Monthly Archive: maio 2015

31
maio

# Consciência

o-filho-prodigo2Na manhã deste sábado publiquei um texto que falava das responsabilidades de se educar um filho, sobretudo da importância que rege a atenção para com os detalhes nesse contexto, no sentido de que se permitimos aos filhos pequenas concessões quanto a desrespeitos contínuos, isso pode tomar proporções que fogem ao controle, entregando-os para a vida totalmente desequilibrados.

Filhos sem respeito são a vergonha de seus pais. Ensina a palavra do Eterno que aquele que ouve a instrução de seu pai e não deixa o ensinamento de sua mãe é como quem tem uma joia sobre sua cabeça e em seu peito.

A educação começa em casa e isso é um fato. Ainda que tenha o homem capacidade de entender melhor o mundo quando se torne um adulto, a base da boa educação que recebeu e criou raízes em seu entendimento servirá de parâmetro para as sábias decisões que soarão de sua existência ao longo da vida.

O homem que despreza a boa educação, ou não se atenta ao discernimento das coisas que diz ou defende, é como a boca do tolo: tem em si a sua própria destruição. A base da boa educação que recebe em casa dá ao homem o respaldo para desenvolver seu pensamento com equilíbrio e agir com sabedoria. Ensina o provérbio que muito se regozijará o pai do justo, e o que gerar um sábio, se alegrará nele.

Não raro se presencia nos dias atuais filhos agindo com desrespeito a seus pais, demonstrando o caráter que os movimenta em meio à sociedade, tornando-se pessoas intransigentes, movidos por emoções deturpadas e sem sabedoria, longe de proporcionarem equilíbrio e justiça, mas tão somente alimentando seus próprios interesses, pois o tolo não tem prazer na sabedoria, mas apenas naquilo que agrade ao seu coração.

Aos meninos que se tornarão homens e aos homens que ainda não têm bom discernimento, sejam suas vidas norteadas pela máxima do Pai das luzes que afirma: “Filho meu, guarda o mandamento de teu pai, e não deixes a lei da tua mãe. Quem tem conhecimento é comedido no falar, e quem tem entendimento é de espírito sereno”.

Seja a tua semana de paz e serenidade, falando e agindo apenas se for para acrescentar justiça ao teu próximo, para honrar a teus pais e ao Eterno que a tudo julgará com justiça divina, jamais humana. Portanto, adquira a verdade e não abra mão dela, nem tampouco da sabedoria, da disciplina e do discernimento, é o que te deseja o peregrino da palavra, pelo que nos instrui a Palavra do Eterno.

Shalom!

30
maio

# Responsabilidades

remarO que faz o homem desejar ensinar? A resposta parece óbvia quando pensamos em educação para o futuro. É isso mesmo. A educação. E ela começa em casa, com a educação dos filhos; sim, pois, a escola ensina conhecimentos gerais, mas a casa ensina a educação básica para a vida. Educação que servirá para o indivíduo saber se portar com respeito e de forma adulta em todas as relações que a vida o apresente, aprendendo, sobretudo, responsabilidades.

O escritor bíblico afirma que é preciso ensinar a criança no caminho que deve andar e quando se tornar adulto não se desviará dele. Sim, mas, pergunte-se, afinal: por que não raro encontramos pessoas que desviam do comportamento que receberam, sendo responsável pelo desequilíbrio.

A resposta está nos detalhes e o tema é complexo, afinal existem muitas variáveis para o assunto, mas, em geral, os detalhes sejam eles quais forem – pais que não exercem autoridade ou filhos que se rebelam – começam com pequenas permissões, com pequenos gestos. Quando se percebe, um hábito nocivo regerá o comportamento.

Pais que não se atentam a detalhes na educação de seus filhos, um dia verão o remo da canoa escapar de suas mãos, ou mesmo das de seus próprios filhos, e o equilíbrio passa a ser na base da readequação do corpo (na verdade, da mente) para que a canoa não vire na correnteza. Na verdade, é só uma questão de tempo, pois tentar adequar o desequilíbrio dessa forma é permitir que os novos erros possam surgir.

