Monthly Archive: julho 2012

31
jul

Minha Jerusalém particular

Marco Aurélio Brasil

Você diz que Jesus Cristo é o seu exemplo tudo assim, sorrindo como se estivesse dizendo que gosta de mousse de chocolate? É fácil para você fazer uma afirmação dessas? Será que já avaliou o custo?

Para servir de contraponto a toda essa leviandade no curto espaço que tenho aqui posso lhe apontar hoje a Jerusalém. Jerusalém estava sempre no pensamento de Jesus. Ele poderia estar se movendo pela Galileia, por outros cantos da Judeia, Samaria ou onde fosse, mas Jerusalém permanecia na periferia do olhar de Cristo como uma sombra onipresente e constante. Em algum momento Ele teria de rumar para lá. A vida inteira de Jesus foi coberta por essa sombra de cruz que Jerusalém produzia sobre Ele.

Quando chegou a hora, Ele caminhou decididamente para Jerusalém. Tentaram demovê-lo. Disseram que era perigoso. No caminho Ele teve alegrias e tristezas, vitórias e derrotas, boas surpresas e decepções. Mas absolutamente nada foi capaz de fazer com que Ele mudasse de rumo. Nada. Ele tinha uma missão a cumprir e o fato de essa missão lhe haver sido dada por Deus colocava em Jesus uma obstinação capaz de produzir nEle aquilo que Ele mesmo chamou de a maior demonstração de amor possível: dar a própria vida por Seus amigos (e o detalhe cruel da história é que foram esses amigos que o mataram). Ele conhecia Seu destino, Seu destino era dor, angústia, desprezo, injustiça, tortura e morte, mas sendo essa a vontade do Pai, Ele não hesitaria um segundo sequer em desempenhar o Seu papel.

Jerusalém é o símbolo máximo da submissão desse a quem chamamos de Mestre à vontade de Deus. “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou” (João 6:38), foram Suas palavras.

Talvez você e eu não tenhamos nenhuma Jerusalém, um lugar para onde sabemos que devemos rumar e morrer, mas o que fazemos com as miniaturas de Jerusalém para onde Deus nos pede constantemente para ir? Elas envolvem algum tipo de sacrifício – suportar gente que não pode nos dar nada em troca, subtrair tempo de lazer ou descanso que teríamos, nos colocar em posição desconfortável, nos levar a abdicar de prazeres e conveniências, nos obrigar a adotar um estilo de vida mais simples e frugal ou que nos parece insosso e enjoativo, etc. Temos desculpas e justificativas excelentes para não ir.

Então não deveríamos sair por aí dizendo que Jesus Cristo é nosso exemplo de vida a não ser que o façamos como se fosse uma oração: “Jesus Cristo é o meu exemplo de vida em tudo. Meu Deus, faça isso verdade!”

30
jul

#estou cansado, e você?

Adriano Vargas

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Então, esta será minha última semana de férias, sei que pode parecer prepotente, ou até previsível, mas decidi escrever um “ESTOU CANSADO“, mesmo que seja de me cansar. Ao respirar profundamente sinto que estou cansado de algumas coisas que se perpetuam na minha igreja. Nestas mais de cinco semanas que fiquei longe do meu reduto cristão, do meu oásis, da minha comunidade, da nossa IASD Nova Semente, me cansei de algumas coisas que vi por onde passei …

Estou cansado das pregações longas, onde nos primeiros quinze minutos já estamos viajando e não estamos prestando atenção, mas ficamos até o fim porque aprendemos que temos que ficar.
Estou cansado do púlpito e dos bancos enfileirados, que nos isolam uns dos outros e nos colocam em um lugar abaixo do pregador.
Estou cansado de ver que a única interação que temos com o próximo em um culto é quando o pastor manda virar para a pessoa do lado e falar alguma coisa … e sempre é algo … ah deixa pra lá melhor

Quando poderei levantar a mão e tirar uma dúvida na pregação do culto pela manhã?
Quando chegará o dia em que não verei mais as nucas e me constrangerei ao olhar no olho daquele que não teve uma boa semana? Ou poderei ver com meus olhos o toque do Espírito na vida daquele que decide se entregar a Deus também?
Quando poderemos cantar canções de lamento ou de alegria pelo evangelho que vivemos no Brasil? Ou quando poderemos celebrar sem nenhuma canção?

