Monthly Archive: agosto 2011

31
ago

Acertando as contas

Gelson de Almeida Jr.

Falando a um grupo de adolescentes sobre a importância de se pedir perdão a quem temos ofendido antes de pedir que Deus perdoe nossos erros, sorri ao ver o espanto em cada rosto à medida que explicava o que Deus quer de nós ao dizer que devemos confessar nossas culpas uns aos outros (Tiago 5:16a). Queremos ser perdoados, queremos que os outros acertem as coisas conosco, mas somos muito reticentes em tomar a iniciativa e buscar o perdão daqueles a quem magoamos. Lembro-me muito bem da reação de alguns quando afirmei que, mesmo se falamos mal de alguém e este não venha, a saber, ainda assim temos obrigação de buscar o seu perdão.

Tão fácil como atingir alguém, mesmo que em pensamento, é proporcionalmente mais difícil assumir nosso erro e acertar as coisas. Quando o Mestre recomendou fazer aos outros aquilo que gostaríamos que fizessem a nós (Lucas 6:31), queria justamente dizer que não podemos tratar o próximo de um modo e esperar ser tratado de outro, é a “lei da retribuição”, recebemos sempre, no mínimo aquilo que fizemos ou enviamos.

Voce tem conseguido manter um saldo altamente positivo ou tem falhado nesta séria questão de relacionamentos pessoais. Seja qual for a sua situação, lembre-se, é impossível estar em paz com Deus e em débito com os que nos cercam. Portanto, deixe Deus assumir o controle de seu ser e verá que tudo correrá melhor ao seu redor.


30
ago

Entre os mortos

Marco Aurélio Brasil

Lucas 8:1 diz que Jesus andava de cidade em cidade e de aldeia em aldeia. No mesmo capítulo vemos que chegou a vez de Gadara. O comitê de recepção da cidade para Jesus e seus discípulos foi um (ou dois, conforme Mateus) endemoninhado que vivia num estado deplorável. Nu, vivia no cemitério da cidade “clamando” por entre os túmulos e se ferindo.

Ao restituir aquele homem a uma condição de dignidade, Jesus ganhou a inimizade dos gadarenos. Eles sofreram um prejuízo econômico com a destruição de uma manada de porcos para onde os demônios que atormentavam aquele homem se transferiram; então, eles preferiram continuar com seus doentes e aflitos, mas com seus rebanhos intactos, a ter Jesus ali por mais tempo.

Na sequência acontece o único episódio de que me lembro em que Jesus diz “não” a alguém que quer segui-lO. Aquele homem, curado, restituído à razão e cheio de gratidão, quer continuar seguindo Jesus, mas Jesus ordena que continue ali. O nome disso é graça. Os gadarenos não queriam mais Jesus, mas Jesus continuava querendo os gadarenos. Ele deixou no meio deles um lembrete eloquente do que acontece quando Ele entra em um lugar: libertação e cura, coisas melhores do que porcos.

Com quem você seria capaz de se identificar nessa história? Com os criadores de porcos? Com os discípulos indignados com o tratamento que recebem dos gadarenos? Deixe-me dar uma outra sugestão: que tal o endemoninhado?

Quando estamos longe de Jesus também andamos nus, porque a nossa justiça própria é “como trapos de imundícia” (Isaías 64:6). Quando estamos longe de Jesus nós também andamos entre os mortos, preferimos estar com os mortos espirituais, aqueles que “têm fama de que vivem mas estão mortos” (Apocalipse 3:1). Para estes, Jesus diz “deixe que os mortos enterrem seus mortos” (Lucas 9:60). Quando estamos distantes dEle, nós nos ferimos sem perceber, nos machucamos, nos fustigamos, nos vilipendiamos e diminuímos a uma situação de degradação – e o triste disso é que muitas vezes em nossa ignorância e cegueira chegamos a nos orgulhar desse estado. Somos loucos, dementes, e não percebemos.

Talvez haja, perto de você, alguém que estava nessa situação mas não está mais. Saiba que ele é um lembrete de Jesus a respeito do tipo de sonho que tem a seu respeito. Saiba que ele é uma pergunta ambulante para você: “e aí? O que realmente vale a pena neste mundo? Seus porcos ou a presença de Jesus?”

