Monthly Archive: outubro 2013

30
out

#Amor

Gelson de Almeida Jr.

Em alguns municípios da Região Sudeste os últimos dias tem-se mostrado muito tensos. A mobilização feita numa conhecida rede social trouxe à tona a crueldade perpetrada contra cães da raça Beagle, por laboratórios que trabalham para a “indústria da beleza”. Em São Paulo o saldo da manifestação feita em repúdio à morte de um adolescente foi de quase uma centena de presos, veículos incendiados, pessoas feridas e um sem número de assaltos. Em Piraí, RJ, dezenas de manifestantes, vestidos como moradores de rua foram à Assembléia Legislativa protestar contra um vereador, que num discurso extremamente infeliz (08/10/2013) afirmou que os moradores de rua deveriam virar ração para peixe.

Como você, eu me pergunto onde vamos chegar, até que ponto as coisas podem piorar, pois quando imaginamos ter visto de tudo sempre somos surpreendidos com algo pior. Não quero ficar recordando coisas ruins ou abjetas praticadas em nossa sociedade, mas fazer com que você reflita sobre o porquê deste estado de coisas. Indagado sobre alguns sinais aos quais deveríamos estar atentos, pois seriam indicadores da proximidade de seu retorno a esta Terra, Cristo afirmou que por se multiplicar a iniquidade o amor de muitos esfriaria (Mateus 24:12). Tudo isto então é mais que um sintoma, é uma certeza da proximidade do retorno de Cristo à Terra.

Mas cabe uma pergunta: Como está o seu amor para com os outros seres criados por Deus, inteligentes ou não? Não podemos dizer que amamos ao Eterno se maltratamos suas criaturas. Não podemos dizer que Ele é o Senhor de nossa vida quando permitimos que os Seus pequeninos sejam marginalizados. Cristo afirmou que quando isto fizéssemos a um dos seus pequeninos era com se estivéssemos fazendo a Ele. Nossa atitude mostra quanto o amor do Pai está implantado em nós. Mais que falar, é preciso viver o amor (I João 3:18), pois Deus é amor (I João 4:8).

27
out

# Amor, o elo da perfeição

Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento”. Palavras de Jesus no evangelho de Mateus (9:13). Misericórdia aqui tem o significado de bondade, de boa vontade e de desejo em ajudar ao miserável, ao aflito. Foi para isso que Cristo veio ao mundo. Para sermos atendidos por Ele e, mediante Seu exemplo de amor, agirmos igualmente para com o próximo.

No texto de ontem, lancei a pergunta: O que fazer quando deparados com filhos rebeldes ao extremo, sem qualquer respeito pelos pais, por si mesmos e pela vida. Crivelmente, pois é Deus quem providencia tudo, o sermão da manhã deste sábado entregou a resposta. O amor de Deus a respondeu à igreja pela pregação do pastor Felipe.

Não posso prescindir desse maravilhoso sermão para aqui concluir. Portanto, que nos seja rememorado o que disse ao citar o novo mandamento dado por Cristo: “Amem-se uns aos outros, pois só assim serão reconhecidos como meus discípulos”. A prova maior a que somos submetidos, desde que ouvimos o chamado e o aceitamos, é exatamente sermos e agirmos como Jesus foi e agiu.

Como poderíamos, então, mesmo cansados, entristecidos, agredidos e ofendidos pelo filho difícil, mesmo já adulto, abrir mão dele? Afirmamos amá-lo e ao mesmo tempo o jogamos a este mundo perverso? Haveria a paz verdadeira nesse lar, mediante a ausência desse filho? Jamais.

O amor é o elo da perfeição, disse Paulo aos colossenses, advertindo-os que se revestissem de compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência, suportando a tudo e perdoando.

Portanto, agimos, isto sim, conforme o exemplo do homem que imitou a Cristo quando hospedou um usuário de drogas em sua casa e, esperando-o voltar durante a madrugada, dizia a ele: “Que bom que você voltou. Eu te amo”. E o amor de Cristo vivido por aquele discípulo, transformou a vida miserável, aflita. Foi essa atitude e não a que se reveste dos limites do mundo, a que, tal como Cristo, se entregou ao amor pelo próximo, aroma agradável a Deus, segundo a Palavra.

Pela miséria do pecado e pela aflição imposta neste mundo, somos atacados diariamente. No entanto, se de fato estamos transformados pela Palavra de Deus, é nela que encontramos a força para seguirmos, a alegria mesmo nas tribulações, a fé que move circunstâncias antes inacreditáveis e o amor que transforma vidas.

Como bem disse o pastor nesta manhã de sábado, inspirado na verdade do evangelho, “se Jesus não tivesse vivido o que viveu, não saberíamos o que seja amar alguém”, pois aquele exemplo de amor sofreu sem reclamar e ainda assim entregou-se por nós. Razão maior de nossa existência hoje. Vivermos pelo evangelho do amor, a fim de alcançarmos excelente testemunho diante de Deus e dos homens, para que um dia, aí sim, possamos viver em paz na eternidade.

