Monthly Archive: novembro 2012

29
nov

Aquela voz

Marco Aurélio Brasil

Em uma das belíssimas metáforas cunhadas por Jesus, Ele nos diz que somos como ovelhas. Está no capitulo 10 de João, e nós estamos dentro de um aprisco.

O aprisco é ótimo. Dá uma ideia de segurança, e ali não existe problema de sociabilidade, pois todas as ovelhinhas estão bem juntinhas. Mas tem um problema, que é o fato de ali não haver comida e água. Por mais cômodo que seja permanecer dentro do aprisco, não dá pra ficar lá para sempre.

Jesus diz que o pastor vai chegar, chamar cada uma das Suas ovelhas pelo nome e tirar do aprisco, e então as ovelhas O seguirão, porque conhecem a voz do pastor.

Ele se identifica com o pastor. Esse ponto da metáfora não apresenta qualquer dificuldade de interpretação. É Ele quem chega, chama e tira do lugar onde morreríamos. Com isso Ele estava falando aos seus discípulos que por mais que muitas vezes a situação desse mundo sugerisse que eles se acomodassem, eles nunca deveriam esquecer que chegaria o momento em que chamaria cada um pelo nome, e os conduziria para um lugar onde nada nos falta. Ele está falando pra gente que quer nos tirar daqui! Que VAI nos tirar daqui. Vai nos levar pra junto de Si.

Ao passo que essa metáfora linda, que me instila paz e confiança no peito, é uma linda promessa, é também uma grande advertência. Jesus diz que as Suas ovelhas reconhecem-Lhe a voz, não seguem a nenhum estranho que lhes chame, mas apenas ao verdadeiro, genuíno Bom Pastor.

Pra reconhecer a voz de alguém eu preciso tê-la ouvido antes. E a despeito de algumas pessoas terem uma memória auditiva prodigiosa, Jesus aqui nos chama de ovelhas, seres débeis, sem uma capacidade auditiva extraordinária. Isso me sugere que, para seguir a voz do pastor, eu preciso tê-la ouvido antes diversas vezes. Isso me sugere que eu preciso desestimular o encontro com outras vozes, que vão querer me confundir em algum momento.

É só pensar: à voz que eu mais ouço, a essa reconheço mais facilmente. E se Ele diz que na hora de sair do aprisco, vamos reconhecer Sua voz, quer dizer que antes, aqui no aprisco, Sua voz pode ser ouvida. Ou seja, hoje, aí mesmo onde você está, a voz de Jesus pode falar, e na verdade ela fala, fala calma, mansa, suave e tranquilamente, como uma brisa, convidando, convidando… É preciso apurar os ouvidos. É preciso abaixar ao mínimo as muitas outras vozes e sorver a canção dessa Voz maravilhosa, que fala de um lugar com muito pasto verdinho, com águas plácidas e limpas, sem lobos ou salteadores mais para todo o sempre.

Existem vozes querendo nos atrair para outro lugar qualquer, e vozes dizendo que devemos ficar por aqui mesmo. Queira Deus que saibamos reconhecer a voz do pastor no momento certo e assim saiamos para aquele lugar fantástico onde Ele está.

28
nov

Aurum 79

Gelson de Almeida Jr.

Ontem li acerca da água mais cara do mundo, é a Aurum 79. O que a torna tão especial é que possui pequenos flocos de ouro comestível e sua embalagem, de 500 ml, é feita de um vidro mais fino que cristal e coberta de ouro e diamantes (foto ao lado). Estará exposta no final do ano no Big Boys Toys Exhibition, evento anual nos Emirados Árabes. É um produto para colecionar e ostentar riqueza e poder, pois na hora da sede ninguém vai ligar para a embalagem ou se ela tem flocos de ouro ou não.

Água é alimento, é vida. Estudos afirmam que se um corpo humano saudável passar mais de cinco dias sem água entrará em estado de choque.

 

Mais de uma vez, em sua caminhada rumo à Terra Prometida, o povo de Israel reclamou da falta de água, mas o Eterno sempre lhes saciou a sede. Cristo intrigou uma mulher samaritana ao afirmar possuir uma água que os que dela tomassem jamais teriam sede. Aquela mulher que tinha que caminhar muito para pegar água no poço que ficava na entrada da cidade ficou muito interessada.

