Monthly Archive: janeiro 2017

31
jan

Algumas coisas que Salmos me diz

Marco Aurélio Brasil

Para muitas pessoas o livro dos Salmos é o canto predileto da Bíblia. Provavelmente 90% das pessoas responda que Salmo 23:1 é seu versículo predileto também. Eu, contudo, confesso que se tivesse que dispor os livros da Bíblia em uma espécie de ranking pessoal, provavelmente Salmos não entrasse sequer na lista dos dez melhores.

Apesar de gostar de poesia e dos Salmos estarem recheados de versos maravilhosos, cheios de promessas estupendas, do tipo que somos convidados a decorar desde crianças e que nos ajudam em momentos duros da vida, há algo entre os Salmos que sempre me incomodou um pouco. Fiquei feliz ao ler “A Bíblia que Jesus lia”, de Phillip Yancey, quando soube que eu não estava sozinho, mais gente estranhava a aparente inconstância dos Salmos, onde um exalta os livramentos fantásticos de Deus e o seguinte clama “Deus meu, Deus meu, por que
me desamparaste?” (Salmo 22:1); um exalta o maravilhoso amor de Deus e o seguinte pede que Deus extermine seus inimigos com requintes de crueldade.

A razão proposta por Yancey para isso, e que já tocamos quando falamos sobre o livro de Jó, é que Deus gosta antes de mais nada que sinceridade, e as pessoas que estão escrevendo nos Salmos são seres humanos, que se indignam, se entristecem, se alegram, enfim, experimentam emoções que você e eu também experimentamos; a diferença entre “eles” e “nós”, pode estar no fato de que eles não escondem suas emoções e as levam todas a Deus.

Admirando aquele turbilhão de emoções e paixões ardentes, descubro esse fato impressionante: eles levavam as coisas a Deus! Sua raiva, sua alegria, seu amor, sua insatisfação, tudo era apresentado a Deus. Eles tinham uma relação tal com Ele que sabiam que o destino certo para tudo isso estava nEle. Sua alegria deveria ser dividida com Deus porque Ele era a fonte primeira dela, sua tristeza também, porque se havia alguém que a poderia reverter era Deus! Não temiam parecer mal agradecidos ou desrespeitosos e decerto não corriam o risco de esquecerem-se de Deus quando boas coisas lhes aconteciam.Que fantástico exemplo a ser seguido!

E o livro dos Salmos tem a espetacular visão teocêntrica que deveria nortear nossas vidas: para os salmistas, nenhuma vitória pessoal pode deixar de ser tributada a Deus. Também, nenhuma angústia, nenhuma dor, deveria deixar de ser apresentada a Ele.

Sobretudo, Salmos me dá uma lição anti-individualismo. Me ensina que socorro e proteção eu devo esperar é de Deus, por pequena que seja a ameaça, por grandes que possam parecer minhas forças, não apenas na situação contrária. Me ensina que as vitórias que consigo não são para serem saboreadas egoisticamente no recôndito de meu lar, mas para serem divididas em tributo ao Autor delas, o meu Criador e Mantenedor.

Salmos pode não ser ainda o meu livro predileto, mas me enche de material sobre o que refletir e me ajuda a enxergar meu Deus transbordante de amor.

29
jan

# Milagres

Na tarde deste sábado teve o início de uma nova série do Programa “Começos” na Nova Semente. Criado e apresentado por Hiran Jacobini, é voltado àqueles que buscam conhecer a Bíblia de maneira profunda. Messias é o primeiro título, e os temas relacionados a ele serão expostos e discutidos ao longo de oito semanas.

Entre os temas debatidos neste sábado, os milagres vieram à tona. Como não poderia deixar de ser, abordamos as situações que ocorreram no passado e as que ocorrem atualmente. Em um determinado momento, alguém perguntou por que, afinal, Deus atende às orações de umas pessoas e de outras não?

Creio que há várias respostas para essas situações. A princípio, importa compreender que qualquer que seja o desfecho, Deus, que é onisciente, agiu em sua sabedoria infinita. O porquê, um dia saberemos. Sem essa confiança nele não há uma experiência real e produtiva com o Eterno.

