Monthly Archive: junho 2015

30
jun

Em defesa da boa fé

Marco Aurélio Brasil

Pessoas hostilizadas por sua fé tiveram seu templo apedrejado sob palavras de ódio e profecias de danação eterna. Uma menina de onze anos sofreu um corte profundo na cabeça por uma das pedras e agora tem medo de expressar a fé de seus pais. Isso tudo aconteceu há duas semanas, no Rio de Janeiro e os agressores (não as vítimas) portavam Bíblias e falavam em nome de Jesus.

Penso que toda comunidade cristã que deixa de mencionar esse fato nos serviços do último final de semana ou pelo menos neste agora está perdendo uma oportunidade de ouro para se perguntar: quem nós queremos ser? A quem seguimos?
Como venho comentando há tempos, o cristianismo não precisava desse tipo de propaganda negativa para ter sua imagem depreciada perante a opinião pública.

Esses dias o humorista do Porta dos Fundos, Gregório Duvivier, publicou um interessante texto em forma de uma carta aberta a um pastor. No texto ele tenta explicar ao pastor quem foi Jesus. Pronto. Se é preciso um humorista sardônico para explicar quem é Jesus decerto é porque aqueles que se definem por serem seguidores dEle não estão fazendo lá um grande trabalho mesmo.
pedrada
Ignorar a imagem que estamos alimentando nos outros não me parece ser a postura que nosso Mestre tomaria. Ele não Se importava de escandalizar ou de subverter os valores, no entanto, o fazia com amor e não com ódio.
Cada ato de intolerância e desamor que parte de um cristão “em defesa da boa fé” reforça o estigma de hipocrisia e beligerância idiota (ou de ignorância agressiva, como preferir) que os cristãos têm alimentado. Cada ato desses faz a sociedade olhar com desconfiança para qualquer pessoa que tenha uma convicção profunda. Ter convicções hoje em dia é fanatismo.
E, no entanto, eu tenho convicções.
Tenho cá minhas certezas a respeito de quem foi Cristo, de quem Ele é e essas convicções me dão outras, a respeito de quem eu sou e de quem eu posso ser. Posso fingir não ser cristão e afirmar em meus atos e posicionamentos que não tenho convicções, mascarando-as, tudo para não atrair a rejeição dos outros, mas…
Então uso esses fatos lamentáveis para perguntar: quem eu quero ser? A quem eu sigo?
Que minhas convicções transpareçam para os que me rodeiam que elas não me tornam perigoso, e sim essencial.

29
jun

Túnel do medo 

Adriano Vargas

No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor.” ‭1 João‬ ‭4‬:‭18‬ NVI

A maioria das pessoas luta contra um ou mais medos em sua vida. Quando pequenos, temos medo de ficar longe da presença dos pais, por exemplo, e à medida que crescemos vamos aos poucos adquirindo outros medos. Eles têm profundo impacto, possuindo a capacidade de nos paralisar, fazendo-nos recuar e viver aquém do que poderíamos. Basicamente, as pessoas tem um desses cinco tipos de medo (ou todos) presentes em suas vidas: de perder algo ou alguém que consideramos importante; medo de perder o controle da nossa vida; medo de fracassar; medo da rejeição e medo daquilo que desconhecemos. No entanto, quando nascemos de novo na conversão, recebemos o Espírito Santo e Ele não nos traz medo, mas poder, amor e equilíbrio. O medo, portanto, é a fé no “e se” – as coisas derem erradas, se algo de ruim acontecer, etc. 

O medo revela duas coisas importantes sobre nós: [1] as coisas que você mais valoriza – pense naquilo que mais tem medo de perder. [2] onde você menos confia em Deus – se existe uma preocupação exagerada a respeito de nosso casamento, ou dos filhos, ou sobre as finanças, é como se disséssemos que Deus não é bom o suficiente para cuidar de nós nessas áreas. Então, como podemos vencer o medo?

Quando reconhecemos o medo que temos, encarando-o de frente (piadinha sem graça  “encarando-o de frente” daria ora encarar de costa,  mas isso não seria “embundar”…kkkk). Voltando,  o primeiro passo é a honestidade conosco e com Deus, apontando o que precisa ser mudado, ou em qual área não confiamos o suficiente em Deus. O segundo passo é buscar a Deus até que o medo tenha ido embora. Há uma promessa feita pelo Senhor no Salmo 34.4: se buscamos ao Senhor, Ele mesmo vai tirar os medos de nosso coração. Não desista! Busque a Deus de tal maneira que entre você e o medo esteja Jesus. 




