# Reflexões de uma vida efêmera

# Reflexões de uma vida efêmera

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Porque Toda a carne é como a erva, E toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; (1 Pedro 1:24)

Um tanto quanto pensei que fui,

Hoje o sou tão somente

 A revelação da verdade.

 

 Ao final, vi o que fui,

Não sendo nada,

Refletia a tudo;

 

Hoje tudo o que sou,

Tudo o que estou,

É o que se transformou em mim;

 

Nem sei mais quem,

Nem como,

Nem por que;

 

Também as lembranças

Não me restam,  

Nem estas a recordar;

 

Só a lição continua…

Com a folha que cai,

Com a vaidade que esvai,

 

Hoje nada soa dos meus dias,

Até meus ais estão calados,

Tudo pelo que outrora rejeitei;

 

Caminhos eternos,

Incorruptíveis,

Permanentes;

 

Depositados no Seio que eu não quis,

Nos dias em que me endeusei,

Construído que fui ao apego;

 

E o tempo de minha vida,

Não é nada mais diante de mim,

Enganoso que foi meu coração;

 

Mesmo na firmeza do homem que fui,

Só restou-me uma verdade,

Era tudo vaidade;

 

E das obras de minhas mãos,

Vaidade e aflição debaixo do sol,

De onde não restou proveito algum;

 

Onde está o que ajuntei diante de mim?

Tendo o mesmo fôlego que um animal,

Passo pelo tempo determinado por Deus;

 

Na multidão dos sonhos,

Nem a abundância me fartou,

Ainda que ouvisse – “Teme a Deus!”;

 

E insisti em gastar os dias na vaidade,

Como sombra que num instante se esvai,

Efêmera, sem saber o que será depois de mim;

 

Com riso de tolo que fui,

Regozijei com os ímpios sepultados,

Mas, até aos santos os vi esquecidos,

 

E segui confiando na vaidade,

Concebendo o trabalho,

E produzindo a iniqüidade,

 

Ainda assim permanecia o Senhor,

Enquanto eu, sem reconhecer o caminho,

Cria apenas na infinidade de meus dias;

 

E por toda a ilusão,

Secou o feno e definhou a erva,

E não há água nos poços;

 

Antes tivesse ouvido aos profetas,

Quanto ao Senhor que subsiste eternamente,

Que dirige a erva que seca, e as flores que caem;

 

Sendo outeiro, me tornei deserto,

E pelo que neguei transitório então me vi,

E a verdade eterna se fez no que fui;

 

Nem posso mais dizer que sou,

Inexistente é o nome,

Efêmero, a herança.

 

Sadi – Um peregrino na Palavra

 

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