Cristo se referia a um tipo de água que mais que saciar a sede, curava e restaurava a alma, é a verdadeira água da vida. O livro do Apocalipse revela que existe um rio desta água que sai do trono do Eterno (22:1) e ela é de graça (21:6; 22:17). Existe porém uma condição para chegar à fonte, seguir a Cristo (7:17) o guia infalível e seguro. Você tem sede da água da vida? Não vá atrás de imitações ou genéricos, somente Cristo nos leva à fonte.

27
nov

Aos olhos do Céu

Marco Aurélio Brasil

Um tempo houve em que existia patrulha constante até mesmo sobre a consciência das pessoas. Até do que você pensava e cria você tinha que dar contas, e se transparecesse qualquer desconformidade com o stablishment você acabava na fogueira.

A Revolução Francesa foi uma revolução mesmo nesse sentido. “Cada um, cada um”, ou a atualmente popular “cada um com seus problemas” devem sua existência e notoriedade a essa valorização da individualidade, que também tem fundamentos históricos na reforma protestante. Hoje, você não só pensa e crê no que bem quiser (só tendo que prestar contas de seus atos externos na medida em que eles afetam as outras pessoas), como também tem, nos países ditos civilizados, inviolabilidade de correspondência, de domicílio, direito à imagem, ao nome, à intimidade e por aí afora.

É por isso que nós, frutos desse estado de coisas, nos sentimos desconfortáveis ante o “sorria, você está sendo filmado”, que vemos por aí nas lojas, preocupadas com ataques ao seu patrimônio e que viram na tal frase engraçadinha uma forma polida de dizer: “não tente nada que nós estamos filmando”. Nos sentimos desconfortáveis ao chegar a um edifício comercial e ter que dar RG e posar pra foto. Nossa intimidade tem muito valor.

Gostamos de estar sozinhos ou com os mais íntimos, sem a consciência de estarmos sendo “filmados” de precisarmos desempenhar papéis. Gostamos de andar de roupas íntimas em casa, assistir TV coçando a barriga, gostamos de cultivar um certo mau humor à vontade, de dizer o que pensamos dos outros quando eles não estiverem ouvindo. Queremos que as pessoas só saibam o que se passa dentro de nós se nós tivermos vontade de dizer, queremos ficar relaxados, sem precisar fazer pose, sem precisar tomar atitudes simpáticas o tempo todo.

Mas por outro lado, temos presenciado um estranho fenômeno: não nos importamos de vender isso tudo, desde que o preço seja a suculenta “notoriedade”. Os reality shows da TV mostram pessoas que não se importam de estar dia e noite sob o olhar de câmeras, tendo cada suspiro (e outros sonidos) gravado e reproduzido em rede nacional. Pra que intimidade se se pode ter notoriedade?

Quando o homem matou Deus, ficou aliviado com a sensação de não estar “sendo filmado”. Então baixou a guarda e mostrou tudo o que ele realmente é. Acontece que não se mata a Deus. É besteira tentar ignorar os olhos constantes do Senhor sobre nós. O salmista (Salmo 139) já dizia: para onde vou do teu espírito e para onde fugirei da tua presença? Se buscar as asas da alva, ali estás, se habitar nos extremos do mar, ali também a tua mão me guiará…

Se constatamos que não se mata Deus, podemos ajeitar as costas e tentar sorrir para as “câmeras” dEle, mas ninguém aguenta inventar uma postura 24 horas por dia durante dias, semanas e anos. A guarda abaixa e mostramos o que somos. Ainda mais se lembramos que as câmeras de Deus devassam até mesmo o que está aqui dentro, o que pensamos, nossos motivos mais ocultos, e isso joga por terra qualquer esforço ridículo para parecer ser o que não somos.

Antes de nos desesperarmos, é bom considerar que há uma última saída: não sermos mais o que desagrada a Deus, deixar que Ele nos transforme. Apenas deixando que o sorriso seja autêntico, ele não será “desmascarado” pelo nosso Espectador.

Do lado de lá da câmera Ele nos sorri, pisca os vigilantes olhos e diz: vem.

24
nov

Comunicação

Você já notou que o tema central de quase todas as músicas, filmes e livros é a conexão entre um homem e uma mulher? Entretanto, a conversa sobre relacionamentos em geral e sexo especificamente tem sido apenas sobre técnicas e truques. Será que o poema erótico da antigüidade ‘Cantares de Salomão’ pode desvendar novas dimensões de intimidade? Venha passar uma semana explorando o tema da sexualidade através de música, teatro e conversas inspiradoras.

