Monthly Archive: julho 2011

31
jul

Vendo com os olhos de Deus

admin

Por último, meus irmãos, encham a mente de vocês com tudo o que é bom e merece elogios, isto é, tudo o que é verdadeiro, digno, correto, puro, agradável e decente. Filipenses 4:8 (NTLH)

Infelizmente a nossa tendência como ser humano é sempre ver o lado negativo das coisas. Parece que os nossos olhos ficam atraídos pelas coisas ruins, pelas que não dão certo e assim sempre estamos mergulhando em um universo de pessimismo e negativismo, levando, assim, a nossa vida a uma mesmice de fracassos e frustrações.

Você já se viu comentando sempre coisas negativas? Já abriu a boca para maldizer e reclamar de tudo que aos seus olhos não deu certo ou fracassou? Eu já! E por isso tive que tomar uma posição enérgica e verdadeira para entender e viver por uma ótica diferente:

A ótica de Deus!

Deus não vê as coisas como nós vemos. Para Ele, tudo tem sentido e vai sempre redundar em coisas boas para nós. O apóstolo Paulo disse:

Pois sabemos que todas as coisas trabalham juntas para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles a quem Ele chamou de acordo com o seu plano. Romanos 8:28 (NTLH)

A partir daí, então, comecei a tentar ver as coisas como se Deus estivesse olhando para elas. Não só as coisas, mas também as pessoas, e a entender que não é para desgraça que os fatos acontecem, mas pela vontade do Pai, para exercitarmos a fé e avançarmos na comunhão com Ele.

Ele nos quer sempre perto e o Seu espírito nos deseja, por isso Deus nos faz passar determinadas provações para produzir em nós perseverança e nos fazer maduros e corretos, não falhando em nada, sempre perto e dependentes de sua graça.

Faça isso: Olhe com os olhos de Deus e você verá além das circunstâncias humanas, além das derrotas ou fracassos temporais e sentirá que tudo o que está acontecendo em sua vida tem a permissão do Pai para que você cresça cada vez mais e seja forte na unção do Eterno que te ama demais.

Tenha um lindo dia.

30
jul

# Segundo os Teus desígnios

Semente, o silêncio diz ao homem:
-“Sê mente sã no teu corpo minúsculo, e testemunha o poder que vem do alto, pronto a viver em teu interior. Desce à profundeza da terra e deixa-te enterrar-te, e morrer; Resta em paz e renasce nova criatura com o amor que o Pai ensinou – Quando o Filho se deixou morrer; Quando desceu ao mais profundo dos horrores e retornou eterno e imaculado. Dono da vida e da morte.
Sê, homem, mais que mente – Sê nova semente; Incorruptível, persistente, crente no advento. Sê, homem, sê mais que mente. Sê corpo, alma e espírito entregue à obra; Irremediavelmente consagrado e testemunha da verdade.
Vive e morre no Senhor para que Ele vivifique em ti o fruto eterno. Não temas morrer para o viver o novo. Sê nova semente plantada e frutificada cem vezes mais. Não temas, o Pai é contigo.”
Semente – poder criador, regenerador, restaurador de dias. De teus jeitos, o caminho em instantes vividos. De tuas formas, a verdade, frutos de libertação. De tua jornada, a vida.
Encontro com Tua face no lugar santíssimo e nas pequenas sementes que encerram o serviço esperado – a servidão alegre e o se deixar renascer. Em ti reside o poder da cruz. O verdadeiro significado do morrer para fazer viver. É altruísmo divino. É mordomia aprovada ao cumprir função específica. É ser chamado para se posicionar à direita.
De ti vieram todas as coisas da terra depois de criadas – Ervas, relvas, árvores, humanos, animais. Travastes guerras sem fim a anunciar a Tua chegada, onde se concentraram as sementes do preparo. Até que surgiste naquele que foi só Teu o instante, e contigo a verdade. Semente para frutos eternos, permanentes, de salvação. Semente de videira que nos deu a graça de sermos ramos, para produzirmos frutos, levando ao faminto o verdadeiro alimento.
Semente – a quem tem fome, sede e ausência de tudo, você, só você se apresenta com a saciedade, o frescor e a proteção. Só você se doa para que eu viva em ti uma nova experiência – Uma experiência real com Deus. Ele, que entregou Sua única Semente Filial, fertilíssima como nenhuma outra. Definitiva. A verdadeira, a porta para a vida, a nova semente para que todos que dela se alimentem não tenham fome, e sejam rios de água viva, e possam cumprir a determinação que receberam – como Tu que o recebeu e cumpriu o Teu papel, dado ser a Nova Semente que está entre nós. E que é por nós. Ontem, hoje e eternamente.

