Monthly Archive: julho 2013

31
jul

Está no sangue

Gelson de Almeida Jr.

R. A. L. D., 19 anos, foi preso esta semana no litoral sul de São Paulo enquanto assaltava um ônibus, sua especialidade. Confessou haver cometido pelo menos 13 delitos deste tipo nos últimos três meses. Pouco antes de ser preso havia ido a uma loja comprar um celular. Ao ver que seu dinheiro não era suficiente disse à balconista que iria buscar mais dinheiro e logo voltaria. Foi preso durante o assalto. Perguntado acerca dos motivos que o levavam a tal prática respondeu que era “porque estava no sangue mesmo”.

Fico pensando nos sentimentos do Criador ao ver seres criados à Sua imagem e semelhança praticando toda a sorte de maldades e atrocidades, alguns afirmando, como este indivíduo, que faz parte de sua personalidade a prática do mal. Escrevendo aos romanos o apóstolo Paulo afirmou que todos somos pecadores e, como tal, destituídos da glória de Deus (3:23), mas que temos o dom gratuito da vida eterna em Cristo Jesus o nosso Senhor (6:23b). Eis o segredo para uma vida vitoriosa longe da prática do mal, em qualquer de suas formas, termos a Cristo como o Senhor de nossa vida.

O fracasso vem quando o senhor de nossa vida não é o Eterno. Muitos há que vivem para servir a si mesmos e não se preocupam em servir o Eterno ou seguir-Lhe os ensinamentos. Como nossa vida seria diferente, como seria diferente o mundo caso servíssemos apenas ao Eterno! Paulo afirma que, quando permitimos, o Eterno opera em nós o querer e o efetuar (Filipenses 2:13). alguma área de sua vida precisa de ajustes? Não se desespere, apenas entregue-se nas mãos do Pai e peça-Lhe que opere, o restante é com Ele.

29
jul

#o estranho colorido

Adriano Vargas

Quatro horas da manhã, na escuridão do unaspício, numa fria manhã de inverno, acordo de repente, bastante assustado. Vejo claramente: vou morrer. Eu vou morrer. Este corpo, esta mente, este mito vivido e vivente (sim pode rir, agora), este aluno, estagiário, marido, filho e amigo deixará de existir. Um estranho sentimento de distância toma conta de mim. Minha esposa, a meu lado na cama, parece completamente fora de alcance. Amigos parecem-se, neste momento, com vagas memórias de pessoas que cheguei a conhecer certa vez. Meu trabalho, meus colegas, minhas ambições, meus sonhos e projetos empolgantes parecem ficção. A “vida real”, de repente, assemelha-se a um sonho passageiro. Na estranha solidão deste momento, definido pela certeza da morte, eu acordo para os verdadeiros fatos da vida… foi só um sonho ruim. Naquele momento de solidão sem precedentes, aos 31 anos de idade, dei comigo olhando fixamente para dentro do abismo de mistério que cerca nossas vidas.

Como nunca antes, me encontrei perguntando: “Quando todas estas pessoas, relações e projetos que dão forma e preenchem a minha vida são removidos, o que ou quem resta? Quando este meu corpo lindo pára de funcionar, há – haverá – algum eu? Quando este alguém que sou eu entrar nas densas trevas, continuará a existir esta consciência, este eu sou, ou não? E se continuar, quem virá ao encontro de mim por lá? Que continuidades existirão entre estes dias e anos cheios e fugazes que experimento e saboreio?”.

Se você tivesse me encontrado um dia antes disto ter acontecido, você teria chegado a conhecer alguém que se compreendia – e era compreendido por outras poucas pessoas – como um homem de fé. Um cristão, um ministro, um aluno de Teologia, um aconselhador, sim, mesmo uma testemunha de sua fé. Mas depois daquele momento, mesmo que por alguns segundos, eu a olhava como alguém olharia para um casaco pendurado no canto oposto de um quarto. Durante aqueles momentos eu não estava em minha fé. Eu parecia estar completamente nu – uma alma sem corpo, roupas, relacionamentos ou funções; apenas uma alma com… com quê? Com quem?

