Monthly Archive: novembro 2014

29
nov

# Ouse Crer!

16Esta semana eu resolvi presentear a minha família e a mim com um livro que há muito estava curioso para ler. Ouse Crer, do escritor Marco Aurélio Brasil. Os leitores das meditações da Nova Semente já o conhecem, pois ele é o autor das sementes publicadas às terças e quintas no blog do site.

Pois bem, logo que decidi procurar pela obra, eu estava no fórum João Mendes, no centro de São Paulo, e por isso, de pronto pensei na conhecida rua que possui um vasto catálogo de literatura cristã, a Rua Conde de Sarzedas.

Fui até lá, animado, entrei na primeira loja e adivinhem. Saí inconformado. Não tinham ouvido falar do livro, nem tampouco da editora. E convenhamos, trata-se da Casa Publicadora Brasileira – CPB. Pensei comigo: é apenas um funcionário novo, uma pessoa jovem; natural que não conheça toda a literatura e as editoras.

Depois que saí da terceira loja, ouvindo a mesma resposta em relação ao livro e à editora, disse a mim mesmo: “como pode ser isso; ninguém conhece nem mesmo a CPB?”. Foi quando pensei no título do livro, e de imediato decidi que deveria entrar nas livrarias e trocar a pergunta pela exclamação. Entraria nas lojas e olhando nos olhos do atendente, diria de forma respeitosa, mas imperativa: Ouse Crer!

E como somos seres humanos, passíveis de paixões, medos, relações imperfeitas trazidas ao longo da vida, inseguranças, convencimentos distorcidos, supostas conversões, métodos complicados de cristianismo, e sem transformações verdadeiras, acreditei que não seria difícil identificar alguém que demonstrasse surpresa com a frase que diria de pronto.

Decidido a falar de Deus por meio dessa única frase, fui em frente. Logo me deparei com uma atendente bastante aborrecida, tentando convencer um colega de trabalho com seus argumentos. Ao perceber que eu estava parado a sua frente, desculpou-se e me perguntou: Em que posso ajudar? Eu disse apenas: Ouse Crer! De imediato vi um sorriso saltar daquele semblante, antes fechado e tenso.

Incrivelmente, em cada uma das lojas que entrei, mesmo ouvindo sempre que não conheciam o livro ou a editora, em todas eu saí satisfeito, pois onde entrasse e apenas exclamasse a ousada frase, percebia um sorriso de satisfação no rosto do atendente, e por algumas vezes até mesmo uma resposta positiva.

Falando do livro, o meu eu o achei na livraria da CPB na Praça da Sé, e o que tenho a dizer é que o recomendo, deixando que você mesmo busque a sua experiência pessoal com a leitura. Contudo, afirmo: ouse crer e busque o Eterno Deus em oração e Ele te ouvirá. Busque-o e o achará, quando o buscar de todo o seu coração. Creia, pois Ele fará mais por você, do que você pede ou pense poder receber.

Ouse Crer! Feliz sábado!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

27
nov

Este mundo e o outro

Marco Aurélio Brasil

“O anseio contínuo pelo mundo eterno não é uma forma de escapismo ou de auto-ilusão, mas uma das coisas que se espera do cristão. Não significa que se deve deixar o mundo presente tal como está. Se você estudar a história, verá que os cristãos que mais trabalharam por este mundo eram exatamente os que mais pensavam no outro mundo. Os apóstolos que desencadearam a conversão do Império Romano, os grandes homens que erigiram a Idade Média, os protestantes ingleses que aboliram o tráfico de escravos – todos deixaram sua marca sobre a Terra precisamente porque suas mentes estavam ocupadas com o Paraíso. Foi quando os cristãos deixaram de pensar no outro mundo que se tornaram tão incompetentes neste aqui.” C. S. Lewis, Cristianismo Puro e Simples, ps. 178 e 179

26
nov

O jardineiro

Gelson de Almeida Jr.

Ontem, quando ia para o trabalho, vi um jardineiro podando a grama e os arbustos em frente a uma casa que estava vazia e para vender. Enquanto pensava na cena lembrei da parábola do servo bom e do servo mau (Mateus 24: 44 – 50). Cristo elogia o servo que, sem saber o dia do retorno do seu senhor, deixa tudo em ordem e diariamente cumpre com suas obrigações.

Obviamente o jardineiro cumpria ordens do proprietário que quer tudo em ordem para atrair a atenção de um comprador. Quer tudo em ordem, pois, por não saber quando surgirá o comprador, não quer ser pego de surpresa.

Se imaginarmos que o proprietário é o Pai, a casa o Reino dos Céus e você e eu somos o jardineiro, fica fácil entender a importância do jardim. Assim como a atratividade da casa começa pelo jardim a atratividade do Reino dos Céus começa por aquilo que fazemos diariamente. Nossas palavras, nossas ações, nossa postura, são o cartão de visitas do Eterno, pois, em grande medida, mostram aos outros se vale a pena ou não investir neste projeto chamado salvação. Assim como eu, mesmo sem ver, admirei o proprietário daquele imóvel, as pessoas precisam admirar o Pai e desejar o Seu Reino por aquilo que demonstramos, é o que chamamos de testemunho. Cristo disse que seríamos Suas testemunhas em todos os lugares (Atos 1:8), portanto, cuide do seu testemunho, afinal ele poderá atrair ou repelir pessoas para o Reino.