29
jul

Força na Fraqueza

admin

“Minha graça te basta”

O atual cenário da economia mundial leva as empresas a reduzirem cada vez mais os seus custos e este corte é usualmente feito através de redução do quadro pessoal. Logo, os funcionários que ficam acumulam cada vez mais trabalho. Não é muito diferente para os profissionais liberais, que dependem do próprio esforço para tirar o seu sustento: mais e mais horas trabalhadas.

Infelizmente, esta não é a maior das preocupações. Como se não bastasse as desventuras profissionais, ainda enfrentamos diversos desafios pessoais. Quão difícil é esta situação para aqueles que têm um problema de saúde ou amam um parente ou amigo desenganado.

Desta forma, o estresse físico e mental parece insuportável, o fardo cada vez mais pesado. Nesta hora, clamamos a Deus e parece não haver resposta. E então, como agir? Em qualquer escola ou faculdade, na hora dos exames, os professores se calam. Se Deus aparenta estar em silêncio, confie que Ele está lhe testando justamente porque sabe que você está pronto para a prova.

Confie. Deus nos revela em 2 Coríntios 12:9: “Minha graça lhe é suficiente, pois, onde existe fraqueza, Meu poder é revelado de modo mais completo”. Não esmoreça diante das adversidades, não desista de Deus. Lembre-se que é na sua fraqueza que Ele lhe mostrará Seu poder. Não de qualquer maneira, mas de modo mais completo.

27
jul

Nos braços do pai

Gelson de Almeida Jr.

“[…] e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou”. Lucas 15:20

Discorrendo acerca do amor do Pai, Cristo contou a parábola do filho ingrato que, na miséria, após gastar metade da fortuna do pai, resolve voltar para casa. Em sua ânsia por um mínimo de felicidade e dignidade, até treina o que falar para conseguir o perdão paterno. Ainda longe de casa, o pai, que ansioso esperava sua volta, corre ao seu encontro e, sem se preocupar com sua aparência, mau cheiro ou os trapos que vestia, abraça-lhe fortemente, beija-o, coloca sua capa sobre ele e faz uma grande festa para comemorar seu retorno ao lar. Só uma coisa interessava ao pai naquele instante, seu filho estava de volta. O vazio que o jovem sentia só poderia ser preenchido com uma coisa, o amor do pai.

Dias atrás o mundo ficou chocado com a morte de Amy Winehouse, cantora que, com poucos anos de mídia, mostrou de modo marcante duas coisas, um enorme talento para a música e um vazio interior muito maior que seu talento. Como muitos, Amy buscou preencher o vazio de sua alma com coisas fúteis e vazias, não buscou o carinho e o conforto que só o Pai pode dar. Se, ao invés de buscar alívio nas drogas, tivesse buscado refúgio nos braços do Pai, seu fim seria muito diferente.

Não importa o tamanho de sua dor ou sofrimento, o melhor remédio é a segurança e o conforto dos braços do Pai.

26
jul

O desejo declarado de Deus

Marco Aurélio Brasil

Há em Jeremias um texto maravilhoso, através do qual podemos ver a ambição declarada de Deus: “Mas este é o pacto que farei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo” (Jeremias 31:33).