Nova Semente

Outros Canais para assistir nossos Vídeos:

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24
nov

E Agora?

Maninho Alves

A vida não é um mar de rosas. Como seres humanos invariavelmente nos deparamos com circunstâncias em que, por não saber o que fazer, pensamos: E Agora?” Essas situações geralmente acontecem quando temos que lidar com o sofrimento que nos machuca, hábitos que pouco a pouco nos destroem, ou até mesmo ansiedades que nos causam desespero. Mas afinal, será que é realmente possível recomeçar nossa vida de maneira diferente? Será que podemos de fato ter uma segunda chance para restaurará alegria e vontade de prosseguir? E Agora? Você sabe o que fazer? Não deixe de buscar a resposta por você mesmo.

Série: E Agora? (vídeos)

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Adquirir DVD

Se você deseja adquirir as séries apresentadas em formato DVD, quer seja para você ou para presentear familiares e amigos, acesse nossa loja virtual em http://www.institutonovasemente.com.

24
nov

# Laboriel e Baiesta.

       A gente anda por esse mundo e vai encontrando adoradores do único Deus que de fato trabalham, cultivam e dão frutos mediante os dons que o Criador os entrega. Foi com um desses que me deparei esta semana. Seu nome Abraham Laboriel. De imediato me lembrei de meu afilhado de casamento, o músico e adorador Arbex Baiesta, essa bênção para o louvor da Nova Semente.

Quem conhece o Arbex e pensou no instrumento de seu domínio, acertou. É isso aí, Abraham Laboriel, assim como o Arbex Baiesta, domina a arte desse instrumento, o baixo, que faz com que a música ganhe o pulsar de um coração. De longe se percebe as notas graves que apresenta. É o louvor a Deus sendo feito por seus adoradores, como Arbex e Abraham, que entregam ao Senhor os frutos do dom que receberam.

Para quem não os conhece, a dica é a seguinte. Arbex Baiesta você encontra nas manhãs e tardes dos sábados na igreja adventista do sétimo dia – Nova Semente, em São Paulo. Abraham Laboriel, membro da igreja presbiteriana, pode ser visto e ouvido em vídeos imperdíveis do You Tube, onde por diversas vezes ele fala à plateia sobre as bênçãos de Deus.

O Senhor da glória os conserve nesse caminho de testemunho do amor de Deus.

Shabbat Shalom.

Sady – Um Peregrino da Palavra.

22
nov

Tema a Deus e não temas

Marco Aurélio Brasil

O ser humano tira prazer de fontes muito diversas e algumas delas até mesmo bem improváveis; para mim, nenhuma é maior nesse quesito do que os filmes de terror. Por que razão alguém de bom grado escolhe passar duas horas sentindo medo?

O medo é um dos sentimentos mais universais. Todos o sentem. Todos tem seus “top 10” medos e o consenso geral é o de que falar em público, ficar sozinho, ter dificuldades financeiras, insetos e voar são dos mais corriqueiros. O medo tem um aspecto positivo, que é o de ajudar na nossa preservação, nos alertar contra riscos iminentes ou desnecessários, mas tem muitos aspectos negativos, que incluem a paralisação absoluta e o descontrole sobre certas funcionalidades fisiológicas, dependendo da intensidade do medo. O medo nos impulsiona a querer nos ver fora daquela situação que o originou e é por isso que não entendo o prazer que alguns têm em filmes de terror com seus sustos, caveiras falantes, seres bizarros, assassinos desumanos, zumbis e etc.

Mas é por ser um sentimento tão universal e tão inescapável que a frase mais repetida em toda Bíblia é justamente “não tenha medo”. Certamente essa frase não estaria tão repetida se o medo fosse algo eventual e episódico. Não, ele faz parte da nossa experiência, está aqui o tempo todo, espreitando. “Não tenha medo”, diz nosso Deus, da mesma forma que um pai diz a seu filhinho, expressando que sua presença ao lado dele deveria ser suficiente para tranquilizá-lo. “Você acha que há coisas assustadoras embaixo da cama, mas eu estou aqui!”

