Monthly Archive: dezembro 2013

31
dez

A razão da festa

Marco Aurélio Brasil

Por que se faz festa na virada do ano? Por que tanta pirotecnia, espumantes e toda aquela alegria – que, de tão universal e pujante, soa artificial? A pergunta não me ocorre espontaneamente. Na virada do ano de 2004, dez anos atrás, quatorze países na Ásia e África choravam seus mais de 115.000 mortos pela força destrutiva de um tsunami provocado por um terremoto marinho; eles choravam também os feridos, as casas devastadas e a perda do chão sob os pés. Também centenas de famílias estavam neste instante chorando a perda de alguém em um incêndio em Buenos Aires. Também, aqui perto, a família de um bom amigo meu chorava a perda de seu pai na sala de cirurgia.

Dez anos se passaram e o que temos? Ainda choramos os mortos no incêndio da boate Kiss. Ainda choramos os mortos e os desalojados pelas chuvas no Espírito Santo. Ainda choramos a empáfia de Renan Calheiros e a classe que ele tão perfeitamente representa.

Esse tom amargo e algo melancólico que inspira a pergunta: qual a razão da festa? É para comemorar que temos mais um ano pela frente? Se for, não contem comigo. Não consigo comemorar mais um ano aqui. Isso me parece motivo para lastimar e não para festejar. Claro, porque eu espero outra realidade, uma realidade definitiva. Uma realidade que meu Deus não poupou tintas para pintar: Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas (Apocalipse 21:3 e 4).

E, no entanto, essa realidade ainda está no futuro. Alguém poderia dizer que o melhor seria descrer e se entregar à euforia, artificial e fomentada pelo álcool que seja, mas isso não é alternativa. Não, não é para qualquer um que tenha um dia saboreado o que é a paz que excede todo entendimento e tenha sentido o calor do abraço desse Deus, que prometeu habitar conosco, entre nós.

Assim, não quero comemorar um ano mais nesta realidade. Ela é do jeitinho que nós um dia escolhemos: a Terra treme – geme como quem está pra dar a luz – o câncer grassa irrefreável, as pessoas se enganam, o direito é pervertido e a justiça é retórica; pessoas queridas dizem adeus, situações maravilhosas terminam. Há fomes, guerras e rumores de guerras. Foi isso que escolhemos e é a escolha que ratificamos todos os dias quando pedimos que Deus dê um tempo; quando resolvemos que nossa vontade e impulso são mais razoáveis do que Sua Palavra. Mas basta! Quero a realidade que Ele sonhou. Chega de festejar mais um ano por aqui.

Entretanto, se a festa serve para olhar para trás e ver que até aqui nos ajudou o Senhor e que estamos um ano mais próximos daquele dia, me deem um rojão. Minha alegria não será artificial.

Que até aquela realidade prometida possamos ratificar a escolha por ela e que Deus nos guarde dos efeitos desta realidade aqui.

29
dez

# Ao Ano Novo da Eternidade

Das festas de final de ano, por certo a que se mostra mais marcante, envolvendo praticamente toda a humanidade, é a que comemoramos a passagem para o ano novo. Torna-se um tempo de reflexões, ainda que sejamos levados a praticá-las ao longo do ano. No entanto, é confortável pensar que possa haver um tempo limite quando terminamos uma fase e iniciamos outra.

O fato é que todo mundo sempre pensa em realizar coisas no ano que inicia, fazendo diversas promessas, sonhando com mudanças das mais diversas, tais como acabar com hábitos nocivos de toda sorte, buscar um estilo de vida mais saudável, enfim, um sem número de opções. Mas, esses planos, em sua maioria, após os primeiros meses passam a ser submetidos à realidade que começa a impor seu ritmo, e quase sempre isso os faz naufragar.

Nada mais justo, afinal tudo que se inicie, necessita de que o seja em pequenas porções, todavia, constantes e em bases sólidas. Caso contrário, vai tudo por água abaixo, e ai a decepção se torna inevitável. É assim também com a profissão que escolhemos, entretanto pedindo algo mais que a disciplina do plano de estudos, pois não se pode prescindir da ética, por exemplo. E por aí vai.