Para além do fato de antevermos aqui o desejo de nosso Deus de ter um povo que tenha a Sua lei no coração, ou seja, um povo que Lhe obedeça porque ama fazer isso, vejo nesse texto o desejo divino de que nós simplesmente O deixemos ser o nosso Deus.

Ele sonha com o dia em que “Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo”.

Perdemos tempo demais brincando de Deus. Queremos determinar nossa vida, nosso destino, queremos ser autossuficientes. Deveríamos deixar Deus ser o nosso Deus, porque Ele sabe como fazê-lo.

Por que você hoje não ora pedindo que Ele coloque Sua lei em seu coração, para que você entenda que Ele é Deus e você não é? Que tal eleger ao Deus Criador, Mantenedor e Redentor como o seu Deus?

25
jul

Os padrões do mundo ou a vontade de Deus?

admin

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.(Romanos 12:2)

Na semana passada, eu estava no computador com minha amiga Luana, e a Maria, 7 ou 8 anos, filhinha de outra amiga nossa, chamou a Luana no facebook, e perguntou: “Oi Luana, o Rafael tem face?” Rafael é o filho de minha amiga, que tem 12 anos. Luana respondeu “Estamos sem computador, estou na lan house…” Maria disse: “É que eu quero ter mais amigos”. Luana respondeu: “Ah, Maria, você tem 1 milhão de amigos!” E então, Maria respondeu: “Não, só tenho 160 eu acho…”

Eu e a Luana rimos muito na frente do computador, mas eu fiquei com muita pena de uma criança que estava visivelmente sofrendo porque via que outras pessoas têm 500, 800, 1000 amigos, e ela “só” tinha 160. Ela nem entendeu o que minha amiga quis dizer com “1 milhão de amigos”, ou seja, que muita gente a conhece e a ama muito dentro de nossa comunidade religiosa.

O verso bíblico diz: “não se amoldem ao padrão deste mundo”, porque Deus já sabia o quanto nós sofreríamos ao nos submeter a alguns padrões que o mundo nos impõe. Neste exemplo, foi o padrão imposto por uma rede social, outros exemplos são os padrões de beleza, da moda, do dinheiro, do consumo e tantos outros que, quando procuramos nos amoldar e não conseguimos, sofremos.

Mas o que é que não nos faz sofrer? Ou, como sofrer menos do que já sofremos? Fazer a vontade de Deus, que é “boa, agradável e perfeita”, não nos faz sofrer, ou pode diminuir e muito as agruras desta vida. Uma coisa é fazer de tudo para nos amoldar aos padrões impostos por este mundo, não conseguir se amoldar e se submeter às suas pressões. Outra coisa é não se amoldar por uma escolha, porque você escolheu por livre e espontânea vontade, “transformar-se pela renovação de sua mente”, ou seja, seguir a vontade de Deus, e ter paz, alegria e serenidade em sua vida.

Qual caminho você vai escolher? Está em suas mãos!… Ou melhor, em sua mente e em seu coração!

PS.: todos os nomes são fictícios.

24
jul

Porque vivo?

admin

….sempre preocupou a humanidade. “Por que vivo?”, “Qual a razão da vida?”, “Qual o objetivo de viver?”

Mary Roberts Rinehart disse sobre o sentido da vida: “Um pouco de trabalho, um pouco de sono, um pouco de amor, e tudo acabou.” • Edmund Cooke afirmou: “Nunca vivemos, mas sempre temos a expectativa da vida.” • Colton: “A alma vive aqui como numa prisão e é liberta apenas pela morte.” • Shakespeare: “Viver é uma sombra ambulante.” • R. Campbell: “Viver é um corredor empoeirado, fechado de ambos os lados.” • Rivarol: “Viver significa pensar sobre o passado, lamentar sobre o presente e tremer diante do futuro.”

