Monthly Archive: fevereiro 2016

28
fev

Aparências

lobo_cordeiro_6vi_Nem sempre aquilo que parece, é realmente. Não se deve acreditar em tudo o que se vê, pois a aparência pode não traduzir a realidade. Uma pessoa calma pode esconder alguém agressivo. Uma pessoa vestida com roupas caras pode passar a imagem de alguém abastado. O contrário também é verdade. Alguém que se diz discípulo do Mestre, pode ser alguém sem transformação alguma, jamais abrindo mão do que o mundo tenha a oferecer.

A aparência sempre anuncia um conceito, contudo, diz a sabedoria, não devemos nos deixar movermos por ela. Importa conhecermos melhor as pessoas, as intenções, as situações. Se julgarmos apenas pela aparência, podemos nos deparar com sepulcros caiados – que conforme afirmou Jesus, parecem formosos exteriormente, mas seu interior está repleto de ossos mortos.

Certa ocasião, o Messias teve fome e avistando uma figueira repleta de folhas, o que denunciava a possibilidade de conter frutos, aproximou-se dela e percebeu que não havia um sequer, tornando-se uma anomalia diante de seus olhos. Situação que faz lembrar ao contexto bíblico anteriormente citado, em que Jesus ainda compara tais pessoas a seres que aparentam uma justiça exterior, mas interiormente estão cheios de hipocrisia.

Normalmente se escondem por detrás de seus próprios medos. Da mesma forma os que apontam os pecados alheios e são rápidos para relativizarem os seus próprios. Se não houver conteúdo verdadeiro e benéfico, sobretudo instruindo a si próprio segundo as escrituras, a aparência não passará de superficialidade que induz ao erro. Pior ainda quando engana-se a si mesmo.

Algo para se pensar a partir de nós mesmos em nossa relação com o Caminho, a Verdade e a Vida. Que o Espírito Santo possa alcançar os corações e mentes, convencendo o mundo do pecado, da justiça e do juízo.

Sadi – O Peregrino da Palavra.

27
fev

Viver e dar frutos

quero-olhar-para-jesusViver tem se tornado uma arte. Aliás, sempre foi uma arte, especialmente porque nas relações humanas viveu melhor quem soube se relacionar bem, não ingressando em discussões infrutíferas e conservando para si os valores que equilibram a vida, sobretudo quando esses valores são bíblicos.

A frase que diz não podermos mudar o mundo é verdadeira e sábio é aquele que percebe a sua extensão. Sim, pois, mediante os mesmos valores podemos alcançar a quem queira ser alcançado, tornando a convivência equilibrada e harmoniosa um desdobramento que cabe a nós proporcionarmos, produzindo frutos.

Saber viver, sim, é uma arte, mas é na dependência e na obediência aos mandamentos que os verdadeiros frutos de que necessitamos são produzidos. A palavra de Deus é o farol nessa produção. Luz para os meus pés e Lâmpada para o meu caminho é Tua Palavra, diz o salmista. Eis uma verdade inconteste, pois é através dela que encontramos o único meio para nos guiar em tudo o que fizermos.

Não é a oração, a frequência em cultos e o conhecimento da palavra o que por si só nos leva a produzirmos frutos e a vivermos bem. São fundamentais para a intimidade e o conhecimento de Deus, mas é a Palavra que esteve no início de tudo e por ela tudo fora criado, sim, a Luz que precisamos. O Eterno é o centro de tudo. É para voltarmos a Ele que estamos sendo chamados, sendo Jesus o Caminho, a Verdade e a Vida que nos leva ao Pai. É nele que aprendemos todas as ações que precisamos para bem viver e produzirmos frutos, e é nele e por ele que as coisas acontecem em nossas vidas, essencialmente por olhamos firmemente para ele que é o autor e consumador da nossa fé.

Disse o SENHOR pela voz do profeta Isaías – “Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os confins da terra; porque eu sou Deus, e não há outro”. Portanto, para o bem viver, que nossos olhos se voltem para Jesus. Não há outro caminho para darmos fruto no tempo certo.

