A pão e água

A pão e água

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Se numa daquelas pesquisas tipo “Quem você é no seriado tal”, ou “Que animal você é”, houvesse algo do gênero para ver “Que comida você é”, penso que ninguém ia querer descobrir que é um pão.

Se me perguntarem qual a minha comida predileta eu vou hesitar entre uma boa lasanha funghi, um risoto de cogumelos, o linguado com farofa de maracujá do Alex Atala ou quem sabe a fantástica pizza de shimeji com couve que servem no “Pedaço da Pizza”, aqui em São Paulo. São pratos um tantinho elaborados – pra não dizer metidos a besta” – é verdade, mas fazem um vegetariano como eu ver estrelas. Entretanto, parece que esses pratos são tão bons apenas porque só tenho ocasião de comê-los muito raramente. Não consigo me imaginar traçando qualquer um deles todo santo dia, como não dá pra me imaginar tomando diariamente o maravilhoso suco de pinha que experimentei ontem.

O que eu como todo dia é pão; o que eu bebo todo dia é água. Mas não existem revistas ou programas de televisão falando de água e de pão, e embora dizer que alguém “passou a pão e água” seja afirmar que o tal sofreu muito, penso que a maioria esmagadora das pessoas não pode se imaginar sem pão ou sem água. Decerto não serão a comida e a bebida eleitas como prediletas de quem quer que seja, mas são o essencial; o resto é firula.

Quando Jesus Cristo, para ensinar mais uma de Suas lições vitais, quis identificar-Se com uma comida, escolheu o pão (“Eu Sou o pão que desceu do Céu”, João 6:51), e não alguma iguaria oriental rara e disputada a tapas. Quando afirmou o que tinha a oferecer a todo quanto buscasse, disse que daria água (João 4:14) que mata a sede eternamente.

Penso que Jesus está ensinando aí o que é básico na vida. O que é essencial. Pão é água são o tipo de coisa que faz parte de nosso dia-a-dia, como Ele deveria fazer também. Não se come pão uma vez por semana!

Jesus Cristo é a dieta essencial, que precisa ser buscada sem falta todo dia. O resto é firula.