Estou cansado das músicas espirituais que nos ensinam a viver no céu esquecendo que temos que aprender a viver primeiro aqui na terra.
Estou cansado das reclamações de líderes falando que seus próprios membros são descompromissados e com valores invertidos!
Estou cansado de achar que posso realmente impactar uma igreja pregando apenas um fim de semana e indo embora.

Quando será o dia em que colocaremos os homens para cuidar dos cultos das crianças e as mulheres dos cultos dos adultos?
Quando tiraremos aquele tapume da porta da nossa igreja e deixaremos que aqueles que passam na rua nos vejam? E que nossas portas estão abertas para eles…
Quando um disciplinado pela igreja deverá cumprir a disciplina assistindo todos os cultos, participando de todas as ceias e passando a semana com todos os líderes?

Sei que é chato ler o desabafo de um jovem, de um “trainee de Pastor“, mas não se preocupe, estou cansado hoje, mas amanhã vou fazer como todos que conheço que escreveram um “ESTOU CANSADO“: Descansarei e me acomodarei, ou não! #prontofalei

29
jul

# Treinamento e Superação.

As Olimpíadas de Londres estão a todo vapor. Treinamentos exaustivos e superação de limites físicos e mentais são as condições aceitas pelos competidores, a fim de alcançarem tempo e força quase sobre-humanos. As vitórias fazem os atletas se esquecerem das dores por que passaram, e ainda incentivam o mundo inteiro a se espelhar, usando-as de forma análoga frente às competições pessoais de cada um.

Se pensarmos bem, a vida cristã passa por estes dois importantes aprendizados – treinamento e superação. Após conhecermos e sermos tocados pela palavra revelada por Deus, normalmente passamos a estudar sobre seus detalhes, os motivos de cada um de seus estágios, a sua razão principal de existência, e os personagens que compuseram a sua história ao longo de séculos. No entanto, a partir desse instante não há como não nos depararmos com as dificuldades enfrentadas pelos homens que viveram amparados pela fé que vem de Deus, superando assim os infortúnios da exclusão social ou o medo da morte que esta escolha lhes proporcionasse.

Por falar em superação, quem não se lembra da suíça Gabrielle Andersen nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984? Participante da primeira competição de maratona feminina, Gabrielle entrou no estádio olímpico debaixo de forte calor para completar os últimos metros da prova. Seu estado físico estava comprometido. Desidratada e sofrendo pelas câimbras, ela cambaleou entre uma raia e outra até cruzar a linha de chegada, e tudo debaixo de aplausos emocionados do público que a assistia. Só aí então aceitou ser amparada por três pessoas que a esperavam com os braços abertos. Tornou-se um símbolo da superação e da persistência.

Muitas vezes os esforços que levam o atleta ao caminho da vitória, ele os encontra nas últimas reservas de energia que lhe restam. O mesmo pensamento deve nortear àqueles que buscam a ressurreição no dia da volta de Jesus a esta terra. O treinamento e a superação dos que abraçam a verdade revelada por Cristo ocorre até o momento de nosso último suspiro, e se alguma provação lhe parecer impossível, a fé se apresenta como a reserva a ser usada. Assim como no esporte de competição, também a palavra de Deus nos ensina a observarmos estas fases.

O treinamento se dá pela leitura diária da palavra, pela oração intercessora, pelo evangelismo, pela adoração a Deus, pela comunhão entre os irmãos de fé, e nos instantes em que estendemos às mãos ao necessitado, alimentando assim nosso espírito para que no momento da superação, estejamos preparados. E esta, mesmo sendo incompreensível aos olhos do mundo, certamente é a fase que nos conduzirá à vitória. Pela superação podemos esperar, por exemplo, momentos de perdão em que pareça ser insano ter que concedê-lo, abrir mão de hábitos tidos por ingênuos, ou ainda, aceitarmos por amor a Cristo, a possível exclusão do seio familiar ou social.