O que dizer então do mais importante de todos os sonhos, ainda que muitos não o valorizem a esse ponto, qual seja o viver em Cristo e alcançar a vida eterna. A esta nova empreitada também se pede inicialmente pequenas porções, essencialmente constantes. As do conhecimento, normalmente agregado por meio do estudo bíblico e vital para se conhecer a vontade de Deus; assim como as porções de orações, que é o início de nossa caminhada para a intimidade com o Eterno, e nos leva à compreensão da dependência e da obediência.

Contudo, a mais qualificativa de todas elas é, sobretudo a prática que evolui. Na exata proporção vislumbrada pela escritura, haja vista estar ali, inclusive, os preceitos da ética. Talvez isso passe um pouco pelo que diz a Palavra, ser a fé sem obras, algo sem vida. Muitos que adentram às igrejas têm nos ensinamentos bíblicos, uma vaidade satisfeita, que é o de adquirir mais conhecimento, e isso apenas satisfaz o ego. Nada tem de ligação com o processo de salvação ou ser discípulo de Cristo.

É como querer alcançar méritos sem o devido caminho da prática, da transformação, da dependência, assim como da obediência aos mandamentos. A bíblia traduzida por João Ferreira de Almeida, versão corrigida e fiel, diz o seguinte em Apocalipse 22:14: “Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.

Guardar os mandamentos não é apenas conhecê-los profundamente. A guarda passa essencialmente pela efetivação dos mesmos em nossa vida. Significa entregarmo-nos à transformação, ainda que realizada de forma gradual. Contudo, assim como nos exercícios do começo do ano que, quando chegam à frente, pedem que sejam aumentados para que surtam melhores efeitos, não é diferente com o corpo e a mente, que precisam da transformação requerida pelos mandamentos.

Conhecer a Cristo, aceitá-lo e, em seu nome ser batizado, é como uma noite de réveillon, em que os últimos segundos começam a serem contados ao tempo em que descemos às águas e dela emergimos nova criatura, contudo, é no caminhar pelos mandamentos, ainda que por longos anos, que de fato nos proporcionaremos, mediante a obra de redenção completada por Jesus, a única possibilidade de adentrarmos ao primeiro dia do tempo da eternidade.

Assim seja na tua vida; assim seja na igreja de Cristo.

Feliz Ano Novo, ao tempo da eternidade, no reino do Eterno.

Sadi – Um Peregrino da Palavra.

28
dez

# Natal

Chega o fim do ano e duas festas marcam a vida de quase o mundo inteiro. Natal e Réveillon. E ambas apresentam algo em comum. Pessoas saudando seus pares e até mesmo a desconhecidos, trocando presentes, desejando-lhes que tenham saúde, paz e alegria.

Convenhamos afinal, isso é muito bom, pois o mundo precisa mesmo que as pessoas preocupem-se umas com as outras, manifestando desejos sinceros de toda a sorte de prosperidade, seja ela em que área possa se manifestar.

Na época do natal em especial, há também o desejo manifesto por parte dos cristãos convictos, que o Senhor possa tanto abençoar todos a sua volta, quanto venha a viver no coração de cada um. E muitos saem às ruas para estender a mão aos mais necessitados, sendo está prática, em alguns casos, uma constante durante o ano.

Nestes dias de festas, assisti uma propaganda em que uma criança bem pequena, ao responder para Papai Noel o seu desejo pelo presente que gostaria de receber, disse querer uma caneta que consertasse letra feia. Quando e como foi o dia em que deixei de acreditar em Papai Noel?

Realmente não sei. Apenas o que me lembro desse tempo, pouco se falava naquela noite sobre o nascimento do menino Jesus, sobre sua vida, morte e ressurreição; algo como uma noite para se ouvir uma história especial. Alguma oração era feita e então, os jantares e as brincadeiras eram ressaltados. Os presentes, estes eram abertos na manhã seguinte, quando o bom velhinho os teria colocado aos pés da árvore de natal.

Atualmente, percebe-se que até mesmo os presentes são trocados na própria noite que antecede ao dia de natal, assim como, não raras vezes, pouco ou quase nada se fala a respeito de Cristo. A importância está apenas no comer e beber e nada mais. A frase de fim de noite quase sempre é: “Que noite agradável”.

Com todos estes aspectos criados pela sociedade imediatista, de consumo, sem adentrar no sentido simbólico de todos os enfeites de natal, tanto quanto da própria data em si, uma pergunta não se cala ano após ano: E o Messias, em que momento é exaltado em todo esse contexto? Como é que Ele se sente ao presenciar todas estas atitudes?