Sadi – O Peregrino da Palavra

26
fev

Ele esteve com Jesus

Gelson de Almeida Jr.

diferençaQuando se fala no apóstolo Pedro a imagem mais comum que se tem é a de um homem rude, grosseiro, afoito e irascível, pior ainda, alguém que por três vezes negou a Jesus. Hoje quero refletir sobre dois episódios muito distintos, mas onde Pedro é reconhecido, pelo seu modo de falar, como quem estivera com Jesus.

Em um de seus momentos de maior baixa na caminhada espiritual Pedro vê seu Mestre preso, sai para fora da casa e é reconhecido, literalmente a seu respeito se diz: “Verdadeiramente, és também um deles, porque o teu modo de falar o denuncia” (Mateus 26:72), para mostrar o contrário ele pragueja e profere toda a sorte de impropérios. Meses mais tarde, restaurado pelo Mestre e guiado pelo Espírito Santo, vai ao templo, cura um coxo e ensina acerca do Salvador. É preso e, no dia seguinte, após o ouvirem pregar, as autoridades religiosas afirmam que seu modo de falar era o de quem estivera com Jesus (Atos 4:13).

Não importa se na baixa espiritual, quando negou o Mestre, ou quando curou um coxo e, em seguida, saiu a pregar, o mesmo se diz a seu respeito: “Esteve com Jesus”. Nesse instante deixo-lhe uma pergunta para que reflita: Você precisa se identificar como seguidor do Mestre ou o simples fato de abrir a sua boca mostra que é um de Seus seguidores?

Tanto em baixa como em alta espiritual o modo de falar denunciou Pedro, mostrou com quem ele andava. Duas verdades ficam patentes nesses episódios, a primeira é que o nosso modo de falar sempre mostrará com quem andamos, quem ocupa o lugar de honra em nossa vida, a segunda é que é impossível passar um tempo na companhia de Cristo e os outros não perceberem. Escolha o melhor, escolha andar com o Pai e verá que seus atos e palavras levarão outros aos pés de Cristo.

25
fev

Crédulas crianças

Marco Aurélio Brasil

A Bíblia fala de um sujeito chamado Calebe que, junto de Josué, deu um relatório favorável sobre as condições de Canaã a Moisés, contrariando os outros dez espiões, que fizeram o povo morrer de medo dos “gigantes da terra”. Ele não era de origem judaica, mas era “filho de Jefoné, o quenezeu”.

Calebe é dessas figuras simpáticas sobre a qual não se fala muito. Depois do relato da espionagem, fala-se bastante em Josué, mas de Calebe necas. O pouco que fala é elogioso.

No capítulo 14 de Josué ele reaparece, depois dum longo silêncio. O povo já cruzou o Jordão e está se espalhando por Canaã. Calebe chega para Josué e fala algo mais ou menos assim: “Josué, lembra o que Deus falou a nosso respeito, quando eu tinha só 40 anos e nós confiamos que Deus poderia nos dar esta terra? Moisés disse que a terra onde meu pé tinha pisado seria minha e dos meus filhos. Bom, passaram desde então 45 anos e eu continuo inteirinho, inclusive para dar umas bordoadas! Me dá o monte sobre o qual Moisés falou. Sei que lá tem umas cidades fortificadas onde moram os anaquins [a Bíblia diz que eram gigantes. Deviam ser uns caras grandes e mal encarados, no mínimo], mas o Senhor vai me ajudar a correr com eles.”

christmas-awe-little-girlDito e feito. O vovô subiu lá só com sua família e botou os tais gigantes pra correr.

Fiquei pensando nessa figura fantástica, filho de um estrangeiro no meio de um povo que já naquele tempo deveria ser um tanto exclusivista, que recebe a missão de andar por uma terra hostil, cheia de ameaças, mas ao invés disso só vê pescoços com a linha pontilhada do “corte aqui”. “Ah, isso tudo é fichinha perto do nosso Deus!” Aí, com 85, ele pensa: aquele monte cheio de cidades fortificadas foi prometido para mim pelo servo de Deus. Logo, Deus o prometeu. Logo, Ele estará comigo para o conquistar. Logo, a terra é minha! Mera questão de… tempo! E ele age conforme pensa.