Mas por que razão Deus nos pede para não ter medo tantas e tantas vezes se em outras oportunidades ele nos orienta a “temer a Deus”? Como a presença dEle vai espantar o medo se sou orientado a ter medo justamente dEle? O que significa temer a Deus?

Decerto que não significa que devemos ter medo dEle como temos nos filmes de terror ou quando ouvimos um barulho estranho no meio da noite. Afinal de contas, se Ele pretendia ser temido nesse sentido, não deveria ter aparecido com a aparência inofensiva de Jesus e Se deixar matar daquela forma. A Bíblia não nos brinda com muitas cenas de horror envolvendo caveiras falantes, zumbis e embora haja no Apocalipse e em Daniel alguns monstros estranhos o contexto deixa claro que eles são simbólicos, não reais. Ok, isso ajuda a entender o que não é temer a Deus, mas não ajuda nada a entender o que temer a Deus significa.

Talvez ajude a responder a essa questão a noção de que algo que você teme você não ignora. Você não vive como se aquilo que você teme simplesmente não existisse. Você não nega a existência das circunstâncias em que precisa falar em público, voar, você não nega que existam insetos, ao contrário, você vive ciente da possibilidade de cruzar o caminho dessas coisas. E também você não brinca com uma coisa que você teme; o medo é emergencial, ele não pode ser postergado. Você não continua jantando e pensando: um dia vou ter que lidar com aquela barata que está ali em cima da pia. É nesse sentido que devemos temer a Deus. De forma curiosa, para vencer nossos medos, precisamos desenvolver essa espécie de temor de Deus, um senso constante de Sua presença e santidade, reverenciando e respeitando nosso Criador. Afinal de contas, “no amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor” (I João 4:18).

21
nov

Dia da Consciência Negra

Gelson de Almeida Jr.

Ontem, 20 de novembro, comemorou-se no Brasil o Dia da Consciência Negra. Um dos objetivos do governo ao criar esta data, a “Cota nas Universidades”, etc, foi  o de diminuir ao máximo com o preconceito e a discriminação em relação a este povo. Discriminação é coisa antiga, por volta de 1500 a.C. Moisés viu sua irmã zombar de sua mulher por ela ser negra. Nos tempos de Cristo o assunto era muito mais sério, pois, aqueles que se diziam “povo de Deus” discriminavam, entre outros os samaritanos, as mulheres e os publicanos.

Mesmo vivendo em um país onde cerca de 85% da população afirma seguir os ensinamentos de Cristo, atitudes deste tipo ainda são comuns. Sinal claro de que os ensinamentos do Mestre ainda precisam ser melhor introjetados em cada um de nós. O evangelho de Cristo foi revolucionário porque ensinava o amor a todos, amigos e inimigos, ensinava o respeito às autoridades constituídas e a igualdade entre todos, independendo da idade, cor da pele, condição social, religião ou sexo. Todos somos filhos do Pai, com direitos e obrigações iguais.

Não basta se declarar filho do Pai é preciso agir como tal, se isto ocorresse leis como as acima citadas não precisariam existir, pois amor, respeito e luta pelo bem comum seriam os objetivos de todos. Vivemos em um mundo onde os efeitos do pecado são visíveis, mas isto não nos desculpa de fugir do ideal divino. Não diga que você é filho do Pai, mostre.

20
nov

Os crentes também amam

Marco Aurélio Brasil

Há algumas semanas eu comentei aqui, partindo dos textos em que Paulo nos adverte a ter uma postura de tolerância, cuidado e paciência com os irmãos da igreja, que Deus tem um interesse curioso em manter pessoas fracas, erráticas, chatas e inconvenientes na igreja, para nossa edificação, e que não devemos tentar fugir delas. Bem, talvez tenha chegado o momento de dar um passo além.

Em João 8:35 Jesus dá o sinal distintivo da verdadeira igreja na Terra. Talvez você esteja mais afeito aos textos do Apocalipse que dizem que a verdadeira igreja é aquela que guarda os mandamentos e a fé de Jesus, mas quando Ele próprio quis destacar qual o elemento distintivo de Sua igreja verdadeira para as dos falsos profetas, Ele afirmou: “nisso conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”.

