Monthly Archive: novembro 2015

28
nov

# Diretrizes

AdoradoresO que mais convém ao homem do que o adorar a Deus?

Nada! Pois quando o adoramos, vivemos! Ao nos entregarmos de corpo, mente e espírito aos caminhos do Eterno, é vida em abundância que estamos vivenciando. E isto se refere a todos os sentidos, pois há um universo de coisas boas, abençoadas por Deus, acontecendo no mundo à nossa disposição e espera.

Levantamos todos os dias e os dias são maus? Sim, diz a palavra que os dias são maus, contudo, levantamos todos os dias e os dias são maravilhosos, pois os vivemos no Senhor, e Ele nos faz avançar e é a nossa força. O que temos nós com o fato de que alguém nos persegue ou não goste de nós? E se nos limita com seus poderes vãos e picuinhas? Pobre criatura, a alegria do Senhor é a nossa força! E que ela esteja também sobre tua vida!

Que neste sábado possamos meditar nestes aspectos positivos, com liberdade e destituídos de conceitos que misturam sentimentos santos e profanos; não nos esquecendo de que é no próprio sábado que encontramos a razão que nos diz sermos sustentados pelo Senhor. Por isso, também, nos convêm apenas adorar a Deus. além de amarmo-nos uns aos outros.

Pense nisso. Peregrino da palavra, somos todos. Feliz sábado!

Sadi – O Peregrino da Palavra

27
nov

# Tempos difíceis

imagesEis aí um termo muito repetido no meio evangélico. Tempos difíceis. Mas, por que difíceis? A maioria deve responder, com certeza, que por guerras, fome, terrorismo, corrupção, perseguições religiosas.

Mas, o que fazer para não vivermos tempos difíceis? Estar em paz? Mas, como ficarmos em paz diante de tantos horrores? Cristo é a resposta, e a transformação que ele proporciona não tem nada a ver com viver angustiado. Ou se é discípulo que aprendera de fato a lição, ou se está vacilando nos ensinamentos.

“Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos, trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos; e assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal”.

Parece-me, corrijam-me se eu estiver errado, mas este texto de Paulo mostra que em Cristo há uma transformação que nos mantêm íntegros, em paz, não importando se morremos ou não, afinal, também o apóstolo afirmara: “Segundo a minha intensa expectação e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte. Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho”.

Se nós somos entregues à morte por amor de Jesus, como poderíamos viver outro comportamento senão amando. E quem ama não pode se misturar com medo, com ódio, com o mundo, enfim.

A semente do Peregrino da Palavra, então, te entrega este texto final de Paulo para que pense sobre a decisão de viver em tempos difíceis ou o amor…“Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido…

26
nov

Certo x errado

Marco Aurélio Brasil

Uma pergunta persiste sem resposta satisfatória: se a raça humana evoluiu de raças inferiores e sobreviveu a ambientes hostis graças a sua capacidade de adaptação e de subjugação de outras, por que razão temos entranhada uma noção de certo e errado? Qual é o espaço para a moral numa dinâmica de sobrevivência do mais forte? Por que eu deixo de fazer coisas que são mais vantajosas para mim simplesmente porque pressinto que isso é o certo?

Durante muito tempo a filosofia do Direito, por exemplo, trabalhou com a ideia de que todos temos nos nossos corações essa noção intuitiva do que é certo. Os jusfilósofos chamaram isso de “direito natural”. O papel do legislador e da ciência do Direito como um todo seria reproduzir nas leis positivas (aquelas reduzidas a palavras)
esse direito natural o mais fielmente possível. Tanto melhor seria a lei quanto mais próxima fosse desse padrão abstrato mais ou menos universal.
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Com o racionalismo, impulsionado pelo trabalho de Darwin, veio o positivismo – de onde saiu o “ordem e progresso” de nossa bandeira – e a ideia de que direito natural era balela. O que havia eram leis como um pacto social de obedecer a um comando, comando este forjado em negociações racionais para que a co-existência fosse pacífica e o
desenvolvimento possível. Nada de valores superiores aos quais nossa ciência falha haveria de tentar alcançar, portanto. Assim, eu obedeceria a uma lei não porque ela é justa, mas porque tenho medo da punição conexa a ela ou porque entendo que essa lei tem a virtude de manter um ambiente saudável para meus interesses. Nada de certo e
errado, apenas conveniente e inconveniente.

Isso me soa falso. Eu não preciso ser cristão para ter o certo e o errado latejando em cada fímbria. Como afirma C.S. Lewis, “sempre que você encontra uma pessoa que diz que não acredita em certo e errado, você observará essa mesma pessoa se contradizendo minutos mais tarde. … Experimente tentar quebrar uma [promessa] com ela.
Provavelmente essa pessoa ficará se queixando de que `isso não é justo'”.

Me soa mais plausível a conclusão a que Paulo chega: “os que não têm Lei, praticam naturalmente o que ela ordena, tornam-se lei para si mesmos, embora não possuam a Lei; pois mostram que as exigências da Lei estão gravadas em seu coração” (Romanos 2:14).