Depois desse momento, sou convocado a examinar profundamente os padrões de confiança e comprometimento que conformavam e sustentavam minha vida. Sou convidado a reviver minha própria peregrinação na fé.

Desejo sublinhar a amplidão e o mistério da fé. Tão fundamental que nenhum de nós pode viver bem por muito tempo sem ela, tão universal que, quando nos movemos abaixo dos símbolos, rituais e padrões éticos que a expressam, a fé é, reconhecidamente, o mesmo fenômeno em cristãos, marxistas, hindus e até ateus; contudo, ela é tão infinitamente diversificada que a fé de cada pessoa é única; a fé é inesgotavelmente misteriosa. A vivacidade e o crescimento contínuo na fé requerem autoexame e disposição para o encontro com as perspectivas de fé de outras pessoas.

Junte-se a mim na séria brincadeira de examinar e viver na perspectiva da fé, em seus movimentos e nas suas transformações; e claro, nos tropeços e acertos, seus aspectos únicos e seus estágios previsíveis.

Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: “O justo viverá pela fé”. Romanos 1:17

27
jul

# Liberdade religiosa

Vivemos nas últimas décadas a conscientização de direitos individuais, sobretudo de direitos humanos. O texto deste sábado nasce muito mais do que simplesmente para tentar levar o leitor a essa reflexão. Surge para despertar para um caso concreto dentro de nossa própria igreja. Especialmente hoje, 27 de julho, todas as igrejas adventistas espalhadas pelo mundo se unem em oração pelo pastor Antonio Monteiro e pelo empresário Bruno Amah.

No dia de hoje, completa-se exatos 500 dias que estes homens estão presos em Togo, país localizado na África Ocidental, onde o sistema judiciário é precário. A acusação? Terem conspirado para o assassinato de pouco mais de dez mulheres, em prol de uma rede de tráfico de sangue. Seu acusador? O próprio assassino, um homem que havia trabalhado com o pastor os acusa da conspiração. Esse homem, que obviamente se encontra preso, posto que réu confesso dos homicídios, em suas declarações demostrou claras contradições quanto à acusação. Para que se tenha uma ideia, está comprovado ser ele portador de distúrbios mentais.

A causa foi apurada, porém a polícia nada encontrou que os ligassem aos homicídios ou ao tráfico. No entanto, desde março de 2012, o pastor e o empresário estão detidos. Ativistas de direitos humanos, advogados, diplomatas e a própria igreja adventista em Cabo Verde se mobilizam há meses para tentar a libertação de ambos. Milhares de pessoas, nesses meses todos, têm orado e jejuado pela integridade física desses homens. O diretor de Liberdade Religiosa da Igreja Adventista para o mundo, Dr. John Graz, indignado com o caso, manifestou-se como sendo absurda e inacreditável a acusação, que não os possibilita nem mesmo direito à fiança ou ao julgamento.

Por tudo isso, a igreja adventista mobilizou a criação de um site para colher assinaturas em uma petição, a fim de que seja levada ao presidente daquele país e, assim dar a justa solução que o caso merece. Vocês podem acessar o site e assinar a petição, clicando neste link e, para assistirem ao depoimento da família, um verdadeiro testemunho de amor à palavra de Cristo (ouçam o testemunho da filha, Andreia dos Anjos) podem clicar neste link para assistir ao vídeo.

É isso, prezado leitor. As escrituras revelam que perseguições como estas aconteceriam, especialmente aos que guardam o mandamento e a fé em Jesus. Hoje, 27 de julho, estamos todos unidos em oração por esses homens, que presos injustamente, continuam submetidos ao cárcere por acusação infundada e que, ainda assim se sustenta apenas pela condição de serem religiosos. Orem por eles, jejuem se assim puderem, compartilhem os links que aqui se encontram. E que Deus nos abençoe a todos, inclusive concedendo o perdão ao acusador que está preso. Amém.

Feliz Sábado, pastor Antonio Monteiro, Sr. Bruno Amah e digníssimas famílias.

