Blog

24
nov

Estevão Queiroga convida

Comunicação

Estevão Queiroga, músico e pregador, apresenta uma série especial chamada MEDO em dois capítulos no programa Viva – Uma Experiência Real. A série será apresentada nos dias 25/nov: Medo de Quem?; 02/dez: Medo de Que?, às 18h30. Você é nosso convidado. Acesse: Programa Viva

24
nov

Bazar do Bem – 03/dez

Comunicação

Bazar do Bem. Venha participar, comprar, transformar vidas. Roupas (novas e semi novas), assessórios, decoração, comida síria e muito mais. Ao participar adquirinado esses artigos você estará proporcionando um natal às famílias carentes da comunidade da fábrica, em Carapicuíba. São cerca de 300 famílias que são amparadas pelo Instituto Nova Semente.

O Bazar do Bem será realizado no dia 03 de dezembro de 2017 na Nova Semente, à Rua Cubatão, 77. das 10h às 18h.

Arrecadação destinada às obras sociais do Instituto Nova Semente, em especial à comunidade carente da Fábrica, no município de Carapicuiba (SP).

24
nov

O Senhor é… ROCHEDO

Gelson de Almeida Jr.

Dentro da série de mensagens “O Senhor é” quero me fixar no primeiro adjetivo que Davi dá ao Eterno, ROCHEDO. Segundo as definições mais conhecidas, “rochedo” é uma grande massa de pedra firme, sólida, resistente e inamomível, pode ser escarpada, e, em muitos casos, está próximo ao mar. Como então entender o Eterno como o nosso Rochedo?

Ao escrever o Salmo 18 Davi se recorda da profunda angústia pela qual passara, afirma que estivera à beira da morte e sentia-se cercado de inimigos por todos os lados, mas havia se firmado no Rochedo. Que bela analogia para se utilizar para o Eterno, ROCHEDO!

Provavelmente você já tenha se deparado com um rochedo, quem sabe gastou precioso tempo admirando-o, mas com o ROCHEDO essa não é a melhor atitude, olhar o Eterno e apenas admirá-Lo, pouco ou nada adiantará, em algum momento uma tempestade nos derrubará.

Como nosso ROCHEDO o Eterno nos convida a uma relação mais dinâmica, nos convida a “escalá-Lo”. Quando escala uma montanha um alpinista normalmente enfrenta toda a sorte de problemas, ventos, tempestades, sustos com pequenos escorregões, temor, etc. Da mesma forma podemos passar por coisas do tipo ao buscar o cume do ROCHEDO.

Assim como o alpinista enfrenta problemas durante uma escalada poderemos enfrentar provas durante a subida. O alpinista nunca desiste no meio da escalada, se um problema mais sério surge ou o cansaço é extremo, temporariamente ele interrompe a escalada, mas nada o afasta do rochedo.

Não sei em que ponto você está da subida, pode ser que esteja difícil, mas não desanime, a “vista” no alto compensará qualquer esforço. Acredite, quando chegar lá em cima seu único pensamento será: Valeu a pena subir.

Portanto, não desista de escalar o ROCHEDO da salvação, por mais difícil que seja a escalada e por mais provas que surjam durante a subida, o prêmio final é maravilhoso. Hoje o ROCHEDO lhe dá toda a sorte de segurança e proteção, mas em breve Ele lhe dará a salvação.

23
nov

Gloria

Marco Aurélio Brasil

Hoje concluímos essa série de reflexões sobre os cinco lemas da Reforma Protestante e como nossa prática religiosa pode desdizer aquilo em que professamos crer. Olhando especificamente para o contexto em que estou inserido, a igreja adventista do sétimo dia, consegui identificar problemas com cada um dos quatro primeiros lemas. Temos problemas com o sola scriptura quando baseamos nossas crenças mais nos escritos de Ellen White do que na Bíblia. Temos problemas com o sola gratia quando afirmamos que certas atitudes são essenciais à salvação. Temos problemas com o sola fide quando adicionamos à fé, a única coisa que é requerida do ser humano para salvação, atitudes e comportamentos, quaisquer que sejam eles. E temos problemas com o solus Christus quando pensamos que de alguma forma nossos esforços por perfeição melhoram o sacrifício perfeito e acabado que Jesus fez na cruz. Ok, mas será que temos problemas com o soli Deo gloria, o último lema da Reforma?