29
ago

Alegria no Senhor

admin

“Sacia-nos de manhã com tua benignidade, para que cantemos de júbilo e nos alegremos todos os nossos dias.” (Salmo 90:14)

Mais uma promessa! A de que pela manhã podemos nos saciar com a benignidade do Senhor, e então ficaremos tão contentes que teremos vontade de cantar, e então, vamos querer nos alegrar assim todos os dias!

Seria verdade isso? Sim, Deus não mente e não nos engana! Ele está só esperando que o busquemos para que saciemos a fome e a sede de nosso espírito com a sua Palavra. Lendo este verso fica difícil entender até por que relutamos tanto em buscá-Lo, e ler a Palavra de Deus, que pode curar nossas feridas, trazer alívio, trazer paz, esperança e orientação diária.

Busquemos ao Senhor, saciemo-nos com Sua benignidade, e cantemos de alegria em todos os nossos dias!

27
ago

# Reflexões de uma vida efêmera

Porque Toda a carne é como a erva, E toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; (1 Pedro 1:24)

Um tanto quanto pensei que fui,

Hoje o sou tão somente

 A revelação da verdade.

 

 Ao final, vi o que fui,

Não sendo nada,

Refletia a tudo;

 

Hoje tudo o que sou,

Tudo o que estou,

É o que se transformou em mim;

 

Nem sei mais quem,

Nem como,

Nem por que;

 

Também as lembranças

Não me restam,  

Nem estas a recordar;

 

Só a lição continua…

Com a folha que cai,

Com a vaidade que esvai,

 

Hoje nada soa dos meus dias,

Até meus ais estão calados,

Tudo pelo que outrora rejeitei;

 

Caminhos eternos,

Incorruptíveis,

Permanentes;

 

Depositados no Seio que eu não quis,

Nos dias em que me endeusei,

Construído que fui ao apego;

 

E o tempo de minha vida,

Não é nada mais diante de mim,

Enganoso que foi meu coração;

 

Mesmo na firmeza do homem que fui,

Só restou-me uma verdade,

Era tudo vaidade;

 

E das obras de minhas mãos,

Vaidade e aflição debaixo do sol,

De onde não restou proveito algum;

 

Onde está o que ajuntei diante de mim?

Tendo o mesmo fôlego que um animal,

Passo pelo tempo determinado por Deus;

 

Na multidão dos sonhos,

Nem a abundância me fartou,

Ainda que ouvisse – “Teme a Deus!”;

 

E insisti em gastar os dias na vaidade,

Como sombra que num instante se esvai,

Efêmera, sem saber o que será depois de mim;

 

Com riso de tolo que fui,

Regozijei com os ímpios sepultados,

Mas, até aos santos os vi esquecidos,

 

E segui confiando na vaidade,

Concebendo o trabalho,

E produzindo a iniqüidade,

 

Ainda assim permanecia o Senhor,

Enquanto eu, sem reconhecer o caminho,

Cria apenas na infinidade de meus dias;

 

E por toda a ilusão,

Secou o feno e definhou a erva,

E não há água nos poços;

 

Antes tivesse ouvido aos profetas,

Quanto ao Senhor que subsiste eternamente,

Que dirige a erva que seca, e as flores que caem;

 

Sendo outeiro, me tornei deserto,

E pelo que neguei transitório então me vi,

E a verdade eterna se fez no que fui;

 

Nem posso mais dizer que sou,

Inexistente é o nome,

Efêmero, a herança.

 

Sadi – Um peregrino na Palavra

 

25
ago

Você pertence a alguém?

Marco Aurélio Brasil

Temos uma justificada aversão à escravidão, que é imoral e degradante. No entanto, precisamos desesperadamente, para sermos felizes, reconhecer que pertencemos a alguém.

Isaías 44 começa assim: “Agora, pois, ouve, ó Jacó, servo meu, ó Israel, a quem escolhi. Assim diz o Senhor que te criou e te formou desde o ventre, e que te ajudará: Não temas… porque derramarei água sobre o sedento e correntes sobre a terra seca… e brotarão como erva, como salgueiros junto às correntes de águas” ( Isaías 44:1-3). Linda promessa, não? Sim, e qual é o efeito prática de todas essas bençãos de Deus?

“Este dirá: Eu sou do Senhor; e aquele se chamará pelo nome de Jacó; e aquele outro escreverá na própria mão: Eu sou do Senhor” (verso 4).