Nesse momento, para provocar o debate, indaguei o seguinte – Sendo os milagres realizados por Deus, a expressão de Sua vontade, por que então a assertiva: “tua fé te salvou”? Quem não realiza milagres não tem fé suficiente?

Na verdade, em que pese Jesus haver mostrado que a fé daqueles homens era pequena, e a tendo do tamanho de um grão de mostarda seria o bastante para transportarem montanhas, parece-me ser a explicação do Cristo, registrada no evangelho de João, a essência que justifica essas realizações extraordinárias a que chamamos milagres e que ocorrem em relação à nossa fé – “Eu estou no Pai e o Pai está em mim. Somos um. As obras que faço, é Ele quem as realiza”.

Esse é o segredo revelado. A fé verdadeira e poderosa pode ser até mesmo do tamanho de um grão de mostarda, como bem nos ensinam os evangelhos, mas para que a tenhamos, devemos estar em Deus e Ele em nós, como aconteceu com Jesus. E mais, nesse mesmo contexto o Mestre nos disse que se crêssemos nele, faríamos também as obras que ele realizou, e coisas ainda maiores.

Finalizou afirmando que ele faria o que pedíssemos em seu nome, para que o Pai seja glorificado no Filho. Portanto, fica a pergunta: estamos de fato no Pai e Ele em nós, confiando integralmente em Jesus, para que possamos vivenciar os milagres em nossas vidas?

Sadi – O Peregrino da Palavra

28
jan

# A persuasão das palavras

Outro dia li um professor de literatura ressaltar sobre a importância do que dizemos na internet, afinal isso pode influenciar pessoas, tornando-nos responsáveis pelos sinais que emitimos e rumos que sugerimos. A propósito, contos e histórias são construídos por palavras e suas escolhas dão ritmo ao texto ou o tornam maçante, fazendo com que a leitura seja agradável ou não. Contudo, as palavras, mesmo bem colocadas, não são garantia de bons conteúdos a serem absorvidos por quem lê. É preciso ler as entrelinhas.

Já reparou que determinados discursos servem para qualquer ideologia? Palavras são instrumentos poderosos que desempenham um forte impacto sobre as nossas vidas.  É preciso sempre tomar algum cuidado. Há palavras bem colocadas, com argumentos que parecem lógicos, contudo podem muito bem ocultar a verdade. Estas geralmente são concebidas por argumentos capciosos, que têm a intenção de enganar a quem ouve, induzindo ao erro. Vide a má-fé usada pela serpente. Vide sob que circunstâncias Jesus foi tentado no deserto.

Há vídeos de sobra na internet demonstrando a distorção da palavra de Deus quando usada para obter vantagens. Chegaram ao absurdo de testemunhar que em determinada ocasião a invocação do nome de Jesus não teria sido suficiente, restando ao posicionamento pessoal a vitória sobre o mal. Tal contexto não merece comentários. Pessoas são fortemente influenciadas por discursos inflamados, deixando-se levar quando olham apenas para suas paixões, desviando o seu olhar do Cristo.

Disse Jesus que nos acautelássemos dos falsos profetas, observando seus frutos. Isso serve para qualquer contexto da vida, seja político, profissional ou pessoal. Examinai tudo e retende o bem. Mas como haveria de o homem reconhecer tais nuances? Levando o fato ao exame das escrituras.

Diz a palavra que o fim dos tempos reserva o surgimento do inimigo, enganando até mesmo aos escolhidos. Seu discurso será acompanhado de toda a sorte de artimanhas para que sua palavra se concretize com poder.

Portanto, seja a palavra que saia da nossa boca, seja a palavra que ouvimos, não nos apeguemos à persuasão que engana e seduz. Antes examinemos as intenções do coração, os frutos e o seu reflexo segundo as escrituras, fazendo surgir o que há nas entrelinhas. Por fim, que possamos orar para que Deus purifique nossos lábios e tire de nossa boca tudo o que não seja para edificar junto à Sua obra.

Sadi – O Peregrino da Palavra

 

27
jan

Salva Vidas

Gelson de Almeida Jr.