Ṣadi – Um Peregrino da Palavra. 

25
jul

Como entrar no Reino em dois dias

Marco Aurélio Brasil

Um fato que o leitor da Bíblia logo descobre é que ela é impiedosa na hora de dizer quem ele é. Não precisa chegar lá em Romanos e ler que “todos pecaram, e destituídos estão da glória de Deus” (3:23), logo nos primeiros capítulos de Gênesis fica bem claro o tipo de sujeitos que nós, como pertencentes da raça humana, somos. Mas o leitor da Bíblia consegue continuar a leitura e então descobre um outro fato: a Bíblia também carrega nas tintas na hora de descrever o tipo de pessoas que nós podemos ser. Vencedores, impolutos, justos, amorosos, benignos, fiéis, corajosos, compassivos, misericordiosos, cheios de paz e serenidade e movidos a esperança.

Em suma, o leitor da Bíblia logo descobre que há algo que ele é e algo radicalmente diferente no que ele deve se tornar. Há um abismo aparentemente intransponível entre um momento e outro. A distância é grande demais! Muitos desanimam e deixam pra lá, se conformando com alguns ajustezinhos exteriores (estilo de vida, vestuário, etc). Mas há alguns outros que querem realmente saber como sair do momento A para o momento B, aquele no qual ele se torna o que Deus sonhou para ele.

Bem, a idéia tradicionalmente pregada por aí a respeito do programa “como se tornar um cidadão do reino de Deus” envolve, basicamente, começar a freqüentar uma igreja, aonde, com alguma sorte, ele vai ser encorajado a ler alguns versos da Bíblia por dia, a orar antes das refeições e/ou antes de dormir e a prestar atenção no que um líder espiritual vai falar durante trinta ou quarenta minutos uma vez por semana. Isso, mais a participação em alguns sacramentos (que variam de igreja para igreja), seria o programa completo.

Seria esse o caminho? Bem, voltemos a nossa condição de leitores da Bíblia e aí vamos ser forçados a identificar nas biografias de praticamente todos os grandes homens ali mencionados um período em que o contato com Deus foi intenso – e não de apenas uns curtos momentos diários. Moisés passou 40 anos no deserto, Paulo passou 3 anos na Arábia, Jonas passou 3 dias no ventre de um peixe, José teve seu período decisivo enquanto era levado como escravo até o Egito. O próprio Jesus passou 40 dias no deserto e Seus discípulos, 50 dias reunidos “e perseveravam unânimes em oração” (Atos 1:14). Isso evidencia que o tempo varia de um para outro, mas o padrão é repetido vezes demais para ser negligenciado. Em suma, a conclusão é: precisamos de um período de intenso contato com Deus. Precisamos de um tempo de “deserto”.

Dallas Willard usa uma ilustração do fato que vale a pena repetir: postar-se abaixo de um chuveiro que deixa cair um pingo a cada 5 minutos, ainda que durante horas ou dias inteiros, não vai fazer você tomar banho.

Faça seus planos. Projete seu tempo de deserto. Um final de semana, um feriado. Um lugar sem televisão, sem muita gente, de preferência sem ninguém que você conhece. Tenha por companhia uma Bíblia, um hinário, talvez um bom livro. Mas o vital é não ter um programa cheio. Você precisa de tempo, muito tempo livre. E o mais importante: você precisa de sede e fome de conhecer a Deus.

Ou então, contente-se com as gotas esparsas que você tem permitido caírem sobre você.

24
jul

#Desbatismo

Gelson de Almeida Jr.

A ATEA (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos) marcou para 22 de Julho de 2013, dia da chegada do papa Francisco no Brasil, um desbatismo. No dia em que acessei o perfil desta entidade, já havia 1800 confirmações. Ontem (23/07) assisti um vídeo/reportagem sobre o evento. Após ouvirem do oficiante a frase: “Os ventos do secularismo vão te atingir”, e serem “desbatizados”, alguns falaram da sua nova situação em tom alegre:

– “Estou me sentindo uma outra pessoa”.