O tempo em que vivemos desestimula a extrema credulidade; é inteligente quem de tudo desconfia. Mas as Escrituras estão polvilhadas de relatos de gente cuja maior virtude e trunfo estava exatamente na extrema credulidade. Seriam eles burrinhos? Seriam simplórios, ignorantes, inocentes?

A sutil sabedoria estava em que conheciam experimentalmente um Ser tão digno de confiança que, como um bebê que pula nos braços do pai sem nem imaginar a hipótese dele não agarrá-lo, soltam suas vidas em Suas mãos, fecham os olhos e seguem na direção indicada. A sutil sabedoria advinha do grau de conhecimento que tinham do Autor da promessa. Calebe parece uma criança falando “bom, Deus me prometeu, então deixa eu ir lá e dar uma coça naqueles gigantinhos”.

Justamente, uma criança.

“Em verdade vos digo que, qualquer que não receber o reino de Deus como criança, de modo algum entrará nele” (Lucas 18:17). Jesus é quem diz. Uma criança conhece bem o pai porque não tem muito mais gente pra conhecer, no mais das vezes. O convite desse princípio de sábado para você é: apague um pouco o mundo, abaixe o volume do som, da rua, do telefone, das pessoas e ouça a voz de Deus. O segundo passo: reivindique as promessas que receber dEle.

Você vai ver que não há como errar.

24
fev

Deus X Adoração

Gelson de Almeida Jr.

mulher adorandoAnteontem assisti uma reportagem onde o âncora do programa entrevistava um repórter da emissora que, fazia pouco, fora assaltado. Ele estava num táxi quando e assustou quando o motorista aumentou bruscamente a velocidade. Levantou a cabeça e viu um marginal com um fuzil nas mãos, em seguida, percebeu que o tiro entrou pelo vidro, passou a poucos centímetros de sua cabeça e se fixou no outro lado. Ele disse em uma cidade violenta e desprotegida, como São Paulo, confiamos em Deus ou, um ateu como ele, confiava na sorte.

Confesso que, se fosse Deus, ficaria muito chateado, talvez até lhe mostrasse que eu existia. Felizmente, para mim mesmo e para toda a humanidade, não sou Ele. Uma das coisas mais maravilhosas do nosso Deus é não se chatear quando o desprezamos ou fingimos não o conhecer. A razão é simples, haja o que houver, aconteça o que acontecer, Ele sempre será Deus.

Muito antes de você e eu existirmos Ele já era Deus, como já o era ao criar a primeira geração de seres humanos em nosso planeta. Nem consigo imaginar quantas gerações passaram pela Terra e Ele ainda continua o mesmo, em poder, em atitudes, em misericórdia, em bondade, em fidelidade e em amor, pois Ele não muda (Malaquias 3:6). É por esta razão que não podemos deixar passar a chance de O adorar.

Ele não precisa de nós para nada, não precisa do nosso dinheiro, pois tudo é dEle (Salmo 24:1), não precisa do nosso louvor e adoração para se sentir melhor, Ele é o que é e isso nunca mudará, mas é através da nossa adoração e louvor (comunhão) que Ele se revela e mostra Sua vontade a nós.

Para o sedento Ele é a Fonte de Água viva, para o faminto é o Pão da vida, para os fracos é o Leão de Judá, para os cansados é a Rocha, para os perdidos é o Caminho, para os desconfiados é a Verdade, para os desvalidos Ele é a Vida.

Não importa quem você seja ou do que precise, Ele sempre será a solução, pois não existe vida fora dEle. Louvado seja o nosso Deus.

21
fev

Enlaces

casamentoConversando com um parente que mora em outra cidade, ouvi ele dizer que praticamente todos os seus amigos estão divorciados, simplesmente porque a relação não deu certo. Sua conclusão foi dizer que a instituição está definitivamente acabada e que gostaria de entender o porquê dessa decisão que se tornou corriqueira.