Realmente não sei, pois, segundo as escrituras, tem um amor por nós que não o compreendemos. Portanto, ainda que não tenhamos comemorado o natal de Cristo como ele mereça, que nossos dias seguintes sejam para a honra e glória de Seu nome, exaltando-o por onde formos.

O importante é vivermos o exemplo desse amor, como a única coisa que nos resta a fazer para nos tornarmos seus discípulos. Se a isto o fizermos, todas as outras situações que o personalizam, serão inevitáveis em nossa vida.

Que o natal de Cristo seja revivido em todos os dias de sua vida.

Shabbat Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

27
dez

Está tudo muito calmo… calmo demais

admin

Minha vida sempre foi muito boa. Claro que tenho problemas (em algumas áreas até mais que o normal), mas, no geral, tenho uma vida bem tranquila. Tenho consciência das dificuldades que o mundo passa como guerras, fome e a iminente falta de água, mas sinto que isso tudo está tão distante de mim que nem me preocupo mais. Sou sempre tentado a acreditar que o nosso mundo ainda durará muito tempo, mesmo conhecendo o que a Bíblia diz sobre o breve retorno de Cristo.

Esses dias me lembrei de uma menina neozelandesa chamada Abby Wutzler. Para quem não sabe, foi  ela quem salvou muitas pessoas do Tsunami em 2009. Ela havia aprendido na escola a como identificar este fenômeno. O principal sinal eram as águas da praia recuando rapidamente e se afastando da costa. Isso acontece quando se forma uma grande onda. Então fiz uma breve analogia comigo mesmo: será que não estou exatamente no momento em que as águas se recolhem para formar um Tsunami? Será que esta aparente calmaria não está indicando a vinda de algo muito grande?

Fui à Bíblia e encontrei algumas palavras de Jesus que muito me preocuparam. Ele disse:

Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do Filho do homem. Pois nos dias anteriores ao Dilúvio, o povo vivia comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca;… Portanto, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o seu Senhor.” [Mateus 24:37, 38 e 42]

A calmaria de nossas vidas e a aparente eterna rotina é o sinal de que Cristo está para voltar. Minha “boa” vida está simplesmente cumprindo a profecia de Jesus. O retorno de Cristo está próximo. Por quê? Porque está tudo muito calmo… calmo demais.

26
dez

Anatomia Divina

Maninho Alves

Quando nos tornamos íntimos de alguém, logo passamos a reconhecer características dessa pessoa. O timbre da voz, o jeito de andar, nada passa desapercebido. Nesse ponto, podemos seguramente dizer que conhecemos aquela pessoa. Nossa experiência com Deus também pode tornar-se íntima. Perceber quando Ele se aproxima de nós, ouvir sua voz, reconhecer seu toque, sentir seu olhar. Essa série de mensagens é um convite para redescobrirmos a intimidade com Deus.

Série: Anatomia Divina

[toggle title=”16/11/13 | O Coração de Deus (Pr. Fabiano Mendes)”][/toggle]

[toggle title=”23/11/13 | Programa extra (Pr. Sidionil Biazzi)”][/toggle]

[toggle title=”30/11/13 | Os Olhos de Deus (Pr. Sam Neves)”][/toggle]

[toggle title=”07/12/13 | A Face de Deus (Pr. Danny Bravo)”][/toggle]

[toggle title=”14/12/13 | As Mãos de Deus (Pr. Kleber Gonçalves)”][/toggle]

[toggle title=”21/12/13 | A voz de Deus (Pr. Felipe Tonasso)”][/toggle]

Programação Comunidade

O momento especial de adoração na IASD Nova Semente.

Dia e Horário:

  • Sábado – 09h00 e 11h15 (segundo culto)

A Programação Comunidade é dividida em dois momentos:

  •  Comunidade em Adoração
  •  Comunidade em Estudo

 

Confira nossa localização e lista de estacionamentos conveniados.

26
dez

Quem fez tudo isso?

Marco Aurélio Brasil

E 2013 acabou. O que resta dele são meros estertores, últimos suspiros de um moribundo. Talvez você ainda não tenha respirado fundo e olhado para trás, para colocar 2013 numa lâmina de microscópio, numa balança, e se perguntar se o saldo é positivo ou negativo.