– “Estou me sentindo mais leve, estou com menos culpa, devo menos para a religião, a partir de agora vou poder ser eu mesmo”.

– “Tudo mudou gente, estou muito melhor”.

– “Vai demorar para processar, foram anos de trauma”.

Confesso minha ignorância sobre o assunto até que ouvi falar, esta semana, sobre estas manifestações. Pesquisando, descobri que a prática é antiga e que existe, inclusive, uma “Certidão de Desbatismo”.

Realmente o amor ao Pai e àquilo que é Seu estão, cada vez mais, em desuso. Mas uma coisa me deixou alegre e muito me fez refletir, o apóstolo Paulo, em sua segunda carta a Timóteo, afirmou que quando a história da humanidade estivesse no fim as pessoas seriam, entre outras coisas, arrogantes, blasfemas, ingratas, inimigas do bem, atrevidas, mais amigas do prazeres que amigas de Deus (3:1-4). Se, por um lado, o desbatismo causa choque e estranheza em alguns, mostra que em breve, muito breve, a história deste mundo, tal qual a conhecemos, chegará ao seu final, com o retorno de Cristo. Arrisco dizer que todos deixarão de sofrer, de um lado alguns deixarão de sofrer com o mal e seus efeitos, de outro, deixarão de sofrer aqueles que lutam contra a atuação do Espírito Santo em sua vida e querem apenas satisfazer seus desejos e instintos naturais.

Uns trocarão o sofrimento por uma vida de alegria perene, outros receberão a justa recompensa dada aos que escolheram viver em rebeldia contra o Eterno. Não é preciso passar pelo desbatismo para se afastar do Pai, basta deixar de andar em Seus caminhos. Lembre-se, nossos pensamentos e atos diários revelam o lado que escolhemos. Não importa a escolha, a recompensa virá.

23
jul

A herança que não queríamos

Marco Aurélio Brasil

Ainda em meus tempos de adolescência, li uma matéria sobre como somos afetados desde o útero por experiências vividas pela mãe e aquilo me deixou meio deprimido. Eu tinha a ilusão de estar escrevendo a pessoa que eu era sobre uma folha totalmente em branco. Eu tinha a ilusão de ser o resultado de minhas experiências e escolhas, só, no entanto aquilo me dizia que eu carregava uma herança que eu nem sabia qual era. Me pareceu injusto.

Conforme amadureci notei que era assim mesmo. Todo mundo tem um cacoete, um jeito de andar, um traço de personalidade, uma risada ou um hábito nitidamente herdados. Para além disso, apurando o olho dá pra notar que todo mundo carrega bençãos e maldições das escolhas de gente que veio antes de si. O fato é que não construímos o que somos sobre um solo limpo, construímos sobre algo que herdamos e a pergunta passa a ser: esse fundamento define ou não o tipo de prédio que vamos construir?
Na Bíblia, as famílias tipo “família americana feliz”, com pai, mãe, filho, filha e um golden retriever, sorrindo todos abraçados para a foto, são exceção à regra. As que chegam mais perto disso são aquelas de que não se fala muito, em geral. A família de Jacó, por exemplo, tem suas disfunções, algumas delas bem sérias. Os pais dele tinham, cada um, um filho predileto. Na geração seguinte o mesmo padrão se repete, Jacó também tem seu predileto, José. Jacó tinha enganado o próprio pai por uma benção e depois foi enganado pelo sogro para casar-se não com uma, mas logo duas de suas filhas. Não contente em ser casado com duas irmãs, ele tomou para si duas concubinas. Mais tarde seu filho mais velho envolveu-se sexualmente com uma dessas concubinas. Outro filho era chegado em prostitutas, o que o levou a deitar-se sem saber com a própria nora.
Considerada dessa forma, a bagagem que José carregou para o Egito não foi nada promissora. Ele era o filho mimado de um pai permissivo sexualmente, havendo crescido entre irmãos igualmente permissivos e ao chegar ao Egito, agora como escravo, longe dos olhos de todas as pessoas que conhecia e amava, com todas as razões para sentir-se esquecido por Deus, uma de suas primeiras provas foi justamente ser ou não ser puro sexualmente. A mulher de Potifar tentou seduziu-lo. Era fácil deixar a carruagem seguir seu rumo, repetir o padrão de sua família, ainda mais naquelas circunstâncias, mas José era diferente. José resolveu construir um prédio de arquitetura totalmente diferente daquele que seu fundamento recomendava. Ele tenta discutir racionalmente com a ninfomaníaca patroa: “Como posso cometer esse grande mal e pecar contra Deus?” (Gênesis 38:9).
Essas palavras refletem uma opção destacada de José. Ele está dizendo: eu conheço minha herança, eu sei como as coisas são feitas na casa de meu pai, e eu rejeito tudo isso. Eu quero outro tipo de coisas para mim. Não é à toa que, quando lhe nasce seu primeiro filho, ele o chama Manassés, “porque disse: Deus me fez esquecer de todo o meu trabalho, e de toda a casa de meu pai” (Gênesis 41:51).
Minha cisma adolescente acabou de forma feliz. Eu trago coisas comigo que não foram escolha minha, mas não preciso continuar o caminho com elas. A herança é dura? O padrão parece querer se repetir em você? Deus tem o poder de quebrar essa corrente. Deus tem o poder de fazer você se esquecer das coisas que carrega em seu DNA. Você não precisa ficar aprisionado pelos muros de seus traumas, complexos e pelos hábitos herdados. Não importa quantos andares já tenham sido construídos, daqui pra diante sua casa pode ter uma arquitetura totalmente diferente. Aproxime-se de quem pode fazer e não saia da presença dEle até ouvir a resposta a sua oração.