É difícil responder tomando um motivo como generalizado, quando sabemos que há uma diversidade de situações que levem à mesma decisão. Contudo, estou convencido de que os valores que sempre nortearam a sociedade tenham se tornado tão relativos, que quase não há mais o que se sustente.

Mas em se tratando do casamento, se não tomarmos a separação por motivo de adultério, o que mais pode estar causando tamanho estrago nas relações conjugais? Basicamente o individualismo. A compreensão do casamento como a união de duas pessoas que se tornam uma só é praticamente nula em seu sentido profundo. Talvez superficialmente as pessoas conheçam a frase, mas daí a compreenderem o contexto que a justifique…

Frases como “não deu certo” ou “somos muito diferentes” são comuns entre os casais que se separam, todavia, cumpre dizer às claras que tais conclusões são fruto de certas atitudes que já pavimentam o caminho da separação. A falta de atenção, por exemplo, é uma delas. Seja porque o trabalho absorve o cônjuge mais do que o normal, seja porque as distrações da vida tenham lugar preferido na escolha de um deles.

É importante que se ressalte que tais motivos podem não ser tão bem percebidos, pois não bastasse o individualismo que trazem e mantêm dentro do casamento, não raro demonstrando infantilidade, trata-se de uma geração que convive com o conceito de uma produtividade competitiva exacerbada, caracterizando de uma maneira ou de outra serem frutos de uma sociedade imatura, donde valores foram dando espaço a vontades e vaidades, em detrimento final de verdadeiras necessidades.

A verdade é que mesmo dentro das igrejas vemos isso acontecer. Não por falta de valores bíblicos, mas porque o mundo está altamente contaminado pela relativização dos valores que formaram a sociedade. O individualismo se tornou um conceito importante, suplantando até mesmo, como é de se esperar, o projeto comum de um casamento.

O mundo em que vivemos transformou a mente humana de tal maneira que as pessoas se tornam cada dia mais inseguras e, consequentemente, ignorantes. Não há mais diálogo. E quando ocorre, percebe-se haver apenas uma disputa para ver quem convence. Não mais se reconhece um erro. As pessoas estão tão cegas que conseguem enxergar razões em suas orações para continuarem errando, sem se darem conta de que estão caminhando para o abismo.

O fato é que o valor do casamento já não é o mesmo…para as pessoas, pois em Deus, ele continua sendo a razão da união eterna.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

20
fev

Tempos idos, tempos outros

1850É possível viver uma experiência real com Deus em um mundo tão diferente dos primeiros adventistas e demais denominações tradicionais? Certamente que sim, contudo com muito maior dificuldade, afinal, os valores estão cada dia mais relativizados, o amor tem esfriado a um nível inacreditável e mesmo as escrituras têm sofrido interpretações distorcidas a satisfazer os novos gostos.

Sempre houve no mundo toda a sorte de distorções, mas estamos vivendo tempos sem precedentes na história humana. A maneira como as experiências têm sido vividas em face do padrão bíblico é um exemplo desse retrato. A Segunda Carta de Pedro pronuncia palavras na direção da observação da purificação, da vocação e da eleição. Também adverte quanto aos desvios.

Homens sempre foram imperfeitos, contudo, tomando ainda de empréstimo o exemplo dos pioneiros adventistas e demais denominações tradicionais, os discípulos de Cristo reconheciam com muito mais naturalidade a necessidade de vivenciar a santificação, falando uns com os outros de seus problemas e a maneira como o Espírito Santo os conduzia na dependência e a obediência à palavra de Deus. Uma característica que de certa forma ainda perdura em algumas delas, entre as quais, a adventista do sétimo dia.

Na publicação da Review and Herald, de 23 de maio de 1865, Uriah Smith descreve uma reunião que acontecia aos sábados, chamada social, da seguinte forma: “Uma reunião caracterizada por testemunhos vivos que animavam a alma, por olhos radiantes, vozes de louvor, exortações sérias e comovedoras e frequentemente lágrimas; cenas nas quais a fé e o amor se acendiam novamente”.