Segundo especialistas, quando uma pessoa se afoga o salva vidas tem três coisas a fazer: tirá-la da água, tirar a água de dentro dela e reanimá-la. É incrível como essa sequência é a mesma adotada pelo Eterno no tocante à nossa salvação.

No Salmo 40 Davi afirma que antes do Senhor intervir em sua vida a situação era terrível, pois se encontrava em um “poço de destruição”, num “atoleiro de lama”, mas o Senhor o tirou de lá e o colocou sobre a segurança da rocha (vs. 1 e 2). Paulo afirma que, antes de Cristo, estávamos mortos em nossas ofensas, mas, fomos ressuscitados e vivificados (Efésios 2:5 e 6). Pedro afirma que o sacrifício feito por Cristo nos resgatou de nossa “maneira vazia de viver” (1 Pedro 1:18 e 19 NVI).

Não fosse a atuação divina em nosso favor e estaríamos irremediavelmente perdidos, mas a bondade, a misericórdia e graça divinas mudaram nossa situação de perdidos para salvos, de mortos para vivos. Muitos acham que isto já basta para sermos salvos, mas Paulo afirma que, após passarmos por este processo de salvação/vivificação, somos novas criaturas, pois tudo se fez novo (I Coríntios 5:17), e é necessário que mudemos nosso comportamento, que “andemos em novidade de vida” (Romanos 6:4).

O Eterno cumpriu Seu papel: resgatou-nos, tirou a penalidade do pecado de dentro de nós e nos vivificou, agora é com você. Salvação ou perdição, vida ou morte, a escolha é sua. Não permita que tudo tenha sido em vão.

26
jan

Vá pro inferno

Marco Aurélio Brasil

E se eu lhe disser que é isso mesmo, que você tem mais é que ir para o inferno? A gente se esforça demais para ir para o Céu quando deveria estar indo na direção oposta porque foi isso que Jesus fez e nos ordenou fazer também.

Do jeito que Dante fez, mas todo santo dia

Segundo Romanos 8:15, nós fomos adotados por Deus. Isso não tem nada que ver com nosso comportamento e nossas boas obras, mas com nosso relacionamento com o Filho dEle. Sendo adotados por Deus, a herança que Ele tem para cada filho Seu, o Céu, está garantida. Basta mantermos de nosso lado o relacionamento que nos ergueu à condição de adotados pelo Deus todo poderoso. Na verdade, o Céu é nossa origem e nosso destino final, então porque tanto esforço para ir para o lugar que já é nosso?

Já o inferno, descrito na Bíblia como um lugar de esquecimento em que todos jazem na morte e que será jogado no lado de fogo junto com a morte, segundo Apocalipse 20:14, bem, o inferno é também um lugar que está no presente, e não no futuro. Porque Jesus chamou aqueles que não estão se relacionando com Ele de mortos (Mateus 8:22) (e lugar de morto é no inferno, no esquecimento). Porque Jesus disse que as portas do inferno não prevaleceriam contra a igreja (Mateus 16:18).
Sabe, eu já topei o dedo e até a cabeça em algumas portas, mas eu sei que não foram elas que me atacaram e sim eu, estabanado, quem me feri. Quando Jesus diz que as portas do inferno não prevalecem sobre a igreja, Ele não está se referindo ao ataque do inferno à igreja, porque portas são imóveis. Ele está Se referindo ao exato contrário: a igreja atacando o inferno. Entrando nele. Fazendo discípulos entre os mortos espirituais. Salvando almas que jazem no esquecimento.
Você está preocupado em não se deixar influenciar pelos mortos? Você só se permite relacionar, e superficialmente, com aqueles mortos mais coradinhos, que não cheiram tanto quanto mortos, que não agem tanto como mortos, que não ouvem músicas que mortos ouvem normalmente e não comem e bebem e injetam na veia coisas que mortos comem, bebem e injetam normalmente? Você teme que os mortos possam tirar você do caminho do Céu? Por medo das más influências você está abdicando de ser a boa influência, de ser a luz maculando as trevas? Será que você não leu a advertência terrível do Mestre afirmando que qualquer que procurar salvar a sua vida, perdê-la-á, e qualquer que a perder, salva-la-á (Lucas 17:33)? Você exige que os mortos fiquem mais parecidos com os vivos para só então chamá-los de irmãos?
Meu amigo, e se eu lhe disser que o caminho do Céu não é esse que você está trilhando, e sim o exato oposto? E se eu eu lhe disser que o seu lugar é invadindo o inferno repetidas vezes, intencionalmente, decididamente, alegremente, amando cada morto como se ele fosse seu pai, seu irmão de sangue, seu primo, exatamente como Jesus Cristo fez?
Ora, vá para o inferno. Hoje.

