Monthly Archive: dezembro 2015

31
dez

Mensagem – Pr. Fabiano Mendes

Comunicação

ano novoFeliz Futuro Novo!

“Então vi um novo céu e uma nova terra”. Apocalipse 22:1

Todos nós podemos dizer que 2015 foi um ano difícil para a economia e a política em nosso país. Percebemos o quanto a desonestidade é endêmica ao ser humano, como o interesse pessoal supera o interesse pelo bem comum em inúmeros casos. Estas coisas apenas revelam o egoísmo presente no coração humano e como precisamos de auxílio especial para lidar com problemas desta espécie.

Para alguns de nós, que sofremos perdas pessoais, o ano vai ficar marcado pela tristeza e despedida. Pelo sentimento de impotência diante de algumas situações que desafiam a experiência humana. Um acidente, uma grave doença ou mesmo a morte nos lembram da fragilidade da vida e de nossa dependência de uma força superior àquela que encontramos em nós mesmos.

Ao estarmos diante de um novo ano, que para muitos será apenas mais um ano difícil, desafio você a buscar fé em Deus e em suas promessas. Olhe para o novo ano não apenas a partir dos desafios que ele representa, mas com a perspectiva divina para o nosso futuro. A cada novo ano nos aproximamos mais do plano de Deus para a humanidade apesar das circunstâncias ao nosso redor. Elas certamente não limitam o poder de Deus para conduzir nossa vida e de nossa família para um futuro melhor. Essa visão de fé é essencial e tem um nome muito apropriado: Esperança!

Nós da Nova Semente desejamos a você um feliz futuro novo a partir de agora.
E convidamos você para encontrá-lo a cada dia desse novo ano ao nosso lado. Não controlamos o relógio divino, mas temos essa certeza de que os últimos segundos do grande relógio do tempo estão conduzindo o ponteiro da história humana em direção à meia-noite. Os fogos e os cantos que vão marcar esse momento histórico já quase podem ser ouvidos. E logo poderemos dizer juntos: vejo um novo céu e uma nova terra! Você não vai querer perder este momento especial, vai? Que a chegada de mais um novo ano seja o prenúncio da esperança em um novo e próspero tempo.

Feliz Futuro Novo!

Fabiano Mendes.
Pastor Sênior – Nova Semente.

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30
dez

Promessas

Gelson de Almeida Jr.

PromessasÉ um fato comprovado, as duas coisas que mais fazemos ao final de cada ano é a retrospectiva do ano anterior e a lista de promessas para o próximo ano. A maioria delas, porém, é a repetição da lista do ano anterior. A revista Exame (abril/2011) listou as promessas de final de ano mais quebradas, são elas: parar de beber, parar de fumar, emagrecer, fazer academia, não se endividar e guardar dinheiro e mudar de emprego. E aí, você se viu em alguma delas?

Sylvia Flores, psicóloga, afirma que muitas promessas são quebradas porque as pessoas fazem muitas promessas ao mesmo tempo, não se organizam antes de fazer a lista. Já, Marisa de Abreu, também psicóloga, afirma que o número grande de promessas não cumpridas reside no fato de que as pessoas pensam que podem resolver tudo sozinhas e não se dão conta de que a mudança de comportamento é algo muito mais complexo. Como conciliar as duas coisas então?

Escrevendo aos filipenses Paulo afirma que é Deus quem coloca em nós o querer e o efetuar (2:13). Deste modo fica clara a razão pela qual quebramos nossas promessas, não colocamos o Eterno em nossa lista de prioridades. Pesquisando sobre promessas de final de ano fiquei surpreso ao ver que em nenhuma lista aparece algo relacionado com aquilo que realmente tem valor, nossa relação pessoal com o Doador de todas as coisas.

Certa vez uma pessoa, pega quebrando uma promessa de final de ano, gargalhando disse-me que promessa existe para isso, para ser quebrada. Será? Não sei quais são suas metas para 2016, mas de uma coisa você pode estar certo, não existirá ano novo feliz se o Eterno não for o primeiro, o melhor e o último em sua lista de prioridades.

