Monthly Archive: agosto 2012

30
ago

Ardente expectativa

Marco Aurélio Brasil

Volta e meia tropeço nessa intrigante declaração do apóstolo Paulo: “Porque a criação aguarda com ardente expectativa a revelação dos filhos de Deus” (Romanos 8:19). Algumas versões trazem “Universo” no lugar de criação, então eu fico aqui pensando: Paulo estava pensando na natureza deste mundo, que foi atingida pela maldição do pecado de Adão, ou em todos os outros seres criados por Deus?

De uma forma ou de outra, é assustador pensar que um planeta inteiro ou que todo um Universo está esperando “com ardente expectativa” para que eu me revele. Para que eu, que pretendo ser chamado filho de Deus, pare de me esconder e camuflar nessa paisagem caótica e passe a agir como algo santo (separado), algo destacado, algo que rema na contramão de valores e de prioridades da minha geração.

Revele-se, amigo! Revele-se!

 

 

29
ago

Vencedores

Maninho Alves

Desde sua criação, há mais de 2.700 anos, os Jogos Olímpicos assumiram um papel marcante na história humana. Capazes de interromper guerras, apaziguar ânimos e inspirar gerações esses jogos se destacam por representar a capacidade de união e respeito, além de representar a constante busca humana pela superação. Na antiguidade, a superação alcançada pelos atletas os levava ao status de heróis, e o reconhecimento por sua dedicação e esforço era recompensado com a entrega de uma coroa, presentes e a promessa de uma vida nova. Repletos de histórias vitoriosas e de histórias de fracassos, os Jogos Olímpicos contam grandes lições de vida que trazem inspiração para nossa jornada aqui nesta terra. Esperamos você e sua família entre nós.

Série: Vencedores (vídeos)

[toggle title=”04/08/12 | Parte 1 – A Corrida de um Mensageiro”]
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[toggle title=”11/08/12 | Parte 2 – Um Mergulho Transformador”][/toggle] (não disponível)
[toggle title=”18/08/12 | Parte 3 – A Escalada de Uma Vida”][/toggle] (não disponível)
[toggle title=”25/08/12 | Parte 4 – Fim de Jogo”][/toggle] (não disponível)
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29
ago

É pecado não fazer o bem?

Gelson de Almeida Jr.

10 de julho de 2011, triste data para centenas de cidadãos do Leste europeu, pois é foi dia em que o navio Bulgária afundou e 122 pessoas, sendo quase metade crianças, vieram a falecer. Um trágico saldo que poderia, quem sabe, ser menor não fosse a atitude dos comandantes Alexander Yegorov e Yury Tuchin, comandantes dos navios Dunaisky 66 e Arbat, respectivamente, que correm o risco de pegar até dois anos de prisão por negarem auxílio ao Bulgária.

Dois anos de prisão por não auxiliar o próximo! Um absurdo! O que eu tenho a ver com os erros dos outros? Estes podem ser alguns dos questionamentos feitos, mas quando refletimos nas palavras do Mestre que nos ordena tratar os outros como gostaríamos de ser tratados ( Mateus 22:39) e na advertência de Tiago que diz claramente que pecamos ao nos furtarmos de praticar o bem (Tiago 4:17) a coisa fica muito séria.

Duvido que você tenha feito algo parecido como os comandantes destes navios, Yury Tuchin disse, no interrogatório, que ia parar, mas quando viu outro navio por perto deixou o socorro para ele. Não existe desculpa para não fazer o bem. Fazer o bem não é opção é obrigação, é um dever moral e espiritual.

Cristo afirmou que entrarão na casa do Pai os que atenderem os necessitados, pois os que deixarem de atendê-los serão deixados de lado quando Ele voltar a este mundo para buscar Seus filhos (Mateus 25: 32 – 46).