25
jan

Porta Principal

Gelson de Almeida Jr.

Dias atrás li um relato que não sei se é verídico, mesmo assim quero fazer uma aplicação espiritual sobre o mesmo. É a história de um pequeno comerciante que estava à beira da falência, em virtude de uma grande loja que se instalara ao lado da sua. Usou de um estratagema para atrair clientes. Reformou sua loja e deixou-a parecida com a concorrente, mudou o nome fantasia de sua loja para: PORTA PRINCIPAL e colocou um grande luminoso bem à entrada com o novo nome. Os consumidores mais atentos percebiam o embuste, mas os distraídos eram enganados.

Confesso que quando li dei um sorriso da malandragem usada pelo homem, mas, em uma análise mais detida de sua atitude percebe-se a origem de tudo, o engano, a contrafação e o engodo utilizados por ele fazem parte da tática utilizada pelo inimigo de nossa alma desde o Éden. Ninguém escapa de suas artimanhas, nem mesmo Cristo foi poupado. Infelizmente, o número dos que caíram é muito maior do que os que saíram ilesos.

Por esta razão Pedro, em sua primeira carta nos aconselha a estar alertas e vigilantes, porque o nosso inimigo nos ronda o tempo inteiro querendo nos destruir (5:8). Continua dizendo que nossa única salvaguarda é a confiança em Cristo e entrega total de nosso ser a Ele (5:9). Cuidado com o inimigo, para cada porta divina ele tem uma “PORTA PRICIPAL”, cujo objetivo único é nos levar à derrota e, infelizmente, muitos são os que passam por ela (Mateus 7:13).

24
jan

Algumas coisas que Jó me diz

Marco Aurélio Brasil

A ideia que as pessoas fazem do que é ter paciência me parece muito estranha. Costuma-se dizer que quem tem muita paciência tem uma verdadeira “paciência de Jó”. Aí eu vou à Bíblia ver a paciência de Jó e o bradando, clamando por respostas, esbravejando indignado com sua sorte.

Jó segundo o pintor Bonnat

Sim, é isso o que Jó faz. Ele não entende porque aquelas coisas todas estão acontecendo com ele, aquilo fere seu senso de justiça e ele não se cala. O que é digno de admiração em Jó não é sua paciência, mas sua confiança em Deus. É equivocado, portanto, o entendimento de que o cristão vive sorrindo, ignorando a dor, desprezando o sofrimento, vivendo como se a vida fosse um eterno mar de rosas.

O livro de Jó me diz que coisas ruins acontecem a pessoas boas e isso não vem de Deus. Logo, o livro me diz que eu não posso esperar que nada de ruim me aconteça, mesmo sendo um irrepreensível guardador da lei de Deus, mesmo sendo uma pessoa “boa”. Se é para não sofrer que você pretende ser bom, esqueça. Me diz também que há algo de errado com nosso senso imediatista de justiça. Gostamos dos filmes americanos em que o malvado se dá mal e o mocinho se dá bem, em que as coisas ficam esclarecidas e definitivamente resolvidas, mas Jó vem
e me diz: espere. É preciso esperar para que bons tenham a recompensa, para que as coisas entrem em seus devidos eixos. E vai haver dias em que isso vai parecer ser impossível de
acontecer, em que a impiedade parece triunfar definitivamente. Mesmo contra as evidências, confiar é a saída.

A despeito disso, eu não preciso me calar e achar que é tudo muito bom e satisfatório quando o mundo está caindo sobre minha cabeça. Questionar e pedir livramento é mais do que certo, é o que Deus espera de nós!