Que tua semana seja repleta do amor de Deus, exemplo maior vivido por Cristo, sendo teus filhos abençoados por essa atitude.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

26
out

# Filhos Rebeldes

A escritora adventista, Ellen White, registrou em seu livro “Só para Jovens”, a assertiva: “Estamos vivendo numa época infeliz para os jovens. A influência que predomina na sociedade é favorável a permitir que os jovens sigam a inclinação natural de sua própria mente”.

Um século depois de seus registros, parece-nos o referido texto um escrito da atualidade. Nossa época, mais ainda está sob essa influência devastadora dos novos conceitos culturais. Estamos, de fato, vivendo o tempo do fim. Um tempo em que os filhos não ouvem e nem obedecem aos pais, em muitos casos agredindo-os verbal e fisicamente.

As relações de poder e os brilhos do mundo que, juntos, pregam a independência, têm sido os grandes responsáveis que levam os jovens a crerem no engano de poderem dizer, ou fazer o que lhes dá na cabeça. Distorcem os valores e empreendem nas mentes em crescimento, um comportamento desequilibrado, conduzindo-os a um futuro instável no que concerne ao respeito próprio e alheio.

Para tanto, basta ver como os jovens tratam seus professores. É muito preocupante para o futuro da sociedade, o que dizer então para a salvação eterna dessa geração. Em se tratando dos pais, ou estão a colher o que plantaram, seja por terem agido com descuido em dado momento, seja por terem sido eles mesmos o exemplo, ou estão vivendo um tormento produzido pela sociedade, esta que influencia a quem deseja.

E conclui a escritora, ela que foi uma das pessoas mais influentes no nascimento da igreja adventista do sétimo dia: “Se os filhos são muito rebeldes, os pais têm a ilusão de que quando forem mais velhos e raciocinarem por si mesmos, abandonarão os hábitos errôneos e se tornarão homens e mulheres úteis. Que engano!”, exclamou.

O que fazer nestes casos? Orar? Amar? Sim, é preciso exercer misericórdia. Sempre. Contudo, e se tais filhos põem em risco a sanidade do lar? E se já crescidos, insistem em fazer o que querem, empreendendo hábitos de uma vida desregrada, impondo sua vontade por anos seguidos, em um lar em que seus pais sejam pessoas de bem, cristãs ou não?

O antigo testamento determina atitudes radicais em relação a tais rebeldes. Foi por esse mesmo testamento que viveu e orou o Cristo, contudo Ele nos ensinou a amar aos que nos ofendem e nos maltratam.  O que fazer nestes casos? Amar um filho que te ofende e te maltrata, significa aceitar viver debaixo de sua opressão e desrespeito? Colocá-los para fora de casa é algo que contrapõe à nova aliança anunciada por Jesus?

E você, cristão que conhece a palavra, o que faria nestes casos extremos, em especial se eles já atingiram idade adulta mas não têm independência financeira? Que sua resposta não seja imediata, pois trata-se de uma análise profunda de seres humanos, dos ataques a que estejam sujeitos e do amor ensinado pelo Cristo. Mas, enfim, há um limite para isso?

A paz do Senhor esteja contigo e tua casa!

Ṣadi – Um Peregrino da Palavra

25
out

Olá, Nova Semente! Atenção para os novos horários

Comunicação

Queridos amigos da Nova Semente, iniciamos no sábado passado novos horários do programa Viva – Uma Experiência Real, agora em duas sessões. A primeira às 17h e a segunda sessão às 19h.

Tivemos uma taxa de ocupação muito interessante na primeira sessão de 50%. E a segunda sessão em cerca de 80% de ocupação. Agora você poderá escolher qual horário se encaixa melhor em sua agenda e com muito mais conforto.

hoje daremos continuidade à série Apps para a Vida. Você não imagina como a sua presença será importante para nós, mas principalmente o quanto esta nova série de mensagens poderá significar em sua vida. Clique aqui para assistir a um vídeo promo.

Então, você não vai perder! Nos vemos hoje, agora em dois horários.

24
out

Paz com Deus

Marco Aurélio Brasil

Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o coração – Jeremias 29:12.

Mas buscai primeiro o seu reino [de Deus] e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas – Mateus 6:33

Acho que o grande problema de todo ser humano com essas citações reside nas palavras todo e primeiro. Vamos encontrar se aplicarmos todo o coração. Vamos alcançar as coisas que hoje nos tiram a paz se buscarmos o reino de Deus primeiro.

Quase todo e segundo lugar e já não servem.

Quase todo e segundo lugar não produzirão o resultado esperado.

Ter paz com Deus não é algo que se busca nas horas vagas, apenas.

23
out

Amor de pai

Gelson de Almeida Jr.

Ontem ao chegar em casa uma cena muito me chamou a atenção, eram mais de 22:00 H e um pai e um andavam pela rua conversando. Pelo silêncio na rua percebi que o filho contava ao pai como fora o seu dia. Mesmo após passarem pelo portão de casa fiquei olhando a cena. O contraste da roupa dos dois, o filho muito bem vestido e o pai de moletom e tênis, davam uma mensagem clara, o filho retornava de suas lides diárias e o pai que chegara em casa, há muito,  havia trocado de roupa e fora buscar o filho no ponto de ônibus. Estavam há quase um quilômetro do ponto e o pai que esperara perto do ponto de ônibus,como vira em vezes anteriores, agora voltava para casa com seu precioso tesouro, o filho. O pai estava muito bem em casa, protegido, guardado, agasalhado, alimentado, etc., mas faltava uma coisa para sua alegria ser total, o filho. Chegado o momento foi pessoalmente garantir o retorno em segurança de seu amado filho.

