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21
abr

Faça-se a Tua Vontade

Gelson de Almeida Jr.

Anteontem escrevi nesse Blog sobre aqueles que fazem suas petições ao Pai sem saberem ao certo o que desejam. Ainda nessa linha quero falar sobre aqueles que sabem o que querem, mas querem as coisas do seu jeito.

Um monge, necessitando de óleo, plantou uma muda de oliveira. Pediu ao Pai chuvas brandas para que as tenras raízes da planta fossem regadas, a chuva veio. Depois orou pedindo sol, o sol brilhou em meio às escuras nuvens. A seguir pediu neve, pois a planta precisava se fortalecer, veio a neve, mas à noite a planta estava morta.

Desconsolado, foi ao quarto de outro monge e relatou sua triste experiência ao irmão de fé. O outro disse que também plantara uma pequena árvore, mas que ela estava muito viçosa e ele quis saber o segredo, “Orei ao Pai, mas, ao invés de ficar pedindo isto ou aquilo, disse-Lhe que confiava plenamente nEle e que queria que Ele cuidasse da planta do modo que achasse melhor”.

Muitos elevam sua prece ao Eterno, mas fazem como o primeiro monge, ao invés de pedir que o Pai faça a Sua vontade pedem o que acham ser o melhor. O Pr. Kleber Gonçalves tem uma frase que acho muito apropriada neste instante: “Cuidado com o que você pede a Deus, vai que Ele concede e você não vai gostar do resultado”. Muitas vezes o Eterno tenta cumprir Sua vontade em nossa vida, mas, insistimos tanto em que as coisas sejam feitas do nosso modo, que Ele nos atende o pedido, apenas para vermos, lá adiante, o erro que foi não deixar que agisse à Sua maneira.

É importante saber o que realmente queremos do Pai, mas, muito mais importante ainda, é deixarmos que a Sua vontade seja feita. Ore, peça, mas deixe-O agir livremente.

20
abr

O reino do ruído

Marco Aurélio Brasil

Todo dia quando entramos no carro ou chegamos em casa do trabalho repetimos inconscientemente essa frase: isso aqui está silencioso demais pro meu gosto. A primeira atitude qual é? Ligar o aparelho de som ou a televisão. Queremos espantar o silêncio, queremos barulho. Assim como ao mocinho do filme, o silêncio nos parece mau agouro.

Faz parte do nosso mundo. O silêncio tornou-se artigo em extinção, indesejado. Para alguns por imaginarem que se não há nada ligado está-se perdendo tempo, há informação demais a ser recebida e qualquer instante é precioso. Para a maioria, contudo, o silêncio não é bem vindo por uma razão mais profunda: é que é no silêncio que se ouve a voz de Deus.

O silêncio nos faz pensar, nos faz meditar um pouco em nossa situação pessoal e não há nada que apavore mais ao homem moderno. Uma boa prova disso é o tipo de diversão predileta da juventude. Luzes frenéticas dançando num ambiente escuro e um som ensurdecedor batendo estaca, marcando o ritmo como se fosse um ritual tribal, e fumaça, claro, muita fumaça. Ali é impossível alguém parar para pensar na vida, para refletir no que está fazendo, no curso que está dando à sua vida, pensar na sua própria solidão, no seu desajustamento. A ideia é colocar todo mundo para fora de si mesmos, catárticos, frenéticos, dopados de uma forma ou de outra.

Por outro lado, cresce o mercado da meditação transcendental e da yoga, práticas eminentemente silenciosas e reflexivas. Ali, contudo, a voz de Deus é abafada por um princípio equivocado: a pessoa é convidada a conhecer-se para encontrar o deus que há lá dentro. O meditador busca dentro de si próprio a fagulha divina, e não ouvir a voz de Deus falando dentro de si. Notou a diferença? Ninguém vai ouvir a voz de Deus buscando as respostas na sua própria natureza. De um jeito ou de outro, tapamos os ouvidos para quem tem as palavras certas.