Soli Deo gloria significa que toda glória pertence somente a Deus. E essa palavra, “somente”, é categórica. Crer no soli Deo gloria significa que Deus, e só Ele, pode ser glorificado por qualquer coisa certa, justa e boa que nós venhamos a fazer depois da salvação. É Ele quem opera o querer e o efetuar. 

Soli Deo gloria, portanto, como os outros três solas da Reforma que vêm depois do sola scriptura, está diretamente conectado à mensagem de salvação pela graça mediante a fé que revolucionou o cristianismo e o mundo e que está em perfeita consonância com o discurso e a prática de Jesus Cristo.

Adventistas têm problemas com isso? Bem, especialmente nesse último lema da Reforma, a verdade é que todo ser humano tem problemas com isso. Temos dificuldades congênitas em deixar que outra pessoa seja glorificada por algo que nós fizemos. De todos os ensinamentos de Jesus, talvez o mais radical e difícil, logo depois do mandamento para perdoar incondicionalmente qualquer pessoa, é Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita” (Mateus 6:3). Essa nossa sede por validação, reconhecimento e admiração nos distancia da pureza do evangelho do Reino. Se, tentar matar essa sede, bebermos da água viva dEle diariamente, o poder dEle, para glória dEle, tornará a luta contra o eu possível e, mais que isso, uma vitória certa.

Que a Reforma continue em cada um de nós e vá realmente até suas últimas consequências.

22
nov

O Senhor é…

Gelson de Almeida Jr.

Num momento de profundo desespero Davi recorreu ao Eterno, reconhecendo que apenas Ele poderia ajudá-lo. Sua situação era tão desesperadora que, para explicá-la, utilizou termos tais como: “laços de morte me cercaram”, torrentes de impureza me impuseram terror”, “cadeias infernais me cingiram” e “tramas da morte me surpreenderam”.

Provavelmente você já tenha se sentido completamente abandonado por amigos, só não diria sozinho porque parece que os amigos tinham ido embora, mas os inimigos haviam ficado. Talvez tenha se sentido como Davi, mas, assim como ele sabia, precisa saber que, não importa a situação, existe Alguém com quem poderá contar em todas as situações. Para Davi o Eterno era Rocha, Fortaleza, Libertador, Rochedo, Escudo, Poder e Torre Alta (Salmo 18:2 – NVI).

O que o Eterno é para você? Como você se relaciona com Ele quando se trata de confiança e entrega? Davi inicia sua lista de adjetivos aplicados ao Eterno chamando-O de SENHOR. Apenas quando o colocamos como o Senhor de nossa vida é que poderemos aproveitar o melhor que Ele tem a nos oferecer.

Início hoje uma série de reflexões intituladas “O Senhor é”. Em cada mensagem utilizarei uma das figuras de linguagem utilizadas por Davi para descrever o Eterno e Sua atuação em favor de Seus filhos. Tenha um restante de semana abençoado, sabendo que ao seu lado existe um Deus cujo maior prazer é ajudar Seus filhos.

21
nov

Alternativas para a adoração

Marco Aurélio Brasil

É comum ver pregações e encontrar cristãos que acreditam que o grande pecado de Satanás foi querer ser maior que Deus. Usam o texto de Isaías 14:13 e 14 para endossar seu ponto de vista, mas por mais que eu leia esses versos, não consigo encontrar ali nada que o confirme. Acompanhe comigo: “Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono; e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do norte; subirei acima das alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo”.

Semelhante ao Altíssimo” é diferente de “maior que o Altíssimo”. Na verdade Satanás, que pode ser acusado de tudo menos de burro, desejava ser colocado em estado de equiparação a Deus e gozar do mesmo tipo de devoção que Deus gozava. Com isso estava veladamente dizendo que a lei de Deus que exigia adoração exclusiva era injusta, e se colocava perante os anjos (que são constantemente figurados na Bíblia como estrelas, daí o “acima das estrelas de Deus exaltarei meu trono”) como uma alternativa. Agora vocês têm escolha – dizia ele, e um terço dos anjos preferiu ter alternativas, ainda que fajutas.