Casos extremos exigem medidas extremas. Deve-se buscar a margem, não para abandonar o filho rebelde, mas para retomar a navegação apenas quando todos puderem entender que devem remar juntos, do contrário, cada um remará para um lado, e na melhor das hipóteses a correnteza é que irá dar o rumo dos acontecimentos. E convém lembrar que os pais são os capitães dos barcos, sim, pois, não se deve esquecer que Deus está no comando de tudo, mas o controle está entregue em nas nossas mãos.

Amor como forma básica do respeito que se ensina a um filho é fundamental na educação, mas isso não significa passar a mão na cabeça. Pais que fecham os olhos para a grosseria de um filho, quando acordarem, habitarão com um tirano dentro de sua casa, mandando-os calar a boca quando ouvem a mínima repreensão.

Viver a vida inteira permitindo um filho incorrer em erros é viver debaixo de emoções e conceitos distorcidos. É não se permitir vivenciar o seu próprio caminho que se dirige à velhice. É anular-se como pessoa. É continuar a alimentá-lo com leite, enquanto já deveria há muito se sustentar com alimento sólido. É se esquecer de que um dia será cobrado por isso.

O Eterno é hábil educador e fiel perdoador, mas, um dia, assim como os olhos dos pais se fecharão, também se fechará a porta da graça, e aí, pergunto: o que será dos filhos que ficaram? Pense este texto também como você na pessoa de um filho em relação ao Pai Eterno. Reflita.

Feliz sábado da parte do peregrino da palavra.

 

28
maio

Caindo sobre a pedra

Marco Aurélio Brasil

Jesus disse, meio engimaticamente, que era preciso cairmos sobre a pedra e sermos despedaçados. A pedra aí é uma referência a Si próprio, mas em 2009 eu tomei a orientação muito literalmente.

Estava com meu filho mais velho e meus sobrinhos caminhando pelas pedras da ponta de uma praia. Era o que eles denominaram uma exploração arqueológica e, ao que parece, o alvo da exploração eram conchas interessantes. Não havíamos achado nenhuma ainda quando meu filho perdeu o equilíbrio e começou a escorregar numa pedra. Rapidamente olhei para um vão que me separava dele, cortado apenas por uma pedra fina, mas ao alcance dos meus pés. A próxima coisa de que me lembro é de estar despedaçado sobre a pedra.

Por ficar olhando para ele, ao invés de para o lugar onde deveria estar pisando, meu pé não alcançou a pedra fina. Afundei dois dentes, sofri escoriações pelo corpo todo e herdei uma aguda dor nas costas.

Engraçado que eu costumava me ufanar da minha habilidade para andar por aquelas pedras. Desde menino estou familiarizado com elas e penso haver adquirido uma técnica refinada de locomoção nesse terreno irregular. Trata-se de, numa fração de segundo, conseguir determinar qual o melhor ponto para posicionar o seu pé e para onde arremessar o corpo, de um jeito que o centro de equilíbrio lhe garanta continuar sempre de pé – e não com a boca na pedra.

Descobri do jeito mais doloroso – para ser bem literal – que as coisas mudam quando se tem filhos. Ok, eu caí não foi por essa razão nobre, de estar indo socorrer meu filho (que fez só um cortezinho de nada no dedo), foi porque fui imperdoavelmente desastrado e desatento, e isso é algo de que não se pode orgulhar, definitivamente. Mas ainda assim o fato é que descobri que sou capaz de atitudes automáticas, mal calculadas e instantâneas pelo bem estar de uma outra pessoa.

Eu sempre ouvi dizer que ter filhos é uma excelente escola sobre o sentimento que Deus tem por nós. É evidente que Deus jamais calcularia mal um passo, mas Ele também demonstrou ser capaz de Se deixar despedaçar por um filho que caiu e explica isso dizendo, simplesmente, que é porque Ele muito amou. O amor seria um impulso suficiente para esse grau profundo de sacrifício.