Este episódio me fez pensar que após um longo dia de trabalho, dezenas de quilômetros  percorridos nos dois municípios onde trabalho eu chegara em casa são e salvo e, muito melhor, com um saldo muito positivo em meu dia, tudo graças ao Pai. O Pai que acompanhou o dia todo, me aconselhou, me orientou, atendeu alguns pedidos, e agora, não tenho a menor dúvida, está ao meu lado.

Assim como o pai deste episódio, nosso Pai celeste está bem em sua casa. Só não está melhor porque possui filhos e filhas que ama e estão distantes do lar, Ele aguarda ansioso o momento em que juntará todos estes filhos em Sua casa. Você e eu somos os filhos que Ele espera levar para casa em breve. Hoje a casa é dEle, mas em breve será nossa também. Não se descuide, o dia deste encontro está próximo, prepare-se para não ser pego de surpresa e perder a chance de ir para casa.

22
out

Para quê estou vivendo?

Marco Aurélio Brasil

“A vida do homem não consiste na abundância das coisas que possui” (Lucas 12:15). Jesus disse essas palavras quando alguém lhe pediu para interceder junto a seu irmão, que não queria dividir a herança com ele. Jesus aproveitou o ensejo para advertir contra a cobiça e engatou na sequência uma parábola sobre um homem que planejava construir um celeiro maior para estocar mais grãos. Esse sujeito é chamado de louco na parábola, porque naquela mesma noite morreria, “e o que tens preparado, para quem será?”

É difícil não julgar alguém por aquilo que ela tem. Um amigo me contou a experiência que teve em uma conhecida igreja adventista há não muitos dias. Alguém da equipe de apoio se aproximou e pediu para ele e a esposa se retirarem porque eles tinham um filho pequeno e ao lado deles estava “um alto executivo da empresa xxx” que poderia se sentir incomodado e perder a concentração. É preciso contextualizar: esse meu amigo pertence à comunidade enquanto o tal alto executivo era uma visita, e os auxiliares da igreja estavam priorizando a experiência da visita. Você pode questionar (como eu faço), se isso é justificativa para pedir para alguém se retirar, mas digamos que haja uma intenção nobre a justificar o ato. Bem, ainda assim, ficaria a dúvida: se em lugar de um “alto executivo” houvesse ali um visitante desempregado, dar-se-iam ao trabalho de pedir à família que se retirasse?
Como dizia Oscar Wilde, “só os superficiais não julgam pelas aparências” e a verdade é que se até na igreja os “altos executivos” são tratados de forma distinta, é por que alcançar o topo da escada, conseguir cercar-se de brinquedos caros, dar-se ao luxo de fazer viagens impressionantes, enfim, conseguir estar na posição do homem da parábola, que chega ao ponto de planejar fazer mais um celeiro para então poder comer e se divertir por ter a aposentadoria garantida, garante um tratamento diferenciado neste mundo. Por isso corremos loucamente atrás desse tipo de sucesso.
No escritório de advocacia recebemos empresários e  pessoas com muitos bens preocupados em proteger esse patrimônio e/ou preparar a sucessão. Para fazer esse planejamento precisamos fazer perguntas delicadas a esses clientes: qual seu regime de casamento? Como está seu relacionamento com o cônjuge? Se você falecer, o que acontece? É muito frequente esse tipo de conversa conduzir ao tema do sentido mesmo da vida. Alguns desses clientes relatam trabalhar dezesseis, dezoito horas por dia. Alguns reclamam de mal ver a família. Alguns deixam escapar a esperança de que se esse ou aquele negócio se concretizarem, aí sim vão poder tirar o pé do acelerador e aproveitar a vida. E muitos deles nos perguntam: para quê estou vivendo?
Em Mateus 6:2, Jesus adverte para não fazermos o bem aos olhos dos outros, para parecermos piedosos. Os que fazem isso, Ele diz, “já receberam sua recompensa”. Bem, o mesmo se aplica a essa questão do status baseado no posto que você tem ou nas coisas que conseguiu comprar. As pessoas vão te tratar diferentemente. Pode ser que alguém peça a uma família para sair de perto de você, para não incomodá-lo. Você vai ser convidado para mais festas. Mas essa vai ser toda a recompensa que você vai conseguir.
Em lugar disso tudo, você pode viver. A vida não consiste nisso, disse Jesus. A vida está em outro lugar. A vida está aqui e agora e não no quando você atingir isto ou aquilo. E, por desprezar essa mensagem, você pode estar correndo atrás de algo que, uma vez alcançado, produz uma recompensa fugaz. Uma comida que não mata a fome.
Do alto da cruz, Jesus Cristo vai olhar para você e dizer: louco!

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