Há nesses textos mais um elemento interessante, contudo. Nele, Satanás diz que vai assentar-se nas extremidades do norte no monte da congregação. Ora, o santuário era conhecido como “tenda da congregação” e ele seguia a um modelo mostrado a Moisés de um santuário celeste, o mesmo que mais tarde João vê em visão lá no Céu. Como Satanás referia-se às coisas celestes, e não à tenda humana da congregação, interessante notar que ele quisesse ocupar as extremidades do norte.

Vamos relembrar o que vimos semana passada e retrasada: a tenda do santuário era voltada para o leste. Sem querer parecer dogmáticos quanto a o que cada elemento do santuário representava, mas minha ideia é de que, ao sul, tínhamos o castiçal, símbolo do Espírito Santo; a oeste, a arca da aliança, símbolo do trono de Deus Pai, e a norte… os pães, símbolo da pessoa de Jesus.

Jesus, eterno como Deus Pai, agente criador deste mundo, a expressão visível, audível e, por trinta e três anos até mesmo palpável de Deus, era o posto que Satanás acalentava. Era contra ele a sua
rebelião e isso explica um pouco a forma como ele se esforçou para fazer o ministério terrestre de Cristo fracassar.

O recado divino que tiro disso é mais que uma mera confirmação intelectual de coisas que Ellen White falava. É um convite a prestar atenção àquilo que eu de fato adoro. Satanás ansiava ser adorado como só Cristo pode ser e está disposto a oferecer algumas vantagens em troca. Mas entre elas decerto não se encontram justiça e vida eterna. Por outro ângulo, diminuir a pessoa de Jesus é fatalmente ombrear-se com gente da laia de Lúcifer.

Vamos ficar com o legítimo ocupante das extremidades do norte do santuário celeste.

16
nov

Christus

Marco Aurélio Brasil

Mas então você poderia falar: pelo menos com os dois últimos solas a gente não tem problemas! Será?

O quarto e penúltimo lema da reforma protestante é solus Christus, fundamentado em passagens como Atos 4:12 (“não há outro nome dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos”), I Timóteo 2:5, que estabelece Jesus como nosso único mediador entre criatura e Criador e Colossenses 1:15-20, que demonstra que a salvação do homem é obra de um Homem só. Indica a desnecessidade de se dirigir a santos e até a sacerdotes em busca de perdão e salvação, mas muito mais que isso.

Nas últimas semanas tentei defender a ideia de que, conquanto a teologia adventista abrace os lemas da reforma protestante integralmente, frequentemente a prática de muitos adventistas os desmente. Foi fácil achar posturas contrárias ao sola scriptura, ao sola gratia e ao sola fide, mas será que a gente tem tretas com o solus Christus também?

Infelizmente sim.

Sempre que a gente agrega as nossas próprias obras (nossa guarda do sábado, nossa reforma de saúde, nossa conduta moral, etc.) às de Cristo como condições à salvação, estamos solapando o solus Christus. Todo legalismo, tenha ele a casca que tiver ou o verniz teológico que lhe emprestem, diminui o nosso Salvador e se identifica com o paganismo idólatra.

Nosso Deus é Pai, não um ser irascível e volúvel que precisa ser apaziguado e lisonjeado com bom-mocismo ou sacrifícios de qualquer ordem. O amor dEle é incondicional, está provado e gravado em sangue sobre a cruz.

Quem vive o solus Christus em sua inteireza é apaixonado por Jesus Cristo por tudo que Ele – e só Ele – é. E pessoas apaixonadas ajustam seu comportamento sem nem sentir ou sofrer para harmonizar-se com o objeto amado. E, no caso que estamos estudando aqui, pessoas que vivem o solus Christus jamais distorcem Seu evangelho para fazer dele um instrumento de dominação ou uma imitação de paganismo.

A reforma continua!

15
nov

Evangelismo Caseiro

Gelson de Almeida Jr.