…, por um pouco de tempo devam ser entristecidos por todo tipo de provação. Assim acontece para que fique comprovado que a fé que vocês têm, muito mais valiosa do que o ouro que perece, mesmo que refinado pelo fogo, é genuína e resultará em louvor, glória e honra, quando Jesus Cristo for revelado. (1 Pedro 1:6-7)

Por mais que pareçam rigorosos todo este treinamento e superação apresentados pela palavra de Deus, contamos com a presença do Espírito Santo, e assim como Gabrielle Andersen foi amparada por três pessoas na chegada da maratona das Olimpíadas de Los Angeles, nós estamos sendo esperados no momento da ressurreição pelo Pai, pelo Filho Jesus e pelo Espírito Santo, tendo a nossa volta não uma multidão de homens e mulheres movidos pela compaixão de nosso esforço, mas por milhares de anjos celestiais que entoarão cantos de louvor a Deus, fazendo com que o mundo inteiro ouça que a obra de redenção se completou.

Que tua semana seja de vitórias aos olhos de Deus!

Sadi – Um Peregrino na Palavra

 

28
jul

A grande família?

Maninho Alves

Relacionamentos. Vivemos numa era em que eles são muito importantes. Grandes empresas querem saber qual o quociente de inteligência para relacionamentos que seus futuros empregados possuem. Conviver com as diferenças de gênero, idade, personalidade e bagagem pessoal tornam-se um desafio para muitas pessoas. No entanto, essa é a realidade da convivência em família, que pode nos proporcionar as ferramentas para os demais ambientes em que os relacionamentos acontecem. Ter sucesso familiar pode ser decisivo para o sucesso em outras áreas da vida. Precisamos tirar proveito das diferenças e crescer na habilidade de conviver. Vamos buscar juntos os segredos para construir relacionamentos mais saudáveis.

Série: A Grande Família? (vídeos)

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[toggle title=”21/07/12 | Como lidar com os filhos adolescentes”][/toggle] (não disponível)
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28
jul

# Qualificações

Começaram as competições olímpicas, contudo delas não participará uma atleta vitoriosa, qualificada assim ao menos aos olhos de Deus. Mediante um testemunho de fé e obediência cristã mais uma vez o mundo esportivo foi levado à reflexão. Não faço concessões, foi o que declarou a atleta costa-riquenha, Tracy Joseph, quando perguntada se estaria arrependida por sua decisão.

A atleta deveria participar da prova dos 200 metros no Gran-Prix Sul-Americano que ocorreria na Colômbia. Nesta ocasião ela visava baixar seu tempo em 48 centésimos de segundo, a fim de se classificar para as Olimpíadas de Londres. A prova que estava marcada para acontecer no domingo, para a sua surpresa foi transferida para o sábado. “Não é a primeira vez que tive que abrir mão de participar de uma prova pelo mesmo motivo, no entanto por chegar até aqui, sou a prova de que o Senhor tem preparado coisas melhores para mim”, finalizou Tracy.

Parece-nos certo que ela esteja se tornando apta para a maior competição de sua vida. A busca da salvação – alvo a ser atingido “a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3: 10-14), mediante a obediência ao mandamento e a fé no Messias, foi o tema central do texto da semana passada, entretanto será por meio de duas publicações lançadas nesta página, intituladas Estações e Coração de Pedra, respectivamente, que volto a atenção do texto que hoje apresento.

Meu relógio é um eloquente acusador de minha dolorosa temporalidade”, com esta frase o escritor adventista, Marco Aurélio Brasil, nos remete à lembrança de que o tempo de escolhas é agora, e o que ficou para trás está consumado, trazendo-nos à consciência de que haverá um momento específico em que o SENHOR dará um basta ao pecado. Nesse instante, diz o autor, por conta de nossas decisões estaremos salvos ou irremediavelmente perdidos.