O temor a Deus era uma realidade muito mais disseminada dentro das igrejas, norteando o proceder dos homens. Contudo, atualmente, o que vivemos é quase a extinção desses valores, tanto na sociedade, quanto em muitas denominações. O que nos ensina Paulo em sua Segunda Carta à Timóteo senão que nos últimos dias sobreviriam tempos penosos; onde os homens seriam amantes de si mesmos.

Seriam os tempos modernos com seus “confortos” e “seguranças”, toda a sua tecnologia e distrações, assim como as necessidades que a mídia nos diz termos para sermos alguém, o que nos fez perder o verdadeiro sentimento para o que de fato importa?

Sim, está muito mais difícil viver uma experiência real com Deus nos tempos atuais. Mesmo dentro das igrejas tradicionais alguma superficialidade impera, sobretudo porque importa apenas o dia de culto, este não se estendendo para o interior dos lares e dos discípulos. Hoje, igrejas repletas de shows, de altos salários a pastores, altos cachês a músicos famosos, templos suntuosos e custos altíssimos para a promoção dos cultos, leva-nos a vivermos uma situação em que não enxergamos mais a santidade. É como sair à noite em uma grande cidade. Já nem olhamos para o céu, pois não há mais estrelas para se ver. Saímos apenas para nos distrairmos.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

19
fev

Troca com troco

Gelson de Almeida Jr.

Permita-me compartilhar uma ilustração que li dias atrás. Uma garotinha que estava com a mãe em uma loja. Enquanto a mãe estava no Caixa viu, na vitrine, um lindo colar de pérolas brancas numa caixa cor de rosa. Eufórica disse à mãe que queria comprá-lo. As pérolas eram de plástico e o preço era de apenas $ 3,50. Percebendo seu grande interesse a mãe disse-lhe que poderia comprá-lo se juntasse dinheiro fazendo pequenas tarefas domésticas. Assim que chegou em casa a garota viu que tinha apenas 47 centavos em seu cofre.

Aquela foi uma noite diferente, a pequena ajudou nas tarefas, muito além do pedido, ou do que normalmente fazia. Nos dias seguintes ajudou a vizinha e quem mais precisasse. Sua avó lhe deu $ 2,00 e logo ela conseguiu comprar o colar. Amava-o tanto que o usava em todas as ocasiões.

O pai amoroso da menina todas as noites subia em seu quarto para lhe contar uma história antes que dormisse. Uma noite perguntou à filha se ela o amava, prontamente ela disse que o amava mais que tudo. Em seguida pediu o colar de pérolas de presente. Ela disse-lhe que pedisse tudo, menos o colar. Diversos dias o diálogo foi o mesmo e cada dia ela oferecia alguma coisa diferente.

Certa noite o pai viu sua filha triste e com lágrimas nos olhos. Perguntou-lhe a razão, sem dizer nada ela estendeu a mão e deu-lhe o colar. O pai pegou o colar com uma das mãos e com a outra tirou um pacote do bolso e entregou à filha. A garota não acreditou ao ver um colar de pérolas verdadeiras. Estivera em seu bolso desde o início, mas não poderia dar-lhe antes que abrisse mão do outro, de pérolas falsas.

mao divina estendidaDe modo parecido acontece conosco, o Pai tem “pérolas verdadeiras” para cada um de nós. Sendo um Pai de amor quer nos dar o melhor, mas precisa que primeiro nos livremos das “pérolas falsas”. Não importa do que precise se livrar, por melhor ou mais importante que seja o Pai tem algo muito superior para dar em troca. Apenas confie e entregue o que Ele pedir, será uma troca com troco, pois o que receberá em troca será maravilhoso e indescritível.

17
fev

Virá Jesus em breve?

Gelson de Almeida Jr.

ampulheta

Quando se fala do retorno de Cristo à Terra, ou no cumprimento de qualquer promessa divina, comumente encontramos dois tipos de reação, os que acreditam e procuram viver à altura da promessa e os que duvidam ou zombam. Mas será que o Eterno é tardio em cumprir o que promete ou nós é que somos ansiosos demais?