22
jul

#Saudades denovo…

Adriano Vargas

Saudade, sim lá vou eu escrever sobre esse assunto denovo… Nesse momento, ainda estou muito feliz por estar de férias. Não porque posso dormir até mais tarde, nem porque posso ficar mais tempo com minha esposa ou porque estou comendo comidas muito gostosas (6 kilos já, e subindo), mas porque tive uma experiência numa missao de imersão cultural numa comunidade quilombola, há 40 Km de Florianopols-SC, no Sertão do Valongo.

Fiquei longe de casa por 19 dias, que mais pareceram 19 meses, hoje (já em casa) o que sinto se mistura ao sabor amargo da despedida dos novos “irmãos de sangue” do Valongo. Eu só voltarei a vê-los talvez no próximo ano e, embora meu coração esteja repleto de suas lembranças e cuidados, já me ressinto da sua falta.

Desde então, quando se trata de viagens, sobretudo as longas, eu sempre sinto saudades. Na ida ou na volta. Pode ser de quem me recebeu por aquele período, uma pessoa da família, um novo amigo. Pode ser da minha própria casa, ao cabo de alguns dias. Ao voltar, as saudades são da sensação de estar lá, no destino da viagem. Agora mesmo senti saudades de pisar na lama do Valongo, onde estive estes dias atras.

Fui feliz ali naquele momento servindo outros e me lembrei disso.

Tem ainda um tipo de saudade que não se resolve: a de lá enquanto estou aqui e a daqui enquanto estive lá. Isso não tem jeito…

Mas tem uma saudade mais simples: a saudade de alguém que não vai comigo, alguém que fica, alguém que para mim é a pessoa mais especial do mundo. Sim, isso mesmo, minha esposa não pôde ir comigo…

Então eu fui, embarquei, me diverti, conheci gente, ri. Mas sempre pensava naquela que ficou e que lá não estava comigo, embarcando, se divertindo, conhecendo gente, rindo. E então inicia contagens regressivas que só quem sente saudades compreende para que o tempo se abrevie. E mesmo desejo viver tudo aquilo intensamente denovo…

Sinto saudades sempre. Não tem jeito. Neste exato momento, é desse pequeno lugar, retirado, com pessoas que se fizeram próximas, mesmo eu sendo diferente delas… neste exato momento, é desse “novo céu, nova terra”, onde todos estaremos juntos denovo com nosso Salvador….

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