Portanto, afirmo com todas as letras que tenho gravado no meu coração uma noção de certo e errado e atribuo isso ao fato de haver sido criado à imagem e semelhança de um Ser que é moral.

Você pode concordar com tudo isso de antemão e todo esse blábláblá seria inútil. Pra fazê-lo mais útil, adiciono por fim que esse mesmo Ser à imagem do Qual fomos criados você e eu está interessado em que façamos o certo – de outro modo não haveria razão para Ele haver cunhado isso em nosso DNA. E está empenhado em nos ajudar a consegui-lo. Sem Ele, viveremos na eterna frustração de fazer aquilo que achamos errado.

25
nov

Quanto você vale?

Gelson de Almeida Jr.

Gosto da ilustração do palestrante que tirou do bolso uma valiosa nota e mostrou-a ao auditório. Em seguida perguntou quem gostaria de receber o dinheiro, todos levantaram as mãos. Amassou a nota por completo e novamente perguntou quem a queria e o auditório em peso levantou as mãos. Atirou a nota no chão e pisou-a de todas as formas imagináveis. Mostra-a novamente ao público  e pergunta quem a quer, a reação é a mesma. Fez um pequeno rasgo na nota e novamente perguntou quem a queria, a reação não mudou. Olhando firmemente para o auditório perguntou porque ainda quereriam a nota se estava suja, amassada e rasgada? Ele mesmo respondeu dizendo que mesmo com tudo que ocorrera o seu valor continuara o mesmo.

Assim como a nota podemos ser amassados, pisoteados, sujos e rasgados pelas situações do dia a dia, nos sentir como se tivéssemos sido jogados ao chão sem ninguém a nos dar valor, mas a grande verdade é que não importa o que tenha acontecido em nossa vida, o que esteja acontecendo ou o que venha a acontecer nunca perderemos o nosso real valor.

Se os que lhe cercam não lhe dão o devido valor não desanime nem se desespere, existe Alguém que nunca deixará de lhe valorizar e amar, que sempre o tratará como filho. Alguém que, por Seu grande amor, deu Seu Filho para que morresse por você (João 3:16) e o resgatasse de sua maneira de viver (I Pedro 1:18 e 19), para que um dia possa viver ao Seu lado. Os outros não lhe dão o devido valor? Não ligue, para quem interessa, o Pai, você vale muito. Para Ele você tem valor de sangue, o sangue do Seu Filho e, por isto, nunca o abandonará ou o deixará de lado.

24
nov

Fonte no deserto

Marco Aurélio Brasil

Outro dia eu conversava com amigos sobre o encontro de Jesus com aquela mulher samaritana, registrado em João 4. A gente tentava tirar lições do método de aproximação empregado por Jesus.

Ele quebrou paradigmas sociais ao se dirigir a uma mulher samaritana pedindo água. Surpresa, ela apontou a esse fato e a tréplica de Jesus tirou a conversa de preconceitos e já introduziu um forte contingente espiritual. “Se você soubesse quem está falando contigo e tivesse o dom de Deus, você é que me pediria água”.
Ponto final. Nenhuma explicação adicional, nada de legendas. Ele deixou ela processar aquela afirmação sem maiores elementos para a entender. Acreditando que o assunto ainda era água física, a mulher apontou ao fato de ele não ter com que tirar água do poço. Jesus então lança a célebre frase: “Todo o que beber desta água tornará a ter sede; mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna”.
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A mulher não estava preparada para mudar a conversa da água física para a espiritual e pediu da água que Jesus vendia dizendo que seria uma boa não ter que retornar para o poço pra tirar água. Nesse momento Jesus mostrou que era mais do que um homem qualquer mostrando que conhecia a vida inteira dela.
Basicamente o que Jesus fez foi mostrar para ela a real origem de sua sede ou sua sede principal. Ela tinha tentado satisfazer essa sede pulando de relacionamento em relacionamento, sem perceber que a fonte da satisfação não estava em homens.
As pessoas ao nosso redor – e nós mesmos amiúde – não percebem que estão buscando saciar a sede em água que não satisfaz. Se conseguíssemos apontar a esse fato a elas de forma tão gentil e sábia como Jesus fez!
A mulher chegou ao poço com sede. No final daquele dia ela havia encontrado o Messias e testemunhado a toda sua vila. “E diziam à mulher: Já não é pela tua palavra que nós cremos; pois agora nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo”.
Cumprira-se o que Jesus prometera. Em tempo recorde, a sedenta se transformara numa fonte de água que jorrava para a vida eterna.
E então penso: há quanto tempo eu encontrei o Messias? Quanto tempo falta para eu me tornar uma fonte de água para as pessoas que me rodeiam? Por que tenho buscado outra coisa qualquer nesta existência?

23
nov

Por que é tão difícil confiar?