Eu já descobri que amo meu filho, tive a prova disso, mas fico aqui pensando em o que mais me levaria a tomar esse impulso de me colocar em perigo para ver protegido? Eu retribuo o amor de Quem Se despedaçou quando eu caí, amando-O numa medida minimamente semelhante?

Talvez seja exatamente o tipo de atitude que Ele sugeriu que eu deveria, espelhando-me nEle, desenvolver, quando disse que eu deveria cair sobre a pedra que é Ele, e se deixar despedaçar, deixar meu ego, meu egoísmo, serem pulverizados.

27
maio

Benção disfarçada

Gelson de Almeida Jr.

“(…) o Senhor era com ele, e tudo o que ele fazia o Senhor prosperava”. Gênesis 39: 23b


Uma frase maravilhosa para se falar acerca de alguém. Talvez, como eu, você já sentiu vontade de ocupar um cargo importante como José, que foi governante do Egito Antigo. É interessante que todos os que já tiveram esse desejo jamais gostariam de pagar o preço que ele pagou até chegar lá. Antes de se tornar o segundo homem mais poderoso de sua época José viu sua mãe morrer quando tinha aproximadamente 15 anos. Seus irmãos, que o odiavam, venderam-no como escravo aos 17 anos. Serviu fielmente seu senhor egípcio por 10 anos, mas foi mandado injustamente para a cadeia, onde ficou três anos.

Mesmo nos momentos difíceis José tinha certeza que Deus estava com ele, só não imaginava o que o Eterno lhe preparava. Ele conhecia Deus, mas não conhecia o “melhor de Deus”. O Eterno superou todas as suas mais otimistas expectativas.

Talvez, em meio a dor e sofrimento, você já tenha se perguntado onde está Deus, o Deus a quem procura servir e que parece não se importar com sua situação. Já imaginou esse Deus abençoar alguém porque você está por perto e sua situação permanecer inalterada? Muitas coisas acontecem em nosso dia a dia para as quais não temos explicação, mas é o meio que o Eterno utilizará para nos conceder sua verdadeira benção. Por confiar, José nunca se queixou ou duvidou do Eterno. Ele sempre esteve ao seu lado e a benção invisível um dia tornou-se visível, saiu do buraco da masmorra e foi direto para a Corte egípcia.

O Deus de José ainda é o mesmo (Malaquias 3:6). Nunca duvide do poder do Pai nem de Seu amor pelos Seus filhos. Com certeza você está sendo abençoado agora, pode ser que sua benção, como a de José, esteja disfarçada, mas não desanime, confie, pois um dia tudo mudará e você conhecerá o melhor de Deus.

26
maio

O inimigo secreto

Marco Aurélio Brasil

“E aí, como vai essa força?” “Como está a luta?” Expressões cotidianas como essas e tantas outras revelam esse sentimento de estarmos numa batalha incessante. Estamos todos lutando, mas contra quem?