27
jun

Comunicação

Sinopse da série: Mudanças. Como você se relaciona com as mudanças? Há aqueles que vivem em busca do novo e do desconhecido, como camaleões estão sempre se adaptando a novas situações, pouca coisa permanece igual ao seu redor. Outros buscam estabilidade, sofrem por antecipação quando visualizam qualquer possibilidade de que algo mude em sua vida. Afinal, qual é a melhor escolha: mudar sempre ou nunca mudar? Se a mudança é inevitável em nosso mundo, talvez a melhor pergunta seja quando e como mudar. Participe conosco da série A Grande Virada, aqui no programa Viva uma Experiência Real.

 

27
jun

Nos Jardins de Babilônia Copy

Comunicação

Sinopse da Série: Quem não gosta de um bom roteiro de viagem? Conhecer novos lugares, novas pessoas e uma nova cultura pode ser uma experiência que você vai levar para a vida toda. No entanto, a situação pode ser totalmente diferente quando você tem de viver por toda sua vida num lugar totalmente diferente do seu lugar de origem. Como conviver com pessoas e uma cultura totalmente diferente da sua? E quando seus valores e princípios são confrontados, o que fazer? Acompanhe nossa nova série e descubra o segredo de uma vida de princípios sólidos mesmo vivendo Nos Jardins de Babilônia. Sábados no programa Comunidade.

NOS JARDINS DA BABILÔNIA

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27
jun

Nos Jardins de Babilônia

Comunicação

Sinopse da Série: Quem não gosta de um bom roteiro de viagem? Conhecer novos lugares, novas pessoas e uma nova cultura pode ser uma experiência que você vai levar para a vida toda. No entanto, a situação pode ser totalmente diferente quando você tem de viver por toda sua vida num lugar totalmente diferente do seu lugar de origem. Como conviver com pessoas e uma cultura totalmente diferente da sua? E quando seus valores e princípios são confrontados, o que fazer? Acompanhe nossa nova série e descubra o segredo de uma vida de princípios sólidos mesmo vivendo Nos Jardins de Babilônia. Sábados no programa Comunidade.

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27
jun

Comunicação

Sinopse da Série: Quem não gosta de um bom roteiro de viagem? Conhecer novos lugares, novas pessoas e uma nova cultura pode ser uma experiência que você vai levar para a vida toda. No entanto, a situação pode ser totalmente diferente quando você tem de viver por toda sua vida num lugar totalmente diferente do seu lugar de origem. Como conviver com pessoas e uma cultura totalmente diferente da sua? E quando seus valores e princípios são confrontados, o que fazer? Acompanhe nossa nova série e descubra o segredo de uma vida de princípios sólidos mesmo vivendo Nos Jardins de Babilônia. Sábados no programa Comunidade.

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24
jun

Lei da liberdade

Gelson de Almeida Jr.

Dois grandes pensadores, J. Locke e Montesquieu, defensores do liberalismo, tentaram resolver o problema ao afirmarem: “Onde não há lei, não há liberdade” e “Liberdade é o direito de fazer tudo o que a lei permite”, respectivamente. Em sua obra “Amor um sentimento a ser aprendido”, Walter Trobisch afirma que se olharmos com atenção uma vida destruída veremos que tudo começou com a transgressão da Lei de Deus. Parece que ele entendia claramente o sentido do termo “lei da liberdade”. Ele afirma que quando o Eterno nos pede, até nos proíbe alguma coisa, é porque nos ama e quer o nosso melhor.

Mesmo uma análise superficial dos Dez Mandamentos (Êxodo 20:3-17) mostra que todos estão calcados em uma palavra, relacionamento. Na primeira seção os três primeiros mandamentos tratam da nossa relação de respeito com o próprio Deus, o quarto mandamento mostra a importância de separar um dia para aprofundar essa relação, e recarregar as energias através do descanso e meditação. O quinto mandamento inicia a segunda seção falando da nossa relação com as maiores autoridades terrestres abaixo do Eterno, nossos pais, a partir daí temos cinco mandamentos que orientam nosso comportamento em relação ao outro ou àquilo que é seu.