Será que todas essas não são afirmações bastante amargas e desanimadoras sobre o sentido da vida? Parece que todos falam apenas de existir e não de viver verdadeiramente.

Jesus tocou no âmago da questão ao dizer: “Eu sou… a vida” (João 14.6). Por isso o apóstolo Paulo escreveu sobre o sentido da sua vida: “Porquanto, para mim o viver é Cristo” (Filipenses 1.21). Por isso, também o apóstolo João começou sua primeira epístola com as palavras: “O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida (e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada)” (1 João 1.1-2).

Uma revista esportiva resumiu da seguinte forma a vida de um famoso ex-treinador e comentarista esportivo:

Eu acreditava que 20 anos de fama bastariam… talvez ganhar três campeonatos e então, no auge, com 53/54 anos, parar… Depois eu pretendia recuperar tudo o que tinha perdido, por causa do muito tempo que estive viajando… Agora tudo parece tão sem sentido… Mas aquela ânsia incontrolável de conquistar o mundo não podia ser freada… Ao se ficar doente, chega-se à conclusão: “o esporte não significa mais nada” – esse pensamento é simplesmente terrível.

Alguém disse certa vez: “Qual o significado da vida, quando ela se torna ‘antigamente’?” Sem Jesus, que é a vida em todo o seu significado presente e eterno, a vida na terra oferece no máximo “sucesso vazio”, e mesmo esse se esvai no final como areia entre os dedos. Por isso, dê ouvidos à voz de Jesus, que resume o sentido da vida numa única frase: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17.3).

Tenha um lindo dia!!!

