criado conforme o modelo que foi mostrado a Moisés no Monte Sinai para que Deus habitasse no meio dos israelitas (Êxodo 25:8, 29:46).

A dedicação demandava um ritual especial (Êxodo 29). Moisés precisava lavar Arão e seus filhos com água, uma linda metáfora da justificação pela fé: Moisés representava a Deus e era Deus quem os lavava. A gente não pode pretender se lavar para então se aproximar de Deus, porque a gente não consegue se lavar. A obra é dEle. A nossa é se submeter à lavagem, como Arão e seus filhos fizeram.
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Então ele os vestia com as roupas sacerdotais. Seguiam-se alguns sacrifícios e o sangue de um cordeiro recolhido em uma vasilha era tomado por Moisés, que, com o dedo, o passava numa das pontas do altar do santuário, e então os passava na orelha, no polegar e no pé direitos de cada um dos sacerdotes.
A igreja Adventista colocou os escritos de M. L. Andreasen de escanteio, mas gosto da explicação dele para esse gesto um tanto nojento para nossa mente do século XXI (em Ritual do Santuário): o sacerdote deveria dar ouvidos à Palavra de Deus (sangue no ouvido), deveria ser consagrado em todas as suas obras (sangue no polegar) e em todos os seus caminhos (sangue no pé). Lembrando que aquele sangue simbolizava o que seria derramado por Cristo, o significado daquele ritual era mostrar primeiramente ao próprio sacerdote que ele estava banhado pela vida do Filho de Deus. E que isso tinha efeitos práticos visíveis no tipo de coisas a que ele deveria dedicar tempo a ouvir, no tipo trabalhos que desenvolveria e no tipo de rumos que tomaria para sua vida. As outras pessoas deveriam reconhecer esse fato. Bonito, isso.
Bem, o sacerdote atuava como um intermediário/intercessor entre o homem e Deus. Ele deveria ser uma ponte entre as pessoas e o Senhor. Eu não sou (pelo menos não sei que sou) descendente de Arão, mas esse papo é comigo desde que, na nova aliança, fui constituído sacerdote. Como escreveu Pedro (na versão de A Mensagem): “Mas vocês são os escolhidos de Deus, escolhidos para a alta vocação do trabalho sacerdotal, e para serem um povo santo. São instrumentos de Deus para fazer sua obra e falar por ele, e para contar a todos quanta diferença ele fez na vida de vocês – de nada para alguma coisa, de rejeitados para aceitos” (I Pedro 2:9 e 10). Ecoando as palavras que escrevi há algumas semanas ao falar da tentação de Moisés pelo anonimato e a zona de conforto, você não foi salvo apenas do seu passado; foi salvo do seu futuro também. Você e eu não fomos salvos para continuar no anonimato da condição de só membro de uma igreja. Você e eu somos os sacerdotes desse mundo caído. E o número de sacerdotes é proporcionalmente cada vez menor.
Por outras palavras, há cada vez menos pontes entre as pessoas e Deus por aí.
E se eu não tenho o sangue do Cordeiro sobre minha orelha, meu polegar e meu pé, há ainda uma a menos.
Lava-me, Senhor. Insiste mais um pouco com esse sacerdote relutante.

07
Feb

Leitura e Releitura

Sem títuloEstive conversando outro dia com um amigo e ouvi ele dizer que a bíblia precisa de uma releitura, pois muito do que nela há inserido foi escrito apenas para os homens que viveram nas determinadas épocas passadas. Não bastassem as distorções, proporcionando testemunhos lamentáveis que em nada se alinham à edificação proposta, a falta de compreensão dos contextos que se justificam ao longo dos tempos faz com que muitos se distanciem da mensagem que traduz o chamado de Deus.

Essa realidade me faz lembrar da passagem do livro de Atos quando relata que Filipe foi conduzido pelo Espírito Santo até Gaza e ali encontrou a um eunuco que lia um verso em Isaías e não sabia de quem se referia o texto. Disse ele à Filipe: “Como posso compreender se não há quem explique?”. Foi-lhe dito que a passagem falava de Jesus, o Messias que esteve entre eles até há alguns dias. Compreendendo, aceitou-o como seu senhor e salvador, permitindo-se o batismo.

É disso que precisam os homens, sobretudo de nosso tempo – compreender todos os contextos e seus encadeamentos que justificam a cada ato, ordenança e mandamento constantes nas escrituras. Diz a carta de Timóteo: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra”.

Ao compreenderem o porquê de determinadas atitudes, hábitos e costumes, entenderão a razão de testemunhos que hoje não mais se repetem, contudo, que tenham tido sentido à época e a todos os demais que os sucederam até chegarem aos registros dos evangelhos e das cartas que compõem o Novo Testamento. Não há uma palavra sequer em toda a Bíblia que deixe de ter uma boa razão dentro do contexto preparado por Deus para nosso retorno aos seus caminhos. Tudo se justifica segundo os tempos, e muito do que fora escrito desde os primórdios ainda permanece.

Não se trata, portanto, de reinterpretar ou fazer uma releitura da bíblia. Trata-se de compreender o equilíbrio de todo o encadeamento que se desdobrou para que culminasse em Cristo, e nele no que concerne à sua volta no futuro. Há muito mais o que dizer nesse sentido, contudo, um fato basta para que a palavra de Deus seja tomada como luz para nossos pés e lâmpada para o caminho – Ninguém vai ao Pai senão por meio de Jesus e seus ensinamentos, sendo fiel a ele e guardando os mandamentos. Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente.