Certa feita uma senhora dirigiu-se a Rodney “Gipsey” Smith (1860-1947), considerado por muitos um dos maiores evangelistas internacionais de todos os tempos, e disse-lhe: “Sr. Smith, sou mãe de 12 filhos, mas Deus revelou-me ultimamente que devo pregar o Evangelho”. Com olhar sereno o pregador diz à mulher, “Muito bem, a senhora deve considerar-se muito feliz. É que Deus, chamando-a para pregar o Evangelho, preparou-lhe uma magnífica congregação. Volte para casa e comece sua importante missão”.

Pouco antes de subir aos Céus Cristo deixou claro que faríamos parte do Seu projeto evangelístico sendo Suas testemunhas, mas nos orientou a começar evangelizando os de “casa”, para só então partir para locais mais longínquos (Atos 1:8).

Muitos, como aquela mulher, querem “evangelizar” longe de casa, da família, dos amigos, etc., esquecem-se, porém, que a maior obra evangelística a ser feita é dentro da própria casa. Que valor tem ganhar o mundo e perder os de casa? Mas como é difícil pregar para os de casa! Conhecendo-nos a fundo, como nos conhecem, podem se tornar resistentes ao Evangelho de Cristo, mas é em casa que o Mestre pede que iniciemos nosso “ministério”. Apenas quando conseguirmos evangelizar os de casa, isto é, todos aqueles que são próximos a nós, estaremos verdadeiramente aptos para evangelizar (falar e mostrar) o poder transformador do Pai aos “desconhecidos”.

Que o Eterno o ajude a ser um “evangelista caseiro”, que torna Cristo e o Seu Evangelho atrativos a todos que o rodeiam.

14
nov

Em torno de mim

Marco Aurélio Brasil

A tenda do santuário israelita deveria ser repartido em dois compartimentos. O Santo tinha exatamente o dobro do tamanho do Santíssimo. Uma cortina que não chegava até o teto separava os dois
aposentos. Apenas sacerdotes poderiam adentrar o Santo e o Santíssimo só era visitado por pés humanos uma vez ao ano, pelo sumo sacerdote, no dia da expiação, a festa que os judeus comemoram até hoje com o nome de Yom Kipur.

Quando o sacerdote, depois de passar pelo altar e pela pia do pátio, entrava no santuário, ele tinha à sua direita uma mesa com doze pães. À frente, um pequeno altar onde se queimava incenso constantemente e à esquerda o famoso castiçal de sete velas que adorna as sinagogas de hoje. Atrás da cortina, apenas uma coisa: a arca, uma caixa folheada de ouro dentro da qual encontravam-se as tábuas com os dez mandamentos. Essa caixa era fechada por uma tampa sobre a qual havia dois anjos com os rostos escondidos pelas suas asas e era ali, por entre esses anjos, que a glória de Deus se revelava e por vezes enchia a tenda de luz – que devia refulgir em todos os móveis de ouro – e fumaça.

É interessante notar que uma das figuras mais marcantes com que Jesus Se apresentou é a do pão. Ele disse que é o pão do Céu e quem comer desse pão não tornará a ter fome. Os pães que ficavam sobre a mesa do santuário eram trocados toda semana e têm sido entendidos como um recado divino de que Ele daria o pão de cada dia a Seu povo, sempre. Pão é o tipo de coisa que não se come uma vez por mês numa ocasião especial. Come-se todo dia, da mesma forma como devemos nos alimentar espiritualmente de Jesus Cristo, passando tempo com Ele, que está representado no santuário pelos doze pães da mesa.

À frente, o incensário, que tinha não apenas uma finalidade prática bastante óbvia, que era perfumar aquele ambiente onde sangue dos sacrifícios era espargido constantemente, mas também representava as orações do povo (segundo Apocalipse 8:3 e 4). O recado é que podemos orar a qualquer tempo, pois 24 horas por dia, 7 dias por semana, a fumaça daquele incenso subia, passava pelo vão superior da cortina e chegava até a arca, o símbolo do trono de Deus Pai. Ele nos ouve a qualquer tempo, não impõe obstáculos nem intermediários. Ele ouve, dizia o incensário.