23
jul

# Em Nome de Deus

Um fim de semana perfeito. O dia estava claro desde o momento em que o sol despertou o horizonte com seus raios. A alegria se expressou de tal forma que os lábios não contiveram o sorriso ao se levantar. Antes mesmo de tomar o café da manhã, pensou em telefonar ao filho. Já iam aí seis meses desde que o rapaz tinha se ausentado do interior para estudar na capital.
– “Bom dia meu filho. Você está de saída? Não vá perder a hora, assim pode chegar a tempo de almoçarmos juntos.”
– “Oi pai, bom dia. Saio dentro de alguns minutos, pois, meu ônibus parte dentro de uma hora, e com certeza estarei aí para o almoço. Sinto saudades de todos, mas, a comida da mamãe é algo que nunca pensei que iria sentir tanta falta.”
Risos de satisfação pelas palavras do filho são ouvidos do outro lado da linha, que completa dizendo.
– “Ok, querido. Estaremos na rodoviária para te buscar. Assim matamos as saudades desde a sua chegada. Um beijo meu filho.”
– “Beijo pai. Manda um beijo prá mamãe também. Até daqui a pouco.”
Marta ainda envolvida pelo sono, desperta com o diálogo e observou sorrindo:
– “Minha alegria ao vê-los tão próximos não tem preço. Querido, te amo muito.” E já se levantando após beijá-lo, pergunta:
– “Afinal, a que horas chega o ônibus?”
– “Vocês dois é que são as coisas mais preciosas que tenho.” Afirma Jorge ainda contagiado pela alegria de poder rever o filho. “Ele já está a caminho. Dentro de duas horas acho que é suficiente para estarmos na rodoviária.”
Enquanto Jorge se dirige ao banho, Marta já na escadaria percebe a empregada terminando de colocar a mesa do café, e diz com a euforia que lhe é característica todas as manhãs.
– “Bom dia Rosália. Que ótimo ver a mesa pronta. Jorge já está descendo e Maurício chega dentro de duas horas. Iremos todos buscá-lo na rodoviária.”
Rosália que já tantas vezes havia carregado Maurício em seus braços ainda criança, disse a Marta sem tirar os olhos da mesa onde terminava de ajeitar os talheres:
– “Bom dia, Dona Marta. Que bom ver a alegria de Seu Jorge em relação a Maurício. Não pude deixar de ouvir aqui em baixo ele se despedindo do nosso menino. Graças a Deus o desentendimento entre eles teve seu fim. Bem se vê que ele está que não se agüenta de tanta felicidade. Benza a Deus.”
– “É Rosália, você tem razão. Esse pai sempre foi louco pelo filho, mas, graças as nossas orações ele aceitou que o menino fosse estudar na capital, ficando longe de nós, mas, ainda acho que essa alegria toda é pelo reencontro, pois, se dependesse dele, Maurício ainda estaria aqui conosco.”
Maurício estava mais magro, e isso foi logo reparado por Marta e Rosália, que juntas afirmavam em coro que dariam um jeito nisso. “Coitado desse menino”, diziam se repetindo. Jorge só preocupava em saber sobre os dias do filho na faculdade. E pensava reflexivo e ainda inconformado – “ele bem que poderia fazer a engenharia na mesma faculdade que cursei há vinte anos.” Todos seguiram direto para casa, e no caminho Maurício só pensava em se desvencilhar de tantas perguntas, afinal, se sentia feliz com a faculdade, e também por retornar a cidade para aquele final de semana.
Chegada a noite, a feira de exposição agropecuária que sempre foi um marco naquele interior, estava repleta pelos visitantes da cidade e dos municípios vizinhos. A pressa para chegarem a tempo do show para o qual tinham comprado um camarote, fez com que Marta saísse esquecendo-se da bolsa, o que foi resolvido por Rosália que imediatamente saltou do carro para buscá-la dentro da casa. E lá foram todos, felizes para aquela que era uma noite que faziam questão de estarem juntos desde que Maurício era um bebê de colo.
Terminado o show foram para a área de alimentação em busca da churrascaria que se tornara hábito nos últimos anos.
Após jantarem, Marta e Rosália se dirigiram ao banheiro a fim de retocarem a maquiagem e assim darem uma volta por toda a exposição. Jorge nesse momento abraça o filho com carinho, e resolve esperar pelas duas na porta do restaurante. Abraçado ao filho, lhe dá um beijo no rosto, dizendo emocionado: “Te amo muito meu filho, e só quero vê-lo feliz”. Maurício afirma entender as considerações e preferências do pai quanto a faculdade em sua cidade, no entanto, procura explicar a Jorge o quanto toda aquela experiência irá lhe fazer bem, podendo ver um pouco o mundo lá fora, virando-se sozinho, e aprendendo a ter responsabilidades por seus próprios compromissos.