Sadi – O Peregrino da Palavra

06
Feb

Viver e Sorrir

dentinho-de-leiteÉ muito comum as pessoas relacionarem uma situação de felicidade a um aspecto da vida. A ideia de condição nesse contexto é fundamental. Nesses casos a conjunção – quando – constrói a realidade entre o desejo e a situação a ele condicionada … “Quando tiver melhor financeiramente, farei a faculdade dos meus sonhos”… “Quando eu tiver mais tempo, voltarei a me exercitar”… “Quando colocar dentes novos, voltarei a sorrir”… “Quando estiver bem, conseguirei louvar e agradecer a Deus”.

Quanto a cursar uma faculdade apenas quando tiver recursos ou se exercitar quando tiver tempo, convenhamos, não traduzem o desejo verdadeiro de se realizar uma destas situações, afinal, como diz o ditado, quem quer mesmo, faz; não espera acontecer.

Agora, imagine a situação em que alguém acredite que somente tendo todos os dentes possa sorrir à vontade. Estaria, por acaso, a vontade de sorrir espontaneamente ligada a um aspecto puramente estético? Porque outras pessoas viriam que não tenho um ou outro dente, devo me incomodar e me retirar do convívio, isolando-me até que isso esteja resolvido? Afinal, a felicidade de expressar um sorriso está ligada a dentes ou à vontade de sorrir?

Como aquele que não têm dentes, mas ainda assim sorri, pois, a sua felicidade é verdadeira e não está ligada a aspectos estéticos, por que deveria alguém falar com Deus apenas quando tudo vai bem em sua vida? Pergunto: a vontade de orar está ligada a pedidos de coisas que nos faltem ou a agradecimentos pelo que nos sobeja? Afinal, não é a oração compreendida como um momento de intimidade com Deus?

Há os que oram em momentos difíceis e os que agradecem por tudo o que têm; e isso é legítimo e deve ser feito. Contudo, há pessoas que deixam sua busca por uma experiência real com Deus apenas porque estejam passando por situações difíceis, e assim seguem até esfriarem na fé, afastando-se de Deus e vivenciando o caminho da apostasia.

O apóstolo Paulo escreveu aos discípulos de Tessalônica que em tudo devemos dar graças, porque em Cristo, esta é a vontade de Deus para nós. Esta é a postura de quem entende a transformação mental (Romanos 12) que sustenta um adorador que observa a palavra de Deus. Não precisa de dentes para sorrir. Ele simplesmente sorri e é feliz. Não precisa estar bem ou mal para conversar com Deus. Ele simplesmente tem o melhor amigo que se pode ter para conversar e deseja aproveitar cada instante dessa intimidade.

Falar com Deus é o que preciso. Isso me faz sorrir, tenha dentes ou não. Quem lê, entenda.

Sadi – O Peregrino da Palavra

05
Feb

Viva: O Projeto

Comunicação

E se a vida viesse com manual de instruções? O Projeto é uma série de mensagens para aqueles que querem começar de novo, mas começar bem. Se você busca um projeto de vida ou quer reavaliar o seu, participe conosco. Estreia 30/01.

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05
Feb

Precisa de um tijolo?

Gelson de Almeida Jr.

Um bem sucedido jovem desfilava pelas ruas de seu bairro com seu carro novo, um esportivo de luxo. Numa descida, parou o veículo ao sentir um impacto na porta lateral. Transtornado viu a porta amassada pelo tijolo atirado por um garoto. Agarrou e chacoalhou o menino enquanto perguntava o porquê daquilo e se tinha ideia do prejuízo que causara. Com lágrimas nos olhos o garoto pediu desculpas e disse que fizera aquilo, pois na descida o seu irmão, que era paraplégico, caíra da cadeira de rodas e ele, por ser menor, não tinha forças para colocá-lo de volta na cadeira. Disse ainda que já estava cansado de pedir, sem sucesso, que alguém parasse para ajudar e que aquele fora o modo que encontrara de fazer alguém parar.

O jovem viu um adolescente caído no chão, todo arranhado. Pegou seu lenço, limpou as feridas e colocou-o de volta na cadeira. Ouviu um, “Obrigado e que Deus lhe abençoe” do irmão mais novo que se afastou em direção de casa empurrando o irmão na cadeira de rodas.

Embora fosse um curto trajeto, para aquele jovem foi um “longo caminho” de volta para o carro. Diz a história que aquela porta nunca foi consertada, o jovem deixou-a amassada para sempre se lembrar de não ir tão rápido pela vida que alguém tivesse que atirar um tijolo para que ele parasse para ajudar um necessitado.

Diariamente andamos pelos caminhos da vida desatentos ao que ocorre ao nosso redor. Estamos tão focados em nós mesmos e em nossos problemas que, a menos que atirem um “tijolo” não diminuiremos o ritmo ou pararemos.

comunidade da fabricaQuero lhe fazer um convite, gaste alguns minutos e visite a página do Instituto Nova Semente, http://institutosementes.org.br/site/ entidade sem fins lucrativos que tem atuado junto aos menos favorecidos na Comunidade da Fábrica, em Carapicuíba. Vidas mudadas, novos hábitos adquiridos, lições de amor aprendidas graças às doações e a participação de dezenas de voluntários.

O serviço desinteressado e amoroso foi a maior lição deixada por Cristo enquanto esteve entre nós. Não espere alguém atirar um “tijolo” para que você comece a servir, engaje-se em um dos nossos projetos, se não puder, aí mesmo onde você está existe alguém que pode ser ajudado. Comece agora e mostre que é um discípulo do Mestre.

04
Feb

Nova série – Comunidade

Comunicação

Qual valor você dá a seus relacionamentos? Quais são as marcas que as pessoas deixam em sua vida?  Somos um, participe conosco e descubra o poder da comunidade em sua experiência Real com Deus. Sábados, no programa Comunidade em Adoração. Estreia, 06/02

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