Nós gostamos de falar de amor nos meios cristãos. Falamos dele o tempo todo. Fiz uma breve pesquisa com o auxílio do site da Sociedade Bíblica do Brasil e vi que apenas o livro de Tiago não menciona a palavra amor nem uma vez no Novo Testamento. Com uma tal ênfase, é difícil fugir do tema. O curioso é que nossa forma de enfocar esse assunto é frequentemente de forma vaga, dirigindo o amor “às pessoas”. “Pessoas”, assim, essa coisa indeterminada, sem rosto e que de preferência está bem longe. Pessoas que sofrem como o homem que o bom samaritano encontrou no caminho e aí pode ser que a gente tope com alguém numa situação semelhante algum dia… Contudo, outra coisa que essa minha pesquisa pelo tema do amor no Novo Testamento me revelou é que essa palavra é empregada geralmente no contexto da própria igreja.

Jesus disse que se alguém andasse por uma rua que tem muitas igrejas e passasse olhando lá pra dentro, iria poder reconhecer a igreja verdadeira pelo grau de afeição e amor que os membros dessa igreja têm uns pelos outros. Uns pelos outros primeiro, e só depois pelas “pessoas”, aquelas sem rosto que a gente pode um dia, talvez, encontrar (mas que tomara que não encontre).

Quando introduz sua brilhante ilustração da igreja como um corpo, Paulo afirma que a coisa funciona num tal nível de organicidade amorosa que “se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele” (I Coríntios 12:26), e aí a gente pensa na nossa igreja e vê que ela não funciona assim. Na minha igreja muitas vezes quando alguém sofre os demais parecem agir como se ficassem aliviados porque não aconteceu com eles e às vezes até assumem um ar superior que emula a ideologia teológica dos amigos de Jó. Na minha igreja, na maioria das vezes que alguém tem uma grande vitória – um emprego novo, uma boa promoção, a compra de uma boa casa, a assunção de um posto honrado, etc – essa pessoa vai ter que comemorar sozinha, porque os demais parecem sentir uma impossibilidade absoluta de ficar feliz por ela.

Penso que quando Paulo afirmou que a igreja seria o palco onde você seria chamado a exercitar paciência, tolerância e o dom de direção e advertência, falando em outros cantos que o tipo de sentimento que deveria imperar na igreja seria o amor, ele indicava que os fracos, aqueles que invejam e não amam, seriam a exceção, e não a regra.

Existe essa peculiaridade chata do amor: ele é princípio. Ele não espera o outro ser amável para amar. Ele não espera sentir amor para agir como se amasse. Você decide amar as pessoas que o rodeiam em sua igreja. No resto Ele age.

19
nov

#Regras da masculinidade

Adriano Vargas

Eu gosto de listas, elas sempre me ajudam a organizar meus pensamentos, aqui faz um tempinho que não coloco uma (última foi no meu primeiro post, em 04 de Junho – Simples coisas da Incríveis da vida). Mas hoje vai mais uma…Os tempos mudam, algumas coisas permanecem as mesmas, outras já desaparecem etc. Hoje num tempo de tantos debates sobre gênero sempre vai aparecer um ogro querendo ditar um código de conduta que mostre sua masculinidade brucutu… É claro que pelo principio bíblico sabemos muito bem “o que é ser homem aos olhos de nosso Criador“. Nesta última semana tivemos como Comunidade uma grande oportunidade de rever tais conceitos de uma forma intrigante e irreverente através da Guerra dos Sexos (Semana de palestras sobre sexualidade em Cantares). Mas penso que nós não precisamos estar toda hora provando masculinidade, caras de boa com sua personalidade NÃO são obrigados a … encher a cara para curtir a vida loca
… casar
… ser infiéis
… entender de bebidas
… tomar a iniciativa sempre
… falar na gíria
… pular carnaval na Bahia, no Rio ou qualquer lugar
… ter filhos
… gostar de futebol
… dizer “eu te amo” a todo momento
… usar drogas
… ter Facebook
… não acreditar em Deus
… ser alegre o tempo inteiro
… gostar de praia
… entrar na briga
… odiar a sogra
… saber fazer churrasco
… ter tatuagem
… ficar se justificando por tudo e toda hora
… gostar de luta
E a lista continua
Vigiai, estai firmes na fé; portai-vos varonilmente, e fortalecei-vos. Todas as vossas coisas sejam feitas com amor.” (1 Coríntios 16:13-14)

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