Isso faz com que Jorge ainda com o braço em torno do pescoço do filho, o aproxime para abraçá-lo apertado, e desfecha dizendo, ao dar-lhe mais um beijo no rosto: -“Tenho muito orgulho de você, Maurício.”
Neste momento se aproximam cinco rapazes e um deles se dirigindo a Jorge afirma em tom de ironia: “Vocês são namoradinhos, é? Agora que estão autorizados pela justiça, todos vocês andam de mãos dadas e abraçados. E o beijinho vai sair?”
Jorge afastando Maurício um pouco, responde que aquele a quem está abraçado é seu filho e que não há nenhum mal nisso.
O rapaz insiste dizendo, agora em um tom quase agressivo: -“Vamos, dêem um beijinho. Não custa nada.”
Nisso Jorge aumenta o tom de voz afirmando que o rapaz está confundindo as coisas, além do que estaria passando dos limites. Que fossem embora, pois, não queria confusão.
Bastou ouvir isso para que dois outros que compunham o grupo se exaltassem em direção a pai e filho os empurrando, o que foi de pronto amenizado pelos seguranças que se encontravam na porta do restaurante.
Reunindo-se à Marta e a Rosália, que perceberam pelas caras de ambos ter acontecido alguma coisa, Jorge logo procurou abrandar o assunto, dando-o por um equívoco. Assim seguiram para o passeio pela exposição, indo direto para a área em que estava confinado todo o tipo de gado.
Horas mais tarde resolvem ir embora e, assim que Jorge encosta a chave para abrir o carro, reconhece a voz que vinha de trás, dizendo: -“Afinal mocinha, não vai rolar o beijinho?”. E mal termina de falar, desfere um soco em Jorge que se voltava para trás. Isto o fez cair. Envolvido por chutes e pontapés, ouvindo os gritos de socorro de Marta e Rosália, que também rogavam pela vida de Maurício, Jorge consegue se levantar e de imediato sente alguém agarrar-lhe pelas costas e morder-lhe a orelha com toda a força. A dor foi tão forte que, também desequilibrado pelo golpe, voltou ao chão.
Seguranças separam a briga. Maurício está machucado com ferimentos leves e dores nas costelas, e Jorge, com muita dor percebe que perdeu grande parte da orelha. O socorro veio de imediato, pois, nessas ocasiões de feiras agropecuárias, em que se concentra um grande número de pessoas, é obrigatória a instalação de uma ambulância na porta do evento. Sem falar que o policiamento é ostensivo.
Tomados os depoimentos na delegacia, com exceção de Jorge que se encontrava hospitalizado, e a família que o acompanhava, os jovens agressores chegam à conclusão de que haviam se enganado, mas, ainda assim se defendem frente ao delegado dizendo: – “Nós não tivemos culpa, afinal eles estavam no meio de todo mundo se abraçando e se beijando. Não sei se isso é mesmo coisa de pai e filho. Só pode ser safadeza. E pior ainda se estiver vindo de dentro de casa.”
Os rumos daquelas vidas retomaram a normalidade, em que pese os agressores estarem respondendo ao inquérito em liberdade, mas, ficou uma lição para se pensar quando no dia seguinte, em todas as manchetes dos jornais da cidade e circunvizinhanças encontrava-se estampado: “Pai e filho são espancados e um deles tem a orelha decepada por estarem abraçados e terem se beijado no rosto.”
Todo o contexto fez com que alguns leitores relacionassem o ocorrido com conhecidos fatos históricos. Um beijo no rosto os trouxe à memória como um gesto de amor e carinho já fora deturpado para sinalizar a traição. Uma orelha decepada os recordou a sequência dos mesmos fatos, quando por uma agressão sem propósito, um discípulo do Amor desembainhou da espada e feriu o soldado romano no mesmo lugar, gesto imediatamente repreendido por Jesus, restaurando o ferimento através do poder que havia nele. E por fim, pai e filho espancados fez com que se lembrassem o quanto o Pai e o Filho sofreram no momento do espancamento e da morte de cruz.
De fato, o amor está esfriando e os homens estão cada vez mais intolerantes para com o próximo. Em que pesem as escolhas e atitudes de cada um de nós, o julgamento e decisão cabem apenas ao SENHOR. É direito exclusivo Seu. Sem substabelecê-lo a quem quer que seja. A nós, seres humanos, cabe apenas reaprendermos a amar. E amarmos de fato.
A vida se torna cada vez mais incompreensível, quando um simples gesto de carinho e afeto por um filho, ou mesmo por um amigo, seja interpretado mediante um ato discriminatório, o que por si só é condenável sob todos os aspectos, e culmine em atentado à integridade física do ser humano.
Por intolerâncias e discriminações como esta, guerras têm sido travadas levando o sofrimento e o desespero a milhares de pessoas. Muitas vezes em nome de Deus.