Ao sermos atingidos pelas fantásticas bençãos divinas somos constrangidos a querer pertencer a Ele, porque reconhecemos que apenas sob Suas asas há proteção e guarda efetivas. E queremos contar isso ao mundo.

Se nos aferrarmos ao comando de nossa vida, estamos fadados a dar cabeçadas e a tropeçar pelos caminhos desse mundo, porque somos pequenos e Ele é grande, somos cegos e Ele vê, somos fracos e Ele é forte.

Você pertence a Deus? Pertença a Deus e seja feliz!

24
ago

Silêncio

Gelson de Almeida Jr.

Conversando com uma pessoa que havia se proposto a seguir um plano especial de comunhão com Deus, reservando um horário todas as manhãs, perguntei-lhe, como estavam indo as coisas, se estava conseguindo fazer aquilo a que se propusera. Prontamente ouvi uma reposta negativa, atrelada a uma série de desculpas sobre como seus dias andavam atribulados e, por este motivo, não conseguia separar este tempo para Deus. Como não dava para separar este tempo em casa, disse-me que tentaria separá-lo no ônibus, no trajeto para o serviço. É interessante que quando nos sentimos premidos pelo tempo, o primeiro que fica de lado é, justamente, quem deveria ser o primeiro em nossa vida. Muitos procuram “acalmar a consciência” dando a Deus um tempo em meio ao burburinho e agitação do dia.

Ao passar por uma profunda crise de indecisão e medo, o profeta Elias se escondeu em uma caverna. Após uma série de ruídos e catástrofes naturais, quando o silêncio reinava absoluto, ele ouviu a voz do Eterno a lhe falar (I Reis 19:11-13). Sim, depois de todo o barulho, lá estava Deus, no silêncio e quietude. O melhor momento para ouvir a voz de Deus não é em meio à agitação e barulho, é no silêncio.

Aproveite agora e se isole do mundo ao seu redor. Deixe os problemas preocupações, medos e temores de lado e fique em silêncio para ouvir a voz do Eterno. Melhor que quantidade é a qualidade do tempo que voce dará a Ele. Faça isto e voce sairá revigorado para o restante das atividades deste dia.

23
ago

Salmodiando

Marco Aurélio Brasil

O livro de Salmos é um dos prediletos dos cristãos. Algumas edições do Novo Testamento incluem o livro de Salmos embora ele pertença ao Velho Testamento, de tão apreciado que ele é. Trata-se de um hinário, é uma compilação de letras de hinos que eram cantados pelos hebreus há milênios atrás e tem promessas fantásticas. Quem não se lembra de “O Senhor é meu pastor e nada me faltará” (Salmo 23:1) ou de “Elevo aos montes o meu olhar, de onde o socorro me virá? O meu socorro vem do Senhor” (Salmo 121:1).

Mas nem só de confiança e otimismo vive os Salmos. Na verdade, há uma outra metade inteira do livro que contém confissões como esta: “Estou cansado de clamar, secou-se-me a garganta; os meus olhos desfalecem de esperar o meu Deus” (Salmo 69:3).

Como entender esse estranho mix de sentimentos e estados de espírito? Bem, aprendi a gostar dos Salmos em ambas de suas metades. Sei que nem sempre o momento será de confiança e de certeza de proteção, porque na verdade não foi isso o que nos prometeu o Senhor. Ao contrário, Sua promessa é de estar conosco em todas as situações. E isso os hebreus sabiam fazer: sua alegria, sua tristeza, sua raiva, sua frustração, seu júbilo e sua gratidão, todo o espectro de emoções humanas eles tomavam e o levavam de volta a Deus.

Sigamos seu exemplo. Levemos a Deus todas as nossas emoções, porque Ele sabe como ninguém o que fazer com elas. Não neguemos as emoções negativas, mas as depositemos aos pés do Criador. Faça o seu salmo hoje.

22
ago

Aprendendo a viver contente…

admin

“ aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância. Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece.” (Filipenses 4:11-13)

Mas como viver contente se estamos passando por um período de dor e tribulação? Fazendo uma breve reflexão sobre os momentos de dor, comecemos pensando na dor física. A dor física é um alerta, que nos livra de perigos. Por causa dela, tiramos os dedos do fogo, para que eles não se queimem, percebemos o perigo de pisar em cacos de vidro, para que nossos pés não se cortem, sentimos dores que nos alertam que algo está errado em nosso corpo, então vamos ao médico tratar de uma infecção ou de outra doença antes que ela avance mais e se torne irreversível. Neste sentido, a dor pode ser considerada uma bênção.