É muito fácil achar quem não goste de seguir a lei, seja ela qual for, mas como é difícil, talvez impossível, achar alguém que não se incomode ao ver o outro desrespeitando a lei. Quando nos deixou Sua Lei o Eterno queria apenas o nosso melhor e queria que, ao segui-la, vivêssemos em pé de igualdade, satisfação e harmonia plena. Ao povo de Israel foi prometido força, longevidade, segurança, prosperidade e moradia se guardassem os mandamentos (Deuteronômio 11:8-10, 13-15, 21-25). Se o Eterno não muda (Malaquias 3:6a), porque conosco seria diferente? O Eterno quer o seu melhor, faça a sua parte, o restante é com Ele.

22
jun

Sou salgado,  mas não coxinha! 

Adriano Vargas

“Esta é a minha oração: Que o amor de vocês aumente cada vez mais em conhecimento e em toda a percepção, para discernirem o que é melhor, a fim de serem puros e irrepreensíveis até o dia de Cristo,” Filipenses‬ ‭1‬:‭9-10‬ NVI

Vivemos num mundo imperfeito, composto de pessoas imperfeitas. Acho que vocês já perceberam isso, né.  Um dos resultados disso são as ofensas que chegam a nós todos os dias. A ofensa é inevitável, e satanás a usa como “isca”, com o objetivo de trazer morte espiritual aos crentes. Mas como se dá este processo de “morte espiritual”?
Judas, em sua epístola, “Ai deles! Pois seguiram o caminho de Caim; buscando o lucro, caíram no erro de Balaão e foram destruídos na rebelião de Corá.” Judas‬ ‭1‬:‭11‬ NVI, combate falsos profetas e faz menção aos três estágios em que a ofensa opera a morte: o caminho de Caim, o amor ao lucro de Balaão e a rebelião de Coré. Seguir o caminho de Caim é abraçar a ofensa, deixar ela criar raízes no coração. Ele, por ofertar a Deus de modo displicente, teve sua oferta rejeitada, abrindo as portas para a ofensa. Como não podia descarregar isso em Deus, acabou extravasando toda sua ira no seu irmão, matando-o. A ofensa quebra nossa comunhão com Deus e com as pessoas. 

Em seguida, encontramos a força motivadora da ofensa, o amor ao lucro. Balaão foi atrás da proposta que lhe daria mais ganhos, diante da escolha de obedecer o rei Balaque ou a Deus. A aplicação para nós acontece no processo de não recebemos o que pensamos merecer, como “ter razão, ter a verdade, ser achado como merecedor de algo”. Assim, nos sentimos contrariados e o coração vai dar lugar à rebelião, que é o último estágio. A partir daqui, a pessoa tem seu coração endurecido para as verdades de Deus, rejeitando a comunhão com os irmãos da fé e, por fim, abandonando a igreja.

Como então podemos evitar de “morder a isca”? Em primeiro lugar, não deixe que a ofensa se torne em amargura. A raiz de amargura, uma vez instalada no coração, vai afastar a pessoa de Deus e dos seus irmãos na fé. Ela é altamente destrutiva para a vida cristã. Em segundo lugar, invista na sua vida de oração e leitura da Bíblia. Isso vai trazer discernimento e força para exercer o perdão e mandar a ofensa embora. Por último, seja salgado pelas provas da fé, e não amargo. Ser salgado é aprender com as experiências, tornando-se mais parecido com Jesus. Ser amargo é guardar ofensa, rancor…e viver cada vez mais longe de Jesus. 


21
jun

# Nestes tempos

maxresdefaultUma amiga nesses dias escreveu-me e dizia ao final: “Jesus, volte logo, pois o mundo está estranho”. O desrespeito neste País parece ter tomado proporções inacreditáveis. Por todos os lados, os mais diversos assuntos perderam completamente a razão do debate para dar lugar a opiniões essencialmente agressivas, eivadas pela intolerância.

Praticamente nenhum assunto escapa dessa linha de exposição, tampouco os valores, e aí se incluem a lisura e a ética na política ou o amor e a paz propostos pela religião.  Entre governantes e pastores, homens que se espera tenham um comportamento exemplar pela função a que se propuseram, percebe-se a preferência por discussões que envergonhariam o mais crédulo partidário ou um simples frequentador de igreja.

Pegue o mínimo exemplo de intolerância de um crente, político ou não, e pergunte a ele o que acredita que o Cristo faria em seu lugar. Pegue um político, crente ou não, e pergunte-o sobre a clássica frase do jurista Rui Barbosa que dizia haveria um tempo em que o homem sentiria vergonha de ser honesto.