Fez promessas para 2016, coloque-se diante dEle e peça-Lhe ajuda para cumprir. Não fez nenhuma promessa de final de ano, coloque-se diante dEle do mesmo modo e deixe-O guiar os passos neste ano que se inicia. Faça isto e terá muito a comemorar em 2016.

30
dez

Visão Divina x Visão humana

Gelson de Almeida Jr.

“(…) Quero ficar em tua casa hoje” … “Ele se hospedou na casa de um pecador”. Lucas 19:5 e 7


 

olhos-jesusEncerro a série de reflexões comparativas entre o modo de ver divino e o humano abordando a história de Zaqueu. Difícil é dizer qual o sentimento maior se tinha por ele, se ódio ou inveja. Era odiado por ser um cobrador de impostos corrupto, mas invejado pela fortuna. Mas, o que realmente importa em sua história, era seu grande desejo de ver Jesus.

Ao saber que Cristo estava em sua cidade decidiu que aquele seria o momento. Devido a sua baixa estatura subiu em uma árvore e se escondeu em meio à folhagem à espera o Salvador. Para sua surpresa e espanto, assim que estava debaixo da árvore, Jesus para, lhe chama e se oferece para ir em sua casa. Enquanto descia para receber o Salvador a multidão se queixa que Jesus se hospedava em casa de pecadores.

Aí está a grande diferença entre a visão divina e a humana, enquanto Deus olha as necessidades e os anseios de cada alma penitente, o homem, olhando apenas o exterior, condena e não se preocupa com as necessidades e anseios do seu próximo. Para o Salvador ali estava alguém por quem viera a este mundo, para os homens ali estava um grande pecador, digno da mais severa condenação.

Reconhecendo-se pecador Zaqueu deixou Cristo entrar em sua casa e tomou medidas efetivas para justar contas com seu passado, como bônus recebeu a salvação (Lucas 19:8 e 9). Os murmuradores ficaram do lado de fora, não testemunharam o milagre da conversão de Zaqueu, muito menos participaram da salvação oferecida a ele. Assim como fez com Zaqueu o Salvador quer entrar em sua casa, em sua vida e trazer-lhe a salvação. Ele não quer saber quem é você ou qual o seu passado, apenas quer ser o seu Salvador. Ele já deu o primeiro passo, o próximo é seu.

29
dez

Revoluções

Marco Aurélio Brasil

No final dos anos 70,  o Dr. Alvin Silverstein, Ph.D. (como os americanos dessa seleta casta gostam de se identificar), publicou um livro denominado A conquista da morte, no qual profetizava: “Por volta de 1983 inicia-se a interrupção do processo de envelhecimento; 1989 – duração de vida prolongada indefinidamente; 1999 – conquista
da doença e da morte”.

Os movimentos libertários dos anos 60 formaram uma geração disposta a buscar em qualquer campo de conhecimento humano as respostas que julgavam não achar nos esquemas da maioria. Assim, experiências com
LSD, ópio e haxixe tornaram-se válidas, no seu entender, para alcançar a expansão da mente e atingir níveis ainda não palmilhados de “iluminação”. Eles entendiam que durante milênios o homem esteve buscando as respostas do lado da espiritualidade, e elas não vieram, o estado religioso não havia tornado o homem feliz e completo. Foi a
vez, então, de os cientistas saírem em sua busca pela tal da felicidade, mas eles voltaram com uma série de inventos e descobertas estimulantes, contudo ineficazes para o fim maior: felicidade.