Falando acerca do retorno de Cristo à Terra o apóstolo Pedro afirmou que deveríamos ter bem claro em nossa mente que “(…) um dia para o Senhor é como mil anos…” (I Pedro 3:8), sendo assim, qualquer desconfiança ou afirmação de que o Eterno está demorando cai por terra.

Vejamos como ficaria parte da História bíblica se analisada pela ótica divina (contagem de tempo aproximada):

  • Há pouco mais de 6 dias Ele criou nosso planeta e aqui colocou Adão e Eva.
  • Menos de dois dias depois, quando a maldade e a desobediência eram a marca registrada dos seres humanos, Ele interviu e recomeçou tudo com 8 pessoas.
  • Cerca de 10 horas mais tarde fez um pacto com Abraão para que fosse o iniciador de um povo que lhe fosse fiel.
  • Devido à sua desobediência, os descendentes de Abraão passaram pouco mais de 10 horas e 19 minutos cativos no Egito, até que saíram, liderados por Moisés.
  • Cerca de 1 dia, 1 hora e 48 minutos mais tarde o preço do pecado foi pago pelo Filho na cruz.
  • Há 1 dia, 23 horas e 57 minutos o Filho, antes de retornar aos Céus, para interceder por você e eu, prometeu que voltaria.

Repito a pergunta, é o Eterno que demora ou nós que avaliamos Suas promessas através da ótica humana e nos tornamos cada vez mais impacientes e desconfiados? Pedro afirma que o Senhor não retarda a sua promessa, mesmo que a tenhamos por tardia (II Pedro 3:9).

Portanto, quando avaliar alguma promessa divina, ou fizer-Lhe um pedido, não se desespere se demorar, o Seu tempo é diferente do nosso. Daqui instantes Cristo voltará para buscar Seus filhos fiéis, a contagem de tempo é dEle, o preparo é nosso.

14
fev

Ordem e Progresso

Assistindo um documentário sobre o Japão, entre vários temas, a ordem naquele País foi um dos que mais me impressionou. Mesmo em tempos de caos, por exemplo, quando nas ocasiões de terremotos, tsunamis ou erupções das dezenas de vulcões ativos naquela ilha, em questão de horas estragos estão limpos, ruas e asfaltos estão reparados, pessoas se organizam em filas para receberem comida etc.

Não é à toa que as crianças obedecem a padrões de comportamento sem manifestar rebeldia e revolta contra o sistema. As pessoas aprendem desde cedo que a solidariedade e o respeito são fundamentais para o avanço do País.  Quando vão à escola, na hora do almoço, se dividem para servir a refeição aos colegas na sala. Depois todos se organizam para deixarem o espaço limpo e organizado.

O exemplo de como se comportaram na copa do mundo no Brasil foi extraordinário, uma vez que levaram sacolas plásticas aos estádios apenas para carregarem de volta todo o lixo que produziram. A noção de cidadania é muito forte. O ideal de conjunto prevalece, e por isso se apresentam como uma nação evoluída.

Por que deste texto em relação à palavra de Deus? Bom, pergunte-se como estão nossas crianças e adolescentes, mesmo as que frequentam as igrejas e têm boas noções de respeito aos pais, professores e à vida espiritual. Não falemos dos adultos, pois aí são outros quinhentos, pois prevalece neste País um conceito de liberdade bastante distorcido.

Educa a criança no bom caminho e não se afastará dele quando crescer. Sim, é um bom norte para a educação, contudo, e se já adultos, o que fazer caso se afastem do bom caminho? A resposta só encontra equilíbrio se todo o sistema funcionar com igual respeito às leis e ao próximo. Somente com o conjunto da população podemos vivenciar a máxima que diz que juntos somos mais fortes.

É a tal coisa…sábias palavras encontramos na bíblia e aqui ressalto uma que se adequa a esse contexto – “Melhor é a criança pobre e sábia do que o rei velho e insensato, que não se deixa mais admoestar”. Pense nisso, e não hesite em agir por um mundo melhor, convidando a todos à sua volta para se unirem em torno de um bem comum, aprendendo coisas simples que podem mudar o mundo.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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