28
ago

O pêndulo

Marco Aurélio Brasil

Nós todos repetimos felizes, como um mantra, que “O Senhor é o meu pastor e nada me faltará”, mas a força total desse texto só é entendida quando se está a ponto de sentir a falta de algo, quando alguma coisa essencial ameaça faltar.    
É nesse momento que trazer à memória a existência de um Deus que ama e que age, com o mesmo zelo que um pastor em relação a suas ovelhas, tem um efeito terapêutico incomparável. Nós descansamos antes mesmo de ver chegar aquilo que está por faltar. Sem a confiança em Deus nos resta a ansiedade e talvez não haja nada mais oposto à “vida em abundância” sobre que falou Jesus do que a ansiedade. Quem vive ansioso não vive abundantemente. Sobrevive, apenas, e consumido pelo medo.
Mas Jesus um dia disse que são felizes os que têm fome e sede de justiça. Ele disse que é bom ter ansiedade por justiça neste mundo injusto. Quando Ele estava soterrado pelos pecados de toda uma raça, sofrendo a humilhação, a dor e a angústia de Se ver separado do Pai naquela cruz, Jesus soltou o maior dos brados por justiça de que se tem notícia: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Ele morreu sem resposta. Ora, o servo não é maior que seu mestre, logo, podemos esperar por momentos em que parece que Deus nos abandonou; momentos em que clamaremos e a resposta será um retumbante silêncio.
Enquanto estivermos deste lado da eternidade, nossa vida e nossa luta serão um pêndulo entre o “nada me faltará” e o “por que me abandonaste?”. É claro que há uma outra alternativa: a indiferença, a sonolência, a distração. Essa terceira alternativa parece bem melhor do que o “por que me abandonaste”, mas não se engane: não é. Não desejo isso para absolutamente ninguém. É melhor alguém sentindo-se desamparado e clamando ao Deus que aparentemente Se esqueceu do que vivendo como se Ele fosse parte da paisagem, sem maior atenção. Estamos salvos quando sentimos falta de algo (para dar valor ao “nada me faltará” ou para clamar pela presença de Deus).
Portanto, que algumas coisas lhe faltem, @migo, para que você viva e conheça uma profunda intimidade com o Pastor.

26
ago

#verão chegou!

Adriano Vargas

O nosso Brasil tem em média 280 dias de sol por ano. Temos quase 7,5 mil quilômetros de litoral, onde vive a maior concentração dos nossos 200 milhões de habitantes. Estamos longe de ser um país sem graça ou sem beleza. Nosso povo foi aperfeiçoado no panelão de uma imigração espetacular, estamos todos juntos e misturados, cozidos ao fogo desta miscigenação para lá de diferente. O Brasil, talvez por causa desse DNA tropical, plural, tem também uma vocação: tanta luz, tanto céu, tanto mar, tanta permissividade e permeabilidade de crenças, nos forjou um povo sonhador. Para o bem e para o mal, parece termos mais intuição que razão, mais paixão que pé no chão, oh rimou…E se há um inconsciente coletivo brasileiro, ele está ligado ao prazer. A gente gosta de prazer, de ser feliz, de rir, de festa, de torcer, de vibrar, de amar e de adorar. Melhor, não temos vergonha de expor tudo isso. Temos, sim, é vontade de fazer tudo isso já, e ao mesmo tempo…

Numa segunda feira, mais um clichê…pode ser,mas não há clichê sem um pingo de verdade. Na real, para o bem ou para o mal, somos cheios de graça, como já disse a própria bíblia, e meio inconsequente, como diria Vinicius de Morais. Resumo: para o bem e para o mal, vivemos o presente. Amil.

Mesmo com esse olhar quase hedonista – nossa realidade, será… – mas com um diferencial:a gente quer ser feliz agora, mas quer perpetuar a diversão e alegria. Aí temos que pensar no futuro com esperança. Que por sinal só encontramos numa pessoa, não num lugar, não num tempo ou filosofia, numa pessoa: Cristo.

Sim, eu sei que oficialmente o verão só começa em 22 de dezembro. Mas quem se importa quando ele começa e acaba, se o sol já está fervendo, os feriados chegando e há um suco geladinho esperando na geladeira.O verão chegou!srrs

 

26
ago

# Shalom Aleichem !

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“Paz seja convosco”.

E pensar que com esta frase, há dois milênios passados num domingo como este, também por volta destas horas da tarde, Yeshua Ha’Mashiach (Jesus, o Messias) se apresentava ressurreto, saudando e confortando ao coração aflito dos apóstolos que se encontravam reunidos.

Esta é a paz de que Ele falou ao tempo em que esteve na terra, paz que não vem do mundo, nem tão pouco dos olhos da carne que tudo vê, mas do olhos da fé, que enxergam a colheita da vinha meses antes do tempo.

Que a graça de Jesus, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo pautem a nossa vida nesta semana, e para sempre.

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Shalom

Sady ben-Guy

25
ago

# A religação pelo amor

A religião judaico-cristã afirma que no início o amor era ao mesmo tempo o sentido de tudo e a plenitude dos atos dele decorrentes. A argamassa que sustenta a casa e a própria casa. Os átomos que permitem a forma e a própria forma. O misto entre o Amor Eterno e o fruto que nasceu do Seu desejo.

Contudo, a razão de haver um Criador, dizem-nos as escrituras, alguém único capaz de criar a partir de outra de suas criações, a saber, o vazio absoluto, fez com que parte da inteligência criada, surgida para agir segundo preceitos harmônicos, acreditasse na possibilidade de poder distorcer todo sentido da criação. Isto gerou o sentido de ser tal como o Criador, podendo criar como Ele. A consequência deste desvirtuamento fez nascer o sentimento de querer ser adorado como Ele o era. Assim, não o amor, mas seu sentido original fora reconfigurado, distorcendo-o e fazendo surgir na gênese de sua alteração, a adoração própria.