Agora, quando a evolução do gênero humano atingiu um grau satisfatório, o homem poderia enfim juntar as duas escolas, unindo fé e razão, e colocando experiências outrora tratadas como místicas no campo da razão e da ciência. Uma nova era, um novo homem estaria pronto para nascer. Um homem capaz de mudar todos os paradigmas, não mais se conformar com a morte, com a fome, com falhas da comunicação, enfim, um homem pronto para viver em uma nova escala de existência, um novo patamar de consciência, sem dor, sem preconceitos, sem mágoas, sem traumas.
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A realidade parece sempre dar um banho de água fria nos otimistas. 1999 passou e, salvo ledo engano deste leigo que vos fala, nem a conquista projetada para 1983 foi alcançada, embora haja gurus místico-científicos apregoando fórmulas de interrupção da velhice. Os adeptos da Era de Aquarius devem andar macambúzios com a velocidade de instalação da dita. Ela insiste em não vir. O conhecimento científico continua a se multiplicar em escala geométrica, mas o homem permanece o mesquinho e preconceituoso de sempre, aferrado a sua realidade, a “sua verdade” míope.

Vivemos num momento, pois, de morte das ideologias. O termo “fundamentalista” é visto com o horror pela grande massa. Os pregoeiros da nova era parecem ter errado tanto quanto qualquer grupo que supõe ter uma verdade. Nesses momentos de apatia ideológica, então, é que revoluções acontecem. Qual será a próxima? Se a união
ciência-misticismo, mas tendendo para a ciência, não deu certo, creio que a próxima revolução há de ser um misticismo-ciência: aceita-se as grandes conquistas e luzes que a ciência trouxe, mas volta-se a um estado de governo da voz mística, a voz do grande pai espiritual; ele é quem há de conduzir o rebanho.

Ora, toda revolução coloca em situação desconfortável os seus contrários. Os céticos e os fundamentalistas, então, hão de ser marginalizados. Ora, como seres sociais que somos, ninguém gostaria de ser marginalizado. A menos que exista, de fato, uma “verdade” e ela seja diferente da postulada por mais essa revolução.

E é. “Eu sou a Verdade”, disse Jesus. Nenhum outro “guru” jamais ousou afirmar algo assim. O tipo de relacionamento que você desenvolve com Ele determina em que lado do estouro da boiada você está.

O dia vem em que aquele que se posiciona ao lado da Verdade e que alimenta seu tipo peculiar de otimismo não há de ser frustrado. Só quero estar lá para ver.

28
dez

Planos de Ano Novo

Mais alguns poucos dias e o ano termina e com ele o novo de imediato o sucede. Balanços são realizados, desejos são pensados e planos arquitetados para tudo aquilo o que vai ao nosso coração e mente possa, de fato, ser realizado.

images111Dois aspectos me parecem prudentes a serem refletidos e um efetivamente obedecido. Por que afinal sempre que o ano termina ainda resta algo que não realizamos conforme nossos desejos de um ano atrás? Estariam esses pensamentos alinhados à vontade de Deus? Ou melhor, estávamos nós alinhados a Deus quando elaboramos esses planos para o novo ano?

Ouvi esses dias uma frase que achei criativa e interessante. Dizia: “Se quer fazer Deus rir, conte seus planos a Ele”. Fico imaginando a tamanha tolice humana diante dos olhos de Deus enquanto contamos a Ele os seus planos, dizendo o que faremos e como faremos.

Há no livro de Jeremias a reprodução de um pensamento de Deus importante o bastante para ser observado a quem considere sobre planos de vida enquanto ande em Seus caminhos. “Porque sou Eu que conheço os planos que tenho para vocês. Planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro”.

Ao final Ele diz que para conhecermos tais planos, precisamos achá-lo, contudo, para isso é preciso que o procuremos de todo o coração. Mas, além da vontade de nos fazer prosperar, qual a razão maior de seus planos para nós? “Porque os trarei de volta do cativeiro”. Eis a resposta que completa o contexto. Há um cativeiro no mundo, em nossos pensamentos, e ele não nos permite enxergarmos e vivermos a plenitude dos planos de Deus para nós.

Fazemos planos, não raramente, alinhados ao diapasão do mundo, sem saber nem mesmo o que há preparado por Deus para vivermos. Não cumpri-los pode ser um sinal que não os tenhamos colocados diante de Deus ou que não conhecemos os Seus planos para nós. Que cada um pense a sua vida diante desses fatos, buscando a Deus.