Philip Yancey, escritor cristão, propõe que encaremos assim também as dores emocionais. Quando brigamos com alguém, quando sentimos culpa ou medo, ele propõe que encaremos estas angústias como alertas de que algo não vai bem, e de que precisamos tomar alguma atitude para mudar esta circunstância.

Imagino que Paulo pudesse ver as coisas um pouco assim. E sabendo que Deus pode transformar qualquer mal em bem, ele se alegrava em qualquer circunstância, pois sabia que aquilo seria revertido, por Deus, em um bem para ele.

Finalmente, ele termina este trecho com a conhecida frase: Tudo posso naquele que me fortalece. Eu acabo de sair de um período de imensa tribulação, e alguns amigos acompanharam isto. Acabo também de experimentar este verso, acabo de experimentar que realmente é Deus quem nos fortalece, estando ao nosso lado o tempo todo quando passamos por alguma dor, e passado um tempo entendi que todos os “nãos” de Deus foram para o meu bem.

Mais uma coisa para pensarmos nesta semana: se as circunstâncias forem boas, alegremo-nos e cantemos louvores a Deus. Se a situação é de dor, olhemos com olhos espirituais, e saibamos que Deus está ao nosso lado, e reverterá a situação para o nosso bem, nos fortalecerá, fazendo com que possamos superar tudo, se estivermos bem junto dEle.

20
ago

Ateísmo Adventista

admin

Será que existem professos seguidores de Cristo que dizem acreditar em Deus mas vivem como se Ele não existisse? Será que existem Adventistas assim? Mesmo embora não gostemos de admitir, podemos encontrar esse tipo de “ateísmo” na experiência religiosa de cada um de nós. Ateísmo Adventista é um chamado para todos aqueles que tenham coragem suficiente para admitir sua própria hipocrisia. Se você permitir, os temas abordados irão confrontá-lo, desafiá-lo e despertá-lo. Que tal, de uma vez por todas, viver
segundo sua crença?

Série: Ateísmo Adventista

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[toggle title=”Eu Creio em Deus, Mas Não Falo Sobre Ele”]

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Vídeo não disponível
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[toggle title=”Eu Creio em Deus, Mas O Que É Meu . . . É Meu”]

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[toggle title=”Eu Creio em Deus, Mas Não na Oração”]

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[toggle title=”Dr. Erich Baumgartner (Mensagem não vinculada à série)”]

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Vídeo não disponível
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Vídeo não disponível
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[toggle title=”Eu Creio em Deus, Mas Não Acho que Jesus Volte Tão Cedo”]
Vídeo não disponível
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19
ago

Amor de Pai

admin

A dor de perder um filho para ganhar outros

Por muito tempo, a figura de um pai foi estereotipada como a do homem, chefe de família, que se sacrificava no trabalho e era ausente da família, para que pudesse receber o salário que sustentava a mesma. Um homem bruto e duro, que não demonstra sentimentos, mas nem por isso deixa de amar os seus. No entanto, qualquer pai é capaz de fazer o impensável para salvar um filho e evitar que este sofra ou tenha dor.

Uma história bem conhecida na Bíblia é de Abraão, a quem Deus desejava provar a fé e pediu o sacrifício de seu filho. Ele estava prestes a concluir tal absurdo quando foi impedido pelo Senhor. A Deus, bastou a intenção demonstrada por Seu servo. Não há dor maior para um pai do que perder seu filho. Imagine então oferecer Seu próprio filho em sacrifício? Torna-se ainda mais doloroso.

Isto nos leva a refletir o amor de Deus por nós, que enviou Seu Filho único para morrer em nosso lugar. Se o Pai tivesse se oferecido no lugar do Filho, o impacto não seria o mesmo. Imagine a aflição de Deus caso Jesus falhasse em Sua missão. Esta é a medida do amor do Pai por nós. Ele nos ama tanto que foi capaz de abrir mão de Cristo para que nós pudéssemos ser salvos. Jesus assinou com Seu sangue a nossa adoção e guarda perante o Divino: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus” – 1 João 3:1.

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