É preciso desesperadamente brecar a correria, desplugar o mundo insano em que vivemos e deixar a voz de Deus falar sem opor apartes, sem tecer observações, sem protestos, ainda que ela principie por nos mostrar como somos solitários, como somos incompletos, como somos egoístas, porque na seqüência Ele vai dizer é como resolver o problema, como Ele de fato já resolveu o problema. É preciso cultivar o encontro.

É preciso treinar os ouvidos a anular a cacofonia estressante da rotina e saber identificar a voz de Deus. Desesperadamente. Que tal agora?

19
abr

O que você quer?

Gelson de Almeida Jr.

Com certeza você já esteve diante de alguém que veio lhe pedir algo e, após um tempo interminável, você não sabia qual era realmente o pedido da pessoa. Sentiu vontade, ou falou algo do tipo: “Mas o que você realmente quer? ” Situação muito parecida com a de muitos quando fazem suas orações. Falam, falam e falam e depois ficam a se perguntar a razão da demora do Pai em responder. Não foram específicos…

Certa feita, ao sair de Jericó, Cristo encontrou um cego mendigando à porta da cidade. Quando o homem ouviu que era Jesus que se aproximava começou a gritar a plenos pulmões para que o Mestre o ajudasse. Cristo parou e mandou que o chamassem, assim que o homem estava diante dEle fez apenas uma pergunta: “O que queres que te faça? ”, sem pestanejar o homem disse: “Mestre, eu quero ver”. Para uma pergunta simples, uma resposta simples, foi curado e passou a enxergar.

Tiago afirma que muitos não recebem nada porque não pedem a Deus e, quando pedem, pedem errado (4:2 e 3). Portanto, na próxima vez em que se dirigir ao Pai, antes de pedir qualquer coisa, imagine que Ele está lhe perguntando: O que queres que te faça? Seja direto, objetivo e peça sem medo. O apóstolo Paulo diz que devemos ser intrépidos e confiantes ao nos dirigir ao Pai (Hebreus 10:22). Vá direto ao ponto e confie, o Eterno dará muito mais do que você pode imaginar ou desejar.

18
abr

Está pago

Marco Aurélio Brasil

Olha, amigo, os dias são maus.

A corrupção que já era velha conhecida agora está nua e rindo da sua cara, deixando claro que ninguém está fora do esquema e que você pode esperar mais estagnação em um país cada vez mais miserável. A “mãe de todas as bombas” está em uso, assim como armas químicas sobre crianças e gente boa. Os líderes das nações mais poderosas fazem exercícios de guerra como crianças cuspindo no chão e desafiando umas às outras a dar mais um passo. A violência está na esquina, afiando suas lâminas, obrigando você a viver em sobressalto. Os casamentos em frangalhos, os filhos ameaçados por quem os deveria proteger e escorar. E no meio de todo o caos o espelho fica nos dizendo que não somos o que deveríamos e quereríamos ser.

 Você tem inúmeras razões para se desencantar de tudo, mas eu preciso lhe dizer que numa sexta-feira de páscoa como essa que acaba de passar, numa páscoa perdida no tempo, Aquele homem na cruz exclamou TETELESTAI!
Tetelestai, que traduzimos como “está consumado”, significa “está pago!” É o que se escrevia nos registros de dívida quando eram quitadas. É o que você exclamaria ao pagar o último boleto daquele carnê interminável.
O que você fez e deixou de fazer, as idiotices megalomaníacas de Trump e Putin, o cinismo e a imoralidade de Aécios, Renans, Lulas, Temers, Alckmins, Jucás e Padilhas, o que fizeram o goleiro Bruno, os Nardoni, as barbáries do estado islâmico e Hitler. Tetelestai.
Claro, cada uma dessas pessoas precisa manifestar a aceitação do pagamento para que ele passe a valer, mas o pagamento foi plenamente suficiente para valer para 100% da raça humana.
Ah, se tão somente a gente aceitasse o fato para viver a vida nova no caminho novo que Ele abriu!
O tetelestai de Cristo não me deixa jogar a toalha. Me convida a descansar na graça estranha. E, em meio à barbárie, à canalhice e à violência, a celebrar o Deus que me salvou.