Essa é uma lição extremamente preciosa, mas há ainda a mais importante, a dica mais valiosa que eu consegui extrair do fantástico livro de Jó: quando não soubermos a razão de uma provação, quando estivermos angustiados e oprimidos, vamos precisar ter um conhecimento da pessoa de Deus que nos permita fazer como Jó, que disse mais ou menos assim: “Eu não entendo, mas sei que meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a Terra, e eu O verei com estes olhos!”

Jó me diz que o tipo de gente que faz nosso Senhor estufar o peito e apontar como exemplo, inclusive até para rebater acusações insidiosas de Satanás, é aquela que permite que as bordoadas da vida lhe afetem o humor, que admite honestamente seus sentimentos, que age de forma autêntica – mas uma coisa jamais perde: a confiança. Porque esse é o tipo de pessoa que conhece a Deus.

22
jan

# Compreendendo superações

Algumas pessoas, talvez muitas, não sei, se acham superiores às demais. Em uma outra ocasião eu escrevia sobre a condição daquele que paralisa a sua vida pelo medo e, por isso, vive uma condição bastante inferior à que poderia de fato vivenciar. O seu contrário, ainda pelo mesmo diapasão em desequilíbrio, é aquele que não teme a nada e por isso se sente melhor que os outros.

Nem uma condição, nem outra. Sentir medo e se sujeitar ao engano que ele provoca, como afirmei no texto – O medo de viver – é nefasto. Ser ousado e não temer o sucesso de uma empreitada são condições para o crescimento, contudo é preciso encontrar a atitude equilibrada. As escrituras analisam ambas as circunstâncias, oferecendo os caminhos para que esse equilíbrio seja experimentado, proporcionando a segurança e o bem-estar individual, familiar e espiritual.

De posse dessa sabedoria, o homem serve à família, à empresa e à igreja com integridade e senso de justiça. Em família, se tem que usar de rigor com um filho que esteja perdendo o respeito e, consequentemente o rumo, não hesitará em fazê-lo dentro dos limites. Na empresa, a observância aos parâmetros de conhecimento, disciplina e ética lhe são fundamentais. Na igreja, ao reconhecer a linha tênue entre a doçura da misericórdia e a necessidade da instrução, age com amor.

Tudo isso, cumpre ressaltar, deve ser feito tendo às mãos o manual de instrução por excelência – a bíblia sagrada – utilizando todos os instrumentos ali apontados – vale dizer – sabedoria, obediência à palavra de Deus e joelho no chão.

Grande é o poder que move o universo. O homem que se reconhece em Deus, esse permanece firme naquilo que faz e caminha em direção ao alvo maior que o espera. Assim, torna-se forte, e o único engrandecimento que lhe interessa vem do Alto. Incansável, ele promove o sucesso também para os outros, refletindo o reino a que está inserido. Humilde de espírito, ele reconhece o reino de Deus ser constituído de poder e não por palavras.

Eis o homem verdadeiramente superior. Ele o é quando encara a necessidade de superar a si mesmo, para que surja um novo homem. A perseverança nos mandamentos e na fé em Jesus é todo o diferencial de que precisa, e nele não há obstinação pelos poderes efêmeros deste mundo. Ele sabe que o crescimento verdadeiro e equilibrado só pode ser alcançado enquanto estiver alinhado ao poder de Deus que rege o universo.

Assim disse o seu Redentor: “Eu sou o Senhor, o teu Deus, que te ensina o que é útil e te guia pelo caminho em que deve andar”. Se der ouvidos aos mandamentos, então o seu nome será exaltado pelo Eterno.

Sadi – O Peregrino da Palavra

21
jan

# O medo de viver

Já reparou como o ser humano vivencia o medo a ponto de obstruir o avanço de seus próprios sonhos? O medo paralisa a vida e as boas iniciativas. Ele é um produto dos nossos pensamentos – limitantes, cumpre dizer –, e se torna real apenas em nossa mente.