Por fim temos o castiçal. O profeta Zacarias teve uma visão com o castiçal (Zacarias 4) e viu que ele era um símbolo do Espírito Santo. O mesmo Espírito que, quando desceu sobre os discípulos no
Pentecostes, fez com que eles parecessem velas ambulantes, pois sobre a cabeça de cada um havia algo parecido com uma chama. Segundo a visão de Zacarias, o Espírito Santo utiliza o combustível de nossa devoção, de nossa leitura e meditação na palavra de Deus, para nos usar como luzes neste mundo. Nada do que estou dizendo aqui é dogmático, mas estou sugerindo que o castiçal representa o Espírito Santo.

Lembrando que a tenda era sempre montada virada para o leste, temos nos quatro pontos cardeais: ao oeste, Deus Pai; a norte, Jesus, Deus Filho; a sul, o Espírito Santo.

Mas meu recado predileto nisso tudo é saber que no meio da trindade, no exato ponto eqüidistante entre cada pessoa da trindade, estou eu, está minha oração. A divindade me cerca, está voltada para mim, debruçada sobre mim. Eu não mereço, mas é assim.

09
nov

Fide

Marco Aurélio Brasil

Na semana passada comemoramos os 500 anos da Reforma Protestante, apontado como o mais importante fenômeno responsável pelo fim da idade média e como o originador de ideias hoje caras até mesmo nos meios seculares, como a separação entre igreja e Estado, o movimento de defesa dos direitos humanos, as lutas contra racismo e sexismo, a ética do trabalho (Weber tem um trabalho magistral sobre esse ponto) e o impulsionador-mor do incentivo à leitura e à educação (bastando para confirmar isso comparar o desenvolvimento econômico das nações que abraçaram a Reforma com as demais no mundo ocidental). E no epicentro de toda essa revolução, está uma frase de cinco palavrinhas: “o justo viverá pela fé” (Romanos 1:17).

Foi esta a frase que veio como um raio à mente de Lutero enquanto ele subia aquela escadaria da Basílica de São João Latrão em 1511, fazendo com que ele se levantasse no meio da penitência e descesse envergonhado por ter estado tentando de alguma forma melhorar ou completar o sacrifício perfeito e acabado que Jesus havia feito em seu favor na cruz. Aquele insight foi que fermentou e, iluminado pelo estudo diligente da Bíblia e muita oração, desaguou nas 95 teses que pregou na porta da catedral de Witemberg em 31/10/1517.
Portanto, bem no centro do 5 solas da Reforma protestante, uma vez estabelecido o sola scriptura e o sola gratia, está o sola fides. Somos justificados pela fé e salvos pela graça. Ou nas palavras de Ellen White, “se alguém pode merecer a salvação por alguma coisa que faça, encontra-se, então, na mesma posição que os católicos para fazer penitência por seus pecados. […] Se o homem não pode, por qualquer de suas boas obras, merecer a salvação, então ela tem de ser inteiramente pela graça, recebida pelo homem como pecador, porque ele aceita a Jesus e crê nEle. A salvação é inteiramente um dom gratuito. A justificação pela fé está fora de controvérsia.” (Fé e Obras, p. 17).
 
Por aí se vê que teoricamente o sola fides é agasalhado na íntegra pelos adventistas e com isso estabelece-se que a única coisa que é requerida do ser humano para ser considerado salvo e filho de Deus é a fé. A fé é o braço que se apropria da graça e a traz para si. A fé torna eficaz ao que crê a salvação que Cristo já completou na cruz e o que vem na sequência, do jeito e no tempo dEle, é obra do Espírito de Deus em nós. 
 
Por que então relutamos tanto em tratar como irmãos aos que manifestaram crer? Por que só o fazemos quando essas pessoas respondem “sim” a uma dezena de perguntas e esperamos ver conformações comportamentais para aí as recebermos?
 
Ao atrair a lupa do evangelho para nossa prática religiosa, concluímos sem qualquer sombra de dúvida: precisamos de uma nova reforma urgente, para que nossa teoria se faça prática.

1 2 217