Andar conforme os mandamentos é nossa meta diária. Sermos morada do Espírito Santo deve ser nossa prioridade. E se temos realmente os olhos voltados a Cristo, então que sejam os nossos planos para o ano novo tudo aquilo que for verdadeiro, honesto e justo, tudo o que é puro, amável e de boa fama, havendo virtude e louvor em tudo isso.

Sadi – O Peregrino da Palavra

27
dez

Sim, sem dúvida. 

Adriano Vargas

Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador, que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. ‭‭1 Timóteo‬ ‭2:3-4‬ ‭NVI‬‬

Às vezes as pessoas perguntam: “Você acha que Deus ouviria a oração de uma pessoa má ainda que ela clamasse nos últimos momentos de sua vida — mesmo que ela tivesse feito coisas horríveis? Deus perdoaria uma pessoa como essa?

Sim, sem dúvida.

Às vezes alguns de nossos amados morrem sem sequer nunca ter feito uma profissão de fé. E pode ser que concluamos que eles não tem direito de salvação. Mas nós não sabemos.

humble_prayerVocê estava com seu amigo nos últimos momentos de sua vida? Onde você estava quando seu ente querido deu o último suspiro? Como você pode saber se eles não clamaram a Jesus?

Aqui está o que eu e você realmente sabemos: Deus os amou e queria que fossem salvos. É o que o texto de hoje diz que, Deus “quer que todos sejam salvos e venham a conhecer a verdade..

Quando Judas chegou no Jardim do Getsêmani para trair Jesus, Jesus o disse: “Amigo, o que você vai fazer faça agora.” (Mateus 26:50). Jesus estava dando a Judas a última chance de se arrepender.

E eu acredito que se Judas tivesse parado e dito: “Senhor, eu errei. Eu não sei o que eu estava pensando. Me perdoa,” então Jesus o teria perdoado. Por que?

Porque Deus diz, “Eu, o SENHOR Deus, não me alegro com a morte de um pecador. Eu gostaria que ele parasse de fazer o mal e vivesse. Povo de Israel, pare de fazer o mal” (Ezequiel 33:11). Jesus amou Judas até o fim. Ele era Seu amigo. Mas Seu amigo O traiu, e isto partiu Seu coração.

Eu não quero dar uma falsa segurança e sugerir que todos estarão no céu, porque eles não estarão. Mas eu estou dizendo que se eles clamaram ao Senhor nos últimos momentos de suas vidas, Ele os perdoou e os absolveu sim, sem dúvidas! 

26
dez

A minha manjedoura

O que representou o natal de Cristo para seu Pai, o nosso Deus Eterno? Entrega. Essa é a palavra que penso possa sintetizar para Seu Pai a ocasião do nascimento de Jesus, o nosso Emanuel que é Deus conosco, conforme fora dito a Isaías pelo anjo anunciador.

121221_licoes-da-mamjedouraMas se é nascimento é chegada. Sim, também. Contudo, para o coração do Pai Eterno se referiu apenas à entrega. Aos homens, da parte do Pai, representou a entrega e a chegada esperada.

Costuma-se dizer a primeira vista que o filho nos foi entregue pelo Pai para que morresse por nós. Espere um pouco. Deus nos entregou Seu filho por diversos motivos que se encadeiam e se desdobram em uma sequência de fatos que justificam a razão de sua vinda ao mundo.

O certo é que Emanuel, que se tornou Jesus, veio inicialmente para que as profecias a seu respeito fossem cumpridas. As primeiras manifestações foram reconhecidas por pastores que estavam no campo no dia de seu nascimento e abordados por anjos ouviram que o Cristo havia nascido.

Oito dias depois, no templo, Simeão a quem o Senhor lhe revelara que não morreria sem antes ver o Cristo, ao se deparar com a criança clamou a Deus com júbilo, pois os seus olhos viram a salvação que o Senhor havia prometido para os povos.

Jesus, como sacerdote, também cumprira os desígnios de Deus conforme tudo o que do Pai ele ouvia, e assim ensinou o evangelho naquelas terras, formando discípulos. E, por fim, foi por ele, homem sem pecado, que se cumpriu a razão maior da obra. Ser o cordeiro que redimiria a humanidade através de seu sangue imaculado. Aí se encerrou sua entrega em obediência à entrega dele por seu Pai ao mundo. Por isso se diz que ele morreu por nós.