 Por toda a carta aos efésios, Paulo diz que podemos celebrar e agradecer pela salvação e pelo que ela fez em nossa vida. A salvação mudou tudo. Já agora podemos pensar diferente, sentir diferente, andar numa direção diferente da do resto do mundo todo, eleger prioridades diferentes.
Aí, no finalzinho da carta, ele foca em algumas relações específicas. Ele diz que o marido cristão ama a sua mulher, e não com um amor banal qualquer, com um amor igual ao que Cristo mostrou pela igreja, ou seja, um amor de autonegação e sacrifício. As mulheres devem ser submissas a esse homem que as ama e a razão está no verso 33 do capítulo 5 quando, ao resumir esse conselho, ele diz que o homem deve amar a mulher e a mulher respeitar o marido. Porque a mulher precisa ser amada e o homem precisa ser respeitado. Assim fazendo, o casal estará atendendo às necessidades emocionais mais profundas um do outro.
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Paulo então diz que os filhos devem obedecer e respeitar os pais, como ordena o mandamento, ao passo que os pais devem abster-se de irritar os filhos, aconselhando-os e dirigindo-os com amor. Segundo o novo código civil brasileiro, todo contrato deve ser regido pela “boa fé objetiva”, que é um conjunto de comportamentos anexos ao contrato e que envolve inclusive ajudar a outra parte a cumprir a sua parte. Acho que é algo assim que Paulo pede dos pais: ajudem seus filhos a guardar o mandamento.
Por fim há os escravos. Ao se dirigir a estes, Paulo ecoa as palavras de Cristo a respeito de andar a segunda milha, etc. Sirva com amor. Sirva diferentemente da forma como escravos mortos espiritualmente fazem. E aos donos desses escravos, o conselho é: não use de ameaças, lembre que eles são pessoas por quem Cristo morreu assim como você.
É nesse contexto que o apóstolo faz uma afirmação das mais interessantes: “pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniquidade nas regiões celestes” (Efésios 6:12).
Pela nossa dificuldade de enxergar as coisas como elas realmente são (ou seja, por não conseguirmos enxergar pela ótica espiritual), temos a tendência de confundir a pessoa com o nosso inimigo. O cônjuge. O pai. O filho. O chefe. O empregado.
Você respira fundo de manhã e diz: vamos pra luta. Você pensa nessas pessoas como antagonistas. Mas Paulo diz que você pode celebrar a salvação e pensar diferente e sentir diferente e andar numa direção diferente da do resto do mundo. Você pode lembrar que de fato há uma batalha acontecendo, mas o real inimigo é invisível, é espiritual, e se vence com forças espirituais, forças que você não tem mas que estão à sua disposição graças a Cristo Jesus.
O cristianismo faz essas relações tão cheias de conflitos mais fortes, mais unidas, mais coesas.
Pare de lutar a batalha errada. Pare de focar o alvo errado.
Você pode ser diferente.

25
maio

O Senhor das tempestades

Adriano Vargas

Jesus estava na popa, dormindo com a cabeça sobre um travesseiro. Os discípulos o acordaram e clamaram: “Mestre, não te importas que morramos?” Ele se levantou, repreendeu o vento e disse ao mar: “Aquiete-se! Acalme-se!” O vento se aquietou, e fez-se completa bonança. Então perguntou aos seus discípulos: “Por que vocês estão com tanto medo? Ainda não têm fé?” Marcos‬ ‭4‬:‭38-40‬ NVI

Eram momentos de terror. O pânico se instalara entre eles. Não bastasse um dia cansativo, o horário avançado, as ondas prevalecendo contra a embarcação…o Cristo estava dormindo! Aqueles homens tinham perdido o senso de direção, pois as estrelas estavam agora escondidas por causa da tempestade. Seu medo só aumentou ao ver Jesus dormir – e quantos de nós ficamos assustados ao ver que, diante do que estamos passando, Jesus nada parece fazer? Ao despertar, Jesus mostra a eles (e a nós) que o medo é o grande opositor da fé.  

Onde está a vossa fé? Por que o medo está em seus corações?” – questiona Jesus.  
O medo nos paralisa, afasta de nós as bênçãos de Deus e nos impede de usufruir da vida do Senhor. Por isso Jesus chama a atenção quanto ao medo que eles tinham – o medo afastara a fé deles. 

Além disso, ao repreender a tempestade, Jesus ensina mais duas lições:

1. Ele sempre vem ao nosso socorro, ainda que julguemos que o problema não tem solução; 

2. Que toda a ameaça contra nós está literalmente debaixo de Sua Palavra. Por isso a Bíblia diz que a fé vem pelo ouvir a Palavra – quanto mais ouvimos, mais nos enchemos de fé, e mais o medo se afasta de nós.  

Seu coração hoje está cheio de medo? Você tem se perguntado onde Jesus está? Saiba que apenas uma Palavra Sua pode mudar tudo, trazendo bonança e paz a sua vida. Creia, se encha do Espírito Santo e veja o Senhor das tempestades velando por você!

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