Haverá bençãos, decerto, quando o fizer. Haverá conquistas. Trocou de carro? Comprou a casa? Casou? Começou a namorar? Nasceu seu filho? Seu filho fez mais um aniversário? Teve forças para terminar aquele relacionamento que não era saudável? Venceu aquele hábito ruim? Foi promovido? Aumentou o salário? Sarou de uma doença? Viu o nascer do sol pelo menos uma vez? Comeu coisas maravilhosas? Passou horas magníficas com a família ou com amigos? Foi aprovado naquele concurso ou naquele emprego? Teve seu projeto aprovado? Publicou um livro? Realizou um sonho velho? Ou novo? Viajou? Voltou bem? Ouviu um elogio inesperado? Andou pelas ruas da cidade e não lhe aconteceu alguma tragédia? Aconteceu alguma tragédia e conseguiu sair daquela situação? Teve problemas e conseguiu superá-los? Teve problemas e não conseguiu superá-los mas achou paz no meio dessa tormenta assim mesmo? Leu ótimos livros? Viu ótimos filmes? Amou? Foi amado?

“Mas vigiem para não esquecer do Senhor, o seu Deus, não cumprindo os seus mandamentos, as suas leis e os seus decretos, que hoje ordeno a vocês, para que não aconteça que, depois de terem comido e estarem satisfeitos, depois de terem construído belas casas para morar, e depois de multiplicarem o seu gado e os seus rebanhos e aumentarem a prata e o ouro, e todos os seus bens, o seu coração fique orgulhoso e venham a esquecer.(…) O Senhor agiu assim para que vocês nunca viessem a pensar: ‘Conseguimos estas riquezas com a nossa própria força e capacidade’. Lembrem-se sempre do Senhor, o seu Deus, que dá a vocês a capacidade para enriquecer, confirmando a aliança que fez com os seus antepassados, conforme se vê hoje” (Deuteronômio 8:11-18).

Quando puder parar e olhar para trás e achar muitas, muitas bençãos espalhadas pelo caminho que fez, não esqueça de agradecer o Autor delas. Não coloque no final desse caminho de pérolas a lata de lixo do esquecimento. Não roube a glória que é dEle.
E que, reconhecendo de onde essas coisas todas realmente vêm, tenha esperança para o que vem pela frente.

25
dez

Chegou o Natal

Gelson de Almeida Jr.

Acabou a espera, hoje é Natal. Época de trocar presentes, visitar ou receber parentes e amigos, a chegada das férias, oportunidade de fazer uma viagem, enfim uma data especial e cheia de magia. É um dos únicos momentos onde as pessoas se cumprimentam, trocam sorrisos e afagos mesmo sem possuir muita ou nenhuma identificação. O comércio deturpou a comemoração, mas a magia da data persiste, porque neste dia comemoramos o nascimento do Príncipe entre nós. O Deus encarnado que veio nos dar esperança, paz e tranquilidade mesmo vivendo em um mundo conturbado e cheio de problemas e dificuldades.

Enquanto lê esta reflexão, talvez ainda sinta os efeitos do dia de ontem, cansaço (os preparativos foram muitos e intensos), alta sensação de saciedade (mais conhecido por barriga cheia afinal comeu mais que devia), sonolência (foi dormir muito tarde), euforia, ressaca (para os que se excederam no álcool), etc. Afinal  o quê você comemorou o nascimento do Salvador ou uma festa como outras tantas que já participou em sua vida? Você não acha, sinceramente, que ter estado em um culto ou elevado uma prece ao Céus, antes de comer, bastou para receber o Eterno em sua casa, em sua vida? Você se lembrou dEle, que bom; você foi à casa dEle, muito bom, mas isto ainda é pouco.

O Filho veio como o melhor presente de amor do Pai para a raça humana (João 3:16).sendo o aniversariante, nada mais justo que lhe presentear, mas com o quê? Ele não precisa de suas posses, pois tudo perence a Ele, inclusive você (Salmo 24:1). Neste dia, como em qualquer outro, Ele deseja apenas uma coisa, o seu coração (Provérbios 23:26). Ele deseja ser o centro de sua vida, quer ser o primeiro, o melhor e o último. Não porque seja ciumento ou possessivo, mas porque sabe que só Ele pode lhe dar tudo que precisa. O que você está esperando? Pare agora com tudo e converse com Ele, diga quanto o ama, entregue-se a Ele e o restante do Natal, de 2013 e de toda a sua vida será maravilhoso.