Com o afastamento desse equilíbrio o elo da criação fora quebrado. E com ele, o surgimento de um desassossego que engendrou sofismas, a perpetrarem o desencadeamento existencial de outros seres. Toda esta relação de fatos, conta-nos o cristianismo, fez surgir a necessidade de religar o homem à Divindade Criadora.

No entanto, se esta religação venha a ser vivida apenas pelo viés ritualístico, ou mediante as conveniências da mente ou do coração, a religião somente nos levará mascarados pela vida a fora. O resultado deste esquema enquanto inerte em si mesmo, não traduzirá jamais a essência do ato de religar o homem a Deus, pois a restauração se dá apenas àqueles que consigam transcender o seu limite enquanto letra.

Se há algo que justifique a religação à intimidade vivida pelo homem com o Criador, ele parece consistir apenas na compreensão, aceitação e prática do amor ensinado por Cristo, primeiro a Deus, seguindo ao seu semelhante como a si mesmo, tornando o comportamento humano adequado a um estado ético, sem precedentes em sua história de volta para casa.

 Shabbat Shalom

 

24
ago

Bikes da Semente

Comunicação

Veja interessante relato de Erisson Jubanski, integrante do grupo de bikeiros da Nova Semente.

“No dia 15/07 estreamos nossa camiseta com logo personalizado bolado pela Evelyn Lima. Ao olhar essa moçada uniformizadinha, senti um nozinho na garganta. Senti que nossa missão dava mais um passo adiante. Nem todos os que costumam pedalar puderam comparecer nesta oportunidade, mas não faltarão chances. Estamos querendo mais gente (lembra do Beto Guedes? “vamos precisar de todo mundo… um mais um é sempre mais que dois”).

Desde o início, tínhamos o sonho de: fomentar a atividade física, integrar a galera, chamar a atenção dos outros, fazer amizade, entregar convites, trazer pra Nova Semente, freqüentar, batizar, salvar!

No quesito “chamar a atenção” já atingimos o alvo. Ouvíamos outros comentando: “… Nova Semente ?! O que é isso?”

Não temos total ideia do alcance dessa missão, mas não vamos parar. Vida normal, medíocre, não faz nosso tipo. Queremos ser anormais, diferentes… e então, quando Ele voltar não terá problema em nos reconhecer. Nossa bandeira estará clara… claríssima.

Um texto inspirador veio de uma carta transcrita no livro “A Assinatura de Jesus” (Brennan Manning) já me serviu de inspiração outras vezes, mas agora, com a camiseta pronta, acho que fez muito mais sentido. Na verdade é uma carta que foi encontrada no escritório de um jovem pastor do Zimbabwe que foi martirizado por professar sua fé:

“Sou parte da fraternidade dos que não se envergonham. Tenho o poder do Espírito Santo. A sorte foi lançada. Ultrapassei a linha. A decisão foi tomada — sou discípulo dele. 

Não olharei para trás, não darei trégua, não diminuirei o ritmo, não retrocederei e não ficarei parado. 

Meu passado está redimido, meu presente faz sentido, meu futuro está assegurado.

Não agüento mais vida medíocre, andar pela visão, joelhos macios, sonhos sem cor, visões amansadas, conversa mundana, doação barata e alvos minimizados.

Não mais preciso de proeminência, prosperidade, posição, promoções, aplausos ou popularidade. 

Não tenho de estar certo, ser o primeiro, o maioral, reconhecido, louvado, querido ou premiado. Vivo agora pela fé, reclino-me em sua presença, ando por paciência, sou elevado pela oração e obro com poder.

Meu rosto está decidido, minha marcha é acelerada, meu alvo é o céu, meu caminho é estreito, minha estrada acidentada, meus companheiros poucos, meu Guia confiável, minha missão clara.

Não posso ser comprado, dissuadido, desviado, seduzido, mudado de rumo, iludido ou atrasado. 

Não recuarei diante do sacrifício, não hesitarei na presença do inimigo, não me entregarei aos valores da popularidade e não perambularei no labirinto da mediocridade.

Não desistirei, não me calarei e não darei trégua até que tenha, à última medida, permanecido, acumulado, orado, pagado à vista e pregado pela causa de Cristo.

Sou discípulo de Jesus. Devo ir em frente até que ele venha, doar-me até esgotar-me as forças, pregar tudo que sei, e trabalhar até que ele me detenha. E, quando ele vier por si mesmo, não terá problema em me reconhecer (…) minha bandeira estará clara.”

Boa semana bikeridos!

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