O medo, se alimentado, pode afetar profundamente a vida de uma pessoa. Seja na área familiar, profissional ou mesmo espiritual, esse sentimento nefasto pode nos levar a crer que não somos merecedores da felicidade, tudo porque tais crenças enganosas acabam nos fazendo acreditar que não somos capazes de realizar metas e alcançar objetivos que nos levariam ao crescimento em qualquer dessas áreas.

O resultado pode se ver em pais que não tem autoridade sobre seus filhos ou amor pleno em seu casamento, profissionais que passam a vida aceitando migalhas, quando poderiam fazer a diferença na vida das pessoas e, por fim, crentes que não confiam em Deus e na sua Palavra.

A bíblia fala de temor em muitos de seus versos. O medo, vale dizer, algumas vezes nos protege de situações perigosas e isso é benéfico, no entanto, das vezes em que ele se torna apenas um fruto de nossos pensamentos limitantes, se apresenta como lamentável, pois a vida passa e com ela, muitas vezes, as oportunidades únicas.

Diversos homens na bíblia tiveram medo, contudo, aqueles que o entregaram a Deus, seguiram em frente e venceram. Os que o alimentaram, provaram apenas não confiar em Deus.  O que disse Deus pela voz de Isaías? “Não tema, pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; eu o segurarei com a minha mão direita vitoriosa”. O que o impede de viver sob esse comando divino?

Veja qual foi a decisão de Josué quando ouviu a voz do Senhor dizendo: “Seja forte e corajoso! Não se apavore nem desanime, pois, o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar”. Esta foi a sua decisão: “Percorram o acampamento e ordenem ao povo que prepare as provisões. Daqui a três dias vocês atravessarão o Jordão neste ponto, para entrar e tomar posse da terra que o ­Senhor, o seu Deus, lhes dá”.

Não é maravilhoso? Isso é fruto do amor e da confiança em Deus. Em qualquer circunstância de nossa vida podemos tomar a lição de João em sua primeira carta: “No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor.”

Por fim, pela experiência real que buscamos com Deus, que jamais o medo de anunciar a Sua palavra tome conta do nosso coração. A princípio, esta sentença de Jesus Cristo nos acompanhe: “Não tenham medo dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Antes, tenham medo daquele que pode destruir tanto a alma como o corpo no inferno”.

Quem lê, entenda. Viva a vida com coragem e amor!

Sadi – O Peregrino da Palavra

20
jan

Faça a Diferença

Gelson de Almeida Jr.

Um ateu ouviu o testemunho de um homem que por muito tempo fora dominado pelo vício da bebida. Assim o homem acabou seu relato o ateu disse que tudo aquilo era uma grande bobagem, que não passava de tolice e imaginação, que era uma fuga da realidade, um sonho. A seguir sentiu um puxão na camisa, era uma garotinha que lhe disse:

– Por favor senhor, se ele estiver sonhando não o acorde. Ele tem sido um pai maravilhoso desde que teve um encontro com Jesus e parou de beber”.

Embaraçado o homem afastou-se, sem dizer qualquer outra palavra.

Poucos instantes antes de retornar ao Céu, o Mestre ordenou aos discípulos que, após receberem o poder, da parte do Espírito Santo, fossem Suas testemunhas, começando próximo de onde viviam até os “confins da Terra” (Atos 1:8). Não tenho dúvida de que, eles e outros, fizeram a sua parte, a prova é que as boas novas do Evangelho chegaram até nós, que estamos a milhares de quilômetros daquela região.

Ser cristão nada mais é que ser uma “testemunha”, uma testemunha do que o Eterno pode fazer na vida de alguém.

Quando colocamos uma roupa elegante, fazemos um corte no cabelo ou penteado que nos tornam atraentes, é comum ouvimos elogios e perguntas do tipo: Onde você comprou? Quem fez? Como conseguiu? Também é comum, ao contarmos de viagens ou passeios que fizemos, os ouvintes desejarem fazer o mesmo que nós. Estamos sendo boas testemunhas e outros querem fazer como nós, mas que tipo de testemunhas somos no aspecto espiritual? Aquilo que mostramos em nosso cotidiano faz com que outros desejem fazer o mesmo?

Gosto da frase que diz que ser cristão é fácil, difícil é fazer a diferença. Seja diferente, faça a diferença, seja uma testemunha.

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