Contudo, o que veio depois, da parte do Pai, foi o que de fato chancelou todo o sacrifício, possibilitando-o continuar a obra do Pai. A ressurreição. Sim, pois foi por ela que a morte não se deu em vão. Foi por ela que nosso redentor vive e aguardamos seu retorno, certos da ressurreição e da salvação.

Ele foi ressuscitado para que ao ouvirmos as palavras dos discípulos e dando ouvido ao Espírito Santo, pudéssemos crer e permitir a nossa transformação em novas criaturas, como uma criança que é gerada para uma vida que ainda não viveu, e assim nele nascermos de novo, deixando-o crescer e viver em nós.

É neste ponto que entrego este pensamento a você, dizendo apenas o seguinte: “Que Cristo seja a Manjedoura a amparar o seu nascimento em nós”. Eu, um peregrino e servo do Senhor, compreendi o natal este ano dessa forma.

Sadi – O Peregrino da Palavra

25
dez

Lotado

Gelson de Almeida Jr.

Lotado IILotado, uma das palavras mais odiadas em nosso idioma. Como é terrível, após um dia cansativo entrar num meio de transporte e ver que ele está lotado, chegar com o veículo ao estacionamento e ver que está lotado, querer comer e ver que o local está lotado. Pior ainda é fazer uma longa viagem e, ao chegar ao destino e descobrir que todos os hotéis, pousadas, etc. estão lotados. Agora imagine um casal, com a mãe prestes a ter o seu bebê, passando por uma situação dessas. Foi exatamente isto que aconteceu com José e Maria pouco antes de Jesus nascer.

Mesmo apresentando cansaço pela viagem e Maria com dores de parto, em cada estalagem, acompanhado de um menear de cabeça, a resposta era a mesma: Lotado. Não havia lugar para a família do Salvador! Após muitas tentativas foi oferecido ao pobre casal hospedagem num estábulo. Sem lugar na hospedaria restou ao Salvador nascer numa manjedoura. O parto que ninguém fez foi assistido pelos animais e o primeiro colchão do Salvador da humanidade foi a palha que servia de alimento aos animais.

Ao nascer na manjedoura o Salvador estava nos apresentando profundas verdades, a primeira é que, sendo o Criador de todas as coisas, abriu mão de tudo para vir a esse mundo nos salvar; a segunda mostra que, ao nascer na pobreza, se identificava com o sofrimento e a miséria humana; por fim, nascer na manjedoura tornava o Salvador acessível a todos, podia receber de pastores de ovelhas a reis do Oriente.

Mas de nada adiantará o Salvador ter vindo a esse mundo e nascido numa manjedoura, se não nascer em nosso coração. Seu maior desejo é fazer de nossa vida a sua manjedoura. Como Ele mesmo diz: “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa…” (Apocalipse 3:20). Em seu coração há lugar para Ele ou está lotado?

23
dez

O avesso do dia

Marco Aurélio Brasil

Jesus Cristo sempre foi a pessoa mais acessível da divindade. Era como se Deus Pai representasse o aspecto mais portentoso de Deus, aquele que inspira respeito e temor, ao passo que Jesus suaviza essa ideia ao aproximar-Se, conversar, olhar nos olhos. Não admira que assim seja, porque para os seres criados Deus é um ser complexo,
multi-facetado, que supera em muito nossa capacidade de compreensão.