14
abr

Pr. Kleber Gonçalves, convida…

Comunicação

É amanhã!!! Você não pode perder! Chame seus amigos, familiares, colegas de trabalho e venham juntos descobrir “Qual É o Seu Nome?” com Pr. Kleber Gonçalves na Nova Semente, de 22/abr a 29/abril. Gravação ao vivo da nova série do Programa Viva – Uma Experiência Real.

 

14
abr

Felizes os Mansos

Gelson de Almeida Jr.

Sobre minha mesa tenho os nomes de sete alunos cuja família deverá ser convocada para que tome ciência de ações praticadas pelos mesmos. Um deles fez um comentário ofensivo no grupo de WhatsApp da turma, outro revidou com um comentário pior, em questão de minutos haviam se envolvido numa discussão ferrenha, chegando ao ponto de ameaças à integridade física de terceiros. Tentando se explicar diziam: O fulano começou. Disse-lhes que, tivessem eles ficado em silêncio e tudo teria se resolvido de forma tranquila.

Atitude muito diferente da de Cristo quando estava diante de seus acusadores. Após uma enxurrada de perguntas e acusações, que espantaram o próprio Pilatos, o que realmente impressionou o tribuno foi a atitude do Mestre, silêncio absoluto, não emitiu uma única palavra (Marcos 15:4 e 5). Aquele que criara a Terra com o poder de Sua palavra, que, com um leve gesto, poderia ter destruído a todos, e que era absolutamente inocente, não falou nada. Mostrou que a mansidão, por ele pregada no sermão do monte, não era para ser falada ou defendida, era para ser praticada.

Quantos há que, no plano espiritual, se acham fortes, quase invencíveis, mas são facilmente derrotados no quesito “temperamento”.  Os alunos perderam a condição de inocentes no instante em que deixaram a mansidão de lado e partiram para o ataque. Perderemos a condição de inocente, a possibilidade da intervenção divina plena e, por que não dizer, a eternidade, se deixarmos de lado a mansidão. Saber ouvir e silenciar são as regras de ouro da mansidão e mansidão é condição sine qua non para herdarmos a eternidade.

13
abr

Procura-se líderes

Marco Aurélio Brasil

O desencanto é generalizado. As convocações para manifestações nas ruas atraem uma fração ínfima do número de pessoas que atraíam há até pouco tempo. As pessoas não enxergam mais perspectivas de que as coisas venham a ser como deveriam e isso denota o vácuo da liderança. Não apenas o Brasil, o mundo está ávido por um líder a quem seguir.

Salomão, o sábio, dá essa dica valiosa: “Ensina a criança no caminho em que deve andar e mesmo quando for idoso não se desviará dele”  (Provérbios 22:6). Gosto dessa tradução de Almeida, que fala do método de ensino. Gente mostrando o caminho não falta. Gente mostrando NO caminho… ah, isso é bem mais raro. Ensinar no caminho implica andar junto, estar disposto a ser exemplo. Ensinar no caminho significa não temer ser a pessoa que se sabe a criança deva ser.
Transportando o mesmo paradigma para a relação líder/liderado, a sede mundial por um líder pode ter muito a ver com a aparente inaptidão do homem do século XXI para a coerência, para a firmeza de valores e propósitos, para pagar o preço da integridade nem que isso represente um sacrifício pessoal qualquer.
Imagine a cena da história do jovem rico, da Bíblia. Se você olhar bem, verá que há ali dois jovens ricos, e não apenas um. Um deles pergunta ao outro o que fazer para ser salvo e a resposta envolve sacrifício. O que perguntou jamais poderia dizer que o caminho que lhe estava sendo proposto era impossível de ser palmilhado, porque o outro era infinitamente mais rico que ele e, no entanto, esvaziou-se, diminui-se, abdicou a tudo para estar ali falando com ele. Quando Jesus fala “vai, vende tudo o que tem e dá aos pobres”, Ele estava simplesmente dizendo “faça como eu fiz”.
Faltam líderes assim. Faltam pais assim. O mundo está ávido por ver isso em você.
Que Deus o ajude a transportar essas palavras para sua experiência pessoal da forma mais adequada, de modo que uma luz brilhe nessa escuridão.