Na mesma linha de pensamento, e por que não dizer exortação, aviso, lembrança, o autor adventista Gelson de Almeida Jr. também nos presenteia com seu texto – Coração de Pedra – que tem no tema central – O Amor – a característica essencial que, se presente em nós nos classifica para o lugar da salvação, caso contrário nos leva à desclassificação da prova, entregando-nos à derrota eterna.

A dificuldade em tornarmos em ação as palavras com que reconhecemos a essência do Pai, diz o autor, faz de nós cristãos pouco ou nada dedicados ao amor de Deus. O resultado disso? Egoísmo, egocentrismo, afirma Gelson. É a atitude característica deste mundo. Poderia ter sido a de Tracy Joseph, mas o amor desta atleta pelo Pai a faz superar mais do que as marcas de tempo. Com ele mostra-se qualificada para a competição a ser enfrentada todos os dias, buscando vencer o pecado, isentando-se das glórias do mundo.

A linha de chegada se encontra no dia da volta de Jesus, ocasião em que será avaliada a vitória de cada um de nós. A salvação será o lugar mais alto do pódio. O treinador essencial para esta vitória atende pelo nome de Jesus, o Messias, a quem não se pode nem em pensamento abrir mão de Sua técnica vitoriosa. Ele venceu o mundo, não pelo poder de Deus que sempre foi, mas pelo poder de Deus que buscou se revestir enquanto homem, a superar os limites que transcendem àqueles impostos pelo mundo. Assim qualificou-se para o melhor que há na eternidade dos tempos.

Shabbat Shalom!

Sadi – Um Peregrino na Palavra

 

 

27
jul

Valsa Nossa de Cada Dia

admin

“Um pra lá, dois pra cá”
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Você passa um tempão questionando porque Deus não lhe abençoa. Ora, jejua, tem comunhão e anseia por uma resposta que, aos seus olhos, demora uma eternidade para vir. Essa provação causa desgaste físico e emocional, chega a afetar o seu relacionamento com as pessoas que mais gosta. Mas, cada vez mais, você se apega a Deus e finalmente entende o que Ele queria lhe dizer todo este tempo, como você deve agir e o que é recomendável mudar. E “voilá”, eis que a resposta de Deus chega, a tão almejada bênção é concedida e um sentimento de felicidade completa é despertado. “Um pra lá…”

Ao conseguir essa bênção, do alto de sua alegria, você muda tudo para se adaptar a nova rotina. Inclusive, esquece de demonstrar gratidão e ter a sua comunhão diária com Aquele que lhe trata como um filho, justamente por ser seu Pai. Não bastasse isso, você sente que nada poderá impedi-lo, comete pecados que havia deixado para trás, nada poderá pará-lo porque sente que Deus está ao seu lado, que gosta de você e lhe concederá tudo o que quer, tornando-o soberbo e pretensioso. “… Dois pra cá”.

A idéia de compararmos nossa vida espiritual à uma valsa não é tão fantasiosa assim. Somos imaturos e acabamos tratando a Deus como um supermercado, onde os produtos que queremos devem estar sempre ao nosso alcance e se não estão, reclamamos da qualidade do atendimento. “Porque tendo conhecido a Deus… não lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis”.– Romanos 1:21

Os maiores heróis da Bíblia também dançaram esta mesma valsa: Moisés, Elias, Davi, Sansão, dentre outros, não ficaram imunes ao egoísmo, assim como nós também não estamos. Deus os amou mesmo assim, tal como Ele nos ama hoje. Que possamos ter a consciência de reconhecer as bênçãos de Deus e nos mantermos em constante gratidão: “Em tudo dai graças; porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” – 1 Tessalonicenses 5:18

25
jul

Coração de pedra

Gelson de Almeida Jr.

Um post em uma conhecida rede social apresentava dois “anjinhos cupido”, mas o interessante é que um deles, ao invés de um arco e flecha empunhava uma britadeira. Indagado pelo outro a razão daquilo, ele dizia que os corações das pessoas estavam muito endurecidos. Mesmo apresentando uma imagem irreal, cabe uma reflexão sobre os seres humanos estarem cada dia mais endurecidos para amar.