21
jul

Considere o Deus inverossímil

Marco Aurélio Brasil

Pode ser, por exemplo, que alguém não tenha tido um pai ou uma mãe que realmente se importasse e se interesasse com o que lhe acontecesse. Pode ser que alguém carregue nos ombros o peso de atos dos quais se envegonha tão profundamente que acabe se julgando indigno. Ou então alguém que esteja em uma situação de preponderância e que se perceba incapaz de sentir a mínima empatia por aqueles que estão abaixo de si. Apenas três hipóteses que explicariam a razão pelas quais muitas pessoas se sentem mais confortáveis com a ideia de um Deus irascível e distante, ou então um deus impessoal, mera energia mística que está em tudo e em todos.

Por mais que a tanta gente esta seja a noção que apresenta maior razoabilidade e que seja mais verossímil, ela dará tilt, entrará em curto circuito ao abrir a Bíblia. Porque a Bíblia não se limita a dizer que Deus existe, ela vai ao extremo de afirmar categoricamente que Ele tomou a nossa forma, baixou a guarda,
tornou-se vulnerável, sujeito às mesmas dores e paixões que nós e, por fim, acabou morto.

Um Deus pessoal, debruçado sobre este mundo e sobre cada um de seus habitantes cheio de um genuíno interesse, capaz de sofrer quando sofrem e de se alegrar quando se alegram. Eis o quadro que a tantos causa desconforto, porque destoa do que lhes parece a ordem das coisas.

Pois bem, a noção que temos de Deus impacta diretamente no tipo de pessoa que somos e somente encarar esse Deus inverossímil – o Deus que ama, chora e sorri sem deixar de ser onipotente – pode fazer uma revolução a tal ponto radical que torna o crente capaz de superar aquelas situações que fazem com que a ideia de um deus impessoal seja mais palatável. Somente considerar a possibilidade Jesus Cristo pode fazer alguém superar, só por exemplificar, a ausência de pais amorosos, a culpa pelo passado ou sua própria insensibilidade ao sofrimento alheio.

Se há alguém me lendo que também sente o estômago revirar ao considerar seriamente o Deus que Jesus mostrou, gostaria de lhe dar hoje uma dose terapêutica dEle. Entre tantas opções, pincei esta: “E, chegada a hora, pôs-se Jesus à mesa, e com ele os apóstolos. E disse-lhes: tenho desejado ardentemente comer convosco esta páscoas, antes da minha paixão; pois vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus” (Lucas 22:14-16).

Considere o Deus que deseja ardentemente estar à mesa com seus amigos antes de se despedir. Considere o Deus que está agora ardentemente desejando ver a cena se repetir em Seu reino. Considere que Seu coração pulsa mais forte ao imaginar você, sim, você, naquela mesa.

20
jul

A oração respondida

Gelson de Almeida Jr.

“Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito”. João 15:7

Deus realmente responde todas as orações? Muito se tem tentado explicar a razão de certas “orações” não serem atendidas. Recentemente, conversando sobre orações atendidas, disse acreditar que Deus responde afirmativamente todas as orações. Fui seriamente questionado sobre isto, pois, segundo diziam, somente algumas orações ouvem um “sim” de Deus. Citei então o verso acima e perguntei se Jesus alguma vez mentiu, se alguma vez fez uma promessa que não se cumprisse, a resposta foi não. Analisamos então o verso acima.

Quando afirma que podemos pedir tudo o que quisermos que seremos atendidos, Cristo coloca duas condições básicas, “estar em Cristo”, e “suas palavras devem estar em nós”, ou seja, Ele tem que ser o primeiro, o melhor e o último em nossa vida. Tudo o que fizermos tem que ser através dEle. Suas palavras devem dominar por completo o nosso vocabulário, e isto só ocorre quando estudamos e meditamos em tudo o que Ele nos falou.

Em resumo, as coisas podem ser colocadas da seguinte maneira, quanto mais estudarmos Sua Palavra, mais O conheceremos. Quanto mais O conhecermos, mais O amaremos. Quanto mais O amarmos, mais desejaremos ser como Ele. Resultado, Ele dominará nossa mente, consequentemente, Seus pensamentos serão os nossos, Sua vontade será a nossa e, somente pediremos aquilo que Ele próprio pediria. Experimente pensar como o Eterno e veja como seus desejos serão atendidos.

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