24
dez

Aos pés da manjedoura

Marco Aurélio Brasil

Mas tem gente que não gosta de natal. Alguma coisa na mística dessa data, ou simplesmente o que fazem com ela a mídia e, atrás dela, o resto do mundo, não sei. Tem os que até gostam, mas evitam ler o monte de mensagens bonitinhas que circulam pela internet e pelos cartões de felicitações. Tem os que até gostam, mas vai chegando perto e é tanta falação, tanto Papai Noel em tudo que é canto, tanto enfeitinho, luzinha, arvorezinha e presentinho, que o dia 26 acaba sempre representando um santo alívio. E, enfim, tem os que adoram, não cansam de ler e falar do assunto, querem mais é se entupir de natal.

Acho que de todos os detalhes do natal, o que mais nos tira do sério, a nós, pobres cidadãos pobres de um obscuro país do terceiro mundo, é a questão dos presentes, porque aí lembramos dos presentes que gostaríamos de ter dado, dos que gostaríamos de ter recebido e do cartão de crédito e/ou (tomara que seja “ou” no seu caso) cheque especial estourado(s).

Lembro de um concurso de desenhos que a prefeitura de São Paulo realizou entre as escolas de primeiro grau quando eu estava lá pela quarta ou quinta série do fundamental. Tinha que ser um desenho numa folha A4 com o tema do natal. Eu desenhei uma cena de presépio: a manjedoura, Maria e José, uns bichinhos, uma criança embrulhada em panos e tudo isso emoldurado, como se as paredes da caverna fossem uma caixa de presentes com um laço em cima. E sobre tudo escrevi “O melhor presente”. Achei que ia ganhar o concurso, mas a autocrítica que a idade me trouxe me faz reconhecer que o desenho era absolutamente horrível.

A ideia é que me admira, porque eu era uma criança e já havia “pescado” que, esquecendo as objeções que se possa ter à data (do tipo “o dia 25 de dezembro não é o dia em que Jesus nasceu de fato, colocaram uma festa pagã no meio do cristianismo”, etc) o melhor presente de natal é o próprio aniversariante. Ele, que Se deu por nós em uma embalagem tão insólita: estrebaria; animais e cheiro ruim, palha como berço.

Muito a propósito, no natal trocamos presentes, certo? Pois bem, ao o ser humano receber o maior de todos os presentes, deu em troca alguma coisa. Ouro, incenso e mirra eram as maiores especiarias de então.

Mas não foram apenas os magos do Oriente que apareceram por lá. Também os pastores. Eles também reconheceram no presente uma dádiva sem parâmetros de comparação, também eles sentiram aquele tremor nas pernas, acompanhado de uma taquicardia acentuada e o brotar de lágrimas, típicos de quando seu maior sonho se torna real. Se faz real e ressona tranquilo à sua frente um sono de recém-nascido. E aí, o que eles deram?

Os pastores deram louvor. Os magos deram ouro, incensa e mirra. E O Deus em carne de homem aceitou tudo isso. É exatamente o que acontece. Quem tem, dá, e Deus aceita, e quem não tem dá louvor, uma coisa que vai além de objetos palpáveis, além mesmo de palavras, é um sorriso de quem sabe que não pode transformar sua gratidão em retribuição. E Deus aceita.

Se você tem e não dá – e agora eu começo a falar não de presentes, mas também de tempo, talento, influência e por aí adiante – como vai louvar? Como fazer sincera a gratidão de quem não admite abrir mão de uma coisa minúscula em favor de quem lhe deu tudo? Mas se você não tem, não pode ficar com vergonha e fugir da manjedoura. Achegue-se tal como está e simplesmente deixe suas pernas, o bater do coração e o brilho do olhar falarem um presente, que Ele há de aceitar.

Natal é uma época boa, é um momento muito gostoso. Eu não consigo parar de gostar, independente de tudo que é exagerado e que cerca essa data. Natal é o momento de lembrar do Presente e de me juntar àqueles pastores e magos.