Para a política, valho-me da frase do grande Rui Barbosa pelo que já diz tudo. Quanto ao cristianismo menciono a célebre frase do líder indiano Mahatma Gandhi ao pronunciar-se sobre a realidade dos discípulos do cristianismo: “Não conheço ninguém que tenha feito mais para a humanidade do que Jesus. De fato, não há nada de errado no cristianismo. O problema são vocês, cristãos. Vocês nem começaram a viver segundo os seus próprios ensinamentos”.

Sobre este tempo de alta intolerância e desonestidades de toda a sorte alguém diria que são os sinais dos tempos, possivelmente fazendo menção à carta de Paulo a Timóteo. Diz o trecho que nos últimos dias os tempos serão terríveis, porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, cruéis, traidores, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus.

Contudo, nada está perdido. Há muitos lugares onde ainda se pode encontrar o manifesto da honestidade e da tolerância, e a igreja adventista do sétimo dia é um bom exemplo disso, em que pese não haver um lugar que deixe de conter representantes que desvirtuem as bases de seus valores. Os discípulos de Gandhi não entendiam a extensão de sua postura de paz, e não raro tomaram medidas violentas que em muito feriram a consciência de seu líder. Pedro não fez diferente no monte das oliveiras ao usar a espada, obrigando Jesus a reparar o ferimento na orelha do soldado romano.

Desejar esse comportamento de amor, tolerância e um comportamento impecável me faz lembrar a resposta de Pedro ao Cristo, quando este disse que o apóstolo e os outros poderiam ir embora se quisessem: “Para onde iríamos se só tu tens palavra de salvação?”.

Que a palavra do Cristo esteja contigo ao longo da semana é o desejo do peregrino da palavra a você e a toda a sua família.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

20
jun

# Pastor, obrigado!

dfNesta semana soube da partida em breve do pastor Kleber e sua família para as terras da América do Norte, obedecendo a mais um chamado nessa sua jornada como peregrino a levar a palavra de Deus aos homens, anunciando-lhes especialmente a boa nova do Cristo, pois há vida em suas linhas e entrelinhas.

Fico feliz por ele, mas, também como muitos, meu coração se aperta por perceber-me privado (espero que por pouco tempo) de suas orientações e meditações e, sobretudo de sua postura que por si só muito me apresentou a Cristo nestes nove anos que o ouço e o presencio ser um vaso de honra nas mãos do Oleiro. Mas, tem que ser assim, afinal, é Cristo que vai com ele, o mesmo Cristo que continua conosco.

Por suas mãos eu desci às águas do batismo e ao delas emergir, meu coração já tocado por sua oração e, sobretudo pela ocasião, registrou para sempre o som de sua voz ao me olhar nos olhos, segurando meu rosto a me dizer: Querido, mantenha os seus olhos em Cristo. As lágrimas de alegria transbordam até hoje quando me recordo, assim como o som de sua voz forte e suave e o brilho de seus olhos. Quantos como eu viveram essa alegria? Muitos.

Por sua ordenação, ele recebeu a mim e a minha esposa naquela que era a manhã de nosso casamento. Era também o dia em que acontecia o primeiro culto nesta sede do bairro paraíso. Ali ele nos abençoou, apresentando-nos a Deus como um novo casal entre os homens e diante do Eterno, rogando ao Pai para que fossemos abençoados pela união a ser solidificada a cada dia, servindo aos propósitos de Seu reino, sobretudo.

Ele, este servo que trouxe novas maneiras de dizer que é preciso continuar a respirar o mesmo oxigênio, o evangelho do reino; ele que nos ensinou a todos especialmente por sua responsabilidade alinhada ao mesmo evangelho; ele que mesmo enfrentando toda a sorte de obstáculos, viu a maioria cair pelo poder de Deus, e mesmo diante dos que não pode transpor, entendeu-os por lições da parte de Deus e, portanto, de toda sorte, tornou-se um testemunho de como a gratidão e a bênção, a obediência e a dependência, sobretudo a ação de graças devem ser o comportamento do discípulo.

A ele, a gratidão de minha parte e de minha família, assim como penso estar autorizado a dizer em nome de todos que o conhecem e com ele convivem, ou somente o ouviram um dia – Pastor Kleber, que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo sejam com você e toda a sua família nesta nova fase e por toda a vida. Pastor Kleber, muito, muito obrigado por entregar a sua vida pelo reino, anunciando-o com o amor e a firmeza que lhe são característicos, resgatando cada um de nós quando perdidos, com a responsabilidade que se espera de um pastor.

Recebe aqui um abraço do Sadi – Um Peregrino da Palavra, e de toda a igreja que você ajudou a formar nestas terras bandeirantes. Nós te amamos e a toda sua família.

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