Uma grande rede de lojas de produtos domésticos afirma em seu slogan “Dedicação total a você”. Infelizmente vemos que temos cada vez mais dificuldade em sair das palavras para a ação. Salomão afirmou que o que Deus espera de nós é que entreguemos o coração (Provérbios 23:26), pois entregar o coração a alguém ou fazer algo de coração é sinônimo de dedicação total, quase que exclusiva a um projeto ou a alguém.

Qual seria então a solução para isto? João afirma que “aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor” (I João 4:8). Não podemos verdadeiramente amar nada, nem ninguém, se o amor do Pai não estiver implantado em nós e, para que isto aconteça, devemos deixar que o Eterno assuma o controle de nossa vida e faça as mudanças necessárias.

O contrário de amor é egoísmo, egocentrismo, etc., mas é impossível que estes traços sejam demonstrados na vida daqueles que colocam Deus como o primeiro, o melhor e o último em sua vida. Faça isto, viva o amor e espalhe o amor.

24
jul

As estações

Marco Aurélio Brasil

Temos atado ao pulso um lembrete constante da descomunal importância do instante. São 08h41 e se havia uma forma melhor de eu ocupar o minuto conhecido como 08h40 de hoje, já passou. Meu relógio é um eloquente acusador de minha dolorosa temporalidade.

A importância e o peso disso podem ser ilustrados pelas muitas peças de ficção que foram baseadas na hipótese de isso não ser assim: e se pudéssemos viajar no tempo? E se pudéssemos rearranjar as coisas, tentar de novo, alterar o curso dos acontecimentos?

Os dias que ficaram para trás, fechados e acabados estão. É cruel mas é assim. “Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios”, orou o salmista (Salmo 90:12).

Mas, embora tenhamos o lembrete desse fato atado ao pulso, somos ases em driblar um pensamento tão doloroso. Vivemos como se fôssemos eternos e como se a qualquer momento pudéssemos corrigir as coisas que fizemos ou deixamos de fazer. Não podemos reclamar do Criador. Ele está constantemente nos lembrando de que o tempo anda para frente e só para frente. Ele o faz no nascer e deitar do sol, faz nas fases da lua e também de forma mais abrangente, nas estações do ano.

Na série de fantasia “Uma canção de gelo e fogo”, de George R. R. Martin, cada estação pode durar vários anos, o que faz do inverno algo especialmente temível. Uma das casas nobres que protagonizam a história tem como lema a lúgubre certeza de que “o inverno está chegando”. As pessoas nascidas no verão são olhadas pelos mais velhos com comiseração, são “crianças do verão”, gente que não conheceu a impiedade do inverno. Ali, portanto, torna-se imprescindível aproveitar bem o verão. É a estação propícia para fortificar as propriedades, estocar alimentos, garantir a subsistência quando a neve chegar.

Em Jeremias 8:20 há este triste lamento: “Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos.” Deus disse que um dia diria “basta!”, e então pecado e pecadores seriam parte de um passado não passível de mudança. Quando isso acontecer, estaremos salvos ou irremediavelmente perdidos. Este momento é antecipado para cada um que encontra a morte e o apelo do Pai é para que aproveitamos o verão. As estações se sucedem, este é um fato da vida, e Ele nos adverte a não brincar com elas. Não se brinca com a vida.

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  • Nós somos uma organização de desenvolvimento em recursos assistenciais, e temos o objetivo de promover ações de benemerência nas áreas de cultura, arte e educação. Fundada no ano de 2007 e com sede na cidade de São Paulo/Brasil acreditamos que é dever da sociedade combater todo tipo de injustiça social e a fome. Essa é a diretriz de nossas ações.

    É isso que nos movimenta ano após ano: "amar ao próximo como a nós mesmos". Não apenas fazer caridade, mas ajudá-los a transformar suas realidades promovendo a esperança e um futuro melhor. E você pode fazer parte disso.