Então Jesus era a pessoa a quem os anjos se dirigiam, a quem faziam suas perguntas, a quem contavam coisas de sua vida. Aí Ele envolveu-Se seriamente na criação deste mundo. Foi a palavra dEle quem trouxe tudo à existência. Tudo o que vemos foi feito através de Jesus. E quando Adão e Eva escolheram desobedecer, escolheram morrer, mas o
amor divino pela criatura que lhe virou as costas superou todas as expectativas. A única forma de evitar que o homem experimentasse a morte eterna seria se alguém que não o merecia o fizesse em lugar dele. Jesus, que estava umbilicalmente ligado a nós, Se ofereceu para ir.
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De repente, Quem era Todo Poderoso, capaz de trazer matéria da não-existência à existência, Quem estava em todos os lugares ao mesmo tempo e era onisciente, reduziu-se brutalmente a uma criança que chorava porque sentia frio e fome, a um ser que dependia em tudo de seres humanos falhos e cheios de ideias enviesadas sobre todas as coisas para continuar vivendo. De repente Ele está embrulhado em panos num berço improvisado dentro de uma estrebaria, e aqueles olhos que tudo viam ainda não conseguem se abrir para enxergar a realidade precária que o cerca.

Deus está entre nós para que nós estejamos um dia com Ele, sem mais interferência do pecado. Que notícia mais fantástica.

Fantástica para mim, que sou humano. Fico imaginando o sentimento daqueles anjos acostumados a ter Jesus por perto, olhando lá para baixo e vendo-O de repente frágil, de repente vulnerável, num mundo escuro, cheio de pontas que ferem, de alturas de onde se cai, de bactérias insidiosas e de outros seres humanos movidos pelo rancor, o medo, o ódio, a ganância, a inveja e outros sentimentos do mesmo quilate. É imersos nessa perplexidade que eles são comissionados a ir avisar aqueles pastores do evento mais inacreditável de todos os tempos. E quando eles retornam ao seu lar, não têm mais a Jesus para dividir a sua emoção. Não tem por perto Aquele que costumava sanar suas dúvidas e oferecer um consolo eficaz. O natal foi um vácuo no Céu.

Somos salvos pela graça, essa graça que se reduz, se faz frágil, sofre nossas dores e privações e morre. Mas a graça não é de graça para quem dá. Ela custa tudo para o Céu. Depende da forma como você e eu, objetos dessa salvação, nos relacionamos com ela para aquele vácuo e toda carga de dor que o aniversariante do dia carregou ter valido a pena ou não.

23
dez

Visão Divina x Visão humana – IV

Gelson de Almeida Jr.

olhos-jesusEm algumas horas a maior parte do mundo ocidental comemorará o Natal, festividade em que se celebra o nascimento do menino Jesus entre nós. Talvez você fique a perguntar o que o nascimento de Jesus tem a ver com o título que escolhi para essa série, pois tem tudo a ver. Não existe exemplo mais clássico para se entender como o Eterno nos vê que a vinda de Seu Filho ao nosso planeta.

Paulo afirma que “(…) vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho…” (Gálatas 4:4) para morrer por nós enquanto ainda éramos pecadores (Romanos 5:8). Tendo em mente que pecado é iniquidade e iniquidade é rebelião contra o Eterno, fica muito difícil entender a atitude divina para com cada um de nós. Desculpar/perdoar o erro de alguém é coisa por demais difícil para nós seres humanos, mas perdoar, restaurar e tratar um ofensor como se nada tivesse acontecido é algo além da nossa compreensão.

Quando Pedro perguntou ao Mestre quantas vezes deveria perdoar alguém, Cristo disse-lhe que deveria perdoar 490 vezes, o mesmo erro. Do alto da perfeição absoluta o Eterno não nos olha com olhos acusadores, mas com olhos de amor. Gosto da frase que diz que: “A Natureza nunca perdoa, os homens às vezes perdoam, mas Deus sempre perdoa”.

Os olhos humanos são para as falhas, os olhos divinos são para os que cometeram as falhas. Enquanto o homem se detém no erro cometido, o Eterno olha os motivos que levaram ao erro e a disposição de quem errou em acertar na próxima vez. Diariamente o Eterno faz com você o mesmo que fez com Adão e Eva assim que pecaram, ao invés de condenar busca sua restauração, a Adão e Eva prometeu um Libertador, a você ele mostra a cruz e lhe dá a certeza da vida eterna. Deus é isso e sendo Ele quem é e o que é, podemos nos sentir seguros e nos aproximar sem medo da condenação.

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