Adriano Vargas

Quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram. Então, Jesus aproximou-se deles e disse: “Foi-me dada toda a autoridade nos céus e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu ordenei a vocês. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempo.” Mateus‬ ‭28:17-20‬ ‭NVI‬‬

Vamos ser honestos – as dúvidas são uma realidade na fé cristã. Fé, em sua essência, é o “firme fundamento das coisas que se esperam, a confiança de que as coisas não vêem” (Hebreus 11. 1). No versículo de Matheus 28:17-20 vemos algo surpreendente. Depois de Sua morte e ressurreição, o Cristo está de pé na frente de seus discípulos, ensinando-os, e ainda “alguns duvidaram.” 

Como poderiam duvidar? Eu, sempre penso: Como é que eu vou contar aos outros sobre Jesus quando Seus próprios discípulos tiveram dificuldades em acreditar?

Os Apóstolos lutavam para acreditar, eles foram facilmente distraídos, e a dúvida era uma realidade em suas vidas. E, no entanto o Cristo ainda os amava e foi gentil para com eles, mesmo em sua dúvida. Assim é na vida cristã hoje. O fato de que você duvida não te desqualifica das bênçãos ou obras do Reino. Não deixe sua dúvida causar silêncio sobre sua fé. Em vez disso, seja honesto sobre suas dúvidas, vá ao Eterno  para obter respostas, e Ele será fiel. À medida que crescemos em nosso relacionamento com o Cristo, peça para Ele responder às suas perguntas e dúvidas.

Esse texto é conhecido como “A Grande Comissão“, a vocação de cada crente em ir e espalhar a notícia do Cristo e o que isso significa para todo aquele que crê. No fundo deste mandamento há uma pequena promessa. O Cristo disse: “e eis que eu estou convosco todos os dias“. O Cristo deu aos discípulos uma visão de quando eles poderiam experimentar a Sua proximidade. É quando eles vão.

Quando você é obediente em compartilhar a notícia de Seu amor e paz, quando você assume o risco de evangelizar, orar por alguém que não conhece, mantendo sua fé mesmo quando nos custa alguma reputação, Jesus diz que Ele é com você . Ele está próximo.

Você é o embaixador de Cristo para aqueles que precisam de Jesus em sua casa, seu bairro, seu local de trabalho e sua cidade. Deus está com você. Se Deus é por você, quem pode ser contra você?

22
nov

# O querer e o efetuar

aguiaPor certo que diante dos horrores que presenciamos com as guerras sentimos profunda tristeza, mas, nesse instante me permito um questionamento: quanto desse sentimento se move em direção à minha transformação? Quanto dela me faz movimentar rumo à lapidação de meu próprio comportamento, porquanto não raro permaneço inerte diante do sofrimento alheio ao meu redor?

Quanto de mim, entre o acordar e o dormir, está de fato, desperto e descansando? Quanto de mim está disposto a não reclamar, mas, a compreender; a não levantar a voz, mas responder com um sorriso que transmita a paz que desejo; a não se exasperar diante das injustiças, mas perdoar verdadeiramente ao que me persegue ou me ofende? Quanto de mim consegue refletir o comportamento de Madre Tereza, de Gandhi, de Mandela, de Cristo, enfim?

Nestes dias da semana que passou, eu conversava com minha esposa e propus a ela que pensássemos o quanto nos impressionam homens capazes de bondades e humildades extremas, tornando-se diante de nossos olhos um ideal que buscamos ao modelo de Cristo, mas não tomamos com a devida profundidade a própria bondade e a humildade inigualável do Messias.

Parece-me, às vezes, que a verdade é que nos acostumamos com o que é ruim, imperfeito e limitado, sem conseguirmos dar um passo verdadeiro em direção ao bom, ao perfeito e ao ilimitado. Jesus nos afirmou, e confiamos nele, que sua vinda foi para que tivéssemos vida e vida em abundância.

Por que, então, não buscamos essa transformação definitivamente? Por que ainda sou parte de uma civilização, que mesmo conhecedora e seguidora da palavra de Deus, ainda assim não consegue vivê-la por completo? Será que no fundo não confiamos na verdade? Será que estou tão contaminado pelo pecado e pela dúvida e pela carne que não consigo me desvencilhar desses aspectos, tornando-me de fato criatura santa, ou seja, separada para a obra?

A palavra que me chega à mente como resposta, e que me permite continuar rumo ao alvo é uma só, a de Paulo que afirma: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim”.

E, continua o apóstolo após compreender a essência da lei em Cristo: “se faço o que não desejo, admito que a lei é boa. Pois, no íntimo do meu ser tenho prazer na lei de Deus; Miserável homem eu que sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor! De modo que, com a mente, eu próprio sou escravo da lei de Deus; mas, com a carne, da lei do pecado”.

E que Deus nos ajude, como o tem feito até aqui, a nos desvencilharmos da vida pela carne, e nos transformarmos verdadeiramente em um espírito que se liberta a cada dia, pois é Deus quem efetua em nós tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele que sabemos, também é perfeita e agradável.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

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