Obrigado, Pai Nosso, por não me deixar na minha ingratidão habitual, me fazendo lembrar das coisas que realmente importam. Obrigado porque, me trazendo para os pés da manjedoura em gratidão, meus olhos se abrem para os milhões de presentes que tenho recebido também de amigos queridos que Tu me deste.

23
dez

Mensagem de fim de ano – Pr. Kleber Gonçalves

Kleber Gonçalves

“Grandes coisas fez o Senhor por nós, por isso estamos alegres” (Salmos 126:3).

Rapidamente nos aproximamos do final de mais um ano. Como comunidade, ao olhar para os últimos doze meses, podemos sem dúvida alguma usar as palavras acima do Salmista como nossas próprias. Estamos felizes pois Deus uma vez mais nos guiou em um ano repleto de vitórias. São muitas as razões para sermos gratos a Deus.

Mas talvez você possa estar dizendo: “Mas esse ano foi um ano difícil para mim. Não tenho muito o que comemorar.” Será? Muitas vezes, não somos gratos o suficiente pelo simples fato de não compreendermos os motivos pelos quais deveríamos ser agradecidos a Deus. Na realidade, existem diversas razões para sermos gratos por tudo aquilo que Ele nos faz. A grande questão é saber ou não identificá-las.

Uma das maiores razões para sermos gratos a Deus é o reconhecimento de que sem sua graça não haveria qualquer esperança para nós. Paulo afirmou: “Pois é pela graça que sois salvos, por meio da fé – e isso não vem de vós, é dom de Deus.”  (Efésios 2:8). Um dom de Deus – uma dádiva, um presente, algo que não merecemos mas que gratuitamente recebemos de Deus.

A Palavra de Deus nos indica que sua graça é a fonte de tudo que temos. Tudo aquilo que Deus faz chega até nós por sua graça. Não há nada que você ou eu possamos fazer para ganhá-la ou merecê-la. Na natureza de Deus encontramos seu constante desejo em abençoar pessoas que não merecem, incluindo você e eu. Por essa razão Davi escreveu: “Tu és bondoso e perdoador, Senhor, rico em graça para com todos os que te invocam.” (Salmo 86:5, NVI). Essa é uma das principais características de Deus – dar a nós aquilo que não merecemos. No entanto, nunca podemos nos esquecer que, muito embora a graça de Deus seja incondicional e ainda disponível a todos, Deus nunca a forçará sobre nós. Cabe a nós aceitarmos ou não sua graça em nossa vida.

Se você ainda tem dúvidas sobre a graça de Deus, não deixe de contemplar uma vez mais os acontecimentos que ocorreram há mais de 2 mil anos quando Deus interferiu de maneira clara e inequívoca na história humana dividindo-a em duas partes. “Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz.” (Isaías 9:6). Ele mesmo, o próprio Criador, toma a decisão de vir a este mundo como um bebê para que pudéssemos compreender quem Ele realmente é, e principalmente para que pudéssemos viver – através de sua Graça – com fé e esperança. Não é essa razão mais do que suficiente para sempre vivermos com alegria em nosso coração?

Independentemente das circunstâncias temporárias ao seu redor, seja grato a Deus e viva a cada momento uma Experiência Real com Ele. Aceite meus sinceros votos de um Feliz Natal e um 2014 coberto de abundantes bênçãos de Deus para você e sua família.

Em Cristo,

 
 
 
 
Kleber O. Gonçalves, Ph.D.
Pastor – Nova Semente
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20
dez

A tradicional música do Natal

Comunicação

Queridos amigos da Nova Semente,

É incrível como o ano passou rápido e praticamente já estamos no Natal. Temos tantos compromissos nessa época do ano, festas, encontros, compras, presentes…Mas, além desses momentos, a Nova Semente pensou em algo que vai ao encontro do seu coração.

Hoje, 21/12, em dois horários, às 17h 3 19h, teremos um lindo musical com músicas tradicionais de Natal. Teremos conosco, Leonardo Gonçalves, Coral Nova Semente, Sarah Alves, Renato Max, Banda Nova Semente, Strings NS, Coral Infantil da Nova Semente. Teremos ainda a participação do Pr, Felipe Tonasso, pastor de jovens da Nova Semente.

Vamos celebrar a comunhão do Natal. Estaremos juntos hoje para desfrutar desta história maravilhosa.

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