12
abr

Fuja do Castelo

Gelson de Almeida Jr.

Dias atrás conversei com uma jovem que estava irada com outra, pois a mesma dissera coisas horríveis a seu respeito. Mostrei o perigo de seu comportamento e falei-lhe que, num tempo tão próximo à volta de Cristo, podemos perder a salvação por coisas banais.

John Bunyan (1628 – 1688) ficou célebre por sua obra O Peregrino, onde descreve a trajetória de um homem, o Cristão, em sua peregrinação rumo à Cidade Celestial. A parte mais difícil do trajeto, onde se escondem os maiores perigos, é justamente perto da Cidade Celestial, ali está o Castelo da Dúvida. Após passar 12 anos encarcerado, o pobre homem lembra que tem uma chave guardada, num bolso localizado na altura do coração era a chave da Promessa, ele a coloca na fechadura e gira, o ferrolho se abre e isto acontece em todas as fechaduras do castelo. Durante todo o tempo tivera a chave para sair de sua prisão, mas não se lembrara disto.

Este episódio apresenta uma profunda mensagem, a de que, não há cadeia que nos impeça de chegar à Cidade Celestial, pois temos a chave para sair dela, as promessas do Pai. A Palavra de Deus apresenta uma promessa para cada situação negativa da vida, Cristo afirmou que “não nos deixaria órfãos” (João 14:18).

Não importa o tipo de situação em que nos encontremos, o Eterno sempre estará ao nosso lado (Mateus 28:20b), além de nos ajudar promete que todos os que forem até Ele não serão lançados fora (João 6:37). O salmista afirma que a melhor maneira de não fraquejarmos na fé é “esconder a palavra de Deus em nosso coração” (Salmo 119:11). Esconda a Palavra em seu coração e não haverá nada que o impeça de alcançar a Cidade Celestial.

11
abr

Homens invisíveis

Marco Aurélio Brasil

O psicólogo Fernando Braga da Costa realizou um estudo tão interessante quanto terrível em suas conclusões. Sua tese de mestrado relata o que ele viu após passar cinco anos como gari na Cidade Universitária, em São Paulo, e o que ele viu foi que ninguém o via. Sim, pelo menos quando com o uniforme de trabalho como gari.

Muitas vezes ele varria o chão bem em frente à faculdade de psicologia, onde dava aulas, e por ele passavam alunos, colegas e funcionários sem o notar de forma alguma. Um exemplo contundente ele conta quando certo dia um dos colegas garis sugeriu irem almoçar no bandejão da USP. Ele entrou, então, na faculdade de psicologia para ir buscar dinheiro em seu armário, só que estava uniformizado. Entrou, subiu escadas, percorreu os longos corredores, passou em frente à lanchonete, à biblioteca, fez todo o caminho inverso, cruzou com dezenas de pessoas a quem conhecia muito bem, mas ninguém notou sua presença. E o que sente alguém que não existe para as outras pessoas? Ele responde: “Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo
tremia como se eu não o dominasse, uma angústia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar não senti o gosto da comida voltei para o trabalho atordoado”.*

Não sei quanto a você, mas ao ler isso eu não consegui deixar de sentir uma culpa imensa. Minha tendência quase irresistível de rotular pessoas, de as colocar em vidros separados para meu conforto pessoal, minha segurança, faz com que haja nas ruas e aqui no prédio não pessoas, mas a classe garis, a classe faxineiros, como existe também a classe muito ricos, a classe feios, a classe estranhos, a classe insignificantes, enfim, milhares de classes. Jamais pessoas. Algumas dessas classes exigem que eu as note e lhes diga bom dia, outras eu posso ignorar completamente. Algumas exigem que eu me aproxime, mas outras permitem que eu fique confortável, de longe, só acenando com a cabeça.