25
nov

Eu sou um senhor de escravos

Marco Aurélio Brasil

O Brasil tem 12 feriados oficiais federais, além dos estaduais, cujo número varia de nenhum (caso de Espírito Santo e Goiás) a 5 (Acre), fora os feriados municipais. Há feriados para celebrar um dentista que conspirou contra o imperialismo português, outro para celebrar o dia da independência de Portugal e mais um para celebrar a proclamação da República – como se pudéssemos honestamente nos orgulhar da República que formamos. Há uma série de feriados da religião católica, como um dia para celebrar os mortos e outro para celebrar o dia em que Jesus morreu. Há feriados para celebrar santas padroeiras e em algum lugar há até um certo “dia do evangélico”. Mas nenhum feriado é tão controverso quanto o que muitos municípios comemoraram na última semana: o dia da “consciência negra”.

escravidãoAno após ano, a semana do feriado da consciência negra é o momento em que as pessoas desenterram nas redes sociais vídeos do Morgan Freeman se recusando a falar de questões raciais por entender que isso reforça o racismo. É a época em que outras (ou as mesmas) pessoas circulam acusações contra o Zumbi do Quilombo de Palmares, dizendo que ele também escravizava os escravos fugidos que chegavam até o Quilombo. A percepção que tenho é que, embora brasileiros gostem muito de um feriado, esse especificamente muitos de nós preferiríamos não ter. É desconfortável ter um dia para pensar na escravidão, parece coisa de esquerdopatas, aqueles sujeitos que defendem as FARCs e Fidel Castro.
Mas fico pensando se faz sentido simplesmente esquecermos que um dia escravizamos pessoas. Sim, nós, você e eu. Os judeus fazem questão de que o holocausto não seja esquecido e o argumento associado a eles nos parece muito razoável: é o preço para que uma tal ignomínia não torne a ocorrer. Será que a escravidão de negros e índios era menos ignominiosa que as câmaras de gás? Dá pra falar em gradações de ignomínia com atrocidades desse calibre?
Os judeus um dia foram escravos. E então Deus, através de seu servo Moisés, os libertou. E então eles entraram na terra prometida, Canaã. Ali eles deveriam ter se instalado porque não só o lugar era fértil e paradisíaco, mas também as rotas comerciais de todo o mundo civilizado de então passavam por ali. Israel deveria ter sido uma benção para todos os povos, propagando o conhecimento do Deus vivo e Criador.
Para Rob Bell e Don Golden (autores de “Jesus quer salvar cristãos”), o grande vilão da história de Israel é ninguém menos que Salomão. Nos dias dele Israel alcançou paz entre os povos vizinhos, se impôs como nação hegemônica em Canaã. E então o que fez? Escravos. Os que deveriam ser bençãos reproduziram o tipo de atitude que o pagãos egípcios haviam tido com eles. Eles haviam se esquecido da ignomínia de que foram vítimas, ou então, como é tão comum no coração humano, exultaram “agora é a nossa vez!” quando a primeira oportunidade apareceu. Não à toa de Salomão para frente Israel degringolou, dividiu-se em duas e viveu uma espiral descendente que terminou – onde? – em escravidão mais uma vez.
Não se ofenda quando digo isso, mas escondido no seu coração e aqui no meu existe um senhor de escravos. Aquele pecado de nossos ancestrais é nosso também. Se não o confessarmos, estaremos fadados a reproduzi-lo em alguma escala. Não houvesse tantos senhores de escravos em seus lares e em suas igrejas ao nosso redor e você poderia discordar de mim.

24
nov

Meu coração

Adriano Vargas

E como o Oriente está longe do Ocidente, assim ele afasta para longe de nós as nossas transgressões. Salmo 103:12

Nem sempre nos sentimos à vontade ao saber que o Eterno caminha pelo terreno de nosso coração para limpá-lo, porém isso é necessário. Confessar nossas transgressões faz tão bem ao nosso espírito como preparar a terra torna um campo mais frutífero.

Antes de semear, o agricultor ara a terra, retira pedras e remove pequenos tocos. Ele sabe que a sua plantação irá se desenvolver melhor se o solo tiver sido preparado antes. É para matar a curiosidade de vocês, sim eu já plantei uma árvore. Agora só falta escrever um livro e ter um filho…

A confissão é um convite do Eterno para que trilhe pelos caminhos amargos da nossa alma. Quando reconhecemos nossas iniquidades, convidamos a Deus a trabalhar o solo do nosso coração.

Há momentos em que nos sentimos tão envergonhados de nosso pecados que mal conseguimos confessá-los. Nessas horas, tenha em mente que você tem um Deus compreensivo é compassivo, pronto para lhe ouvir. Tudo porque Ele nos ama.

1 2 4