Quanto mais tomo consciência de minha própria vileza, mais me admiro da pessoa de Jesus Cristo, para quem ninguém era invisível. Ele notava a todos. Notava a mulher encolhida no meio da multidão, pensando em tocar Suas vestes sem causar alarde. Notava o traidor cobrador de impostos. Notava a samaritana junto ao poço, o arrogante e rico moço, notava alguém como Pedro, mas também alguém que provavelmente não chamasse tanta atenção assim, como Natanael, que orava embaixo de uma figueira. O mais impressionante, contudo, foi Ele um dia haver notado a mim. O poder de Seu olhar sobre mim, o calor de sua declaração de amor queimando em meus ouvidos e meu peito, me fizeram sentir visível de uma forma que eu jamais havia sentido. Me mostraram que eu existo de fato para Alguém que poderia muito bem tocar Sua vida sem perder tempo com algo tão minúsculo.

Hoje, ao lembrar disso tudo, ouvi Sua voz dizendo: “vá lá e faça o mesmo”. Senhor, dá-me teus olhos, para que eu veja como tu vês.

08
abr

Sabe o que é ser livre?

A páscoa cristã será comemorada em alguns dias. Originada da festa de Pessach – a páscoa judaica –, encontra sua razão no Cristo como o cordeiro imolado e sem defeito que derramou seu sangue a fim de que fossemos marcados para a liberdade. A exemplo do cordeiro imolado no Egito, o qual com seu sangue foram marcadas as casas, o sangue derramado por Cristo marca a todo a que a ele se chegar e o confessar o filho de Deus, tanto quanto se entregue ao seu senhorio, cumprindo seus mandamentos.

Ao o aceitarmos como nosso senhor e salvador, o filho de Deus morto por nós, criaturas perdidas em um mundo de engano e pecado, recebemos dele a luz que nos guia no caminho da liberdade, rumo à terra prometida. Assim como Moisés guiou o povo pelo deserto, salvaguardando-os das intempéries pelo poder de Deus, quanto mais Cristo que foi o único que desceu do céu e para lá voltou no momento em que a morte fora vencida em sua ressurreição.

Contudo, pergunto: sabe o homem vivenciar tal liberdade? Por resposta, veja o que fizeram os hebreus quando já estavam a caminho da terra prometida. Sentiram saudades do Egito e de seus prazeres. Lamentaram e murmuraram. Levantaram um ídolo para a adoração. Causaram a indignação em Moisés e ao coração de Deus, não ingressando aquela geração na terra prometida.

Estamos nós libertos ou continuamos no deserto, pensando no Egito, encontrando sempre uma boa resposta para justificar nossos murmúrios e pecados, a exemplo da língua pronta para amaldiçoar? Jesus dizia aos que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. O que é a verdade senão a própria palavra de Deus – “Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade”.

Essa é a reflexão que temos que buscar ao longo de nossa jornada como peregrinos. Todo aquele que comete pecado é servo do pecado. Se o Filho nos libertar, verdadeiramente seremos livres. Viver pela palavra é receber a nova aliança do Cordeiro, mantendo-nos distantes das práticas nefastas deste mundo de ódio, mentira e pecado. Se mantivermos a mentalidade das dificuldades do deserto ou a escravidão do Egito de cada dia, jamais aprenderemos o verdadeiro sentimento de liberdade a que fomos convidados vivenciar pela Palavra, conduzindo-nos em um caminho de transformação onde o amor, a verdade e a pureza são características a nos revestir enquanto vivermos.

Sadi – Um peregrino da palavra

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